Broken Sword

8 Capítulo 8 - Tortura


Tatsuma: Fique quieta, senão morrerá agora mesmo! – dava um tapa no rosto de Narumi.

Narumi: Maldito...! Você matou meu pai! Torturou minha mãe... E ainda quer me matar?! Desgraçado! – gritava com todas as forças, as pessoas começavam a olhar.

Koyama saía do bar, via que eu não estava mais perto do bar. Olhava que a movimentação das pessoas aumentava. Corria vendo que os dois samurais me seguravam.

Koyama: Narumi! – Desembainhava a espada, os dois samurais faziam sinais para outros samurais que logo apareciam, eles me puxavam me levando dali.

Narumi: KOYAMA!

Koyama: Que droga...! – via que um grande grupo de samurais se aproximava dele, a única escolha que ela tinha era lutar com eles para depois me resgatar.

Eu era levada até uma casa abandonada, escura.

Tatsuma: Como você é teimosa, aquele seu amigo já era! – me jogava no chão.

Nayo: Pensa mesmo que vai sair daqui inteira? Somos perfeitos assassinos! Não seja tola!

Tatsuma: Pra começar, se quer mesmo não dar o trabalho de termos que matar o seu amigo samurai e para que você não sinta a dor que a sua mãe sentiu... Se mate, é a única escolha. – jogava uma pequena faca para perto de mim. Eu olhei a faca, fiquei quieta. Vi que realmente eu não tinha mais nenhuma escolha... Ou eu me matava ou eu sentia a mesma dor que a aminha mãe sentiu, tentei pegar a faca, mas Tatsuma pisava em minha mão me fazendo gritar de dor.

Tatsuma: Até parece que eu sou tão bonzinho! Que graça tem em torturar uma morta? A graça está nessa sua cara de desespero!

Narumi: Deixe-me em paz... Por favor!

Nayo: Cale-se – chutava meu corpo. Os dois se olhavam, eu via que não adiantaria nada. Tentei me levantar para correr dali, mas Tatsuma me jogava novamente no chão. Desta vez ele fez sinal para Nayo, que segurava meus braços. Eu esperneava, gritava. Tatsuma me dava um soco no rosto, deslizava suas mãos e rasgava meu quimono. Eu ficava cada vez mais enojada. Ele passava a mão em meu corpo, retirando meu quimono. Se aproveitando que eu não conseguia me mexer, segurada por Nayo.

Enquanto isso, ainda no centro da vila, o grupo de samurais encarava Koyama.

Koyama: Mas que... Perda de tempo! Não tenho tempo a perder com idiotas! – segurava a espada, observava os samurais — ... HIROTSU! ESTILO KUYUUKI!- fazia um movimento horizontal, os samurais ficavam confusos, em questão de minutos a espada de Koyama já havia atravessado a maioria dos samurais. Ele olhou de jeito furioso par os outros samurais como se dissesse “quem mais?”. Corria dali, atrás de Tatsuma e Nayo.

Eu ainda gritava, apesar de sentir a dor. Quanto mais eu gritava, mais eles me batiam. Ele tentava abrir minhas pernas com força, mas eu insistia em me debater, acabando o afastando. Eu estava realmente desesperada, eu chorava e gritava por Koyama. Eu realmente não queria passar pelo o que a minha mãe passou.

Tatsuma: Maldita! Pare de ser tão insistente em gritar e... – se levantava e ficava quieto, um vulto o atravessava. Nayo continuava a me segurar. Tatsuma apenas abriu a boca como se quizesse falar algo, em questão de minutos um corte imenso em seu peito surgiu, seu sangue sujava o local. Nayo ficava mais assustado e me largava. Quando o corpo de Tatsuma caiu, pude ver alguém que embainhava a espada. Aproximava-se e a luz o iluminava, pude ver que era Koyama, com seu quimono sujo de sangue. Ele olhava de modo assustador para Nayo.

Koyama: Só por hoje... Serei uma pessoa de bom coração e deixarei você ir, mas se voltar... Ouse tocar em um só fio de cabelo de Narumi, te cortarei sua cabeça.

Nayo: T-tudo bem!! – saía do local correndo. Koyama olhou para o corpo de Tatsuma, parecia enojado ao olhar para ele.

Koyama: Desgraçado. – pisava no corpo de Tatsuma, olhava para mim. Ainda sério andava rapidamente até mim, me cobria com um quimono. Abraçava-me forte.

Narumi: Eu...,- Abaixava a cabeça, começava a chorar desesperadamente -,... Koyama! Foi horrível!!

Koyama: Deve ter sido horrível... Mas já acabou ninguém mais vai te encostar! Eu juro!

Narumi: Obrigada por me salvar... Eu já não sabia o que fazer! – Abraçava Koyama Fortemente.

Koyama: Vou te proteger não saia mais de perto de mim... Não precisa mais ter medo de samurais, vou te proteger. – Sorria, eu olhava para Koyama e continuava a chorar.