Brutally honest
2 Lucky, Suculentas e Expresso.
Notas iniciais
*ALEX*
Mesmo que não venha mais ninguém
Ficamos só eu e você
Fazemos a festa, somos do mundo
Sempre fomos bons de conversar
O alto falante do meu computador soava a música e eu me espreguiçava já pronta pra mais um dia na secretaria. Sento na minha cama (uma montanha de cobertas e travesseiros brancos e amarelos) e olho para as várias suculentas enfileiradas na minha janela. Eu AMO plantas, todas elas. Amo o amarelo dos girassóis e o cheiro da lavanda mas as minhas preferidas são as suculentas. Finalmente me levanto e reviro a bagunça de roupas que estão na minha escrivaninha até encontrar o mouse e desligar o despertador do pc. 9 e 30, hora de acordar o Lucky, e dou uma risada só de pensar na situação. Lucky e o meu companheiro de apartamento é uma das melhores pessoas que eu conheço. Vou em direção ao quarto do luck, passando pelo corredor e pela sala, é abro a porta fazendo o mínimo de barulho que eu consigo. Ele está dormindo em baixo de milhões de cobertores e a única coisa que eu vejo e um pedaço de pele branca, muito branca, que julgo ser as costas dele. Sem hesitar um segundo pulo em cima da fada que se chama Lucky e logo se ouve um grito surpreso do garoto.
–Porra Alex. –diz ele que levanta a cabeça e me dar um olhar frustrado- é sábado!
–E desde quando a Starbucks não abre no sábado? E quem vai fazer meu expresso heim? – argumento com o garoto que tentava se enfiar (em vão) debaixo dar cobertas novamente.
–Affe -diz ele com uma cara de cansado –odeio quando você tá certa.
–Eu sempre to certa- digo mostrando meu sorriso mais brilhante que ganha uma revirada de olhos tão grande que deve ter doido em troca.
–Seu ego e maior que o empire state! –diz ele me olhando com aqueles enormes olhos azuis e esbanjando certeza.
–Aaah! E o seu é mínimo ne?! Nem sei como cabe tanto ego em um apartamento só –digo cutucando ele. Que abre um sorriso.
–Eu posso linda! – diz ele enquanto se levanta e vai ao banheiro. –é saiba você que eu não vou fazer expresso nenhum senhorita Tudo-sou-eu!
–Porra Lucky! Sacanagem. –levanto da cama do garoto é vou até a cozinha e deito minha cabeça sobre a bancada de mármore branco. Sem expresso e sacanagem. –Já que é assim vou fazer chá. Seu chato.
Ouço a risada do garoto que ecoa pela casa inteira.
–Boa sorte com isso! – diz ele aparecendo na porta do quarto enquanto vestia uma camiseta preta.
Dou um suspiro frustrado e lanço uma careta pra ele que se limita a rir e se preocupar em arrumar o perfeito cabelo perfeitamente platinado. Ligo a chaleira elétrica pra esquentar a água e me apoio nos cotovelos esperando. Sem expresso e sacanagem.

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