Bullets and Kisses
15 Capítulo 14 – Talvez um dia...
Notas iniciais
No capítulo anterior...
POV Emmett
— Tá. – ela diz apenas, e me despeço dela com um beijo no rosto.
Quando estou fora do apartamento, me dou conta do quão eu estou perdido.
***
POV Rosalie
Já faziam uns cinco minutos que eu estava parada só olhando para o tempo e com a mão no local do beijo que ele havia me dado, apenas pensando como uma garotinha boba que acredita em contos de fada. Eu sinceramente começava a me perguntar como eu conseguia ser tão confusa as vezes... A verdade é que são poucas as coisas que estou conseguindo manter firmes atualmente, e pelo menos meu lado emocional tem que ser uma delas. Não posso me permitir viver outra ilusão, e Emmett parece conseguir trazer o pior e o melhor de mim ao mesmo tempo, assim, sem nem permissão.
Balanço a cabeça uma vez, querendo tirar esses pensamentos de mim. Ele não controla a minha vida, eu controlo. O que temos, que não pode nem ser chamado disso, são apenas investidas da parte dele com o único objetivo de me levar para a cama, então não tenho porquê imaginar qualquer outra coisa que seja. Acho que tenho coisas mais importantes para pensar ultimamente, e me preocupar com tolices amorosas não vai me ajudar de nenhuma forma. Eu sinto nada por ele e ele sente nada por mim, simples assim. “É... é fácil me acostumar a isso.”
Deixando de lado meus devaneios, tomo um banho rápido e seco os cabelos, passo desodorante, logo começando a procurar uma roupa para ir. Enquanto ontem parecia um dia incrivelmente frio, hoje estava um clima ameno, um pouco nublado e a brisa fria que insistia em entrar pela janela do quarto me dizia que estávamos na “temperatura ambiente” de Forks. Assim sendo, optei por uma blusa de moletom branca com listras no braço e uma calça também de moletom, preta, com o nome New York escrito. Eu nunca fui do tipo “louca por moletons”, mas com certeza tinha aprendido a gostar depois de vir morar aqui, além de ser discreto e totalmente diferente do meu antigo gosto para roupas. Eu estava diferente, eu era uma Rosalie diferente. Pensar nisso me dava um leve conforto, e a sensação de mudança já não era tão odiada por mim quanto era antes. Bom.
Depois desse pensamento, calcei um tênis vermelho com detalhes brancos da adidas, e fiz um rabo de cavalo no topo da cabeça, seguindo uma maquiagem leve composta por rímel e um gloss laranja. Passei perfume e pronto, estava pronta para o tal almoço.
Blusa:https://www.dmsboutique.com.br/moletons-sueteres/blusa-de-moletom
Calça: https://www.lojaverse.com.br/calca-moletom-verse-new-york-feminino-preto
Cabelo: http://claudinhastoco.com/rabo-de-cavalo-5-opcoes-para-copiar/ (N/A: gente, é o primeiro modelo ok?!)
Desci as escadas e fiquei sentada no sofá mexendo no celular enquanto esperava pacientemente Emmett chegar. Em algum lugar da minha memória, um tempo distante que mais parecia outra vida, me lembrava que a outra Rosalie simplesmente teria a capacidade de negar as coisas sem pestanejar e não esperaria por ninguém para ir a algum lugar. É... realmente outra vida.
Algum tempo depois ouço a campainha tocando e antes de me arrastar em direção a porta, noto o suor frio que desponta de minhas mãos lembrando rapidamente das palavras inesquecíveis e repreendedoras de Naomi Hale: “Uma dama não sua Rosalie, ela brilha”. Nesse caso mamãe, estou brilhando como uma estrela. Afasto o leve tremor que me percorre pelo momento e finalmente vou abrir a porta.
Dizer que ele parecia bonito era quase um eufemismo, pois o homem a minha frente apesar de simples, conseguia manter a mesma beleza e virilidade que nem eu conseguia entender. Me perguntava se existia algum momento que ele ficava feio, ou possivelmente menos gosto... URGH! Reprimi o pensamento antes de termina-lo e depois de me dar um tapa internamente, fiquei alguns segundos estática antes de finalmente abrir a boca:
— Oi, Emmett! – outro tapa interno dado com sucesso. Por que eu não podia falar normal? Talvez menos animada, ou até com menos entusiasmo, quem sabe ter ficado calada.
— Olá, meu anjo! – é, antes que minha cabeça começasse a fantasiar com esse apelido e o possível entusiasmo da parte dele, fechei a janela da ilusão e foquei na parte que eu pegava a chave do apartamento e o celular com dinheiro, para depois ir para fora e não lhe dar a mínima chance para entrar.
— Por que tanta pressa? – ele pergunta depois de eu ter praticamente ter o empurrado para o elevador. – E aliás, você está linda. Mais que isso, me pergunto como consegue ser tão linda a ponto de fazer uma simples roupa ficar perfeita em você. – depois dessa, sinto meu rosto queimar e pela cara que ele fez eu só posso estar tão vermelha quanto um pimentão. Droga. – Você fica mais linda ainda quando cora. – agora talvez a cor rubra no meu rosto não fosse só de vergonha.
— Emmett, olha: obrigada pelo elogio, mas prefiro você com a boquinha fechada. Quanto à pressa, já devem estar todos nos esperando e eu odeio fazer os outros esperarem– e foi, não que a ultima parte fosse verdade. Na minha opinião eu não chego atrasada, as pessoas que chegam adiantadas, mas ele não precisa saber disso.
— Nossa, desculpa. – não que ele sentisse culpado, o sorriso malicioso no rosto dele desfazia qualquer arrependimento que ele dizia ter – E não acho que estejam entediados esperando por nós, já que não faz muito tempo que chegaram lá, além de que meus irmãos provavelmente sorrindo e conversando com sua amiga e seu primo. Coisa que podíamos fazer, mas você não facilita – pensei ter ouvido essa parte baixinho como um resmungo, mas antes de qualquer pensamento ser formulado, o elevador indicava que havíamos chegado ao térreo.
— Enfim, acho melhor não ficarmos demorando. – ele gentilmente abre a porta de um Audi preto que eu não reconhecia, e que me levou a flashes do meu Audi prata que deixei pra trás. Meu bebê deve estar sofrendo sem mim.
— Como quiser, senhorita. – ele entrou e deu partida no carro e saiu, antes de começarmos uma conversa agradável apenas de banalidades. – Você gosta de carros?
— Obviamente sim. – respondo pensando no curso que faço na universidade – Eles são minha paixão desde pequena.
— Acho que tô apaixonado! – ele diz, colocando a mão no coração e voltando a olhar para a estrada. Claro que ele estava brincando, mas não pude evitar sentir uma pontinha de felicidade pela declaração. – Como uma loira gata, inteligente, esperta, que gosta de carros, luta e parece um anjo como você, está solteira? – ele leva um nano segundo para reformular a última parte – Espera, você é solteira, não é? – ele me olha e acho que estou imaginando coisas, mas consigo ver um misto de dúvida, incerteza e até irritação em seu olhar.
— E isso te interessa? – pergunto com certo divertimento.
— Você não me respondeu – ele novamente se volta para a estrada e consigo ver o musculo de sua mandíbula tenso. Encaro seu rosto uns bons 15 segundos antes de falar:
— Sim, Emmett, eu estou solteira sim. – e com isso, o ar que eu nem sabia que estava prendendo se esvai e o sorriso em eu rosto cresce à medida que ele parece saborear minhas palavras.
— Fico feliz em ouvir isso. – a forma como articulou, tão firme e honesto e... Aliviado, me deixou novamente sem fôlego. – Não terei que dar um soco na cara de alguém por essa razão. – puxei novamente uma quantidade imensa de ar antes de perguntar:
— Por que você socaria alguém por me namorar? – ele deu um sorriso hesitante antes de responder.
— Talvez um dia eu tenha a reposta para a sua pergunta. – e pela segunda vez naquele dia, fiquei sem palavras e me deixei ser levada pelo pensamento de um final feliz, como nos contos de fada. E eu não podia estar mais errada ao fazer isso...
Continua...?
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