Bullets and Kisses

12 Capítulo 11 – Conversa / Meu anjo


Notas iniciais
Hello girls!!! MIL DESCULPAS POR TER PASSADO TODO ESSE TEMPO SEM POSTAR! Não tenho uma desculpa aparente a dar, apenas posso dizer que estou super sem tempo por conta da escola e também sem criatividade pra fazer capítulos razoáveis (não gosto de fazer só por fazer, por isso tem que estar pelo menos legalzinho pra postar), então peço a compreensão e a paciência de vocês, amores. Kisses, e espero que curtam o capítulo. Nos vemos lá em baixo!

No decorrer dos minutos, comecei a ficar cansada porque pra falar a verdade, eu nem estava prestando atenção na série realmente. Minha cabeça estava a mil, e eu não conseguia me concentrar. Meu foco estava muito longe de ser a TV, mas sim o cara tatuado e musculoso de covinhas ao meu lado. Tantas perguntas circundavam minha mente, e a maioria delas sem resposta... Não era do meu costume ficar confusa ou nervosa, mas essa situação realmente estava extraindo o pior de mim.

Ao olhar para o lado direito da cama, notei que Emmett continuava na mesma posição que antes. Parecia interessado no programa da TV, mas eu conseguia perceber que seus pensamentos também estavam imersos em outras coisas. Talvez ele se encontrasse tão questionador quanto eu, ou poderia apenas não estar nem ligando.

– Se quiser, pode tirar uma foto. Tenho certeza que ela dura mais. – ele disse, ainda virado na direção da televisão, mas dessa vez com um sorrisinho no canto dos lábios.

— Você é tão engraçadinho – debocho – Parece que gosta de séries de menininha hein?! – sua cara de indignação foi ótima.

— Eu nem estava assistindo, sua boba. Apenas pensando no quão criança você é!

— Criança? Por que você diz isso?

— Primeiro, como pode colocar uma série tão infantil assim? – ele fala, com a expressão encabulada.

— Ah, achei que você gostasse. Parece ser a sua cara. – rio. Por mais que esteja “bravo”, ele também ri.

— Uhum, ela é bem parecida comigo mesmo... – nesse intervalo de tempo percebi que ele vinha se aproximando. Tá calor aqui né?!

— É, hum... – imito um bocejo – Que tal a gente ir dormir, hãn? É melhor você ir pra sua casa, já está tarde e além disso eu tô com muito sono...

— Aham... onde aprendeu a mentir tão bem assim? – ele pergunta com ironia – Sério, vamos admitir. Você não consegue me enganar nem tentando. – em seus olhos encontro certo divertimento, mas sei que não é só isso.

— E você me subestima muito... Isso pode te prejudicar uma hora – falo baixinho e passo as unhas pela sua barba por fazer. Ele se arrepia, eu sei.

— É... Acho melhor conversarmos não é mesmo? Fale sobre você. – o percebo mudando de assunto, mas não reluto apesar de o que vamos entrar agora também não me agrada.

— O que quer saber?

— Tudo. Como era sua vida antes de morar em Forks, sua família, amigos, algum segredo obscuro que talvez eu deva saber... – rio nessa última parte. Só não sei se é de nervosismo, ou é realmente pela sua piada boba.

— Fale primeiro sobre você então. O que tem por traz do bad boy da Forks School? – isso pode ser divertido.

— Isso é meio que golpe baixo, porque eu perguntei primeiro mas vamos lá. Tenho 19 anos, faço 20 mês que vem. – arqueio a sobrancelha, e ele ri – Meus pais são Carlisle e Elizabeth Cullen, mas minha mãe morreu pouco tempo depois do nascimento da Eleanor. – ele rapidamente olha para o teto, e acho que falar da mãe deve ser difícil pra ele, mas num milésimo de segundo depois está me encarando novamente – Alguns anos mais tarde, ele casou com Esme Platt, que é minha atual madrasta. Você já conhece meus irmãos... Bom, acho que é só isso. – ele fala fechando os olhos com certa força.

— Não é só você que percebe quando eu estou querendo esconder algo. Vamos, continue. Você sempre morou em Forks? Sempre foi um bad boy filho da mãe dos livros? – faço a última pergunta com um sorrisinho sarcástico.

— Engraçadinha. – ele ri pelo nariz antes de continuar – Bom, nem sempre morei em Forks. Eu viajei muito, e já morei em vários lugares. Temos uma casa em Nova York, que é onde costumamos passar as férias. E acho que desde que me entendo por gente, fui esse filho da mãe que você diz. Gosto de carros e velocidade por isso comecei a fazer o curso de engenharia mecânica. Bom, tá na hora de um segredo obscuro né? – rimos, e eu assinto. – Você tem que me prometer que não vai contar pra ninguém. – novamente, assinto. – Eu toco violão, guitarra, bateria, e canto. – rio de leve.

— Uau. Não esperava isso de você, mas é interessante. Eu toco piano, e também canto um pouco. Literalmente muito pouco. – rimos.

— Edward também toca piano... Há muito tempo não fazemos isso. Nossa mãe adorava quando tocávamos, e como Alice não era boa em algum instrumento muito menos em cantar, ela ensinou a baixinha a pintar. Por isso, se você perceber, no apartamento tem alguns quadros feitos pela anã. – eu realmente havia visto os quadros, mas achei que apenas haviam sido comprados. Estava enganada.

— Nossa... isso é bem legal. Gosto muito de artes, em todos os sentidos. – falei pensando alto. Lembranças, lembranças...

— Hum... isso me lembra que agora você tem que falar. – olho de relance para ele, e vejo que ainda não acabou.

— Mas porque, se você ainda não falou tudo? – ele engole em seco, e confirmo minha certeza.

— Já disse tudo o que você precisa saber. Agora é a sua vez.

— Você sabe o que faz. Mas eu vou descobrir seus segredos sujos, uma hora ou outra. – dou uma piscadinha brincando, mas percebo que ele fica tenso.

— Pare de enrolar, querida. Quem tem que revelar os segredos sujos agora não sou eu. – por mais que fosse outra piadinha, senti um pequeno arrepio na espinha. Que Deus me ajude.

POV Emmett

Depois que ela me fez aqueles questionamentos, não sei o motivo mas me senti mal. Não queria mentir, não pra ela. Não queria que o que quer que tivermos fosse baseado em mentiras. Queria que ela confiasse em mim plenamente, assim como eu nela. Peraí, o que?! Que merda você tá pensando Emmett?! Para com isso agora, caramba.

— Bom, é... – ela parecia pensar em um jeito de contar, e fiquei mais curioso por isso. – Tenho 17 anos, e completo 18 em alguns meses. Meus pais são Levy e Naomi Hale, e tenho um irmão chamado Noah, que é aquele da foto – ela aponta para o porta-retratos acima da cabeceira. Confesso que fiquei aliviado por isso. – Como você já sabe, eu morava em L.A. com a Bella, e decidimos vir morar em Forks esse ano... Já disse a você que tocava piano, e bom, quando eu era pequena fazia aulas de balé e jiu-jitsu. – olho para ela surpreso, e meu Deus, incrivelmente excitado – Já fiz books para revistas e televisão, como modelo. Enfim, acho que é isso. – como ela diz “acho que é isso”?

— Nossa, isso é bem interessante. Por que fazia aulas de artes maciais? Queria bater em alguém? – pergunto com divertimento.

— Não, eu só fazia porque meu pai queria que soubéssemos nos defender. E também, era divertido derrubar os garotos da academia... – ela ri, e eu definitivamente acho o som da sua risada o mais lindo do mundo. Acho que estou adoecendo da cabeça.

— Que violenta! – brinco – Aposto que você não derrubava eles apenas com socos e chutes...

— E como mais poderia? – ela me olha com uma expressão doce e tranquila. Dava pra notar que não estava mais com tanto medo de mim assim. Não faça merda, Emmett.

— Você realmente não tem ideia do quanto é linda, não é mesmo?! – pergunto, tocando seu rosto. Por que ela tem a pele tão macia, Deus?

— Eu não sou linda, Emmett. Você não sabe quem eu sou... Devia manter distância de mim. – ela diz com pesar, e mentalmente me pergunto, como ela pode dizer tal coisa.

— Conheço o bastante pra ter certeza, e não penso em me afastar de você por nada nesse mundo. – beijo sua testa delicadamente. É ela que não sabe quem eu sou. É ela que deve se afastar de mim, e mesmo assim pensa o contrário.

— Um dia, você vai me odiar. E talvez se odeie também por não ter me escutado. – ela diz e para a minha surpresa, me abraça. Eu instantaneamente retribuo e digo:

— Isso nunca vai acontecer. Eu nunca odiaria você. – fico a embalando até sua respiração ficar calma. – Eu nunca vou deixar você, porque por algum motivo, você tá se tornando tudo pra mim... – falo baixinho, e percebo que ela dorme tranquilamente nos meus braços. Sinto uma tranquilidade quase absurda ao olhar sua expressão delicada. Ela parece um anjo. O meu anjo.

Continua...?

Notas finais
E aí o que acharam? COMENTEM PESSOAL! VOCÊS QUEREM QUE EU CONTINUE? Fantasminhas, comentem queridos, por favor! Me incentiva muito ler os comentários de vocês, porque me faz perceber que querem que eu continue. E minhas leitoras lindas que me apoiam sempre, me perdoem mesmo pelo atraso, espero que gostem desse capitulo e me digam o que acharam. Kisses, Mack Lutz.