Bullets and Kisses
2 Capítulo 1 – Tentando Recomeçar
Notas iniciais
ACORDO CEDO, porque é o primeiro dia de aula. Fico mais aliviada no primeiro dia de aula do que no último. Começos são sempre melhores que términos.
Levanto rápido da cama, faço minha higiene matinal, e vou direto para um banho. Acho que não me sinto muito à vontade nesse apartamento, mas por enquanto vou ter que me adaptar. Volto para o quarto, e escolho uma roupa básica: calça jeans, camiseta regata, casaco do meu time de basquete preferido e botas pretas de cano curto e salto. Basicamente, dou uma conferida no horário, e já passa das 07:30, e temos que estar na faculdade 08:00 horas. Isso mesmo, você leu bem. Temos. Eu e Bella, minha companheira de apartamento e melhor amiga. Por falar nisso, ela não está acordada. Subo até seu quarto, e a vejo esparramada na cama igual a uma morta.
– Bella? — tento acordá-la mais é inútil. – Bellaa?! ACORDA ISABELLA, NÓS TEMOS AULA! – De repente vejo um vulto espatifado no chão.
–Ai meu Jesuzinho, o que foi que eu fiz de tão errado para não ter o direito de dormir pai?! – resmungava a preguiçosa.
—Vamos, levanta que a gente já tá atrasada.
– Atrasada pra quê Senhor?!
– Ahahahaha! Bella, você é hilária. Agora é sério, levanta. A gente tem que comer e ir pra universidade logo!
– Tá, tá, tá, sua mandona. Já vou. Mas fique sabendo, que eu quero um café bem gostoso, porque eu tô morrendo de fome.
– Uhum...E eu sou o Brad Pitt. Anda vai logo, se não eu vou sozinha. – não espero ela responder e me afasto do quarto.
É, essa vai ser minha nova vida daqui por diante. Mas, é suportável. Agora, 15 minutos depois, estou colocando a xícara de café na boca quando Bella chega e se joga na mesa.
— Sabe Rose, eu até que tô ansiosa pra começar a estudar nessa universidade. Novos colegas, novos professores, NOVOS GATINHOOOS!!!
— Só você mesmo, pra me dizer isso. Não estou atrás de nenhum gatinho, nem de nada disso. Você sabe os meus motivos pra estar aqui, e não estou brincando em dizer que não preciso de nada disso pra viver.
—Uiuiui, calminha aí loira. Relaxa, que eu não quis te ofender nem nada. Só quero que se divirta e tente esquecer todas essas merdas. – e por ai acabou a conversa.
Descemos até a garagem, e pegamos meu Corolla branco, que por sinal, era o único presente naquela área. Pego as chave, e dirijo até o endereço de Forks High Scool. Nossa que nome bosta. Não tinha pensado nisso quando me matriculei, mas pensando agora, é estranho...Enfim, deixa pra lá. Chegamos e em menos de 2 segundos, Bella pula para fora do carro e vai “arrasar” com os novos brinquedinhos. Não importa, ela tem esse poder.
Arrasto, enfim, os pés para fora do carro, e percebo o quanto estava frio. Dizem que o inverno aqui é rigoroso, mas, acho que é hora de me acostumar. Vamos lá, eu consigo, não deve ser tão horrível assim. Entrei na escola, e rostos novos se misturavam na multidão. Do outro lado do campus, as líderes de torcida fofocavam sobre alguma coisa relacionada a uma nova coleção de roupas de marca. Que desperdício! Já vi onde isso vai dar... Revirei os olhos e segui em direção à secretaria, com o simples objetivo de pegar os meus horários. Mas, de repente, ouço passos apressados e gritos histéricos de alguém que eu conheço muito bem. Isso mesmo, se você pensou que era a louca varrida que me deixou sozinha, acertou em cheio.
— Roseeee! Como é que você me abandona desse jeito, garota?
— Como é a história? Você que saiu correndo sua doida. E tanto faz, vamos logo pegar nossos horários e ir pra aula. – encerrei a conversa de uma vez e arrastei Bella até a secretaria, e dar de cara com uma senhora, aparentemente idosa, com cara de quem comeu e não gostou. Argh, que simpatia logo de cara hein...
— Com licença, é que a gente queria pegar nossos horários. É, Rosalie Hale e Isabella Swan.
— Oh sim, claro. Engenharia Mecânica e Administração, respectivamente, não é?
— Sim, é isso mesmo.
—Aqui está. Sua sala senhorita Swan, é a 108, e a sua senhorita Hale, é a 306.
—Obrigada – dizemos nós duas juntas e saímos em direção ao corredor que agora se encontra vazio. – Bom Rosinha do meu coração, aqui nós nos despedimos, e vamos de encontro ao conhecimento, puuuuuffff.
— Hahaha, divirta-se com esse conhecimento. Nos encontramos no intervalo. Beijinhos e até daqui a pouco. – e assim ela sai caminhando pelo corredor, me deixando sozinha pra encontrar a tal sala.
Devo ter passado cerca de 5 minutos até encontrar a sala 306. Ô coisinha longe, viu?! Enfim, crio coragem e entro pela porta cinza. Acho que estão vendo algum vídeo, porque não tem ninguém. E então, depois de pensar isso, a luz acende e me vejo em uma sala cujos alunos são somente do sexo masculino e o professor também. Ah, que maravilha.
— Senhorita, creio que esteja na sala errada. O curso de moda é logo ao lado. – o velho com cara de tacho diz.
— Aqui é a sala 306, do curso de Engenharia Mecânica? – pergunto educadamente, mas já sem paciência.
— Sim, sim.
— Então, estou na sala certa. – depois de um longo tempo, vendo minha documentação, e tudo mais, ele finalmente se convence que estou na aula correta.
— Bom, senhorita Hale, meu nome é Marcus Singer, e no momento espero que se acomode para eu dar continuação à minha aula. Infelizmente, não poderá escolher seu lugar, porque como pode ver, tudo está cheio, então sente-se naquela carteira ali, à sua direita, ao lado do senhor Cullen. Senhor Cullen, por favor, levante sua mão, para que a senhorita possa se juntar a sua companhia. – então, eu vejo um garoto lá atrás, levantar a mão, e sigo até lá. Ai, seja o que Deus quiser.
Sento-me sem olhar para a cara do sujeito, e espero o professor dar continuidade à palestra. Mas, o que é bom dura pouco, e então sinto uma mão me cutucando. Me viro rapidamente com a intuição de dar uma boa resposta ao rapaz, mas vejo um par de olhos azuis como água, me analisando com cautela. “Hum, se ele tá me olhando, acho que não perco nada por analisar também”, uma vozinha me diz na cabeça e sigo a minha breve análise... Ooohh, bonito. Alto, forte (até de mais), rostinho de criança e tem cara de quem faz tudo o que quer. Volto meu olhar para seus olhos, que agora observam minha expressão. Uuuhh, ele me descobriu... Não tenho medo de descobertas, bonitão. Penso em virar minha cabeça para o outro lado, mas quando eu menos espero, o grandalhão resolve falar:
— Olá, sou Emmett Cullen.
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