Bruxas de Salém
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Espero que gostem =]
Anna Belle desceu o morro às preces com cuidado para não se machucar entre os escombros do antigo castelo. Via o fogaréu e escutava os gritos e cantos, das diversas pessoas que se encontrava na praça.
Ao chegar mais perto da cidade pode perceber com mais clareza a crueldade que está acontecendo ali. Havia corpos carbonizados jogados pelo chão, pessoas nas fogueiras e ainda muitas; homens, mulheres, crianças, idosos – presos em carruagens. Os monstros que faziam isso não tinham idéia de que todos aqueles não passavam de pessoas normais, humanos, sem dom ou poder maior. Que as verdadeiras bruxas já haviam fugido daquela cidade há muito tempo.
Procurou entre todos, mortos e vivos por seus pais, mas não os encontrou. Entre todos os gritos de dor que se escutava entre as fogueiras, um em especial chamou sua atenção.
Viu distante de onde estava, em uma das fogueiras, uma mulher recém colocada no braço da morte.
-Mamãe – sussurrou.
Anna Belle correu em direção a fogueira de sua mãe. Muitas das pessoas na praça tentaram segura lá. Sem sucesso.
-Mamãe! – gritou ela na beira da fogueira.Mulher olhou para filha, em seus olhos, que derramavam lagrimas de dor agora derramava lagrimas de felicidade em poder ver umas das filhas antes da morte.
A garota partiu para cima da fogueira. Alguém tentou segurar a menina, ela iria se queimar!
Ela subiu nas lenhas e o fogo nem a atingiu. Desamarrou a mão da mãe e atirou de meio do fogo, deitando sue coro no chão colocando sua cabeça em seu colo.
-Mamãe – disse ela, passando a mão no rosto da mãe que estava todo queimado e curou se em um passe de mágica.
A garota continuou passando a mão pelas feridas da mãe que iam se curando, até que ela segurou sua mão e começou a falar, com muita dificuldade.
-Anna Belle...
-Deixe-me cura lá e leva lá até Meredith...
-Não á nada que vocês possam fazer...
-Mãe.
-Tire suas irmãs da cidade. Em uma vila próxima daqui, a um padre, Antonio, vá até ele. Ele ajudara vocês...
-Mãe...
-Vingue-nos Anna Belle, vingue nos e traga tua irmã de volta... – Suas ultimas palavras foram ditas em um completo sussurro.
-Mamãe!!! – exclamou Anna Belle. Chacoalhando a mãe. –Não acorda. Nós precisamos de você eu preciso de você – disse aos choros, fichando os olhos da mãe.
Um homem veio por trás e pegou Anna Belle pelo braço e a separou da mãe morta. Ela olhou para o seu rosto do homem, era o mesmo que havia assustado suas irmãs mais cedo e que também havia invadido sua casa.
-Me solta!
-Aqui mais uma bruxa! – gritou o homem a arrastando para uma roda de pessoas.
Alguns dos homens e mulheres mais importantes da cidade se encontravam sentados em um circulo, como se fossem os juízes da cidade. Ali eles diziam quem era culpado de usar bruxaria ou inocentes, e quase sempre as pessoas saiam como culpados principalmente as mulheres. Muitos dos homens eram livres com a justificativa de que estavam sobre feitiços das bruxas.
-Está e filha de Marieta Hudson, condenada e já morta – disse uma mulher que se encontrava no circulo.
-Ela é uma bruxa, ela passou pelo fogo sem se queimar – disse outra mulher.
-E curou os ferimentos da mãe – completou o homem – Bruxa!
-Bruxas se querem uma bruxa terão uma – falou Anna Belle.
Todos a encararam.
Esticou a mão em direção ao fogo da tocha que ele carregava. O fogo consumiu toda a mão dela. O homem a soltou, todos a olhou atordoados, vendo a mão dela que estava em chamas.
Anna Belle sorriu e jogou o fogo na cara dele, que caiu ao chão gritando de dor.
Após sua demonstração de poder, ela correu em direção a floresta sem rumo. Sua alma queimava iguais aqueles corpos, estava ardendo em puro ódio. Todas as lagrimam que um momento ameaçou cair agora estavam secas, transformadas em puro ódio.
A voz de sua mãe no leito de morte ecoava em sua mente, “Vingue-nos Anna Belle, vingue nos e traga tua irmã de volta...”
Lembrou das ultimas palavras de sua irmã mais velha, Briana, também ao leito de morte a deixou com mais ódio, “Vingue-me, Anna Belle. Transforme-me de volta...”
Seu coração doía muito, estava apertado de pura tristeza.
Parou de corre e começou a andar, até que, quando percebeu já estava parada no mesmo lugar olhando ao nada a sua frente. Sentou se e encostou se em uma arvora, foi se encolhendo, se encolhendo, até que colocou o queixo no joelho e agora sim as lagrimas caíram lavando seu rosto e sua alma.
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