Broken Sword - 2 Temporada

1 Capítulo 1 - Para Os covardes


Notas iniciais
Desculpem... O Koyama aparecerá no próximo capítulo^^'

Desculpem-me! (ele é o personagem mais popular xD)

Boa leitura!

Depois de Tezen ter revelado tudo, ele havia me puxado e me levado. Eu sabia que não adiantaria gritar, se eu gritasse... A pessoa que viesse correria perigo. Fiquei quieta e fui calmamente para onde Tezen me levava. Em pouco tempo, chegávamos á casa do Clã Tatsu, um dos samurais que estavam lá amarraram meus braços, sentei-me em um canto do quarto onde me deixavam á sós com Tezen. Ele sentava-se com expressão calma, pela primeira vez eu me irritava ao observar sua calma. Ele acendia um cigarro, olhava-me.

Tezen: Ora, ora a “senhorita” deve estar enojada de estar sozinha comigo, não? – sorria de jeito irritante.

Narumi: Estou enojada de ter confiado em você. Como pôde mentir para a Yuri e para o seu próprio irmão?

Tezen: Ah, mas até que será divertido. Nesta guerra eu só tenho ganhado dinheiro com as minhas estratégias, entende? Se meu irmão vier para me desafiar... Até que será divertido. Afinal, tirei dele a garota que ele tanto quis proteger...

Narumi: Seu monstro.

Tezen: O que posso fazer? Eu bem que poderia parar esta guerra e garantir a confiança do governo... Mas, seria muito sem graça. Entregarei você ao Clã de seus pais. Não fica feliz? Afinal, é uma boa ação...

Narumi: Não perdôo o que você fez. Quase fui torturada, sabia?! Se não fosse pelo Senhor koyama eu nem sei o que poderia ter acontecido comigo! Você não merece ser chamado de samurai e nem deve falar que é irmão do Senhor koyama! Sabe por quê? – me aproximava de Tezen, cuspia em sua cara -,... É isso que você merece. Eu tenho nojo de você! Koyama é uma pessoa boa, gentil, corajosa. Mas você nem chega aos pés dele, você é apenas um covarde, um homem desprezível!

Tezen: Mesmo assim, tens medo de mim. – limpava o rosto, levantava-se e ficava mais próximo de mim.

Narumi: Medo? Sinceramente, “Senhor Samurai”.... Em horas como essa, até pessoas fracas como eu sou perdem o medo. Por que não devo ter medo de uma criatura tão baixa como você é. Aos covardes... Dou o meu desprezo.

Tezen: Parabéns, mas mesmo assim tem medo. Eu sei que você tem medo. – levava as mãos até meu rosto, eu olhava com frieza para ele.

Narumi: Não me encoste, tenho nojo de você! Pessoas como você, irão para o inferno! – Olhava friamente para Tezen, Percebia que ele estava mais concentrado em me irritar do que em prestar atenção, ele havia deixado sua espada desembainhada no chão. Eu sabia que ele era uma pessoa covarde o bastante para não fazer nada sem alguma arma, eu tinha de respirar fundo e agir o mais rápido possível. Era a minha única chance de escapar dali, eu tinha de superar o meu medo.

Tezen: Acha mesmo que tem direito a falar assim comigo? Ora, veja a sua situação! Está com os braços amarrados. Mesmo que estejam amarrados na sua frente e não em suas costas, você não pode fazer nada. Não sabe nada de artes marciais, está indefesa. Acha mesmo que pode falar assim? Está sozinha comigo, e se eu fizer o que eu quiser com você... Bem, você está perdida. Não pode fazer nada, “donzela”. – se aproximava ainda mais, ele estava certo... Eu não podia fazer nada! Mas isso não significava que eu não tinha saída. Eu havia sofrido quando criança, apesar do meu medo de samurais, eu nunca saí correndo de medo. Se tiver uma coisa que eu aprendi... Foi a ser consciente. Não é por eu ter medo que terei de sair correndo, tenho que enfrentar meus medos... Se não eu nunca serei nada mais que uma donzela indefesa. E agora, eu estava morrendo de medo do Tezen? Não. Eu sabia que ele era um samurai, mas eu tinha uma teoria de que pessoas que falam seus objetivos sujos muito facilmente... Não eram muito espertas. Decidi testar a inteligência de Tezen, olhei para o lado e vi que Koyama não estava lá para me proteger. Mas eu queria retribuir á toda proteção que ele me deu.

Narumi: Se bem que foi muito esperto da sua parte fazer o que fez, tudo aquilo me fez confiar no senhor e isso garantia que eu não pensasse nada de ruim de você. Estou impressionada com a sua mente calculista. – Dei um leve sorriso, me segurava para não fazer algo precipitado. Eu precisava mentir, e uma mentira que ele realmente acreditasse. Ele me olhou de jeito meio irritante, pessoas daquele tipo certamente pensariam que as mulheres eram todas iguais. Ele levou a mão até meu rosto, eu comecei a ficar com medo do que viria a acontecer. Em minha mente eu lembrava das vezes que Koyama me protegeu, mas eu não podia fraquejar e tinha de ser rápida para fugir dali.

Ele me olhava, parecia acreditar em minha mentira. Ele fechava a porta danado um leve sorriso, senti um súbito frio em minha barriga. Ele não havia trancado a porta, mas faria algo comigo. Ele me puxava para mais perto dele, me beijava intensamente. Eu via que estávamos perto da janela e que havia um vaso, aproximei minha mão e joguei o vaso com toda força na cabeça de Tezen.

Tezen: Maldita...!! – caía, com a cabeça doendo. Eu rapidamente peguei a espada e saí do quarto, corria para não ser vista pelos samurais. Consegui sair da casa, ainda com a espada, pude cortar a corda que amarrava os meus braços. Corri e entrei em uma floresta, chorei por alguns minutos. Nem acreditava que eu tinha conseguido enfrentar o meu medo de samurais. Olhei novamente para a espada. Fiquei séria.

Narumi: Cansei de ser a donzela indefesa que só espera a ajuda alheia. Em época de guerras, temos que ter um pingo de coragem, deixar nossos medos é algo inteligente. Uma espada não me faz ficar pálida. Pois, agora quem que irá desembainhar uma espada para proteger este povo sou eu. A donzela indefesa que finalmente amadureceu... Está na hora de parar de ter medo do sangue derramado. – olhei para o céu, eu não havia acreditado que meus pais estavam vivos, fiquei com medo de que Koyama também tivesse mentido. Vi que desta vez eu estava sozinha. Eu queria só ir para longe dali... Onde ninguém me achasse.