Notas iniciais
O CAPITULO ESTA UMA MERDA, MAS EU PROMETO QUE VOU TENTAR NÃO DEMORAR TANTO.
LEITORAS ME ABANDONARAM E FIQUEI MUITO TRISTE COM ISSO, SE NAO ESTIVEREM GOSTANDO ME AVISEM, POR FAVOR.

POV- Mia.

Mamãe e eu já tínhamos terminado de arrumar as caixas, com as coisas que não precisávamos mais, ela também retirou algumas coisas do papai e do Justin, sugeri que ela não fizesse isso, pois eles poderiam não gostar, mas ela disse que os conhecia bem o suficiente para saber o que serve e o que não serve mais. Apesar de não precisar muito conhecer uma pessoa para saber as roupas que ela não usa há muito tempo, o cheiro é diferente. Mamãe e eu estávamos no shopping há alguns minutos, pelo menos pareceram apenas alguns minutos

Mamãe e eu estamos em frente a uma vitrine contemplando o mesmo vestido. Ele era lindo, longo e azul, leve e de um ombro só, com pedrarias. Apesar de estar apaixonada pelo o vestido acho que minha mãe ficaria ainda mais bonita com ele, combinava com os olhos dela.

- Mãe você tem que provar esse vestido. – disse decidida.

- Obvio que não, não tenho idade de vestir esse vestido, prove você. – disse me olhando.

Revirei os olhos e a puxei a forçando entrar na loja, não tinha muitas pessoas, e a loja não era grande, era bem simples a decoração impecável. Uma mulher que parecia ter uns 20 e poucos anos se aproximou animadamente de nós.

- Olá. – disse sorridente. – sou Lara em que posso ajudá-las? – perguntou ela.

- Minha mãe gostaria de provar aquele vestido. – disse e apontei para o manequim no qual estava vestindo.

A vendedora abriu um sorriso largo.

- Ele combinara com seus olhos. – disse ela direcionada a minha mãe.

Gostei dela.

Mamãe ainda parecia meio contraria por eu estar tentando forçá-la a usar aquele vestido, mas a vendedora era muito boa e estava deixando-a a vontade.

- Me diga, esse vestido é único? – perguntei enquanto minha mãe estava no provador colocando o vestido.

- Só tem mais um dele de cada tamanho. – respondeu ela. – mas quando uma peça daqui é vendida a tiramos do manequim e os outros vestidos são levados ao atelier e são destruídos. – complementou.

- Então, somente minha mãe vai ter dele? – perguntei para uma confirmação.

- Correto. – respondeu ela ainda sorrindo animada.

Minha mãe saiu do provador. Ela estava linda, o cabelo estava preso em um coque mal feito, com alguns fios se soltando, deu um ar mais despojado, lembro que ela sempre fazia esse coque quando estava fazendo alguma coisa ou estava se vestindo.

- Não sei não. – disse minha mãe se alto analisando.

- Mãe, ele é perfeito. – disse. – perfeito para o dia do seu aniversário de casamento. – falei tentando-a convencer.

- Mas Jeremy e eu...

- Mãe. – a repreendi. – papai sempre fez questão de fazer uma grande festa, pararam de fazer porque eu não poderia vir, mas este ano estou aqui, então pare de arrumar desculpas para não comprar esse vestido, aquelas vadias amigas do papai vão ficar de queixo caído...

- E o seu marido também. – complementou a mulher ao meu lado.

Sorri concordando. Mamãe sorriu.

- Acho que ele ficou um pouco frouxo nas laterais, e grande demais no comprimento, mas com alguns ajustes vai ficar perfeito. – disse mamãe se olhando no espelho.

- Faço questão de eu mesma fazer os ajustes. – disse a loira ao meu lado.

Mamãe a olhou através do espelho para a vendedora na qual esqueci completamente o nome.

- Foram às minhas primeiras compradoras, faz pouco tempo que abrir, faço questão de ajustar o vestido de acordo com suas preferências. – disse ela gentilmente.

Depois daquela loja visitamos mais algumas, mas aquela continua sendo minha preferida, minha mãe comprou algumas roupas para o papai e começamos a planejar a festa de casamento que seria em dois meses, quase que propositalmente seria um dia antes do aniversario do papai e poderíamos fazer no jardim da nossa casa que seria um lugar perfeito para uma noite tão especial para a mamãe.

Estávamos sentadas em uma das mesas da praça de alimentações, estávamos abarrotadas de sacolas.

- Vovó disse que viria no final de semana, mas nem ligou. – lembrei de repente.

- Ela vai vir na segunda, Jeremy e eu vamos buscá-la. – avisou mamãe.

- Onde papai levou o Justin? – perguntei.

Mamãe riu.

- Curiosa. – falou e deu um gole no seu suco. – mais uma tradição da família McCann. – sorriu. – seu pai vai dar o primeiro apartamento dele para o Justin...

Engoli em seco.

- Que? O Justin vai morar sozinho? – perguntei quase engasgando.

- Não. – respondeu. – quero dizer, se ele quiser sim, mas acho que ele não vai querer se afastar de você agora que voltou. – se corrigiu.

Mamãe iria continuar a falar, mas se calou por algum motivo.

- Fala. – mandei revirando os olhos.

O único motivo para que minha mãe não continuasse a falar alguma coisa era porque ela falaria algo que provavelmente eu acharia ruim e poderia ficar irritada com ela.

- Mia, eu sei que vocês dois sempre foram próximos e ciumentos um com o outro e acho isso ótimo por serem irmãos, mas vocês estão passando dos limites, nunca vi dois irmãos tão ciumentos quanto vocês e sinceramente estou começando a me preocupar. – falou ela com um olhar realmente preocupado soltando tudo em um fôlego só, como se ela tivesse parado de falar para respirar teria perdido a coragem de continuar..

Respirei fundo. O que poderia dizer? Dizer que o ciúme é porque somos apaixonados um pelo o outro, que o que mais queríamos era ficar juntos e que o ciúme entre um casal- se é que posso dizer que somos um casal- é perfeitamente normal.

- A gente só ainda não percebeu que não somos mais crianças e queremos proteger um ao outro. – baixei minha cabeça tentando soar mais convincente.

- Ah meu anjo. – disse ela aproximando sua cadeira de mim.

Ela levantou meu rosto e a encarei com um olhar meio triste. Devo essas respostas convincentes ao Aaron.

- Eu sei que vocês dois se amam muito, mas esse ciúme todo não é saudável, para nenhum de vocês dois. – falou ela.

Nunca pensei que minha mãe fosse ficar verdadeiramente preocupada pelo o modo como eu e o Justin agíamos um com o outro, ate porque sempre fomos próximos e ciumentos um com o outro e pensei que ela só fosse achar normal. Mas talvez o fato de ela esteja vendo tudo de fora pareça um pouco possessivo demais.

- Vou tentar ser mais compreensiva com as vadias que o Justin fica. – só de pensar nisso me deu um embrulho no estomago.

- Nem todas são vadias, algumas são lindas e meninas de família. Teve uma que ate gostei dela quando ele a levou lá em casa. – comentou com um sorriso.

Aquele papo poderia ficar pior?

- Ele passou quase um ano com ela. – comentou.

Vida, quando eu falo “poderia ficar pior?” não é um desafio apenas um comentário. Justin namorando um ano com uma garota? Desde quando isso acontece?

- E o que aconteceu com ela? – perguntei.

- Ela resolveu que queria mais do que o Justin estava disposto a dar. – deu de ombros. – Justin terminou com ela.

- O que ela queria? – perguntei.

Aquela conversa estava começando a ficar interessante. Não gosto de saber das namoradas do Justin, mas sempre a vida trás uma dessas vadias de volta então é bom que eu esteja preparada se uma delas estiver planejando que quer o Justin de volta.

- Viajar, algo mais sério, uma vida somente deles dois...

- Ela queria casamento? – perguntei com as sobrancelhas erguidas.

- Isso, quando ele terminou com ela eu conversei com ele, ele me disse que só estava com ela porque estava acomodado, que não gostava dela, ela era bonita, simpática, tudo que eu poderia querer em uma nora. – comentou.

Não vou mentir o alivio que sentir ao ouvir aquelas palavras foi enorme, me sentir ainda mais confiante depois daquilo.

- Ele disse que gostava de outra menina. – comentou.

Meu coração parecia que ia sair pela a boca.

- Quem? – perguntei quase em um sussurro.

Borboletas começaram a voar no meu estômago.

- Ele disse que era uma coisa complicada, que os pais dela nunca iriam aceitar e que ela foi embora sem saber de nada. – contou.

Eu iria desmaiar com tamanha felicidade. É possível morrer de felicidade? Porque acho que vou morrer. Justin disse para minha mãe que gostava de mim e ela nem sabe o nome dela.

- Ele disse o nome dela? – perguntei.

- Não, falou que eu já estava querendo saber de mais. – riu.

Okay, não tenho certeza se ele falava de mim, mas para o bem dele espero que estivesse falando..

- Mãe, você iria me querer como nora se não fosse sua filha? – perguntei como quem não queria nada.

Mamãe soltou uma gargalhada.

- Você seria a melhor das noras. – disse pegando uma mexa do meu cabelo e o colando atrás da orelha.

Sorri. Olhei por cima dos ombros da dona Pattie a minha frente e quase cai para trás quando vi o casal animado como se acabassem de voltar de uma segunda lua-de-mel e o ser mais sexy daquele shopping com a maior cara de tédio, parecia que tinha levado ou sabia que iria levar um sermão daqueles.

- Mãe, sabe o cara que eu sair da boate com ele? – perguntei olhando para minha mãe.

- Sim, sim. – respondeu dando de ombros.

- Então... Os pais dele acham que a gente namora, mas somos apenas amigos. – contei.

- Porque eles acham isso? – perguntou.

Olhei para o casal e eles estavam mais próximos.

- Apenas confirme. – sorrir ficando de pé.

Abrir um sorriso e caminhei em direção ao casal.

- Se tivéssemos combinando não teria dado certo. – falei ao me aproximar.

A mãe do Aaron me olhou com um sorriso ainda mais largo e soltou-se do marido para me dar um abraço. A pai de Aaron se limitou apenas a apertar minha mão.

- Fiquei esperando você me ligar ontem... – falei me aproximando do Aaron e lhe dando um abraço.

Ele me apertou contra seu peito.

- Me tira daqui pelo o amor de Deus. – sussurrou no meu ouvido.

Seu desespero chegava a ser hilário. Soltei-me dele dando-lhe um selinho.

- Tive que ir pega-los no aeroporto, desculpe. – disse dando um meio sorriso.

- Tudo bem. – dei de ombros.

- Veio sozinha? – perguntou Aaron.

- Não com minha mãe.

Aaron engoliu em seco.

- Venham. – disse e segurei na mão de Aaron.

Minha mãe observava tudo de longe, apesar de não estar entendo merda nenhuma, ela tinha um sorriso de “que lindo o meu genro”.

Assim que nos aproximamos minha mãe ficou de pé.

- Mãe esse é o Aaron. – disse.

- Finalmente, ela não para de falar de você. – minha mãe ergueu a mão para Aaron, que a pegou, mas ao invés de apertá-la ele beijou as costas da mão da minha mãe.

Apesar de ser um filho da puta o Aaron é muito cavalheiro.

- Esses são meus pais, Valerie e Simon. – apresentou Aaron.

Mamãe e Valerie trocaram dois beijos um de cada lado do rosto e Simon fez o mesmo que Aaron.

- Uma pena que eu já tenha que ir. – comentou mamãe dando um sorriso para os recém chegados.

- Tão cedo? – indagou Valerie.

- Infelizmente tenho que resolver algumas papeladas do escritório. – falou mamãe.

Ainda estava tentando descobrir se ela estava falando a verdade ou se estava inventando para poder escapar da mentira.

- Posso deixá-las em casa. – ofereceu-se Aaron.

- Muito gentil de sua parte...

- Mamãe esta de carro. – interrompi minha mãe. – mas se quiser posso ir com você. – sugerir para ele que abriu um sorriso.

- Seria bom, temos que conversar. – falou ele tentando se justificar para os pais.

Aaron ajudou a mim e a minha mãe com as sacolas, minha mãe não perguntou nada a caminho do estacionamento, mas me pegaria em casa depois.

- Aaron o que seus pais estão fazendo aqui? – perguntei assim que ele entrou no carro.

- Se certificando que vim para cá para ficar com você. – respondeu dando de ombros.

- Disse a eles que ficaria aqui para ficar comigo? – perguntei.

- Era verdade, minha vida estava chata na Le Rosey. – e mais uma vez deu de ombros. – foi pura sorte você esta aqui, já que eu no estava nenhum pouco a fim de te ligar para pedir que me encontrasse. – comentou.

- Aaron eu aceitei entrar nessa com você, então vou ficar nessa ate a Melissa ficar de maior e vocês resolverem se vai fugir com ela ou ficar nessa putaria. – respondi.

- Obrigado. – falou sem me olhar.

Ficamos em silencio.

- E a briga acabou em que? – perguntou de repente.

- Sexo. – respondi sem me dar conta do que havia acabado de falar.

Aaron freou de uma vez, fazendo meu corpo ser jogado para frente.

- Filho da puta.

- Transou com ele? – perguntou.

- Sim, finalmente. – respondi.

- Como foi que isso aconteceu? – perguntou ele voltando a dirigir.

- Eu implorei. – respondi. – ele falou que também me queria e eu implorei para que ele transasse comigo. – continuei.

-E como foi? – perguntou.

- Maravilhoso. – respondi.

E mais uma vez o silencio reinou mais uma vez.

- Ele quer que eu pare de falar com você. – comentei quebrando o silencio.

- Eu no lugar dele também iria querer. – deu de ombros.

- Mas deixei claro que não vou parar de falar com você. – continuei.

- Não? – perguntou confuso.

- Não sou pau mandado Aaron e você é meu único amigo homem. – dei de ombros.

- Sabe que tem uma segunda fase né? – indagou ele.

- Sei Aaron, e vai ser ai que vai me ajudar. – falei.

Ele riu.

- Pode deixar, já estou tramando alguma coisa. – comentou.

Aaron parou o carro em frente ao meu prédio, minha mãe já deveria esta em casa.

- Não posso ser hipócrita fingindo que eu estou adorando isso, porque não estou. – falou Aaron. – eu adoro transar com você, mas agora você só vai querer ele, então... O que estiver ao meu alcance para que fique com ele eu vou fazer. – falou.

Abrir um sorriso.

- Obrigada.

- Não agradeça, você é uma menina especial Mia, se ele fizer alguma merda eu fodo com a vida dele. – deu de ombros como se estivesse informado as horas. – e sabe tanto quando eu que ainda tem fases disso a ser superadas. – lembrou-me. – terei o prazer de estar do seu lado, porque sei que ainda vai me querer. – sorriu sapeca.

- Por isso te quero do meu lado, mas não para transar, pelo menos não mais. – dei de ombros.

- Mas vai querer meu bem. – disse como se estivesse prevendo o futuro.

Notas finais
VOU TENTAR NAO DEMORAR TABO, OBRIGADA A QUEM FICOU COMIGO... BEIJOS E COMENTEM.. SEMPRE OS COMENTS DE VOCES ME AJUDAM.. FANTASMINHAS SUAS LINDAS, APAREÇAM,