Brotherhood

20 Descobrindo o significado de "amor"


Os lábios finalmente se encontraram, mas são parados. Bebe consegue ver que Eric está com olhos arregalados, totalmente paralisados como se não soubesse o que fazer. A alternativa lógica seria iniciar o beijo, mas traumas no seu subconsciente impedem do ato. O beijo roubado da terceira série uma das melhores experiências que teve, mas que veio acompanhado com uma profunda dor de rejeição.

Então abre os olhos e estava preste a se afastar, mas encontra o olhar da loira que está transmitindo confiança para ele, sem contar que pegou sua mão direita e está acariciando. Essas atitudes fazem Eric relaxar e fechas os olhos para finalmente se entregar ao beijo.

Os lábios começam a se movimentar em um ritmo lento para se pegar o ritmo certo de entrega. Bebe conseguiu uma façanha que muitas garotas nem chegaram perto quando Eric Cartman começou a ser popular: beijá-lo. Isso não importa agora, mas sim importa o momento do beijo. Usa a língua para permitir passagem. Não só o rapaz permite, mas como laça a cintura da loira e puxa para mais perto. O casal finalmente pegou o ritmo.

Sim, Cartman se livrou das suas inibições e está beijando com vontade sua amiga com direito de explorar toda boca da mesma. Bebe se surpreende da capacidade do rapaz para beijar, sabendo que o mesmo só beijou duas pessoas na vida inteira (Wendy e Marjorine). Como o rapaz conseguiu aprender tanto com tão pouco?

O que a loira não sabe que não é o fator de experiência que está em jogo nesse momento, mas sim fator da expectativa que está fazendo que ela tenha uma das melhores experiências em um beijo.

Não demora muito para o ar falta em ambos e assim (mesmo com contragosto) finalizar o beijo.

– Bebe – diz o rapaz hesitante.

– Eric – diz com carinho.

Eles escutam a porta se abrir fazendo que os dois se afastem.

– Depois a gente continua – sussurra no ouvido de Cartman fazendo corar.

Quem acaba de entrar na enfermaria foi Marjorine que está com feições desesperadas.

– Eric – diz a loira – você está bem? – se aproxima rápido.

– Estou Marjorine. Só recebi uma pedrada. Nada demais.

– Nada demais? Oh hambúrguer! Isso quase te mata.

– Não exagera. Isso não iria me matar.

– Mas matou o Golias.

– Isso porque Davi era uma judeu filho da puta.

Os dois tem suas atenções na Bebe que está rindo.

– Que foi? – pergunta Cartman.

– Faz um bocado de tempo que não vejo você falando mal dos judeus. Pensava que tinha deixado de odiar-los.

– Eu nunca deixei de odiar-los, só comecei guardar minhas opiniões para mim mesmo.

– De qualquer jeito aquela pedrada do nada foi feia. Isso te tirou a consciência. Até seus lábios estão inchados – comentar Marjorine.

Tanto Bebe como Cartman coram. A loira transexual não entende nada.

– Alias sabem que foi o infeliz que tacou uma pedra no Eric? – pergunta Bebe.

– Ainda não, mas Davin está investigando isso.

–------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

– Tem certeza disso?

– Sim, eu vi aquele homofóbico pegando a pedra e atirando.

Davin está com uma garota ruiva conversando. Ela foi uma pessoa que estava aproximando para ver a briga entre Wendy e Cartman, quando viu Clyde pegando a pedra e atirando.

– Não sabia que aquele viado iria atacar meu amigo tão covardemente.

– Quer que eu chame os outros ruivos para a gente da uma lição nele?

– Não se preocupe. Sei como lidar com isso.

– Tenha cuidado.

– Não se preocupe.

Quando a ruiva se afasta Davin pega no telefone e faz uma chamada.

– Alo. Sou eu Kevin... escute pode passar para Trent... como sei que ele está no seu lado? Simples você não é de matar aula... apenas me passa para ele para só trocar uma idéia rápido... alo Trent. Beleza?... está afim de vingar da pessoa que já bateu no seu namorado?

–-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

– Eu vou voltar para a aula – disse Marjorine – volto aqui para o intervalo.

– Eu vou ficar aqui com Eric – disse Bebe –tchau Marjorine.

– Tchau Bebe.

Quando a loira sai o casal se olha imediatamente e fica corado. Ficam um tempo sem falar até quando Cartman toma a palavra.

– Eu compreendo se quiser fingir que nada aconteceu.

A loira arregala os olhos.

– Não, Eric. Eu não vou fingir que nada aconteceu. Nosso beijo foi muito importante para não ser esquecido. E ainda quero repetir a dose – cora um pouco.

– Bebe. Eu não a melhor pessoa para se envolver. Acho que é melhor procurar outra pessoa. Não acho que serei capaz de dar para você o que quer.

– Eric. Já tive muitos namorados, mas todos que tive foram namoros superficiais, mas só você que meu coração bate mais forte. Sei que é meio hipocrisia falar isso já que o nosso passado eu era uma das muitas garotas que o rejeitava, mas depois que tive aquele trabalho escolar com você eu te conheci melhor e virei sua amiga. Acho que foi nessa época que comecei a gostar de você, mas estava namorando o Clyde não pude declarar. Quando terminei você estava já popular com as garotas, mas não ficava com ninguém, portanto fiquei com medo de me declarar e ser rejeitada.

– Então não se importa com seus defeitos?

– Claro que não. Eu te amo, Eric Cartman – abraça o Cartman.

– Eu ainda não sei o que é amor, mas sinto que você é especial – retribui o abraço.

– Engraçado que quando a gente era criança a gente brigava muito.

– Lembro-me quando a gente jogava FPS a gente tinha uma disputa bem grande.

– Era engraçado – Cartman começa a rir junto com Bebe.

– Lembra que todos estavam hipnotizados pelos meus seios?

– Sim, lembro-me que todos os garotos estavam agindo como idiotas, inclusive a mim.

– Agora me lembrando que entre todos os garotos você foi o único a me chamar para um encontro.

– Eu sou mais direto com as coisas.

– Só acho estranho se pensar um pouco você brincando de bonecas.

– Mas lembra como era minhas brincadeiras? Eu parecia ser um psicopata.

– Verdade.

– Agora somos namorados? – pergunta Cartman com insegurança.

– Claro que somos – Bebe novamente beija o Cartman que desta vez não o rapaz não tem nenhum receio.

–----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Clyde estava saindo da academia depois de uma série de exercícios. Já era de noite e retornaria para casa se não tivesse visto Kevin na rua. Queria ter a oportunidade de bater no homossexual nerd sem que ninguém o atrapalhasse. Olhando em volta na rua estava meio deserta. O que é comum para uma cidade do interior em um lugar montanhosa. Viu a oportunidade perfeita para realizar seu desejo. Então começou a seguir o moreno que entrou no beco. O homofóbico entra no beco que está muito escuro não consegue muito, exceto o nerd em sua frente em um beco sem saída.

Lentamente Clyde aproxima já confiante que vai espancar sua vitima. O que não contava que na parte escura um vulto apareceu e o empurrou fazendo cair. Quando se dar conta o que aconteceu um loiro alto está na sua frente.

Rapidamente se levanta e tenta atacar. O misterioso ser apenas com uma mão segura no pescoço e o ergue bem fácil.

– É melhor sair daqui Kevin. O que eu vou fazer pode ser forte demais para seus olhos – disse o loiro que era Trent Boyett.

– Ta – antes de sair aproxima no loiro e deposita um selinho nos lábios do seu namorado.

Trent joga Clyde em um canto. Estala as mãos pronto para realizar uma agressão que estava guardando para Stan, Kyle e Kenny, mas que vai descontar no homofóbico.

–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

– Oi Wendy.

– Oi Bebe.

Wendy aparece na casa da loira para conversar com sua melhor amiga. Assim a morena é convidada para entrar na casa da outra e assim as duas jogam papos foras até que a feminista pergunta:

– Bebe, mas que porra foi aquela de defender Eric Cartman hoje no colégio?

– Ué? Não queria que nenhuns dos dois se machucassem.

– É, mas você só partiu para defesa do Cartman. Por que isso?

– Não é segredo nenhum que gosto dele. Isso já falei com você.

– Sério isso mesmo? Mas deu impressão que você não se importou nenhum pouco comigo.

– Sabe Wendy, a gente já é amigas, então eu te defender poderia gerar um impacto negativo para o Eric sobre mim. Como estava afim dele aproveitei a briga para defende-lo e gerar boa impressão para ele.

– Sabe Bebe, as vezes você me assusta.

– O sujo falando do mal lavado.

– Sei que queria brigar com Cartman, mas mesmo eu achei covardia daquela pessoa que jogou uma pedra nele.

– Concordo. Eric ficou quase duas horas inconsciente por causa disso.

– Quem será que foi?

– Aposto que foi o viado do Clyde.

– É uma pena que não tem provas para puni-lo.

– Relaxa. Cedo ou tarde ele vai pagar pelo que fez.

CONTINUA

Notas finais
Levei um tempo maior para escrever (estava muito ocupado durante esses últimos dias). Nesse capitulo foi justamente o capitulo para resolver a questão do shipper Bebe e Cartman de uma vez. Aproveitando o espaço para trazer escolhas para vocês leitores. Querem hentai dos casais das fics (exceto Trent e Kevin) ou não querem? Eu pensei, já que a fic já abordou angustia não abri muito espaço para esse tipo de fic. Então deixe a escolha de vocês não terem ou terem. Alias qual casal que querem que se resolvam primeiro? O shipper Marjorine e Tweek ou resolver logo o triangulo de Wendy, Kyle e Stan (claro que vou da ênfase nisso quando chegar na parte deles e resolver todo o conflito. Vocês que escolhem. Sei falei muito dos personagens da série em capítulos passado me lembrei de um a comentar: Mysterion. Sempre quer esse personagem é citado logicamente é associado com o Kenny, afinal a serie revelou que os dois são as mesmas pessoas, mas existiu uma época que Mysterion era um personagem independente. A primeira vez que ouvir sobre esse personagem foi no mundo das fanfics. Digo que o herói está nos personagens tops de personagens mais adorados tanto para os fãs da série como para os amantes de fanfics de South Park. Enfim quando vi ele aparecendo pela primeira vez na série (no episodio de Coon) achei meio que sacanagem com o Cartman, afinal ele estava há mais tempo como herói e ninguém dava valor. É claro que o mérito do Coon pode sair já que o mesmo fazia por fama. Mas o que fazia exatamente: avisa a policia dos pequenos crimes e inventava uma historia que estava acontecendo grandes índices de estupros (imaginando que esse segundo seja uma tentativa meio desesperada para fazer que os policiais respeitarem mais o Coon). Quando Mysterion chegou o que ele fez? Apenas denunciava pequenos crimes. Mas vem o ‘X’ da questão porque Mysterion se destacou e não Coon. Para o tema humorístico com certeza foi justamente deixar o episodio mais engraçado. Em tema de critica (South Park sempre trabalha na questão da critica) interpreto que foi a critica de os fãs de super-heróis só gostarem de personagens fisicamente perfeitos (é muito raro ver um personagem que não esteja totalmente em forma tanto para DC como para Marvel). Mas a questão dos fãs: por que Mysterion se destacou tanto? Pelo a qualidade física não foi. No mesmo episodio Mysterion pede uma luta para Professor Chaos. Acho que foi o ponto que mais pesou e deixou a figura meio nobre foi que Kenny usava a fantasia de herói para ajudar a irmã. Não vou tirar mérito disso, mas se parar para pensar Kyle já ajudou Ike diversas vezes e não precisou se esconder. Até o Cartman já ajudou diversos personagens e também não vestiu de Coon para isso. Esse comentário não é para desqualificar o Mysterion, mas sim para mostrar pontos de vistas que tiram esse lado de ‘endeusamento’ do herói. Mysterion é um lado bem interessante a se explorar do Kenny e merece todo o respeito, só acho que o herói não é tão nobre como muitos imaginam. Até a próxima.