Bullets and Kisses
13 Capítulo 12 - Pensamentos soltos...
Notas iniciais
POV Rosalie
Luz. Hmm, com certeza luz. Raios solares idiotas que tinham que incomodar meu sono. Frio. Ah, esse me faz bem, além de trazer a vontade de não sair da cama pelo resto da vida. Cobertor, tão quentinho e... Hum, braços. Fortes e musculosos, quase me perco nesse abraço. Pera, O QUE? AI MEU DEUS! Abro meus olhos o mais rápido que consigo e dou de cara com... Emmett. Onde estou? (N/A: essa é a pergunta que eu me faço quando acordo depois de um longo tempo dormindo) Que merda aconteceu?
Depois de alguns segundos tentando assimilar tudo, percebo que ele dormiu na minha casa. Na minha cama. Comigo. (N/A: sério Rose? Percebeu sozinha ou teve ajuda?) Não, isso não aconteceu. Tento fechar os olhos e imaginar que foi só um sonho e logo vou acordar, mas a respiração quente e compassada na minha nuca fica zombando da minha tentativa falha de inocência. Aiaiai, calma. Respira. Não aconteceu nada, vocês são amigos, tá tudo bem. É... posso conviver com isso.
Olho no relógio e vejo que ainda são 08:00 horas. Eu devia tentar dormir, é a melhor opção. Mas sinceramente não sei se consigo. O que eu fiz ontem? Contei a minha vida a uma pessoa que eu conheço a menos de uma semana, quero dizer, não contei tudo mas o que omiti foi apenas uma parte. Não sou boa em me abrir com as pessoas, e repentinamente falo sobre tudo (ou quase tudo) com um estranho! Eu acho que tô ficando maluca... É, só pode ser...
Por um lado, fiquei feliz em conversar com ele e ouvi-lo falar sobre a sua vida também, mas por outro lado percebi que ele omitiu algo, assim como eu. Pode ser coisa da minha cabeça, mas notei que seu semblante não era mais de animação ou malicia no final das suas palavras. Era algo parecido com um misto de preocupação, ansiedade, nervosismo e cautela. Talvez um pouco de arrependimento, mas não vejo motivos pra isso. E pensar que quase revelei o que mais tento esconder esses últimos meses... Se ele realmente descobrisse que eu estou envolvida em tantas merdas ia se afastar de mim, ou pior, ia sentir desprezo por mim.
Pode parecer estranho, mas não gosto que as pessoas fiquem magoadas, ressentidas ou algo do tipo comigo. Podem ficar com raiva ou quererem a minha morte, mas se entristecer por minha causa é algo que eu não me sinto bem, e na maioria das vezes tento concertar o mais rápido possível. É meio que involuntária a minha vontade de agradar a todos, e há pouco tempo me dei conta de que isso é impossível, porque nunca podemos deixar todos felizes. E a nossa felicidade? Será que ela tem preço?
Quando viajei para Forks com Bella, meu objetivo era esquecer o passado. Longe de tudo e de todos, pensei que conseguiria recomeçar e construir uma vida sem nada parecido com o que eu passei, sem nenhuma preocupação, e o mais importante, sem ninguém que pudesse me julgar e muito menos entrar no meu caminho. Eu seriamente esperava encontrar paz e sossego aqui mas tudo o que eu não precisava está abraçado ao meu lado, num pacote perfeito de músculos, tatuagens, covinhas e olhos azuis. Se duvidar, acho que as roupas vêm como se fossem um lacinho vermelho do presente de natal: só para enfeite.
Vê? É isso que quero dizer. Ele consegue me levar de um extremo a outro em questão de segundos, e isso não é bom. Minha quase nula experiência com rapazes me diz que esse caminho é sem volta. Sim, quase nula. Desde que eu era pequena, papai sempre cuidava para me deixar longe dos garotos e quando este não estava presente, Noah fazia seu papel desnecessário de irmão ciumento. Não era como se eu obedecesse muito, mas os meninos costumavam ser muito babacas, e da última vez que eu dei atenção a um, ele “quebrou meu coração”.
Olha, o sentido dessas palavras é bem relativo no meu caso. Eu não o amava de verdade, mas sendo sincera, gostava da companhia dele. Foi apenas uma traição bem básica, em que eu vi ele beijando uma garota, e bem no fundo antes de tudo começar entre a gente eu já suspeitava que ele gostava dela. Não foi tão difícil esquecer, porque eu tinha outras coisas que precisavam mais da minha atenção, e no final eu liguei mais pro lado profissional do que pro lado emocional. Nesse quesito não me arrependo do que fiz, porque ficar sozinha não arranca pedaço de ninguém, pelo contrário: evita problemas.
Mas voltando a parte central do assunto, eu apenas não podia ultrapassar a zona amizade com o Emmett. Ele parece ser uma ótima pessoa, mas eu sinto que não é o cara certo pra mim. Na verdade eu acho que não mereço ninguém e talvez tenha nascido pra ficar sozinha. Não seria legal ter uma namorada com a carga que eu tenho e com certeza ele merece alguém melhor, porque mesmo se aproveitando da maior parte da população feminina da faculdade e talvez de outros lugares, ele um dia vai se apaixonar por uma pessoa e essa pessoa vai ser perfeita pra ele. É, vai ser assim...
Continua...?
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