Eu ainda estava em meu quarto, olhava para a espada que havia levado de Tezen. Olhei para o quadro do Buda, suspirei.

Nari entrava no quarto com ar um pouco triste, me virei para olhá-la pela última vez.

Nari: Naru-san... Você vai embora mesmo?

Narumi: Ah, Nari... Eu tenho que ir, eu mesma disse quando cheguei aqui que eu só permaneceria por uns tempos. – sorria, eu via que não podia falar algo como “te visitarei depois”, eu iria enfrentar Tezen de qualquer modo. Se eu estava decidida em parar esta guerra, isso significa que acabarei com o plano de ganhar dinheiro do Tezen. Eu poderia sair vitoriosa ou morta.

Nari: Mas, Naru-san..! Por quê?

Narumi: Tenho assuntos pendentes com algumas pessoas em Nagoya... É só isso.

Nari: Ah...

Narumi: Mas, não pense que te abandonarei, entendeu? Toda vez que sentir vontade de falar comigo... Olhe para este quadro do Buda.

Nari: Obrigada, Naru... – abraçava-me. Eu sorria levemente, foi uma despedida curta. Mas era o mínimo que eu podia fazer era aquilo, não podia falar “não sei se depois da guerra estarei viva”. Seria muito cruel, mesmo para uma garota de 17 anos.

Enquanto isso, no corredor Kiyo e Haya conversavam. Ele estava sério, olhava para o céu.

Haya: O que houve Kiyo?

Kiyo: A Nari já tem 17 anos, ele já pode se virar sozinha.

Haya: Ai, ai então os “tempos” que a Narumi ficaria aqui acabaram...

Kiyo: duvido que a presença dela desapareça depois que ela for embora daqui, por isso eu te peço para que me deixe ir com ela.

Haya: Ah, vai com ela? Tudo bem... Afinal, você é maior de idade, pode fazer o que quiser com a sua vida.

Kiyo: Cuide da Nari por mim.

Haya: Claro. Faça-me o favor de não aprontar muito por aí, não se esqueça que Narumi não deixou de ser a verdadeira herdeira do Clã Ootsuka, entendeu?

Kiyo: entendo. – andava até o quarto de Narumi, Nari saía do quarto e olhava o irmão. Parecia perceber que ele também iria embora, mas apenas sorriu. Teve a maturidade de compreender o que se passava pela cabeça de Kiyo.

Kiyo: Ela não falou nada. – Entrava no quarto, sentando ao meu lado.

Narumi: A Nari? Acho que ela entende que você também vai...

Kiyo: Na-chan, o que está pensando?

Narumi: Kiyo, não tenha certeza de que depois desta guerra... Você já entendeu, não é? Não sei se sairei viva.

Kiyo: Não fale bobagens como esta.

Narumi: Vamos, já está mais do que na hora de irmos.

Kiyo: sim. – Levantava-se, eu pegava a espada, colocava em um tipo de bolsa. Andávamos saindo do Clã.

Em uma vila perto dali, dois ninjas entravam em um bar onde estavam Maaya, Toki e Koyama.

Maaya: Ah, chegaram. Tem notícias da tal Narumi? – olhava para as duas, Hana e Tsuki sorriam levemente.

Tsuki: A localização de Narumi foi encontrada.

Koyama: Finalmente! Diga-me onde ela está! – Ele falava, aliviado. Como tinham se passado dois anos, ele já tinha feito 20 anos, e por isso estava mais bonito do que quando eu havia o conhecido, quando ele tinha 18 anos.

Hana: Ela está no clã de ninjas de Tóquio, porém... Ela está a caminho de Nagoya, acho que há esta hora ela já deve estar á caminho da cidade de Nagoya.

Koyama: Obrigado, Maaya. Agora tenho que ir, se Tezen achar ela antes de mim eu nem sei o que pode acontecer! – corria saindo do bar.

Toki: Senhor koyama...!

Maaya: Toki deixe-o. Não vê que é um homem realmente apaixonado que quer proteger a pessoa que ama?