Broken Sword - 2 Temporada
3 Capítulo 3 - A sobrevivência de Narumi
Eu ainda andava pela floresta, se eu ficasse parada é claro que me achariam. O clima quente da floresta já estava me afetando, mas mesmo assim eu sabia que teria que andar. Já tinha se passado dois dias que eu tinha escapado de Tezen, eu me sentia realmente uma pessoa forte... Mas eu não sabia se eu conseguiria sobreviver. Já fui uma pessoa sozinha, mas nunca tive que andar sem rumo. Minha respiração estava ofegante, parei para encostar-me á uma árvore.
Narumi: Dois dias... Já estou me sentindo mal... – colocava a mão em minha barriga, sentia fome. Peguei algumas ervas, comi. Respirei fundo e continuei a andar, ainda segurando a espada. Ouvi um barulho, vi que não eram samurais, eram apenas alguns animais. Continuei a andar como se só me restasse a minha força de vontade. Logo iria anoitecer e mais um dia teria se passado... Passaram-se algumas horas. Eu ainda estava me agüentando de pé, mas minha barriga doía. Minha saúde não estava bem, eu sempre tive uma saúde fraca e o fato de minha sobrevivência até por dois dias já era um milagre, mas eu estava abalada, confusa. Afinal, Tezen mentiu e possivelmente Koyama também teria mentido. Eu não podia acreditar, ele me protegeu. Tive medo? Sim, medo de voltar para lá e Koyama mentir novamente. Mas no fundo eu queria voltar, ele havia me ajudado... Ao mesmo tempo eu tive pena, piedade. Se ele me protegesse, eu seria seu ponto fraco? Eu só traria mais problemas para os Kyuuki. Não queria que Koyama enfrentasse problemas, ainda mais agora que descobriu a pessoa que seu irmão é. Ainda andando, senti uma dor em meu coração. A verdade é que eu era mesmo uma covarde, eu podia voltar para os Ootsuka e com o poder deles... Acabar com esta guerra. Mas, o que eu faria contra Tezen e o Clã Tatsu? Eu sou apenas uma garota, não sei de nada sobre lutas. Olhei para trás, abaixei a cabeça. E se Koyama não estivesse mentindo? Eu queria acreditar, mas... Eu não tinha tempo para raciocinar. Continuei a andar, mesmo sentindo uma forte dor em minha barriga.
Enquanto isso, Koyama ainda andava pela estrada. Havia desistido de andar pela floresta com medo de sem querer ingerir alguma erva que “danificasse” sua saúde. Ele tinha uma saúde forte, Andava como se não conseguisse fazer outra coisa. Chegava á uma vila, olhava para a movimentação. Parecia que a vila não tinha samurais, garotas paravam para olhá-lo, ele estava cansado, suado por causa do calor daquele dia. Passava a mão no pescoço, como se estivesse com dor. Olhou para as garotas, não deu importância alguma. Continuou a andar procurando um bar com a descrição que Sora havia dito.
Uma das garotas, com muita ousadia foi até Koyama.
Toki: com licença? Está perdido? – tentava encostar a mão no braço dele, mas Koya rapidamente se virou, afastava-se da garota que vestia um quimono azul, tinha cabelos curtos.
Koyama: Não, obrigado. – se virava e continuava a andar.
Toki: Senhor Samurai, por acaso está procurando um lugar para dormir? – falava. Koyama parava de andar, a fala “Senhor Samurai” era a que eu mais falava quando ia falar com Tezen. Ele se virou, a garota ficou vermelha ao ver os olhos de Koya.
Koyama: Onde eu encontro um bar que tenha uma bandeira preta com a imagem de uma adaga?
Toki: Ah, os bares dos Clãs ninja, não é? Há um bem aqui. – apontava para um bar próximo, a garota o fitava, o segurava pelo braço e rapidamente o levava para dentro do bar.
Koyama: Ei!! O que pensa que está fazendo..?! – era puxado, olhava para o local. Várias pessoas do bar olhavam que Koya carregava uma espada.
Toki: Chamem a Senhora Maaya, este samurai está procurando os Ninjas da vila.
Maaya: Toki há quanto tempo, menina! – Uma mulher que aparentava uns 28 anos, tinha os cabelos presos e vestia um quimono preto chegava. Todas as pessoas voltavam ao que estavam fazendo. Koyama parecia mais cansado, Toki acenava para Maaya.
Toki: Senhora Maaya, este samurai está procurando os ninjas da vila.
Maaya: Ora, ora... Um samurai! Fale garoto. Qual é a razão de estar procurando ninjas?
Koyama: Ah... É para um trabalho de procura. Quero que procurem a localização exata de uma mulher.
Maaya: Mulher? Em plena época de guerra? Bem, isso será até normal já que a guerra é somente entre samurais. Mas, de certa forma... Nós, que somos ninjas, estamos envolvidos nisso tudo. Protegemos nossas vilas.
Koyama: Maaya-sama, por favor... Eu preciso muito de encontrar essa pessoa, ela tem de alguma forma... Um papel importante nesta guerra, se a acharem... Podem fazê-la de refém. Ela é a única e legítima herdeira do Clã Ootsuka, eles tem poder o bastante para acabar com esta guerra... Eles iam acabar com o Broken Sword, por quê um samurai disse que lhe entregaria esta mulher. Mas ela conseguiu escapar, graças a deus. Não estou dizendo que quero encontrá-la para entregá-la á esse samurai, tenho certeza que ele a mataria. Mas... É que ela é muito especial para mim, não quero que ela se envolva nesta guerra, compreende? Se ela quiser voltar para o Clã Ootsuka, eu a entregarei... Mas não quero que ela se envolva nesse massacre que chama de guerra... Esta covardia.
Maaya: Meu deus, que história! Diga-me, qual é o seu nome? De qual clã você é?
Koyama: Meu nome é Kyuuki Koyama. Do Clã Kyuuki, ex-aliado do Clã Ootsuka. E o nome da mulher que procuro é Ootsuka Narumi.
Maaya: Iremos ajudá-lo, tudo bem? Mas peço que fique aqui até que a busca se encerre.
Koyama: Tem certeza?! Eu não agüento ficar parado e...!
Maaya: Assim podemos não acabar nunca esta busca. Mas o que pretende fazer depois de achá-la?
Koyama: Seria covardia eu nunca mais voltar para o meu clã, mas os Kyuuki estão planejando voltar a se aliar com os ootsuka formando uma força maior capaz de acabar com esta guerra, com um acordo com os outros clãs. O problema é o Clã Tatsu e a Yakuza.
Maaya: Ootsuka, Kyuuki... E não se esqueça dos clãs ninjas. Não se esqueça que a Yakuza é de fato corrupta, mas mesmo assim é claro que conseguirá um acordo.
Koyama: Você acha?
Maaya: Claro, afinal, você não está sozinho. E é muito difícil achar corações bons como o seu neste mundo.
Koyama: Muito obrigado...
Maaya olhou novamente para Koyama que mantinha um ar decidido, naquele momento Toki deu um leve sorriso e viu que ali iria se formar uma amizade. Uma amizade forte. Os dois apertaram as mãos, como sinal de um acordo feito.
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