Brooke Junior - E a Clava de Hefesto
2 Face a face com um centauro
Notas iniciais
Imaginei que meus novos amigos pudessem saber alguma coisa à respeito do meu sonho, porém, eles estavam em algum lugar, – pois não vi eles na caverna – então saí pra procurá-los e buscar alguma fruta para comer.
Ouvi vozes conversando, então cheguei de mansinho e pude ver e ouvir...Era Annabeth conversando com Percy e Grover.
– Brooke tem que ir para o acampamento, ele pode atrapalhar o andamento da missão, pois não sabe nem quem é seu pai ou mãe. – Disse Annabeth.- Além disso, não tem poderes para se defender, então Grover pode acompanhá-lo até o acampamento.
Grover franziu a testa.
– Isso é difícil Annabeth. – Relatou Grover. – Sou um sátiro e meu papel é descobrir semideuses, não protegê-los. E se ele for filho de um dos três grandes? Os monstros vão querê-lo assim como querem a Percy, pelo cheiro.
– Seu papel também é proteger semideuses. – Lembrou Percy.
– Tá...Tá...Okay, levarei ele.
– Sinto muito Grover, sei que queria ir conosco, mas terá que levá-lo. – Annabeth falou, triste. – Depois pode tentar convencer a Quíron para deixá-lo vir, se ele não castigar você.
Nesse instante eu me senti muito mal pode estar desunindo o grupo deles, de estar sendo um impedimento para o andamento da missão e de estar fazendo o papel de um fraco que não pode se defender. Saí detrás da árvore e falei:
– Não precisa me acompanhar não, eu posso me virar sozinho por aqui. Nunca tive a ajuda de vocês para nada... E não quero atrapalhar a “preciosa” missão de vocês!
– Whooa... calminha aí rapaz, Annabeth irá explicar. – Disse Percy.
– Brooke, — Ela se virou para mim e me olhou no fundo dos olhos.- Estou preocupada com todos nós, vendo uma estratégia para manter todos vivos, minha mãe, Atena, me ajudou a pensar numa solução. E por isso precisamos nos dividir, você entende?
– Ehh... já que você diz... – falei.
– Vem cá... Tome uma espada que Hefesto mandou pela minha mãe, nem sei por quê.
Antes que nos separássemos, convidei-os para se sentarem na grama, aí contei o sonho para eles.
Eles ficaram assustados e pensativos, principalmente Grover.
– Isso que você viu Brooke, — Grover falou, olhando pro além. – É o meu maior pesadelo, o exterminador de Sátiros... Chamado de Ciclope.
– Ele deve estar trabalhando numa das forjas de Hefesto, deus do fogo, do trabalho e da metalurgia. – Percy explicou.
– E o que eu tenho a ver com o sonho que tive com esse tal de Ciclope?
– Nenhum de nós sabe... mas Grover o levará para o oráculo do acampamento Meio-Sangue. – Annabeth Falou, juntando as sobrancelhas. – Chegou a hora de nos separar, e... Grover, cuide bem dele.
Fomos nos afastando, até que não vi mais Annabeth no horizonte.
Por incrível que pareça, a única coisa que me incomodou foi Grover tocando uma flauta doce irritante feita de troncos de árvores, que ele dizia atordoar alguns monstros com ela. Passou a viagem toda tocando, até uma parte...
Estávamos caminhando a cerca de 3 horas, quando vi uma pedra quadrangular com uma inscrição no meio, que dizia: “Camping Harpias”, Grover me disse que elas eram servas antigas de Dioniso, deus do vinho e da embriaguês, que serviam como garçonetes. Mas ele as condenou por comer campistas inocentes, e as transformou em criaturas gordas, com a cara achatada, garras compridas e asas de penas. Foram expulsas do acampamento.
Era tarde de mais. Estávamos cercados por três delas. Grover pegou um pedaço de bambu do chão e se colocou em posição.
– Brooke, tem alguma coisa pra se defender aí? – Disse ele, apavorado.
– Tem essa espada aqui que Annabeth me deu, mas sei lá como se usa isso!
– Não importa! Usa.
Não tive tempo de resposta, pois uma Harpia passou tirando tinta dos meus ouvidos, quase me deixando surdo de um lado pelo barulho das suas asas.
Uma delas levantou Grover a quase 6 metros de altura, então ele lançou o bambu contra o rosto gordo da Harpia que o soltou rapidamente. Más notícias... Grover teve uma distensão na pata direita, que mal podia se mover.
– Ei... Corra! O acampamento não deve estar longe. – Eu vou tentar contê-las aqui. – Exclamou Grover.
Pegou sua flauta e começou a tocar, porém, nenhum efeito atingiu as Harpias... e eu pude ver o por quê. Elas não possuíam ouvidos, apenas se guiavam pelos olhos.
Eu me pus a correr que nem um condenado, mas seria inútil, uma vez que elas podiam voar. Quando ouvi uma voz atrás de mim.
– Harpias! Eu to aqui ó! Venham me comer suas “condenadas de Dioniso”.
Era a voz de Grover.
Elas ficaram tão irritadas que deram um urro muito alto, talvez por que não gostaram da expressão “condenadas de Dioniso”. Voltaram a todo custo para exterminar com Grover, e uma delas se deu conta de que estava trocando um semideus por um sátiro, então deu meia volta e se pôs a correr atrás de mim.
Ela estava meio metro de me alcançar, quando algo chocou-se contra ela, parei, perplexo. Ela deu umas investidas no “nada” e uma barreira a impedia de prosseguir. Torci para que aquilo fosse parte do acampamento.
Então um velho veio ao meu encontro, parecendo adivinhar o que ocorrera ali.
– O que está fazendo aqui? – Falou ele.
– Ess.... estava com Grover, mas aconteceu uma coisa com ele, quer dizer, as Harpias estavam indo contra ele e....
– Calma, Grover deve arrumar um jeito de escapar, mas, se ele quis salvar você, deve ser algo importante. Meu nome é Quíron, e quem é você?
– Sou Brooke, estava vindo com ele para cá, para saber a respeito dos meus pais. – Disse eu, franzindo a testa.
– Bem... se você ultrapassou a barreira mística, é um semideus.
– Certamente, só semideuses entram aqui? – Perguntei.
– E alguns enviados do monte Olimpo para cuidar dos semideuses, eu sou o diretor das atividades do acampamento.
Se eu não tivesse conversado com Quíron, eu teria medo dele, pois ele não era um senhor normal: tinha tronco, cabeça e braços de humano, mas, a parte inferior era de um cavalo marrom. Metade homem, metade cavalo. Apesar de estranhá-lo, confiei nele, pois já estava no acampamento... então não poderia ser um velho mau.
– Venha, suba nas minhas costas “Broole”. É isso? “Broole”? – Riu ele. – Já montou em um Centauro antes?
– Não, primeira vez! Ahh... é Brooke, senhor. – Ri junto também.
Peguei carona no homem-cavalo, generalizando, Centauro.
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