Broken Strings
34 Capítulo 33
Notas iniciais
(POV Elena)
- Tyler? – Ele logo se vira.
- Elena? – Abre um largo sorriso. – Que saudade. – Abraça-me forte.
- Também sentia saudade, disse que iria trabalhar aqui, mas não voltou.
- Senhor Salvatore disse que iria começar hoje, e aqui estou.
- Pena que não vou te ver direito, alias, não poderei. – Tyler logo se assusta.
- Como assim, o que falas?
- Senhor Salvatore proibiu relacionamentos entre trabalhadores.
- Isto é mal. – Ele se afasta.
- Foi por causa de Katherine, ela teve ou tem. – Fecho os olhos tentando afastar o momento da noite anterior. – Um relacionamento com um trabalhador, Damon descobriu. Na verdade, eu descobri e Damon logo seguiu algumas pistas.
- Sua irmã é totalmente diferente de você. – Acaricia minha pele.
- Sim, ela é. Nós... apenas temos a mesma aparência como ela disse. – Sorrio sem graça, lembrava-me do momento que disse.
- Ela está certa, não imagino você como ela.
- É. – Suspiro. – Mas Damon sim. – Tyler puxa minha face.
- Esquece ele. – Olha em meus olhos. Observo o modo com me olhava, como me observava, o modo como agia, era estranho. Eu não sentia nada por mim, mas por ele.
- Preciso entrar, alguém pode nos ver. – Quebro o nosso olhar.
- Tudo bem, nós vemos. – Solta a minha face.
O olho mais uma vez e logo entro. Vejo Emily.
- Olá. – A cumprimento, ela não responde.
Emily lavava a louça, será que ela não me ouviu? Aproximo-me dela e percebo que me olha no canto dos olhos.
- Emily? – A chamo novamente. Ela me olha brevemente, e logo pega o pano que estava sobre a mesa.
- Emily, o que está acontecendo? Fiz-lhe algo? – Ouço passos leves, era mamãe.
- Emily, por favor, faça um chá com essas ervas e leve para Katherine. – Mamãe a entrega as ervas.
- Sim, senhora.
A observo, eram ervas escuras e estranhas. Já havia as visto em algum lugar do jardim, mas não sabia o que era.
- Mamãe, Katherine não toma chá, para que são essas ervas?
- Não é da sua conta, é Elena? – Ela responde rudemente.
- Não, senhora. – A respondo.
- Ótimo, bem, Emily faça o que te falei. – Mamãe se retira da cozinha. Emily fervia as ervas e não me olha. Por que todos estavam tão estranhos? Sigo para o quarto de Katherine.
(POV Damon)
Entro no quarto e vejo Katherine na cama. Aproximo-me.
- O que você estava sentido? – Paro em sua frente.
- Mal estar. – Ele responde de olhos fechados.
- Quer que eu chame o medico? – Sugiro.
- Não, não. – Ela nega. – Ai. – Assusto-me. – Que enjoo.
- O que foi? – Preocupo-me. – É muito comum no seu estado, não é?
- Damon, pega para mim um copo de água, por favor. – Ela sussurra.
- Claro. – Respondo friamente.
Vou até sua cabeceira e coloco a água do jarro no copo, a entrego logo depois.
- Ai. – Ela reclama.
- Coloque aqui. – Pego o travesseiro e coloco em suas costas. Katherine se ajeita. – Não seria melhor chamar o medico? – Insisto.
- Não. – Ela nega ainda tomando água. – Você tem razão isso é muito comum no meu estado.
Ouço alguém bater na porta, era senhora Gilbert.
- Olá. – Ela entra.
- Mãe. – Katherine sussurra.
- Está tudo bem? – Katherine assente. – Tomou o chá?
- Sim. – Ela responde. – Bom... logo volto.
- Vou contigo senhora Gilbert. – Ela para e me espera. Já na porta, Katherine me chama.
- Damon apaga aquela luz, por favor, está me incomodando.
- Já estou indo. – Digo a Miranda.
Sigo até o interruptor e a desligo, sigo para a porta.
- Essa aqui também.
Volto e a deligo.
- Está melhor assim? – A pergunto. Katherine assente. – Quer mais alguma coisa?
- Não, obrigada. – Katherine se vira para o lado, ficando de costas a mim. – Pode ir.
Sento-me em sua cama e a observo.
- Algum remédio, não quer nada?
- Não, obrigada, estou bem, pode ir.
- Com licença. – Levanto-me da cama e sigo para a porta.
- Damon. – Ela me chama, viro imediatamente. – Vem cá.
A olho estranho e sigo para a cama.
- Vem cá, senta aqui. Eu não vou fazer nada não, só quero conversar, senta aqui. – Sento-me em sua frente e ela logo pega minha mão.
- Olha, eu quero, eu quero te agradecer. – Beija minha mão. – Por ter se preocupado comigo. – A olho diferente. – Você é uma pessoa maravilhosa, você tem um coração de ouro, não guarda raiva de ninguém. – Retiro minha mão.
- É? Não... precisa me agradecer não. Faria isso para qualquer um.
- Ai Damon, por favor. – Katherine se levanta e me abraça. – Eu estou com tanto medo, dorme aqui comigo. Dorme? – Ela me olha.
- Espera. – Levanto-me da cama. – Está havendo um engano. Estamos em divorcio. Chega, pare com isso. – Sinto-me nervoso.
- Que isso Damon, o que você pensou?
- Eu não pensei nada, você sabe muito bem sobre o que estou falando.
- Nossa, só porque te abracei? Desculpa, foi a força do habito. Não tive a intenção de te ofender não. – Ela deita novamente.
- Não estou ofendido. – Rebato.
- Nossa, não vá pensar em outra coisa.
- Você pediu para ficar com você.
- Porque estava com medo de passar mal anoite. – Responde mal humorada. – Só isso, agora quem pede sou eu. Sai do quarto, por favor.
- Como sair do quarto, pensei que você...
- Saia, por favor.
- Tudo bem, tudo bem. Quem quer sair sou eu. Boa noite. – Sigo para a porta. – Se precisar de algo me fale. – Fecho a porta.
Vou para o meu quarto e fecho a porta com força. Retiro meu suspensório e abro alguns botões da minha blusa, caio sobre a cama.
Não acredito que ela fez isso.
(POV Elena)
Aproximo-me do quarto de Katherine e ouço a voz de Damon, ele estava lá dentro. Sigo para fora, tomar um ar livre.
- Elena. – Era Stefan.
- Stefan. – Sorrio.
- Charlotte acabou de ir, não te vi, onde estava?
- Ela já foi? – Assusto-me. – Mas ele não me disse nada.
- Parecia tão estranha, nem me disse adeus.
- Charlotte está chateada, Katherine fez Mason se aproximar dela.
- Katherine... – Sussurra. – Sempre aprontando.
- Sim. – Concordo. – Precisava conversar com você. – Sussurro.
- Posso imaginar o que. – Não me olha.
- Stefan? – O chamo. – Nós vamos conversar direitinho. – O puxo para um lugar mais seguro. – Que historia foi essa de ser pai?
- Eu sei é uma loucura.
- Com certeza. – Concordo. – Porque fez isso? Sabe a gravidade do problema?
- Elena, não há criança. – Ele ri, sinto-me assustada.
- Como assim?
- Oliver inventou aquilo, estava na cara que não queria ir para outra cidade, e sumir desta casa. Então ela mentiu que tinha um filho.
- Isso é uma loucura, como ela pôde!
- Giuseppe disse que teremos que nos casar.
- Casar? – Arregalo os olhos. – Oh meu Deus.
- Não me importo, eu gosto dela.
- Stefan, sabe que ela não gosta de ti como gosta dela.
- Sim, eu sei, mas eu vou fazê-la gostar. Vou tentar fazer ela ver as coisas de outro jeito. Menos escândalos.
- É... se acha que vale a pena, então lute. Não cometa a besteira que fiz.
- Elena...
- Não, tudo bem. Estou bem. Tenho que ver Katherine, adeus.
- Adeus. – Ele responde já longe.
(POV Damon)
Já era um novo dia, e eu não havia percebido o quanto dormi. Estava descansado, teria que ir à cidade resolver algumas coisas para papai.
Visto-me e desço para a sala. Deparo-me com Katherine no sofá.
- Olha, é um sapatinho para o nosso filho. – Ela mostra.
- Sei. – A olho desconfiado de suas intenções.
- Estou até suando. – Ela sorri, volta os olhos para o crochê. Viro-me e sigo para a porta principal.
- Damon, espere. – Ela se levanta. – Espere um pouco, eu quero te mostrar umas coisas que comprei lá em cima.
- Não vai dar, tenho que ir para a cidade. – A ignoro.
- Não, mas é rápido. – Katherine me segura. – Não demora não, vem cá. – Sorri. – Vem cá, só um instante, vem. – Puxa-me para a escada. – As coisas são tão lindas que você vai adorar.
Katherine abre a porta e me puxa novamente.
- Vem, vem ver, que coisa mais linda. Senta aqui um pouquinho. – Sento-me na poltrona. – Segure aqui para mim. – Ela me dá o crochê.
Corre para o seu armário.
- Irá ver que coisa mais linda, que coisa mais fofa. – Katherine coloca em cima da cama uma caixa.
- Onde você está querendo chegar Katherine? – Ela para e me olha.
- Nossa, o que é que foi?
- Estou perguntando o que é que você pretende. Fazendo tricô, se fazendo de caseira. O que está acontecendo? – Ela parece triste.
- Damon, eu vou ser mãe, a maternidade mexeu um pouco comigo. Meu Deus do céu, será que nós não podemos ser nem amigos?
Levanto-me serio.
- Amizade precisa de confiança, e eu não confio mais um você. – Katherine me olha estranho.
- Tudo bem. – Sussurra, enquanto recolhe as coisas da cama.
- Desculpa ter tomado o seu precioso tempo. – Dobra uma roupa. – Ai.
- O que foi? – Assusto-me. – O que foi, está doendo? O que foi? – Aproximo-me.
- Nada, me deixa. – A olho serio.
- É, você está bem mesmo.
(POV Elena)
Acordo com mal estar e desço para a cozinha. Emily fazia o café.
- Estou com mal estar. – Reclamo.
- Isso é normal Katherine, logo passa. Nosso corpo fica estranho, mas como disse logo passa.
- O que? – Não a entendo.
- É comum sentir mal estar. – Ela repete.
- Emily, eu sou a Elena. – Ela fica estranha e logo se vira.
- Emily? – A chamo, ela logo me olha. – Tem algo para me ajudar.
- Talvez um chá, peço para Bonnie te levar. – Ela diz friamente.
- Tudo bem, obrigada. – Retorno para o quarto. Vejo Katherine no caminho.
- Bom dia Elena.
- Bom dia. – A respondo.
- O que tem?
- Estou com dores, logo melhora. – Sorrio. – O que é isso em sua mão?
- Linha de crochê.
- Pra que? – Estranho.
- Vou fazer crochê, não posso?
- Claro. – Sorrio. – Vou para o meu quarto.
- Tudo bem.
Abro a porta e caminho rastejando até a cama. Prendo o meu cabelo ao alto e caio no sono.
‘’- Não pode dizer isso. – Segura minha face. – Eu te quero, eu te desejo, eu sinto algo forte por você. Eu te amo Elena.
- Não, não posso, será que não vê? Jamais poderei fazer isso com minha irmã. Eu te quero muito também, mas não é justo.
- Vamos nos arriscar, eu te quero, não consigo viver sem ti. – Puxa-me.
- Não... – Sussurro.
- Sim. – Diz já muito próximo de mim. – Sim. – Olha para os meus lábios e...’’
- Elena? – Algo me toca.
- Sim?
- Seu chá. — Bonnie sorria para mim.
(POV Damon)
- Cadê a sua antiga mulher? – Oliver ironiza.
- Está lá em cima.
- Achei que vocês já estavam separados.
- Você vai ser titia Olie. – Stefan avisa, Oliver se desespera.
- Ah não gente, estão brincando comigo. Vocês caíram? Gente isso é muito antigo.
- Mas é verdade. – Confirmo. – Katherine está mesmo gravida, os médicos conformaram.
- O que? – Oliver grita. – Não é possível. E quem é o pai.
- Olie! – Stefan a repreende.
- Eu também tive minha duvidas, mas o filho é meu.
- Quer um conselho? Quando essa criança nascer, se houver criança, faça o teste da paternidade.
- Olie, quer parar de provocar o seu irmão? – Stefan a repreende de novo.
- Não estou provocando, estou falando o que acho. – Ela rebate.
- Deixa, deixa. – Falo nervoso. – Ela tem razão, ela tem razão. Mas eu não tenho duvida, esse filho é meu. Bem... com licença.
(POV Katherine)
Já estava anoite, desço e encontro Emily na cozinha.
- Katherine?
- Sim?
- Ah. – Ela solta um suspiro.
- O que foi? – Preocupo-me.
- Não, foi por causa de hoje de manhã. Confundi você com Elena e quase falei demais.
- O que disse a ela? – Sento-me na cadeira próxima.
- Ela reclamava de dor e eu pensei que era você. Mas não falei nada sobre a gravidez.
- Ah sim. Emily, estou com fome, pode cozinhar algo para mim?
- Sim, claro. – Emily sorri.
Olho a maneira como Emily cozinha e penso se Elena desconfia de algo. Ela está aborrecida comigo por que não falar o que está acontecendo. Ouço alguém descendo as escadas da sala, corro para a porta e vejo Damon.
- Emily! – Sussurro.
- Sim?
- Vá, deixa eu terminar ai, pode ir? – Sussurro ainda.
- Sabe como terminar?
- Sim, claro, vá! – Emily sai da cozinha e eu termino de mexer as ervas na panela.
- Katherine?
- Ah, Damon! – Finjo-me surpreendida.
- O que está fazendo?
- Estou fazendo chá, quer? – Ele nega. – Sei que quer, eu coloco um pouco para você.
- Tudo bem, já que insiste. – Ele sorri.
- Ai! – Queimo a minha mão quando desligo o fogo.
- O que foi? – Damon corre em minha direção.
- Queimei minha mão. – Choramingo.
- Passa no cabelo. – Damon pega meu dedo e passa em seu cabelo.
- Que isso Damon?
- Dizem que é bom. – Ele sorri. – Alias, minha vó costumava dizer que é bom passar...
- Damon! – O chamo. – Está tudo bem, eu coloco na água.
- Então, vem. – Ele liga a torneira e coloca o meu dedo de baixo da água. Damon observa o meu dedo e eu o olho.
- Oi. – Ouço uma voz. Viro-me junto com Damon e vejo Oliver.
- Oi. – Damon me larga e responde.
- Atrapalho? – Ela pergunta. Claro, era o que tinha vontade de responder, ela tinha que vir!
- Não. – A respondo. – Só vim fazer um chá, estava com fome, mas queimei o dedo na panela. Bem, eu vou dormir, boa noite. – Sigo para o meu quarto
(POV Damon)
- Não. – Katherine responde. – Só vim fazer um chá, estava com fome, mas queimei o dedo na panela. Bem, eu vou dormir, boa noite. – Ela logo se vai.
- Boa noite. – A respondo.
Oliver olha para Katherine indo embora e logo me olha.
- Salvo por mim Dam. – Ela ironiza.
- Não é nada do que está pensando não, tudo bem?
- Não... – Ela nega. – Você é um tolo mesmo, vai ou não vai se divorciar dessa cobra?
- Vou. – A estranho. – Claro, que vou. Está pensando o que? Estamos dormindo até em quarto separado. Já está tudo resolvido. Acabou. – Oliver me observa.
- Ainda gosta dela Dam? – Ela me pergunta seria. A olho sem resposta. – Responde. – Não a respondo.
- Não é possível Damon, depois de tudo que ela te fez? Damon você está cego, surdo, mudo? Está entregue a essa mulher, é?
- Não enche Olie, boa noite. – Saio da cozinha.
(POV Katherine)
Entro no quarto e retiro a caixa de cima indo coloca-la no armário. Ouço alguém bater na porta, corro para a cama e deixo a caixa lá, arrumo o cabelo e minha lingerie, logo abro a porta.
- Estava crente que era Damon, não é? – Diz Oliver entrando no quarto. – Katherine, dá para você se tocar de tudo que fez com o meu irmão e como ele está sofrendo?
- Não fiz nada, não tenho culpa. – A ignoro.
- Mentirosa e cínica. Olha aqui, uma vez eu te disse que se você o fizesse sofrer iria se ver comigo, está lembrada?
- Sim.
- E agora dá até pena olhar para ele, virou um trapo. Está gravida não é?
- Está achando que estou mentindo?
- Não acho, tenho certeza.
- Bem... gravidez faz a barriga crescer, vamos ver então. – Sento-me na cama.
- O que eu sei, é que você é capaz de tudo para conseguir o que quer, então se cuida viu? Eu vou ficar na sua sombra, entendeu?
- Ai Oliver, estou morrendo de medo que você. – Ironizo.
- Pra defender o meu irmão, eu sou capaz de tudo. Olha aqui, se prepara que eu não vou ter dar um minuto de sossego.
- Meu pai já me vigiou há tanto tempo, um olho a mais, um olho a menos, não faz nenhuma diferença. Quando sair, não esquece de fechar a porta, tudo bem?
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