Broken Strings - Tudo Recomeçou
5 Capítulo 4
Notas iniciais
(POV Oliver)
- Sente-se Olie. – Damon me chama pela decima vez, eu já havia ouvido, mas eu queria provocar papai.
Minha noite havia sido conturbada a todo o momento, não posso negar que o fato de fugir de casa foi algo totalmente perdedor. Acontece que eu não podia continuar naquela casa, sabendo que Katherine estava viva, e que iria morar conosco até ela estiver em condições de seguir sua vida infeliz.
Stefan fez questão de ficar aqui, não entendi o motivo já que ele odeia Katherine, mas como ele disse, não podia ir comigo por causa de Damon. Eu me senti um pouco sem consideração em deixar Damon sozinho nesse inferno, mas não tinha opção, se eu ficasse aqui ontem era capaz da Katherine estar morta agora.
- Até que fim. – Papai resmunga. Eu sento com rapidez na cadeira e o encaro com as mãos abaixo do meu queixo.
- Sentiu minha falta papai? – Pergunto com desejo que provocação.
- Olie. – Damon me reprende. Rolo os olhos.
- Não preciso responder já que a resposta é obvia.
- Não me ficou claro. – Alfineto.
- Oliver, agora não, por favor, você acabou que chegar! – Damon me reprende novamente, eu o ignoro.
Bonnie coloca a comida na mesa, eu olho para Damon, que me espera a fazer o meu prato.
- Espero que esteja tudo certo para eu e Stefan irmos para a fazenda. – Comento.
- Eu a vendi. – Papai anuncia. Eu perco a fala, ele não fez isso, não era possível.
- Tu fizeste o que? – Largo meus talheres com raiva. Ele não poderia vender a minha fazenda!
- A vendi, como ouviu. – Papai continua a comer tranquilamente.
- Como pode fazer isso? – Grito. – A fazenda era minha, estava tudo certo, depois de eu e Stefan nos casar iriamos para a fazenda viver juntos.
- Sinto muito, um sócio me ofereceu um valor maior, eu aceitei.
- Damon! – O chamo. – Está ouvindo isso? – Ele assente.
- Papai, não acho que foi correto vender a fazenda de Olie, alias tu havia a prometido.
- Cala-se Damon, esta conversa é apenas entre eu e sua irmã insolente, eu a vendi, e não me arrependo.
- Pois então eu ficarei aqui. – Grito. – Se esta casa já é um inferno, tu verás esta casa pegar fogo de verdade.
- Experimente fazer isso com minha casa. – Papai me ameaça.
- Experimente me desafiar. – Sussurro. – Amanhã conversaremos melhor sobre isso.
- Como quiser.
- Então, amanhã de cabeça fria conversamos melhor sobre este caso, não é verdade? – Damon tentar amenizar o caso, mas não ajuda.
- Sim, tudo bem, mas eu quero deixar bem claro que essa fazenda é minha, e eu não vou abrir a mão dela!
- Oliver, por favor! – Papai grita.
- Essa fazenda é minha, ninguém a retira de mim!
- Olie, vá para o seu quarto relaxar! – Damon me puxa para a escada me acalmando.
- Não vou aceitar isso Damon, eu vou acabar com essa casa!
- Tudo bem, tudo bem, mas relaxe, apenas relaxe.
Eu irei acabar com essa casa!
(POV Charlotte)
Desde que eu soube da noticia, meu coração estava em pedaços rasos no chão. Minha vida estava totalmente sem cor, ela não merecia. Elena uma menina tão pura, solidária, bonita, simpática, havia tanto amor naquele coração, eu jamais poderia concordar com Deus, por essa escolha tão injusta.
Aquela megera. Katherine Gilbert. Merecia ter morrido, ficado no fundo do mar, apodrecendo aos poucos, sofrendo contra a água. Eu a odiava com todas as minhas forças, por isso eu estava indo em direção a casa dos Salvatore. Eu iria dar uma pequena visita.
O sol estava começando a se abrir, talvez eu havia chegado cedo demais, mas eu não deixaria papai saber que eu estava indo para a casa do Giuseppe, já que estavam brigados assim que descobriu sobre um tal fazenda que ele havia dado para Mason para fazer uma perversidade.
Eu particularmente apenas respeitava Bonnie, Stefan e Damon naquela casa, eles mereciam meu respeito, todos devem estar muito tristes com o que ocorreu com Elena, menos Damon, provavelmente, ele era cego por Katherine, no mínimo não deve sair do pé dela a um segundo. Eu não suportava o novo Damon.
Assim que toco a campainha, Emily abre a porta.
- Olá! – Sorrio falsamente.
- Senhorita Brandon, entre, por favor. – Emily abre a porta para eu passar.
- Acho que vim um pouco cedo. – Comento.
- Mas é claro que não! – Ouço a voz de Damon. Eu me viro. – Como vai, Charlotte?
- Não muito bem, por isso estou aqui.
- Venho visitar a vitima do acidente? – Ele estava brincando?
- Como assim? – Rio em nervosismo.
- Katherine, veio visita-la? – Eu assinto. – Primeira pessoa que a vem visitar sem ser sua mãe.
- Talvez seja...
- Porque ela não tem quem a goste, exatamente. – Damon me interrompe. Ele havia enlouquecido? Damon nunca falou de forma tão grosseira sobre alguém.
- Houve alguma coisa entre vocês? – Pergunto sem ser discreta.
- Sim, houve. – Ele sorri do meu comentário.
- Oh. – Fico sem falas.
- Ela deve estar dormindo agora, mas não se preocupe em acorda-la, ela deveria já estar acordada.
- Tudo bem... – Sussurro para mim. Ele estava tão estranho, parecia que Katherine havia arrancado o coração de Damon fora. Ele a odeia, e eu nunca pude estar tão surpresa com isso.
Sigo para as escadas, meus passos são lentos. Ouço Damon me deixar relaxar no sofá, eu sonhava saber o que passava em sua mente agora. Eu odiava Katherine, mas e Elena, como estava o seu coração para Elena?
Eu abro a porta, meu olhar segue para Katherine, que logo me olha assustada.
- Charlotte. – Ela sussurra. Ela vestia roupas arrumadas, joias e maquiagem pesada.
- Katherine. – Sussurro de volta. – Irá sair para algum lugar?
- Eu... vou para a minha casa. – Ela tenta sair da minha vista mas eu a alcanço.
- Katherine, acho que não pode sair daqui. – A seguro.
- Eu vou embora. – Ela insiste.
- Tu sabes que não pode.
- Eu posso ficar aqui, eu não aguento mais tanto ódio. – Ela se senta em sua cama. Katherine não aguentando mais tanto ódio? Katherine estava se fazendo de vitima isso estava na cara.
- Não entendo. – Tento entrar em seu jogo.
- Eu aguento mais tanto ódio do Damon, ele me odeia! – Ela grita.
- Não pode sair! – Rebato.
- O Damon me odeia, tudo o que diz é cheio de ódio!
- Katherine tu querias o que? – A indago. – Que Damon caísse em seus pés depois de tudo que tu fizeste? Ah, mais foi tanta humilhação, tanta humilhação e tu estranhas ainda o fato de Damon te odiar!
- Mais do que ódio, é desprezo! – Katherine não me encara.
- Tu sabias que ele te amava, que ele te adorava e tu abusou dos sentimentos dele! – A reprendo.
- Eu vou me tratar em casa, eu vou embora. – Katherine segue para a porta e eu a seguro.
- Não pode, não poderá sair desta infelizmente!
- Charlotte me deixa! – Ela grita. – Eu quero sair daqui! – Ela se debate, eu penso em chamar alguém.
- Não irá sair! – Grito em sua altura. – Damon quer que seu filho seja sadio! – Ela paralisa.
- Filho... – Katherine sussurra. – Não pode ser! – Ela se deixa cair no chão.
- Levanta-se Katherine! – A seguro.
- Não pode ser! – Ela sussurra novamente. – Não é possível! Não! Eu preciso ir embora!
- Katherine eu sei que tu não gostas de criança e não quer esse filho, mas pelo amor de Deus, tem que amar essa criança!
- Eu não posso! – Ela grita. – Não é possível, não pode ser, esse filho não existe!
- Pare de neurose, Katherine! Tu estás gravida.
- Não estou! – Ela rebate.
- Damon me contou tudo, ele me disse que o médico...
- Não estou gravida, não estou, não estou! – Ela escandaliza. – Oh meu Deus, eu não aguento mais!
- Katherine, por favor, vá se deitar!
- Não vou, para com isso! Para de chamar de Katherine! Eu sou a Elena!
(POV Oliver)
- Oliver, mas não pode ser possível! – Damon grita em minha cabeça.
- Eu não vou aceitar isso Damon, não vou!
- Coloque essa roupa, Oliver! – Damon me segura com força.
- Não vou, eu vou mostrar para o mundo quem senhor Salvatore é, eu vou acabar com a vida dele! – Grito com ódio. – Ele vai ter o que merece, eu vou acabar com ele!
- Não fale umas coisas dessas Oliver! Vá para o seu quarto, agora! – Damon estava serio demais. – Chega desses escândalos medíocres e infantis, chega de revolução, de confusão e de armamentos, não vê que isso já está cansado, sem graça?
- Eu não me importo.
- Deveria. – Damon grita. – Papai te banca, papai te dá casa e sustento, eu sei que está passando por momentos difíceis, mas acalma-se!
- Tu és um tolo mesmo Damon! Um tolo! Katherine tem toda a razão. – Eu sigo para o meu quarto.
Stefan estava em minha cama, sentado e me olhando assustado.
- O que é isso Oliver? – Stefan me olha da cabeça aos pés.
- Roupas intimas, algo contra?
- Tudo contra, o que é isso Oliver? Cadê sua dignidade? – Stefan se aproxima.
- Não me importo com ela.
- Oliver, tu não és solteira, tu és casada, comigo!
- Eu sei, eu só queria escandalizar um pouco, fazer o meu pai retirar o que ele disse ontem.
- Oliver, chega de escândalo, não vê que todo mundo está cansado disso?
- Eu não vou deixar meu pai fazer o que ele quer com minha vida! – Defendo-me. Stefan deveria estar louco.
- Não vê que isso está virando uma obsessão? – Stefan segura meu rosto entre suas mãos. – Pare de agir deste jeito.
- O que estás dizendo? – Assusto-me. – Stefan... Tu irás deixar papai retirar nossa fazenda, onde nós iriamos morar?
- Tem certeza que gostaria de morar neste lugar? – Stefan contorce sua sobrancelha.
- Claro que tenho! – Afirmo rapidamente.
- Oliver, não se esqueça que nosso casamento foi um farsa por causa do caso da gravidez, que alias era outra mentira.
- O que foi agora? – Retiro suas mãos do meu rosto. – Está jogando na minha cara que não me quer mais?
- Eu não disse isso. – Stefan se defende.
- Mas pensou. – Olho no fundo dos seus olhos verdes. – Se não que mais nada comigo, porque não aceita o que eu sou, pode sair pela aquela porta.
- Está me mandando embora. – Stefan ri, eu não acho graça.
- Vá embora Stefan! – Grito. Stefan segue para a porta, e logo eu ouço a porta fechar. – Tolo! Bastardo! – Grito novamente. Eu tenho vontade de mata-lo. Casa dos infernos.
(POV Charlotte)
- Aqui está o remédio. – Sento-me ao lado de Elena. Ela mantinha a cabeça abaixada, mas sua mão estendia para receber o remédio.
- Ele disse que um dia, se a Katherine morresse, ele também morria! – Elena continua. – E eu quis... mas não deu nada certo Charlotte. – Elena finalmente me olha. Seu olhar pedia socorro, eu estava tão feliz por dentro, palavras não podiam descrever. – E agora ainda por cima essa criança, eu apenas fiquei sabendo quando tu falaste.
- Então era por isso que tu querias fugir. – Concluo. Oh Elena, minha amada amiga, eu rezei tanto aos céus para que te devolvessem para a terra, eles atenderam minha reza. Elena assente a minha conclusão.
- Tu és Elena, meu Deus, isso é tão surreal! – Sorrio.
- Eu amo o Damon, Charlotte. – Elena comenta. – Essa mentira estava me sufocando, me queimando por dentro, eu precisava desabafar, irei precisar de muita coragem para contar para ele. – Elena suspira. – Tu me ajudas? – Eu sorrio abertamente, eu jamais negaria algo a Elena.
- Mas é claro. – Penso no sufoco que Elena deve ter passado, Damon odiava Katherine neste momento, e Katherine havia morrido, agora Katherine era Elena. Ser julgada, mal tratada por quem ama não deve ser algo fácil, mas ela continuou na luta, eu não duvido deste amor, o que Elena sente por Damon é algo que poucas mulheres fariam por um homem. Ela é nobre, ela é corajosa. – Mas deve ter sido muito difícil enfrentar o que tu fizeste, mas eu acho que agora o pior já se passou! Vamos dar tempo ao tempo.
- Não estou entendendo, Charlotte, está sugerindo que essa farsa continue?
- Estou concluindo que o pior já passou, quando tu provavelmente acordaste, viste que não era Katherine e resolveste se passar por ela.
- Eu devia estar louca, não sei, devia ter sido um choque, ou a febre, eu simplesmente não sei. – Elena se desespera. – E tu não imaginas, não imaginas como és difícil imitar Katherine em todos os traços, os gestos, a maneira rude de falar, as joias e roupas caras. É tão difícil Charlotte!
- Eu sei, eu sei Elena. – Aproximo-me dela e acalmo suas mãos. – E sua mãe, o que ela acha?
- Minha mãe é diferente, sabes como ela és, foi contra no inicio, eu estranhei, mas logo me deixou encarar. – Sra. Gilbert não era santa, ela com certeza tem algo em mente.
- Então apenas quem sabe és sua mãe e eu. – Concluo.
- Não, o Stefan também sabe, foi ele que colocou o anel em meu dedo. – Cubro-me a boca.
- Stefan fez isso, oh. – Elena me olha curiosa. – Só por um grande amor, uma pessoa faria uma coisa dessas. – Comento. – É um amor que não pede nada, apenas doação. – Rio comigo mesma. – Elena, é muito difícil acha isso nos dias de hoje. – Ajoelho-me em tua frente. – Pelo Damon, fique, eu sei que és loucura, mas fique, se tu ficar eu te ajudo. – A abraço forte. – Eu estou tão feliz que está viva.
- Eu não sei Charlotte, eu não sei. – Elena nega. – Mas de qualquer forma, agora que tu sabes, eu me sinto mais leve. – Sorrio. – Parece que retirei um peso do meu coração. – Eu olho em seus olhos e a abraço novamente, Elena estava perdida, por amor, pelo medo, pela forte perda de sua irmã. Ela estava acabada, mas eu não poderia deixa-la ir para sua casa e sua mãe a obrigar a fazer coisas terríveis como ela sempre fez. Eu não posso deixa-la ir.
Olho para a mesinha aproxima de Elena, a aliança de Katherine se repousava ali, eu a pega e Elena logo me analisa. Pego sua mão e coloco o anel em teu dedo. Junto suas mãos nas minhas.
- Tudo irá dar certo. – Seguro sua mão fortemente. – Vamos descer para o café?
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