Bullet!
1 OneShot!
Notas iniciais
OIOIOI!
Minha primeira songfic ^^ espero que gostem! E se gostarem n deixem de comentar ^~ aahahha
bjbj aninha
“ELE VAI PULAR!”; “MEU DEUS ELE VAI MORRER!” ;“SAI DAÍ!”; “PULA!”. Era apenas isso que eu ouvia e mais uma confusão de gritos e sussurros juntos dos barulhos inquietos da cidade grande. Eu apenas olhava para eles que estavam a 20 andares de distancia de mim, todos pequenos e insignificantes. Eu já estava a cambalear quase caindo para traz devido ao efeito do Gin com os remédios que de fato não fazem efeito, se fizessem eu não estaria aqui tentando me matar.
Se eu tenho certeza disso?! Sim, eu tenho. Sempre tentei, mas nunca consegui. Todas as vezes que eu usava uma faca para me silenciar eu percebia que estava cega, me cortei varias vezes, armas já foram apontadas para mim por mim mesmo, mas sem coragem de puxar por fim o gatilho. Até mesmo tentei tomar todos os meus remédios de ma vez. Quase consegui daquela vez, mas um vizinho me levou ao hospital e me salvou da overdose de remédios. Eu agradeci a ele no dia, mas por dentro eu queria chorar de raiva e quem sabe mata-lo por me salvar.
Mas dessa vez sem volta! Vou me matar... Meus pulsos ardem devido aos cortes que havia realizado agora pouco, as garrafas de Gin estavam ao meu lado, e eu segurava uma que estava quase por terminar. Bebo um gole assim quase extinguindo o liquido que estava ali e olhei novamente para as pessoas a baixo de mim e quase não as vejo, apenas vejo um borrão e me sinto cambalear para frente e para traz e uma vontade quase incontrolável de vomitar sobe por minha garganta.
Ouço meu celular tocar e o pego com um pouco de dificuldade e vejo no visor binado: “MÃE!“ Sorri de modo melancólico e triste, então abaixei minha cabeça e sussurrei para mim mesmo:
-Ela acabou de ler a carta...
Não me recordo de fato o que havia escrito nela, apenas me lembro de me despedir desta. Era difícil pensar na angustia que ela sentia, ela se culpava, é claro! Ela deve estar pensando em quão péssima mãe ela foi, e na dificuldade que teve em criar um filho sozinha na esperança infantil de que meu pai um dia voltaria para nos. E o pior é que e acreditava, ainda tinha a mesma esperança infantil, e isso de fato dificultou extremamente as coisas...
Esperança...
Palavra estranha não? Algo que parece belo mas que pode te destruir em questão em segundos, como por exemplo, esperança de te ter de novo? Talvez eu ainda tenha. Na verdade não, se não não estaria aqui certo? E você? Tem esperança de que eu sobreviva e a veja amanhã? Por que se eu sobreviver eu irei te ver amanhã mesmo. Alias espero que esteja ciente disso.
As sirenes estão ficando mais altas e audíveis. Se não quiser desperdiçar essa oportunidade tenho de pular agora. Mas como? Toda a coragem que tinha no meu corpo se esvaiu, parece que toda aquela certeza e coragem se foi no momento que me aproximei mais da beirada do telhado. Olhar novamente aquelas pessoinhas abaixo de mim e ouvir o barulho da sirene não ajudava nada as coisas.
Olhei para meu terno que vestia de modo glorioso, ele era chique, bem caro, mas sabe como é, quando você vai conhecer Deus você sabe que quer estar bonito. Olhei em seguida para meus pulsos que estavam ainda cheios de sangue que escorria e caia no concreto do telhado, e depois olhei para a garrafa que sem pensar bebi o resto insignificante do seu conteúdo, olhei atordoado a procura de outra e infelizmente não achei. Então respirei fundo e tentei mentalizar rapidamente comigo:
“Você quer morrer certo? Sim! Você quer acabar com isso não? Sim! Você aguenta mais? Não! Quer deixar tudo isso pra traz? Sim! Então o que esta esperando? NADA!”
Depois dessas pequenas perguntas para mim mesmo abri os olhos e olhei para a imensidão que agora se encontrava embaçada. O vento sopra constantemente para todos os lados e o cheiro e o barulho poluíam a cidade, ótimo cenário para morrer...
-Bom, se sobreviver te vejo amanhã...
Sussurrei para mim mesmo com um sorriso satisfatório. Então me lembrei de uma pequena estrofe de uma musica infantil que mamãe cantava para mim quando era pequeno, ela era bonitinha e veio a tona, então comecei a cantarolar enquanto andava pelas beiradas do telhado como se fossem corda bamba:
-“I wish that I could fly
Way up in the sky
Like a bird so high
Oh, I might just try
I wish that I could fly
Way up in the sky
Like a bird so high
Oh, I might just try” *
Nesse momento que acabei de cantarolar esta parte da tal musica pisei em falso e cai, mas deu tempo de segurar na beirada do telhado e ficar me equilibrando por um tempo. Nesse momento apenas pude ouvir os gritos e os suspiros de surpresa de todos a baixo. O desespero me envolveu por inteiro até que fechei meus olhos e encontrei os seus. Isso me deixou irado e extremamente triste, meu braço doía e sentia o sangue escorrer, as lagrimas caiam incansavelmente e meus pés balançavam freneticamente e incansavelmente, então parei por alguns segundos e cantarolei a ultima parte da musica que faltava antes de me soltar:
-Oh, I might just try… **
Notas finais
A caminho do céu
Tão alto quanto um pássaro
Oh eu poderia tentar
Eu queria poder voar
A caminho do céu
Tão alto quanto um pássaro
Oh, eu poderia tentar
** Oh, eu poderia tentar
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E ai gostaram? Fico pequeno mas eu gostei ahuahua , mas e ai mereço reviws? espero que sim ~^
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