Bulletproof Heart

20 Não é o fim do mundo


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece né? Parece que alguém resolveu dar as caras aqui e.e...
Em primeiro lugar, não fique com raiva de mim ou algo do tipo. A não ser que você queira. Aconteceu muita coisa desde o último capítulo postado, que nem meu era, e eu não estava com cabeça, emocional ou inspiração para escrever nada. Absolutamente nada. Se alguém me stalkeou (duvido) no twitter, tumblr ou caralho a quatro, não, eu não estou lidando bem com o que está acontecendo. Essa é a minha justificativa, perdão, eu realmente não posso priorizar uma coisa que não seja a minha felicidade, nem me afastar dar certo. Então, perdão outra vez. Só esclarecendo, eu amo todas vocês, de verdade. Se algum menino tiver lendo, também.
Espero que gostem, foi o meu máximo por enquanto.

Katie

Eu sou uma idiota. Não, eu sou uma imbecil mesmo. Aliás, o que deu na minha cabeça para eu pegar um cara mundialmente famoso numa festa e ainda por cima SABENDO que minha mãe IA descobrir isso? Não consegui dormir, aliás, nem deitei a cabeça no travesseiro, eu lançava um olhar fixo de desgosto para a “amada senhora Knight que é boa com todos” e eu tinha certeza que ela sentia meu olhar em suas costas. De repente, ela virou e me encarou inconformada.

- Você não vai parar?

Não respondi. Mesmo estando escuro, eu estava sentada na cama e o brilho do luar iluminava meu rosto, minhas lágrimas de ódio e incompreensão desciam silenciosamente. Senti que se falasse algo, desabaria de vez. Então continuei a fitando, sem nem mesmo piscar. Ela se mexeu desconfortavelmente.

- Isso é para o seu bem.

- Eu te odeio. Eu nunca fui tão humilhada na minha vida, e olha que já fui muito humilhada. – Revirei os olhos com uma voz de choro misturada com uma de raiva. Ela não respondeu. Mas seu olhar caiu e ela escondeu o rosto no travesseiro.

Que fuja dos seus problemas.

Eu a odeio.

Ao mesmo tempo que pensei isso quase dei um pulo quando meu bumbum vibrou, melhor, meu celular vibrou e nem havia percebido que estava sentada nele.

Não a odeie, ela é sua mãe e quer seu bem. Sei que não é nada fácil porque não estou no seu lugar, mas apenas, não a odeie. Vou falar com o James, fique calma – xoxo Sam

Parece que a rainha do “eu odeio tudo” tem um bom coração. Ela que tente negar que no fundo é meiga e eu meto a mão na cara dela.

Sam

As meninas estavam dormindo. Ou fingiam dormir. Mesmo sendo amiga da Katie não posso negar que foi uma vergonha muito grande. Se isso não sair nos noticiários então ela tem muita sorte. Levantei na ponta dos pés, e o que eu pensava se confirmou: ninguém dormia. Cammie se remexeu um pouco e apenas suspirei. Calcei meus chinelos – não uso pantufas, isso é muito brega – e saí do meu quarto. Quando olhei no relógio do meu celular me dei conta que são quatro da manhã.

Foi só pisar uns três passos e vi James olhando o chão, com os braços cruzados e semblante morto.

- Não é o fim do mundo. – Sussurrei e ele deu um pulo quase derrubando uma planta do lado dele. Revirei os olhos. – Você é muito idiota.

- Obrigada, é tudo o que preciso ouvir. – Respondeu seco.

Se ligou que a gente é muito amigo, né?

- Não seja sarcástico comigo.

- Disse a rainha do sarcasmo! – Ele sarcasticou outra vez.

- Sou sim, eu posso usar com os outros, ninguém pode usar comigo. – Vociferei. – Vamos para o elevador.

Ele arqueou uma sobrancelha.

- Não é pra isso, criatura acéfala. – Revirei os olhos já sentindo que eles iam cair de tanto mudarem de posição.

Ele me seguiu até o elevador que levava para o quarto andar e tranquei a porta.

- Espero que não dê problema.

- Espero que coisa de elevadores quebrados seja apenas macumba com a Katie. – Comentei e ele voltou a ficar triste. – Para com essa carinha de cachorro, sua tristeza está me contagiando.

- Queria que um trem te atropelasse. – Ele bufou impaciente.

- Também queria isso. – Me assustei, porque disse isso de forma tão natural e sincera que não pareceu ironia. E não foi.

- Você é bipolar e problemática, além de parecer uma suicida depressiva que deve ser uma assassina de aluguel. – Acusou. – O que você quer, por Cristo?

- Obrigada pela parte que me toca. – Falei emocionada com a mão no peito. – Eu vim aqui porque prometi pra Katie que ia falar com você. E antes que eu diga que me arrependi e fiquemos nesse chove não molha infantil até amanhecer, vai ficar tudo bem.

- Eu diria que você também é doente mental. Mas gosto que esteja se esforçando. – Deu um sorriso.

- Obrigada, eu sou demais. – Falei, mesmo sabendo que não é verdade. – Em primeiro lugar, não odeie a mãe da Katie.

- Não odeio.

- Isso é um bom começo. Você sabe como mães são preocupadas e tudo mais, acham que pode controlar nossos impulsos emocionais e hormônios, além de acharem que podem opinar na nossa vida. E podem. – Falei com raiva, porque sim, é verdade. Pelo menos até os dezoito. – E não desista da Katie por isso.

- Eu não vou.

- NÃO ME INTERROMPA! Então, sua banda, seu romance que tá pior que novela da globo e todas essas coisas vão ficar bem. Pode parecer que não, mas no fim tudo melhora. E quando você achar que não pode piorar, vai piorar. Mas quando menos esperar, irá melhorar. As pessoas, ah, James, as pessoas que nos amam nem sempre nos protegem da forma certa. A Senhora Knight ama a Katie, e ela te ama também. Big Time Rush não vai acabar por crise midiática só porque você tá pegando a irmãzinha do seu melhor amigo. – Eu acho hehe. Droga, fica quieta consciência! – Você gosta muito dela, e vejo que é sincero. Qualquer cego vê. O amor de Romeu e Julieta não morreu, e olha que era muita gente desaprovando eles juntos.

- Eles morreram! – James falou incrédulo.

- Pode ser... – Gesticulei com a mão, vendo que não foi o melhor exemplo. – O que quero dizer é que você vai ficar com sua garota, vai continuar fazendo sucesso e vai conquistar sua sogra. É que foi tudo muito repentino, sabe? – Soquei seu ombro amigavelmente. – Você tem amigos dispostos a te ajudar. Até eu.

Fiz uma careta falando a última parte.

- Nossa, que amorosa.

- Sempre. – Sorri. – Agora você vai entrar no seu quarto, falar pros seus amigos que vocês vão estourar em todas as rádios no próximo CD e que Katie é sua querendo ou não. E vai mandar eles irem dormir, porque não é preciso ter superpoderes pra saber que ninguém está dormindo. Ah, manda um beijo pro Carlos.

- Não o iluda.

- É só um beijo!

- Sam, você tem problemas que eu sei. Eu estou falando sério, qual foi o grande trauma que te deixou assim?

- Sou tão transparente desse jeito?

- Só quando deixa seu emocional falar mais alto. O que você tem? Para uma garota de 16 anos é a pessoa mais deprimida e sarcástica que já conheci, sei que não quer se envolver com o Carlos porque tem medo de magoar ele ou não se acha boa o suficiente.

Arregalei os olhos. Não estava incrédula por tudo ser mentira, mas surpresa por tudo ser verdade.

- Eu só me cansei de tanta porcaria. E não posso fazer o Carlos feliz se não sou feliz. Ele merece alguém que o faça sorrir todos os dias, ele é muito amoroso, meiguinho, ursinho... Eu sou o oposto disso, eu sou pior que todos.

- Você não é assim.

- James, vá fazer o que eu te disse para fazer. – Dei uma piscadela, mas sabia que minhas feições denunciavam meu estado de espírito.

- Isso não acabou Sam. Eu vou descobrir o que você tem. – Ele falou, e depois sorriu. Me deixando de boca aberta.

Para um lesado, ele não é tão lesado assim.

Uau, essa frase foi muito coerente.

Notas finais
Se você não leu as notas iniciais, por favor, leia.