Bruises And Scars

1 Capítulo 1 - The Bittersweet Candy


Notas iniciais
Bem, como começar. Esse capítulo terá drama e um pouquinho de yuri. Caso não gostem, podem pular para os próximos, ou simplesmente fechar.
Foi bastante difícil escrevê-lo porque a história é muito complexa, então eu excluí certos dramas que não convinham colocar aqui.
Ele é dedicado à Candy Blackwell. Espero que a espera tenha valido a pena, minha querida.
Nos vemos nas notas finais.
Boa leitura.

.:: Capítulo I ::.

ou

.:: The Bittersweet Candy ::.

Ela tragou o cigarro novamente logo expelindo a fumaça e apoiou o cigarro no cinzeiro logo voltando a escrever. Os dedos finos e longos ágeis sobre as teclas do notebook vermelho com certa força. Era complicado conseguir escrever todas as suas idéias, pensamentos e sentimentos naquele momento. Parecia que o cérebro não acompanhava o esforço dos dedos em digitar o mais rápido possível.

Mais uma interrupção, mais um trago, mais uma lida sobre as palavras recém-escritas no monitor.

“... por isso o ódio acaba sendo mais poderoso que o amor. O ódio nos fortalece; nos faz querer ser melhor do que o ser odiado; nos faz progredir e, principalmente, nos torna mais sagazes quanto as coisas da vida. E quanto o amor? O tão famoso sentimento divino que todos anseiam sentir? Nos faz dependentes de outro ser, que nem sempre depende de nós; nos faz querer mudar, não por nós mesmos, mas por outra pessoa; nos faz congelar no momento em que aquele amor acontece e, principalmente, nos torna estupidamente patéticos”

Um suspiro satisfeito e a colocação do ponto final, lhe fez pegar o cigarro novamente e tragar. Naquele momento pôde respirar calmamente sorrindo de lado. O seu sentimento extravasado, agora eternizado naquele documento do computador, lhe fizera bem. Mas o que fazer com aquilo?

Era assim que sempre se sentia. O que fazer com aquilo? Não só pensando no tal texto, mas também com relação a toda sua vida.

O drama mais recente era demasiado complicado. Bem, era um drama com nome e sobrenome. Shane Lowell. Aquele era o drama de sua vida.

Ouviu o celular tocar do outro da cama e gemeu de preguiça antes de se esticar para pegá-lo. O coração falhou uma batida ao ler quem era a pessoa do outro lado da linha. A foto de uma garota de curtos e lisos cabelos loiro-escuros com olhos profundamente castanhos mostrando a língua e o nome “Shane” estampado em baixo da imagem lhe prendeu a atenção por um segundo, mas logo atendeu.

- Oi, Shane. – disse ela com uma voz suave e bastante feminina.

- Oi, Candy. – respondeu a garota numa voz rouca e pouco feminina.

- A que devo a honra da ligação?

- Queria saber se quer vir aqui em casa. Eu tô sozinha hoje. Minha mãe e minha irmã foram na casa da minha tia. Só voltam à noite.

- Eu não sei se vai dar. Tenho uns trabalhos da faculdade.

- Ah, vai, depois você faz isso. Eu preciso da sua companhia, Candy. – novamente o coração fraquejou.

Ela precisava de sua companhia. Dentre todos, era dela que precisava. O que poderia fazer além de aceitar o convite? Mais uma vez, ela se portava como uma garota estupidamente patética. Mal se lembrava dos motivos que lhe levaram a escrever o texto que ainda estava aberto em seu notebook.

- Tá, me espera daqui a uns 45 minutos lá na estação do metrô, tá?

- Tá. Beijo.

- Outro. – disse Candy suspirando.

Ela pulou da cama e começou a vasculhar o guarda-roupa em busca de uma roupa decente. Entre uma roupa e outra, Candy parou para pensar no que estava fazendo. Ficar a sós com Shane no território da loira não seria bom. Iria contra todo aquele discurso de “O ódio é mais poderoso que o amor” que tinha escrito. Mas quem ganharia aquela batalha interna? A razão, ou o coração? Acabou se deixando levar pelo sentimento e colocou uma calça jeans azul bastante colada ao corpo bem esculpido, uma camiseta regata branca e uma sandália rasteira vermelha nos pés. Sorriu quando lembrou que tinha feito os cachos esvoaçantes que tanto adorava nos cabelos castanho-claros que paravam na altura dos ombros. Prendeu cada lado com um grampo e maquiou-se com delicadeza, afinal, era um dia quente de verão e queria parecer natural.

Quando chegou, Shane já a esperava com um cigarro preso aos lábios, escorada na parede da estação de metrô e com o pé apoiado na mesma. Seu estilo era sempre notável. Essencialmente masculino com uma camiseta larga, um colete cinza por cima aberto, uma bermuda jeans e seus tênis azuis.

- Candy. – disse Shane abraçando-a firmemente depois de jogar o cigarro na calçada.

- Olá, Shane. Fiquei surpresa quando me ligou.

- Mesmo? – questionou a loira andando em direção à sua casa, que não era longe.

- É. Pensei que estaria com uma das suas namoradas agora.

- Uma das minhas namoradas? – riu ela debochada. – Desde quando eu tenho várias namoradas?

- Preciso mesmo responder?

- Sim, eu tenho muitas ficantes, mas nenhuma namorada até agora.

- Fiquei sabendo que conseguiu ficar com a Marie.

- Aquela francesinha com carinha de boneca? Gostosinha ela, né?

- Se você diz...

- E você? Ainda com aquele cara? Qual é o nome dele mesmo?

- Matthew. Não adianta fingir que não lembra. Já ficou com ele.

- É mesmo. Fiquei com ele sim. Sabe o que eu descobri?

- O que?

- A Avril também já ficou com ele.

- Porra, o garoto passou o rodo geral! – riu a loira ignorando a citação do nome da ex-namorada. – Eu disse que você precisava de alguém melhor.

- Quem? Você que é igualzinha a ele só que sem pênis? – comentou Candy rindo.

Shane não respondeu e continuou com a feição séria. Ao chegar à rua da casa da loira, passaram numa adega e compraram vodca. Shane sabia muito bem que a bebida preferida de Candy era vodca pura e quis fazer um pouco o seu gosto.

Elas entraram na residência e foram direto até o quarto que a loira dividia com a irmã. Ambas se jogaram na cama e abriram a garrafa tomando direto da mesma.

- Porque me chamou aqui? – disse Candy após tomar o quinto gole da bebida.

- Estava com saudades.

- Ah, eu estou falando sério, Shane. Sem brincadeiras.

- É sério, Candy. Porque é tão difícil acreditar nos meus sentimentos por você?

- Porque você sente o mesmo por qualquer rabo de mini-saia que passa na sua frente.

A garota bebeu seu sétimo gole e pareceu pensar um pouco deitando com a cabeça pendurada para fora da cama. Não era bem assim que se sentia com Candy. Claro, ela era insanamente gostosa aos seus olhos, mas não era só a atração. Com ela era... diferente.

- Não é esse o meu sentimento por você. – murmurou ela.

- Então qual é?

- Eu não sei explicar. É quase o que eu sentia com a Avril.

- Quase?

- É. O que eu sinto por você é mais forte, Candy.

- O que quer dizer com isso, Shane?

Shane se sentou de frente para a morena sorrindo de lado e selou seus lábios nos dela iniciando um beijo cálido e quase romântico. As mãos da loira pousaram em sua cintura enquanto as de Candy acariciavam sua nuca. Ambas esperavam pelo momento certo daquilo, não que esse o fosse, mas elas o fizeram o momento ser certo. Ao final do ato, a morena corou e colocou o cabelo atrás da orelha, coisa que fez Shane suspirar. Ela adorava esse estilo decidida, mas tímida de Candy. Ela era doce e amarga ao mesmo tempo. Como se fosse a santa e a pecadora.

- É isso que quero dizer.

- Não quero ser só uma aventura para você. Sabe dos meus sentimentos e de como eu ficarei caso você parta para outra assim que eu passar pela porta.

- Isso não vai acontecer.

- E porque?

- Porque eu não preciso de mais ninguém.

A morena mal cabia em si de felicidade, depois de tropeços e caídas naquela relação tão conturbada que tinham, ela havia conseguido aquilo o que tanto queira. Finalmente. Agarrou a loira e a beijou num gesto urgente. E foi assim que a tarde se passou. As duas juntas e felizes até o cair da noite quando Candy anunciou que precisava ir.

Passaram-se dois dias sem que elas se falassem. Candy atolada em trabalhos da sua faculdade de direito enquanto Shane procurava algum emprego, sem sucesso.

Foi à noite quando a morena entrou no MSN procurando a amiga, Kat, online, mas foi outra amiga, não só amiga como sua vizinha que tinha conhecimento dos acontecimentos da fatídica quarta-feira com Shane, que lhe chamou quase que imediatamente. Parecia afobada demais para ser um assunto banal.

Little Valent Shi-Tsu diz:

Candy!

Caandy Girl diz:

Oi Bee!

Little Valent Shi-Tsu diz:

Tenho algo nada agradável para te contar. Espero que não se chateie muito.

Caandy Girl diz:

O que?

Little Valent Shi-Tsu diz:

Ontem, eu estava saindo da escola e vi a Shane beijando a Avril. Vários amigos nossos estavam junto.

Caandy Girl diz:

Como assim, Bee? Tem certeza?

Little Valent Shi-Tsu diz:

E tem como confundir a Shane, Candy? Claro que tenho certeza!

Caandy Girl diz:

Aquela filha da puta me paga!

Little Valent Shi-Tsu diz:

Pretende fazer o que?

Caandy Girl diz:

Dar o troco. ;)

Caandy Girl está offline.

Ela estava mais do que possessa de raiva. Estava magoada, com o orgulho ferido e a mente transtornada. Ela já deveria saber. Como pôde acreditar nas palavras vazias da loira? Não estava tão bêbada assim, e mesmo que estivesse, conhecia Shane bem demais para acreditar nas coisas que ela dizia. Um suspiro aliviado escapou de seus lábios quando lembrou que não havia se entregado a ela completamente, pelo menos isso.

Abriu o documento daquele mesmo texto e o imprimiu. Ela não pouparia esforços para se vingar. Era vaidosa e orgulhosa demais para permitir que a loira a ferisse tão profundamente. Limpou as lágrimas de raiva e mágoa que manchavam seu rosto e tratou de colocar a folha num envelope, escreveu algo na frente e o selou com um pedaço de adesivo qualquer.

Quando acendeu um cigarro para se livrar da frustração, viu o facebook avisar que alguém a chamava.

Matthew Massardi diz:

Oi gata. Tudo bem?

Candy Blackwell diz:

Oi! Estou melhor agora, e você?

Matthew Massardi diz:

Melhor agora também. Eu quero te fazer um convite.

Candy Blackwell diz:

Faça.

Matthew Massardi diz:

A Avril vai dar uma reunião na casa dela e ela me chamou. Então eu pensei em te levar. Que tal?

Candy Blackwell diz:

Adorei! Claro que vou. Quando vai ser?

Matthew Massardi diz:

Amanhã às 20 hrs. Te pego na sua casa às 19:30 hrs, tá?

Candy Blackwell diz:

Perfeito. Matt, eu preciso ir agora. Nos vemos amanhã, tá?

Matthew Massardi diz:

Tudo bem. Beijos.

Candy Blackwell diz:

Beijos. Tchau.

A morena desligou o notebook e se deitou na cama fumando calmamente. Agora sim estava satisfeita. Aparecer na festa de Avril com Matthew e ainda entregar aquele texto à Shane seria a vingança perfeita. Claro que corria o risco de ser deixada de lado pela “amiga”, mas depois da vergonha de ter sido tão machucada, já não se importava em manter amizade alguma. Nem mesmo a da pessoa mais importante em sua vida nos últimos tempos.

Acordou cedo no dia seguinte começando a arrumar-se começando pelos cabelos, logo retocando as unhas e passando duas horas provando peça por peça de roupa que tinha no guarda-roupa. Acabou por escolher um vestido que Shane havia lhe dado. Era todo de renda levemente armado na saia com o corpete acinturando sua cintura e finas de cetim e era da cor rosa, mas um estilo de rosa antigo, bem clássico.

Eram 18:30 hrs quando soltou os cabelos que formavam lindos cachos, passou uma maquiagem escura nos olhos e com um batom rosa-claro nos lábios, e nos pés colocou uma sandália gladiadora de salto alto preta que combinava com os detalhes das faixas de cetim negras da roupa. Estava deslumbrante.

Matthew, pontual como sempre, tocou a campainha de sua casa no horário exato em seu carro preto. Ele estava bonito com uma camiseta de manga curta verde-escura gola “V” e uma calça jeans preta com um tênis all star azul-escuro. Dizer que sua boca despencou e seu queixo bateu na calçada seria pouco para a expressão abobalhada que ele fez ao ver a morena aparecer no portal.

- Oi Matt.

- O-Oi Candy. – sorriu ele a abraçando e lhe dando um selinho. – Fiquei com saudades, sabia?

- Também fiquei. Mas precisamos ir, se meu pai te pega aqui, você é um garoto morto. – riu ela.

Passaram cerca de quarenta e cinco minutos com ambos cantando as músicas que soavam nos alto-falantes do carro e então chegaram ao seu destino. A música da casa era ouvida do começo da rua, assim como a movimentação era notada. Matthew estacionou e ambos desceram. Como era de se esperar, Avril estava na porta com um copo na mão e correu para abraçar Candy feliz da vida.

- Candy, Candy, Candy! Que bom que veio! Quando o Matt disse que viria com ele, eu mal acreditei!

- Pois é, Avril. As coisas mudam, né?

- Então vocês estão ficando, né?

- Estamos sim. – sorriu ele entrelaçando seus dedos nos de Candy.

O tempo parou por alguns segundos quando Shane saiu com um copo de vodca na mão chamando pela morena com nome francês. Avril era linda com seus cabelos castanho-escuros e olhos profundamente castanhos, isso sem contar seu invejável corpo.

A loira parou e deu um sorriso da porta para o casal. Ela estava visivelmente incomodada, mas mesmo assim resolveu manter a pose. Mal tinha voltado com Avril e não queria outro desentendimento.

- Oi Candy, Matt.

- Oi Shane.

- Oi. Vem, Matt. Vamos beber algo.

Candy sentiu o olhar da loira em suas costas a fuzilando, mas nem ao menos dignou-se a olhá-la, ao seu ver, Shane Lowell não era mais merecedora dos seus carinhos e atenções, por mais que seu coração se apertasse um pouquinho ao saber que não conseguiria esquecê-la facilmente.

A festa estava animada. A morena dançava com o ficante mais do que sensualmente e, de longe, Shane achava tudo aquilo uma imensa falta de vergonha na cara. Se sentia mal por ter deixado a amiga libertar toda a pecadora dentro de si com a quantidade de álcool que a mesma havia ingerido e Matthew não estava longe já que a acompanhava cada mínima dose da acompanhante.

- Matt, vou ao banheiro e já volto. Me espera no bar.

- Tudo bem.

Tropeçando e cambaleando, Candy chegou ao banheiro e se sentou no vaso com a tampa fechada tentando colocar os pensamentos em ordem. Logo se levantou, ligou a torneira e molhou os pulsos, nuca e pescoço molhando levemente o vestido. Mal percebeu a porta se abrir e fechar silenciosamente.

- Vou te levar em casa. Agora.

- Quem você pensa que é mandando em mim? Eu já tenho 21 anos e não admito que me trate como uma criança.

- Você está se comportando como uma criança. Exatamente igual aquelas pirralhas que se esfregam em qualquer um para fazer ciúmes nos outros.

- Ah, por Deus, Shane! Pare de pensar que o meu mundo gira a sua volta! Acorda, meu amorzinho. Eu estou com ele porque gosto da companhia dele e porque o quero por perto.

- Pensei que me quisesse por perto.

- E eu pensei que você não fosse me magoar como fez. Você disse que o seu sentimento por mim era maior que por ela.

- Você não entende, Candy. Eu gosto das duas. Mas preciso dela como namorada e de você como amiga.

- Então porque me iludiu? Porque me deixou pensar que seria diferente?

- Pelo simples fato de que eu precisava saber se você sentia o mesmo que eu.

- E isso adiantou alguma coisa? Você é muito egoísta. Só pensa em si e nos seus sentimentos. Eu, a idiota, penso no seu bem-estar. Mas eu cansei, Shane. Vou cuidar da minha vida agora. Com licença que o Matt está me esperando. – disse ela passando pela loira e indo em direção à porta.

- Vai mesmo me trocar por ele? – questionou Shane a segurando pelo braço e olhando em seus olhos amendoados.

-Não. Eu vou ficar com ele porque você me trocou primeiro.

Candy se livrou da mão da garota e saiu à procura de Matt. Aquele foi o ponto final em suas dúvidas e dramas. Finalmente havia se libertado da necessidade que sentia de ficar perto da loira nem que seja para uma palavra doce num momento difícil. A máscara de Shane caiu.

Na manhã seguinte, a morena insone, ligou o computador e acendeu um cigarro. Os dedos finos e longos ágeis sobre as teclas do notebook vermelho com certa força. Era complicado conseguir escrever todas as suas idéias, pensamentos e sentimentos naquele momento. Parecia que o cérebro não acompanhava o esforço dos dedos em digitar o mais rápido possível.

“Porque nós amamos amar quando o amor parece nos odiar? O relacionamento na Idade Média que era bom. Casava-se apenas pelo dinheiro ou interesses e até que eles viviam bem.

Pensar que eu nunca fui muito aberta ao amor me deixa bastante aliviada. Sofrer como estou sofrendo no momento mais de uma vez me parece muito masoquista. E olha que eu conheço pessoas que viveram essa dor diversas vezes.

Eu nunca pensaria em te escrever esse tipo de coisa, afinal, eu deveria estar espumando de raiva de você, mas não quero ficar com tudo entalado na garganta. Quero que esse seja o ponto final de uma página que eu vou virar e esquecer a história.

A minha vida é uma tela em branco a partir de agora. E eu vou colori-la como quiser, mesmo que pessoas como você roubem minhas cores ou manipulem minhas mãos. Eu não vou mais permitir.

Você tem duas opções. Uma delas é para que esse meu sentimento não seja jogado no lixo. E a outra é para que eu te apague da minha memória. Você precisa mudar e assumir as conseqüências dos seus atos. Se não for comigo hoje, será com qualquer outra pessoa mais para frente. E eu realmente não estou disposta a esperar, por mais que nós duas saibamos o quanto eu gosto de você e da sua companhia.

Espero que me entenda. Eu preciso voltar a mim, antes que eu me perca de vez.

Beijos.

Candy B.”

Ela colocou-a dentro do mesmo envelope do texto que escreveu e prendeu-o com um adesivo novo branco e simples. Era assim que ela se sentia agora. Uma tela nova branca e simples. Uma tela que ela pintaria o que quisesse sem que ninguém a manipulasse. Porque aquela sim era a Candy que ela e eu, Kat, conhecemos. A Candy que sempre sabia o que fazer, que mais ajudava os outros a se achar do que se perdia, que sempre tinha um sorriso no rosto, que só chorava por problemas familiares e que, principalmente, nunca deixaria que alguém usasse e abusasse dela como quisesse.

Essa era a minha Candy. E a minha nova missão é... trazê-la de volta.

Notas finais
Bem, espero que todos tenham gostado e que mandem os seus reviews mais sinceros possíveis. É uma fic em que eu realmente gostaria de certa delicadeza nas palavras.
No próximo capítulo, nova short.
Obrigada por perderem seu tempinho precioso lendo essa fic, tá?
Até o próximo.
Kat Kimble.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.