Brumas Da Morte

17 Ilusão ou Realidade?


Notas iniciais
Olá, desculpa a demora meus amados leitores. Estava envolvida com provas e trabalhos, mas estou de volta e espero não ter perdido vocês. Gostaria muito que comentassem, que dissessem o que estão achando da história. Beijos e até mais!

Miriam ouviu a velha mulher dizer sobre seu futuro marido, seu futuro estuprador de mulheres. Sim, Miriam já sabia de relatos sobre um homem e uma bruxa. E essa velha senhora só podia ser uma bruxa, pelo modo que a casa e aqueles postes estranhos se encontravam, algo bom realmente não era.

Quando a moça vislumbrou a enorme sombra que se aproximava da entrada da cabana, seu coração disparou. Pensou que teria mais tempo para poder arquitetar uma fuga antes do que estava por vir. Não era nenhuma santa, sabia coisas que outras mulheres não tinham coragem de fazer. Ou tinham e não eram capazes de admitir. Antes de ser raptada e trazida para Asmeth, a jovem trabalhava em uma taverna, homens de toda a espécie passavam por ali e Miriam compartilhava aventuras eróticas com alguns escolhidos. Nunca teve medo em sua vida, até agora.

As palavras de Sostefhys ainda lhe atormentava a mente, “...péssima escolha, Miriam..”, e se o que lhe aguardava fosse pior que ser violentada por aqueles bárbaros? Não, definitivamente não seria pior. Ela daria um jeito de safar-se com vida.

A velha Amélia seguiu de encontro ao seu filho. Sorriu tenebrosamente de canto para a jovem que não conseguia tirar os olhos da figura a sua frente. Miriam ficou petrificada, seus olhos a enganavam, pois a sua frente estava o maior homem que já vira, de uma beleza incomparável.

— Ferghus! Finalmente você voltou querido. Olha só o que te trouxe? — dizia a mulher apontando para a jovem encolhida no canto da cortina.

— Você não desiste, velha. Acha que ela é a escolhida para carregar meu herdeiro? — Ferghus aproximou-se de Miriam — Eu sou Ferghus, o melhor lutador de Asmeth. Qual seu nome doce criatura?

— Mi..Miriam — ela não queria demonstrar medo. Não queria demonstrar sua surpresa ao vê-lo ali, tão sedutoramente com o tórax coberto por uma camisa branca, aberta na frente, revelando músculos torneados e de pele bronzeada. Não queria encarar aqueles olhos tão azuis quanto o céu mais claro que já vira em toda a sua vida. Não queria demonstrar sua atração por ele.

— Miriam... belo nome. Sinto em você uma vibração prazerosa Miriam — disse Ferghus tocando os cabelos da jovem sob seus dedos e aspirando o perfume que emanava deles — uma vibração que me anima, e que causa efeitos satisfatórios para um homem. Tenho que reconhecer, minha mãe. Desta vez você deve ter acertado. Ela é uma boa garota — Ferghus segurou o queixo da jovem, forçando-a a encará-lo.

Miriam retribuiu o olhar ameaçadoramente, estava decidida a não deixar-se encantar por aquele desconhecido. Afinal, era filho de uma bruxa. E se toda aquela beleza fosse ilusão? E se toda essa conversa serena fosse uma armadilha? Mas ele tinha uma voz forte, uma voz do homem dos seus sonhos. Quando ele aproximou-se tocando o seu queixo e falando tão perto de sua boca, pensou que pararia de respirar. Até o hálito do maldito homem era como menta. Os lábios carnudos e rubros estavam enfeitiçando-a para um beijo. Miriam livrou-se dos dedos em seu queixo empurrando a cabeça para trás rebeldemente. Estava sendo enfeitiçada, era uma bruxaria. Por isso Sostefhys disse que ela iria se arrepender. Miriam resolveu naquele momento não se deixaria enganar pelas aparências daquele homem. Tinha medo de morrer e faria de tudo para sobreviver e sair furtivamente daquele lugar, por isso tentaria se manter em alerta total, aguçando ainda mais seu instinto de sobrevivência.

— Ah, ah ,ah ,ah,ah,ah — a gargalhada dele irritou a jovem.

— Do que achas graça? — a pergunta saiu antes que ela levasse a mão à boca.

— Olha só, temos uma menina rebelde aqui. Sabe que posso torcer esse lindo pescoço de pele branca, com apenas uma mão? — ele deu um passo a frente deixando-a contra a parede.

— Eu... eu..eu... não tenho medo de você! — a jovem não entendia porque retrucava daquela forma. É claro que tinha medo, era evidente que se ele quisesse a mataria ali mesmo. Um homem de quase dois metros de altura e com aquele corpo repleto de músculos, passando de cem quilos, contra os seus um metro e sessenta e os seus cinqüenta e oito quilos, sem nenhum conhecimento de luta, não havia dúvidas.

— Se não tem medo de mim, porque sua voz está trêmula? Confesso que parece corajosa em me desafiar. Amélia, pode nos deixar a sós? — um brilho no olhar daquelas íris azuis fez Miriam estremecer, ela olhou suplicante para a velha mulher para não deixá-la sozinha com ele. Mas de nada adiantou.

— É claro, querido. Volto daqui a três dias. Vou preparar outra jovem para Sostefhys, essa foi arisca e preferiu a lança da morte em seu peito. Você vai gostar dela — a velha disse empurrando a cortina de lado e saindo.

— Eu já gostei — declarou Ferghus encarando sua presa acuada no canto, onde a mesa enorme os separava.

Miriam sentiu seu coração disparar. Seus sentimentos estavam um turbilhão de emoções, receios, medo e seu instinto de mulher lhe alertava de um perigo real e imediato.

Notas finais
Então, as coisas estão confusas e complicadas para a cabecinha de Miriam. Será realmente um belo homem, gentil? Ou por de trás de toda essa beleza existe um monstro? E agora Miriam! Espero os reviews minha gente amada!! Beijos!