Bruxas e Caçadores
43 Metamorfose
Duas semanas depois...
São Francisco – CalifórniaAs Halliwell tinham recebido uma tarefa de treinar um jovem bruxo. Mas as coisas não estavam saindo tão bem quanto elas esperavam. — Ainda não entendi essa tarefa. – Piper disse andando de um lado para outro. — Na verdade essa mais uma tarefa para o Dave. – Leo disse. – Ele é que tem que provar que...Leo foi interrompido com um forte barulho que veio do sótão. As irmãs se entre olharam e subiram correndo a escada. — O que você está fazendo? – Piper soltou irritada ao entrar no sótão. — Relaxe. Ele está preso em uma armadilha. – Dave disse. — Desculpe, você disse "relaxe"? Você trouxe um Anjo Negro para a nossa casa, e quer que eu relaxe? – Phoebe quase gritou.— Vocês pediram para que eu praticasse magia, e...— Sim. Nós pedimos para você praticar magia simples. – Prue revirou os olhos. – E não trazer um Anjo Negro! Ele pode matar o Leo, ou nos matar. – disse nervosa.Enquanto as irmãs discutiam, o anjo negro conseguiu sair da armadilha, e quase acertou as irmãs com uma espada envenenada. Quando Piper foi lançar seus poderes, ao invés de explodir o anjo negro, lançou fogos de artifício em cima dele. — O que é que...? – Piper perguntou surpresa. Prue olhou para a espada, e ela foi direto a sua mão. E então matou o anjo negro. — Vê, é por isso que não trazemos Anjos Negros para casa! – ela riu.— Ok! Agora vamos falar dos poderes da Piper. – Phoebe olhou para o garoto. — Eu fiz isso aqui. – ele lhe entregou um papel.— Isso explica os fogos de artifícios. – ela disse lendo o papel. — Sem feitiços pra você por enquanto, rapazinho. – Piper disse nervosa.Dave estava envergonhado por ter colocado suas tutoras em perigo, mesmo que sem querer. E foi tentar fazer algo para agradá-las. Mas não deu muito certo, porque ele quase colocou fogo na cozinha. — Olha, eu vou deixar vocês com isso e vou dar um pulinho na casa do titio. – Prue riu. – Espero que quando eu voltar, ainda tenha uma casa. — Há, há, há... Engraçadinha. – Piper riu.— E você Dave, faça o que minhas irmãs falarem e vai se sair bem na magia. – Prue sorriu para o garoto. ***Sioux Falls — Dakota do SulOs Winchesters ainda estavam na casa de Bobby, quando do nada Sam sumiu.— Sei não, o Sam anda muito estranho ultimamente. – Dean andava de um lado para o outro na sala. – Ele está me escondendo alguma coisa, só não sei o que é, mas vou descobrir. — E vai descobrir como?! Você nem sabe onde o garoto está.Prue chegou à casa de seu tio, por volta das quatro da tarde. Parou seu carro do outro lado da rua, e quando entrou na casa, pegou a conversa de Dean com seu tio, que ela julgou ser bem séria. — Quem não sabe onde está quem? – ela perguntou ao entrar na sala. — Prue! – Bobby se aproximou da sobrinha e lhe deu um abraço. – Então o que faz aqui? — Eu vim conversar com senhor, mas já vi que está ocupado.— Nunca estou ocupado para minha sobrinha. – Bobby sorriu.— Oi. – Dean finalmente se manifestou.— Oi. – ela sorriu fraco, ainda estava chateada pelo o que ele tinha feito. – E o Sam?? – então sua ficha caiu ao ver a expressão deles. – Opa! Foi ele que sumiu... Ok, eu vou tentar localizar o irmão fujão. Prue pegou um mapa e um cristal. Depois de abrir o mapa na mesa, ela recitou um feitiço...— “Sobre um mapa um cristal vai buscar e o ponto vai me mostrar onde o Sam está!” Então o cristal parou.— O Sam está onde? – Dean perguntou se aproximando. — Ele está a duas cidades daqui, em um depósito nesta rua. – Prue falou, enquanto escrevia em um papel. – Aonde vai?— Buscar meu irmão. – Dean respondeu já saindo da casa.Prue olhou para seu tio, que apenas acenou com a cabeça para que ela fosse atrás do Winchester mais velho. Ela pegou seu casaco, sua mala e saiu correndo atrás dele.— O que está fazendo aqui? — Eu vou com você! – Prue disse entrando no carro, e jogando sua mala no banco de trás. — Por quê? – Dean a olhou.— Porque tenho a impressão de que talvez você precise de ajuda. – ela deu de ombros.Àquela viagem foi completamente estranha. Era a primeira vez que os dois ficariam tanto tempo sozinhos, depois do que aconteceu. Dean não tinha coragem de tocar no assunto, e Prue esperava que ele pedisse desculpas. Como nenhum dos dois teve coragem de abrir a boca, a viagem foi apenas ao som do bom e velho rock clássico que tocava no rádio.— Ele está aí dentro? – Dean perguntou ao chegar no tal depósito. — Sim! – Prue respondeu saindo do carro junto dele.Dean se colocou na frente dela e entraram no depósito. Eles andavam cautelosos, até que do nada Dean parou ao escutar a voz do irmão.— Com quem ele está falando? – Prue cochichou. — Eu não acredito que ele fez isso! – Dean bufou. — Fez o que?!Dean fez sinal de silêncio, e entrou no enorme galpão. — E ai... Tem alguma coisa para me contar, Sam? — Dean, espera aí está bem? Eu posso... Prue?!— Oi Sam. – a garota sorriu.
— Você ia dizer, “eu posso explicar?!” – Dean foi irônico. – Como você explica isto? Porque não começa dizendo quem é ela... – foi se aproximando do irmão. – O que ela faz aqui? — Bom ver vocês de novo! — Ruby? – Prue soltou surpresa. – Como?— É a Ruby? — Não! – Sam tentou tirar o irmão de cima de Ruby.Quando Sam conseguiu tirar a faca do irmão, Ruby foi com tudo para cima de Dean. Mas Prue foi mais rápida, usando sua magia com ela.— Vejo que está mandando ver nos poderes. – Ruby riu ao se levantar.— Você não faz ideia. – Prue foi irônica. – Então da ultima vez que eu soube você estava morta. — Coisas aconteceram quando Dean saiu do inferno. – Ruby disse o olhando.— Ruby! Ele está mal, vai. – Sam falou, apontando para um homem caído no chão. — Onde você pensa que vai? – Dean a encarou.— Pronto Socorro. A não ser que você queria brigar antes.Dean passou por seu irmão e foi em direção à porta. Prue não pensou muito e foi atrás dele, ela tinha a sensação de que ele ia fazer alguma coisa muito estúpida. Não mais estúpida do que vender sua alma e ir parar no inferno, ou voltar e levar meses para contar a verdade a ela. Mas mesmo assim seria estúpido! Sam abriu a porta da frente do carro e entrou. O silêncio predominou durante todo o caminho. Dean estava quieto, e isso estava deixando Prue nervosa. Ela sabia que faltava muito pouco para que o Winchester mais velho explodisse com o irmão. Dean começou a arrumar suas coisas dentro da mala.— Dean o que você está fazendo? Você vai se mandar?! — Você não precisa de mim. Você tem a Ruby agora. — Espera! Dean, qual é cara?! – Sam se aproximou, e recebeu um soco de seu irmão. – Está satisfeito?! – outro soco. – Acho que não! – limpou o sangue de seu nariz.— DEAN! – Prue fez com ele se afastasse de Sam. — Você ao menos faz ideia de como você passou dos limites? Do normal? Do humano? — Eu só estou exorcizando demônios. — Com a mente! – Dean gritou. – O que mais você faz?— Sam, não....Mas Prue não foi ouvida pelo mais novo dos Winchester.— Mando todos eles para o inferno, só funciona com demônios é só isso. – Sam disse tentando acalmar o irmão. – Eu devia ter contado antes, foi mal Dean! Mas tente ver o outro lado. — Qual outro lado?!— Eu tiro demônios de dentro de gente inocente. — Use a faca! – Dean gritou. — A faca mata a vítima, com o que eu faço, elas sobrevivem. Eu salvei mais pessoas em cinco meses, do que nós salvamos em um ano. Dean pegou seu irmão pela blusa, eles estavam a ponto de saírem na briga. Prue estava irritada com toda aquela situação e não sabia mais o que fazer para fazer os dois pararem de brigar. Então usou seus poderes para abrir e fechar a porta do quarto com força. Os dois se afastaram, e Dean travou o maxilar, se apoiando na TV.— É o que a Ruby quer que você pense. Foi assim que ela te convenceu a usar seus poderes. É roubada irmão. Espere e verá. Você vai ladeira abaixo e só Deus sabe onde vai acabar. — Eu não vou deixar ir longe demais. – Sam falou.Dean se controlou para não socar seu irmão, então jogou o abajur do quarto na parede, então Prue ficou no meio dos dois...— Vem, vamos ali fora um pouco. – ela tentou tirá-lo do quarto. — Eu só quero saber uma coisa. – Dean olhou para o irmão. — Se é assim tão incrível porque você mentiu pra mim? Porque Castiel me disse pra parar você?— Como é?! – Sam perguntou confuso. — Castiel? – Prue perguntou perdida. “Será o tal anjo que o Leo disse que teria força suficiente para tirar o Dean do inferno?” – Foi ele que...— Sim! Foi ele que me tirou do inferno. – Dean a olhou. – Cas disse que se eu não impedi-lo ele vai. Sabe o que quer dizer, Sam? Que Deus não quer que você faça isto. E você vai ficar aí parado, me dizendo que está tudo bem?O celular do Sam começou a tocar. Enquanto o irmão falava ao celular, Dean e Prue estavam calados, de braços cruzados e se olhando. — É um caso em Cartago, Missouri. Temos que procurar por Jack Montgomery. – Sam disse assim que desligou o celular. — Então vamos. – Dean deu de ombros, saindo do quarto.— Você vai ir? – Sam perguntou surpreso ao ver a amiga indo em direção ao Impala.— Vou! Alguém tem manter vocês dois vivos. – Prue olhou rapidamente para o Dean, e então entrou no carro.***Cartago, Missouri— Acorda Bela adormecida! – Dean falou rindo, ao chegar ao motel. — Idiota! – Prue falou de mau humor – Onde estamos?— Em um motel em Missouri. – Sam respondeu.— Por quanto tempo eu dormi? – ela perguntou saindo do carro. — Por um bom tempo. – Dean respondeu pegando as malas do carro. – Nem percebeu que paramos na casa do tal Jack Montgomery. – riu.— Porque não me acordaram? – a ruiva perguntou pegando sua mala.— Aceite isso como presente e vamos. – Dean sorriu e foi direção ao quarto. Prue bem que tentou pegar um quarto só para ela, mas não tinha quartos disponíveis. Ela não teve escolha a não ser dividir o quarto com os Winchesters. Ela só não sabia se estava preparada de novo para isso. Ao entrar no quarto, os três deram de cara com um homem de cinquenta e poucos anos, chamado Traves. — Quem é a garota?— Sou Prue, sobrinha do Bobby Singer. — Eu não sabia que o Singer tinha uma sobrinha tão linda. – Traves sorriu. — Ela é! – Dean concordou se aproximando da garota.— Obrigado por ajudarem um velho, eu estou meio destreinado. – Traves mostrou o braço quebrado. – Então encontraram Montgomery?— Sim. Nós vimos da casa dele. – Sam respondeu. — Ele tem um caso de boca nervosa. – Dean respondeu. – Terminou com um hambúrguer que se esqueceu de fritar. — É ele pode crer. – respondeu Traves. — O que ele é? – Dean perguntou. — Um Rugarú. – Traves respondeu. — Rugarú? É invenção? Parece invenção. – Dean riu. — Eu vou dar uma volta. – Prue se levantouQuando ela saiu, ligou para seu tio perguntando se ele conhecia Traves e se podiam confiar nele. Bobby a alertou sobre o quanto Traves não era confiável, e pediu para tomarem cuidado. — Pode deixar tio. – ela sorriu. – Mas uma coisa, o que o senhor sabe sobre Rugarú?***Sam tinha feito uma pesquisa, e acabou achando um jeito de não ter que matar Jack. Esse foi o motivo para o bate boca entre ele e o Traves. — E se ele não virar? Vamos matar o cara mesmo assim? Ele começou o processo, mas pode ser que ele resista e não chegue ao fim da linha. – Sam disse nervoso.— Isso é verdade? – Dean perguntou . — Era isso que eu ia dizer, quando Sam me interrompeu. – Prue suspirou. — Sério? – Dean a olhou.— Se eles nunca comem carne humana. Eles não se transformam. — Seja vegetariano e continue humano? – Dean foi sarcástico— Nesse caso é coma carne crua, só não coma carne humana. – Sam completou.— Gostei do interesse de vocês. – Traves disse. – Mas isso tudo é lenda, todos deram a primeira mordida. – se levantou.— Mas não quer dizer que Jack vá. – Sam também se levantou.— E o que vamos fazer? Esperar a contagem dos corpos? – Traves foi irônico. – Não vou permitir isso, garoto. Confie em mim!— Vai me desculpar, mas eu não confio nem um pouco em você. – Prue se levantou da cama. – Meu tio também não confia nada em você. – foi irônica. – Então fica bem espertinho, que eu estou de olho em você. – saiu do quarto, sendo seguida pelo Dean.— Isso é verdade? – ele a segurou pelo braço.— Sim. Eu liguei para o meu tio, ele só me confirmou que não devemos confiar nesse cara. — Mas ele parece saber bem o que está acontecendo. Eu o conheço há anos. – Dean falou. — Faça o que você quiser, meus instintos dizem que não devemos confiar nesse cara. Só não cometa outra burrice. – Prue saiu o deixando sozinho.Quando ela voltou para o quarto, ele estava vazio. E logo pensou que Traves estava fazendo alguma maluquice. Ligou para Dean e pediu para que ele voltasse logo para o motel. Ela nem deixou que eles entrassem no quarto, e já foi entrando no Impala. — E ai o que conseguiram com Jack? – Prue perguntou ao entrar no carro.— Nada! –Dean disse ao dar partida no carro. — E você achou alguma coisa? – Sam perguntou a garota.— Eu cheguei a pensar que Rugarú fosse uma maldição, que eu pudesse quebrar sem ter que matar o cara. Mas na verdade ele é o próprio Rugarú. É da essência dele, não tem como mudar a não ser que ele nunca coma carne humana e não conclua a transformação. – a ruiva disse. – Por isso tenho a nítida impressão que o sumiço do Traves vai acabar mal.
Minutos mais tarde, Dean parou o Impala na porta da casa do Jack.— Agora sabemos onde Traves está. – ele apontou para um carro.— Idiota. – Prue disse. — Um idiota filho da mãe. – Sam falou nervoso.Quando perceberam que a porta estava destrancada, os três entraram e ao chegarem à sala havia uma enorme mancha de sangue no tapete. — Meu Deus! – Prue disse ao ver restos do que parecia ser uma pessoa. — Você acha que é o Traves? – Dean perguntou. — Ou que restou dele. – Sam disse olhando incrédulo.— Dean!! – a ruiva gritou quando Jack o atacou.Depois que Dean caiu desacordado, Jack foi pra cima de Prue e Sam. Ele bateu com um barril de gás na cabeça de Prue e empurrou Sam para dentro de um armário. Jack se virou, olhando para Dean e Prue que estavam desacordados no chão. Lutando contra a fome que sentia. — Jack! – Sam bateu na porta. – Se você machucá-los! Eu juro por Deus...— Fique calmo! Seu irmão e sua amiguinha estão vivos... Mas não se você não ficar frio.— Ok! Jack. Ouça. Abra a porta, vamos resolver tudo está bem.— Acho que não. Depois do que você fez?! – Jack falou. – Você mandou seu amiguinho aqui e ele tentou queimar minha mulher viva. – se aproximou de Dean. – Como eu estou faminto.Sam tentou a todo custo sair do armário, mas usando a força da sua mente conseguiu afastar o armário que estava travando a porta, e conseguiu sair do armário. Jack se afastou de Dean, e foi com tudo para cima de Sam que não pensou duas vezes e ateou fogo em Jack. Neste exato momento, seu irmão recobrou a consciência e olhou incrédulo para Sam. Em seguida, ele notou que Prue estava desacordada no canto da sala. Levantou-se meio cambaleante a pegou no colo e saiu da casa, chamando seu irmão. Prue estava deitada no banco do Impala, quando recobrou a consciência, dando de cara com olhos verdes maravilhosos, a encarando. — Você está bem? – Dean perguntou, olhando o ferimento na cabeça dela. — Estou. Só minha cabeça que dói um pouco. – ela sorriu.— Pressiona isso. – Dean pegou um pano em seu casaco e colocou sobre o ferimento. — Vamos dá o fora daqui. – Sam falou. Os três estavam calados enquanto seguiam viagem. Porém, o silencio que estava dentro do carro perdurou apenas por algum tempo.— Sam, você sabe que fez a coisa certa né? O cara era um monstro, não tinha volta. – Dean desviou seu olhar para o irmão. – Sam, eu quero que você me desculpe. Eu andei pegando pesado com você. É só que este seu lance psíquico me mata de medo. — Se não for problema, eu prefiro não falar no assunto. – Sam olhou pela janela.Prue percebeu que Dean a olhava pelo retrovisor, ela não resistiu e abriu um sorriso. Ela estava feliz por estar ali com eles, como costumava ser. E ao que parecia ela já estava começando a perdoar Dean.
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