Bullet

3 Capítulo 3 - Sea Of Lovers


Notas iniciais
Tentarei postar capítulos seguidos essa semana pois estou com um tempinho livre. Não se esqueçam de ler as notas finais!!!! Boa leitura.

As palavras de Antoinette Topaz não saíam da minha cabeça, será mesmo que eu poderia ser alguém doce? Não era aquela visão que todos tinham de mim, e além disso, eu não ajudava, sempre sendo uma imbecil com todos, como se fosse uma armadura que eu usava para que ninguém mais me machucasse.

Saí mais cedo aquele dia, alegando uma forte enxaqueca, oque era uma mentira, apenas precisava espairecer um pouco, nem me importei com o treino das Vixens. Fui até Thornhill e esperei escondida até que os monstros Blossom saíssem de casa, quando o fizeram, cerca de uma hora depois, entrei rapidamente e vesti a primeira roupa de ginástica que achei, precisava correr um pouco para aliviar meus pensamentos.

Corri por alguns longos minutos até perceber que estava chegando no rio Sweetwater, algo naquele rio me chamava, talvez a culpa por ter deixado Jason ir e seguir com seu plano maluco, oque custou a vida dele. Caminhei por dentro da pequena floresta que havia antes da margem do rio e segui em direção a pedra onde me encontraram no dia em que Jason "sumiu".

Ao me aproximar do local, ouvi vozes e risadas, me escondi atrás de um dos arbustos que havia ali, com muito esforço pra não fazer barulho identifiquei quem eram as pessoas, Moose e Midge. Eram um lindo casal, devia admitir, pensava comigo mesma se algum dia seria amada dessa forma, de certa forma era um desespero por ter esse amor incondicional.

Caminhei de volta para a estrada, começava a ficar frio e o céu possuía densas nuvens escuras, talvez fosse chover. Caminhei por um bom trecho e quando estava na altura da ponte ouvi o barulho de um carro se aproximando, estava com medo de olhar quem era.

— Ei, Cheryl — a pessoa me chamou — Precisa de uma carona? — completou a frase.

Me virei para então ver quem era, Moose e Midge, o casal que a poucos minutos havia visto.

— É muita gentileza sua, mas não — sorri e continuei andando.

— Qual é? Vai chover, eu te deixo em Thornhill — ele disse novamente, parei e considerei a oferta.

— Tudo bem — me virei e sorri — Espero que não peça nada em troca — ele revirou os olhos.

Entrei no carro, no banco de trás observei os dois, Moose segurava a mão de Midge firmemente enquanto dirigia, um gesto tão carinhoso que destruía toda a imagem que eles tinham em Riverdale High, afinal, eram considerados o casal no cio do colégio, todos achavam que eles apenas ficavam transando pelos cantos. O silêncio era cortado por alguns trovões, Thornill com certeza estaria parecendo um cenário digno de sexta-feira 13 e aquilo me arrepiava, queria ficar o máximo de tempo possível longe daquela casa. Chegamos na casa de Midge e eles se despediram com um beijo, assim que a garota saiu do carro troquei de lugar e fui para o banco da frente.

— Ok, vamos lá — Moose sorriu para mim.

Estávamos a caminho de Thornhill quando num ato de pavor decidi abrir a boca.

— Vamos ao Pop's — eu disse rapidamente.

— O que? Eu e você? — ele disse arqueando uma sobrancelha.

— Sim, eu e você — disse como se fosse óbvio.

— Cheryl, eu não acho que seja uma ... — não deixei ele completar a frase.

— Qual é, Moose, não vou atacar você — eu disse com ar de deboche — Você nem é tudo isso — dei de ombros.

— Tudo bem — ele disse soltando um suspiro e eu apenas concordei.

Chegamos no Pop's e entramos, havia muitas pessoas ali como de costume, achamos uma mesa livre e nos sentamos. Fizemos o pedido e ficamos em silêncio por alguns minutos até que decidi cortar a tensão.

— Então, você e Midge — ele me olhou — É sério mesmo? — perguntei sem receio.

— Bom, é sério — ele sorriu bobo — Digo, não sei se vamos nos casar e formar uma família enorme mas esse é nosso momento, eu a amo — o sorriso em seus lábios ao falar dela era verdadeiramente apaixonado.

— Ótimo, não acredito em toda essa besteira mas ela parece estar feliz — menti, afinal oque eu mais queria era amar e ser amada.

Comemos em silêncio, evitando olhares ou coisas desse tipo. A tensão se instalou novamente, e dessa vez Moose a cortou.

— Porque quis vir aqui comigo? — ele perguntou direto até demais.

— Bom... — não sabia ao certo oque responde, decidi dizer a verdadeira — Não queria ir pra casa — disse olhando pra mesa e brincando um palito de batata — Quero evitar aquele lugar o máximo possível — o encarei e sorri.

— Acredito que não queira compartilhar os motivos — ele forçou um sorriso.

— Não quero — respondi seca.

— Tudo bem, mas saiba que se precisar, pode contar comigo — ele disse se encostando no banco e sorrindo, apenas retribui.

Pedimos a conta e fomos logo saindo, ao chegar perto da porta, pude ver duas garotas sentadas em uma mesa mais a frente. Reconheci uma delas assim que a vi, Antoinette Topaz, parecia que inconvenientemente esses encontros insistiam em acontecer. Não sei porque, mas me peguei a encarando, ali mesmo, de pé próximo a porta, oque eu não esperava é que ela fosse perceber a minha presença,me encarar e sorrir, fazendo com que uma corrente elétrica passasse por todo meu corpo.

— Cheryl, precisamos ir — Moose disse me tirando do transe.

— Claro, vamos — tratei logo de desviar o olhar e não esboçar nem uma reação.

No caminho, indo para Thornhill, só conseguia pensar no momento que acabara de acontecer, aquela sensação que a muito não experimentava, queria apenas conseguir decidir se aquilo era bom ou ruim. De alguma forma, sentia necessidade de consertar as coisas com Antoinette, e faria isso na manhã seguinte.

Cheguei em casa e me despedi de Moosse com um abraço desajeitado, oque o deixou surpreso e a mim também, em silêncio, desci do carro e entrei na mansão Blossom, a porta se fechou bruscamente me assustando.

— Está tarde, onde estava? — Penelope Blossom estava ao alto da escada.

— Estava no Pop's — respondi

— Bom... — ela desceu a escada — Fico feliz em saber que está saindo com um rapaz — sua voz estava carregada de duplo sentido.

— Moose é apenas um amigo do colégio — expliquei — Você poderia parar de xeretar a minha vida, como se fosse uma mãe preocupada — disse irritada me aproximando dela — Chega de fingir que está tudo bem, Penelope, você é uma péssima mãe, espero que se lembre do que aconteceu com Jason — cuspi as palavras.

— Irá se arrepender disso, Cheryl — ela disse com um sorriso sinistro estampado no rosto.

— Que eu pague pra ver — bufei e subi as escadas.

Acabara de desafiar Penelope Blossom, isso poderia me custar caro e agora estava duas vezes mais assustada, porém, não deixaria que ela me controlasse como sempre fez. Não seria mais a fantoche dos Blossom.

Notas finais
Gente, deixem reviews para que eu saiba se estão gostando ou não, não demora nem cinco minutos e me deixa muito feliz e motivada.