Bruce Wayne
1 Prólogo
Premia os dedos na mão dos pais, analisando o sorriso satisfeito que ambos exibiam para o pequeno. A viela escura era iluminada pela lua cheia desenhada logo acima do prédio, que era eventualmente coberta pelas finas nuvens cinzas no céu.
Um balanço rumoroso de escada resultou em um silvo agudo dos Wayne que após, puderam encontrar um gato preto que miava aturdido pelo barulho que cometeu. A mão de Martha tocou o ombro do pequeno Bruce, encorajando-o a continuar a caminhar. O garoto conseguia sentir o coração palpitar — até então perplexo. Os pés arrastavam-se no chão e o olhar persistia nos pontos esverdeados do gato, que encaravam Bruce com veemência.Os olhos de Thomas estremeceram-se quando perceberam a silhueta que se afastava da sombra e caminhava calmamente pelo chão úmido.O gatilho da arma girava no indicador, emitindo um barulho túrbido que adormentava o garoto espantado. Ambos empurraram Bruce para a retaguarda, no propósito da proteção do pequeno que apertava agora, somente a mão de Martha, pois o pai ocupava-se retirando o relógio e a carteira do bolso. Os lábios se retorceram por baixo da máscara preta em uma risada abafada, a arma alvejou o peito de Thomas, que deixou acidentalmente os objetos escorregarem pelos dedos soados. O primeiro tiro ecoou pela escuridão, alarmando alguns corvos que insistiam na ponta mais alta do prédio, uma lágrima deslizou vagarosamente pelo rosto de Bruce que encarava a mancha vermelha que alastrava-se pelo tórax de Thomas. Seus joelhos afrouxaram-se, o corpo permanecia imóvel na frente do homem, sem reação as lágrimas que percorriam o rosto do garoto.Agora, a mira da arma concentrava-se no peito de Martha, que podia sentir a respiração ofegante e as batidas rápidas do coração. O segundo tiro silenciou os soluços da mãe, que soltou levemente a mão do pequeno antes de encontrar-se com o chão. As poças vermelhas corriam pelo asfalto e alastravam-se pelas roupas caras. O homem ainda parado encarou os olhos índigo de Bruce, observando os inúmeros sentimentos que percorriam por seu psique. Os lábios vermelhos cerraram-se bruscamente, quase como houvesse cola entre os mesmos. Desejava conseguir mover-se para, até mesmo tentar golpear o homem, mas os pés continuavam agarrados ao chão.Ele sorriu antes de virar-se contra Bruce, caminhou quase por sapatear alegremente pisoteando as poças d'água. Enquanto o garoto, inerte, fechava os pulsos e insistia em acompanhar os passos do homem, com cautela.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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