Broken Strings

42 Capítulo 41


(POV Elena)

Eu me posicionava ao lado de mamãe de frente ao altar, Stefan estava inquieto, andava de um lado ao outro. Katherine estava ao lado de Damon, sua face expendida sorridente, não sei se ela estava sendo irônica, apenas sei que Katherine estava adorando a situação. Charlotte se encontrava ao lado de Mason, que era o padrinho de Stefan. Eu via toda aquela apreensão, aquela tensão. O nervosismo nos olhos de Stefan me fazia ficar nervosa também. Todos esperam pela chegada curiosa de Oliver, já era de esperar algo não aceitável.

Uma musica toca, não era tradicional, era mais... Oliver. Não era novidade. Todos olham para a grande porta localizada no inicio do tapete vermelho sangue. Várias mulheres de preto surgem correndo pelo tapete, o que era aquilo? Elas sorriam, dentes brancos moldurados pelos lábios vermelhos. Oliver vinha atrás com Giuseppe ao lado, ele estava de mau humor, horrorizado, provavelmente, não era um casamento bonito de se ver, todos olhavam estranhos, era estranho.

Risadas estrondosas eram libertadas pelas as mulheres de preto enquanto jogavam pétalas de rosas perfumadas, uma para sobre o meu cabelo. Elas de posicionam na fileira da frente. Stefan desce do altar e recebe o consentimento de Giuseppe. O casamento começou. Todos assustados, eu sabia que Oliver iria fazer algo para chamar a atenção.

O padre olha para os dois, assustado, era um escândalo, tudo vindo de Oliver era um escândalo. Seu vestido era vermelho, um tom parecido com o tom do tapete. Após aquele longo discurso, os dois aceitam um ao outro, foi bonita a cena, foi a única cena bonita, foi pura. Stefan coloca a aliança em Oliver e Oliver faz o mesmo. Os dois sorridentes, eu sorrio também, sempre sonhei em me casar, ter filhos, era um sonho que eu tinha desde pequena. Eu apenas sonhava acima dos outros, eu via todos felizes a minha volta, casando, tendo grandes amores, e eu nada.

O beijo é selado e lagrimas escorrem no meu rosto, tudo foi tão estranhamente bonito. Eu olho sem pensar para Damon, ele me encara, minha face fica envergonhada pelo seu olhar. Limpo minhas lagrimas, e volto para Oliver e Stefan, de mãos dadas, o padre finaliza o casamento. Eu precisava de ar, ar nos meus pulmões. Sigo para o jardim que se localizava em volta da Igreja, estávamos longe de casa. Estávamos em Jacksonville, era um sonho, pois havia mar, eu nunca tinha visto mar em minha vida.

Olhava as flores, a luz do sol, como o dia estava bonito, mas eu realmente não estava me sentindo bem, por alguma causa, uma causa inexplicável. Paro para pensar no que Katherine me disse há dias atrás.

“– Eu queria ser como você, estou falando serio. Acomodada, sem grandes paixões, construiu um mundo que ninguém entra, só você e seu sonho impossível... Boa noite Elena.”

Porque queria ser como eu? Katherine sempre teve algo desde pequena comigo, mas nunca pensei que ela admitiria isso sem maior pudor, Katherine era sempre Katherine, ela nunca daria o braço a torcer, ela é orgulhosa, foi algo que realmente mexeu comigo.

Acomodada, sem grandes paixões, não entendia, eu não era acomodada, e sim o contrario, minha vida foi como um inferno durante meses e até hoje me pergunto se algum dia serei feliz. Eu tinha uma grande paixão, a maior de todas que já tive e tenho que admitir que nunca passará, ninguém substituirá, era Damon. Eu simplesmente não posso evitar as convulsões dentro de mim quando o vê, quando ele fala comigo eu tenho vontade de ficar ali por horas apenas para ouvir a sua voz. É meio irônico, Damon é louco por Katherine e eu sou louco por ele, e Katherine não dava a mínima.

- Elena. – Aquela voz. Era sonho, teria que ser, porque pelo menos no sonho eu não tenho receio em falar com ele, eu simplesmente falo. Meu coração estremece como sempre, eu me viro e o olho nos olhos. Mar azul, a luz do sol o deixava mais que atraente.

- Damon, não deveria estar no casamento?

- Poderia perguntar o mesmo? – Eu sorrio abobada. Aja como um sonho, meu pensamento exigia.

- Realmente, eu vim para respirar um pouco.

- Eu vim para falar contigo. – Oh. Meu coração. Não era sonho, era realidade.

- Sim. – Minha voz falha.

- Eu... queria te agradecer por me ouvir dias atrás, você tem sido uma pessoa tão boa, tão... solidaria. Eu me pergunto porque Katherine me falou coisas horríveis sobre você.

- Eu fiz algo horrível, em parte ela tem razão

- O fato de me deixar não foi algo horrível, eu te entendo, fez isso para ter um tempo para si. Eu fiz algo horrível, eu acreditei em Katherine.

- Não tem nada errado nisso, Katherine tem um poder manipulador, você foi apenas a vitima.

- Eu não deveria, eu acreditei nela e agora minha vida está simplesmente acabada.

- Pare de falar assim. – Lagrimas formulam no meu rosto. – Katherine conseguiu o que ela queria, ter você para ela, fazer você ficar completamente louco por ela, eu não posso competir, ela é mais forte do que eu, eu deveria ter lutado, dado o meu sangue, mas quando percebi, já era tarde.

- Nunca é tarde demais Elena. – Damon me aproxima, eu contenho forças para afastar, mas não o faço.

- Damon... você me fez sofrer por tanto tempo. – Respiro. – E quando penso que tudo irá acabar, nunca acaba.

- Eu realmente não queria. – Damon diz um sussurro.

- Nem eu. – Limpo minhas lagrimas. – Mas aconteceu, e eu não pude impedir, você é louco por ela, você a ama.

- Não diga isso. – O que iria dizer?

- Não corra atrás de mim agora, depois de perceber tudo, não venha atrás de mim, eu sofri, eu chorei, e como chorei, mas não tinha opção.

- Porque não fez algo?

- Porque não valeria a pena, não vale a pena. – Eu me afasto. – Tudo nunca dá certo para mim.

- Elena! – Damon me chama. – Eu quero aprender a esquecer Katherine, eu quero me aproximar de você.

- Por quê?

- Porque... – Damon fica pensativo e aquilo me mata aos poucos. Ele me olha nos olhos e sinto suas mãos na minha face, forçando-me a o olhar. Seu lábio gruda ao meu rapidamente, meus lábios se abrem, e eu o beijo com sofrimento, o melhor beijo de minha vida, eu o beijo com todo o amor, o meu amor, oh, Damon, eu te amo mais que tudo em minha vida. Suas mãos me puxam pelo quadril, eu acaricio sua face pálida. Lábios carnudos, e macios, eu queria mais e mais, para sempre. Eu pedia a Deus, que durasse segundos, minutos, horas, dias, semanas e até anos. Aquele beijo me envolvia de tal forma que me deixava louca, não era um beijo inocente, mas não tinha consentimento. Era simplesmente um encache. Aos poucos, nosso beijo se torna calmo, cada vez mais calmo, até o fim. Damon fixa o seu olhar nos meus olhos castanhos.

- Elena! – Ouço a voz de Katherine. Olho assustada para Damon, logo saio correndo para uma direção qualquer. Katherine me chamava, onde ela estava. Sinto o meu cotovelo ser puxado.

- Elena, por Deus, onde você estava?

- Estava... olhando o jardim.

- Esta pálida, aconteceu algo? – Nego olhando para todos os lados a procura de Damon, Katherine segui em minha frente.

- Não... eu apenas estava passando mal, mas já estou me sentindo melhor.

- Eu queria passear, estamos em Jacksonville, eu nunca vi o mar, poderíamos ir até lá! – Paro por um instante.

- Katherine, estamos aqui para o casamento, não podemos ir para o mar!

- Por favor, eu quero muito ver como é, quero sentir de perto. – Não poderia deixar de admitir como também desejava sentir o calor das areias, a beleza do mar, a brisa aconchegante.

- Não podemos. – Nego novamente.

- Sim, podemos, vai ser rápido! Por favor, vamos! – Eu não deveria, mas minha vontade era a mesma. Alias eu fiz uma coisa horrível, Katherine me mataria se soubesse, tenho que agrada-la.

- Tudo bem. – Katherine me abraça forte. Sinto os meus pulmões se contorcerem. Tudo estava tão confuso para mim.

- Obrigada Elena! – Ela esboça um sorriso contagiante.

- De nada... Mas como vamos? – Ajeito o vestido que insistia a rastejar no chão.

- Tem uma carroça esperando agente, vamos?

- Irá ser rápido? – Não podia ficar muito tempo fora, alias a cerimonia acaba logo.

- Com certeza. – Katherine me puxa pela mão. O que eu estava fazendo?

Subimos na carruagem, Katherine sorria abertamente, mal ela sabia o que tinha acabado de acontecer, eu toco em meus lábios, desejo os lábios de Damon novamente. E como queria. Durante o caminho Katherine não deixava de demonstrar sua ansiedade ao ver o mar, será que era como os rios? Não poderia ser, dizem que é mais valente e sua cor é mais bonita, tem um gosto salgado.

- Katherine. – A chamo.

- Sim. – Ela se vira.

- Esse moço irá nos esperar enquanto formos para o mar rapidamente?

- Sim, sim, eu acho que sim. – Ela afirma sem interesse. Seus olhos estavam na janela.

- Katherine, nós vamos apenas ver, sentir como é e ir. – Ela se vira novamente, mas com a face raivosa.

- Como?

- Sim, como ouviu, não podemos ficar muito tempo, alias somos mulheres, nós não podemos vir à praia deste jeito, e muito menos se aproximar.

- Estou cansada deste preconceito sem escrúpulos, mulheres são como homens, somos iguais.

- Não para a nossa sociedade.

- Mas para mim és. – Katherine rebate.

A carroça para e logo olhamos para a paisagem, sim, era a visão da praia, eu estava completamente encantada, desço da carroça em um pulo rápido, era linda, realmente linda a paisagem de onde eu observava.

- Vamos. – Katherine me puxa pela mão e logo estamos descendo uma pequena escada de madeira antiga. Eu sinto a brisa, eu sinto a maciez da areia sobre os meus pés, eu sinto o cheiro salgado do mar, eu sinto. Aquilo era real e eu estava encantada. Retiro os meus sapatos e ainda com classe vou até o mar, meus pés são cobertos pelo liquido gelado, meus olhos se fecham.

- Isso é maravilhoso. – Grito, ainda com os pés cobertos, a água vai e vem, em um movimento infinito. Meus pés se afundam na areia eu começo a sorrir sozinha, varias sensações ao mesmo tempo, Damon me beijou, um beijo que eu queria faz tempo, e não foi um beijo por engano, ele quis, e essa sensação perfeita do mar.

- Vamos entrar! – Katherine gritou por causa o vento forte, eu sorria abobada, acho que aquele era o dia mais feliz da minha vida, eu não podia negar, eu queria entrar naquela água maravilhosamente salgada, sentir o sal, sentir a temperatura.

- Como? – Grito de volta. Katherine aponta para um barco de madeira emborcado.

-Nós duas cabemos, o mar não está violento. – Eu olho para o mar, o paraíso, e me viro para Katherine.

- Tudo bem. – Corremos até o barco, ele estava simplesmente jogado, o viramos devagar, não era pesado. – Espera! Estamos com vestido, não podemos suja-lo.

- Retire-o, vou retirar o meu também. – Katherine começa a se despir. – Retire a saia, fique apenas com o corset. – Eu assinto.

Após estarmos apenas de roupas intimas, sinto-me desconfortável. Puxamos o barco até o mar. Era difícil o empurrar, a água gelada cobre meu corpo até a cintura, sinto um calafrio.

- Pode subir. – Aviso a Katherine. Ela sobe com um pouco de dificuldade. – Tente o empurrar com suas mãos, logo irei subir.

- Pode subir, venha! – Katherine me chama, meus pés não sentem mais a areia. Eu sinto medo.

- Katherine me ajude! – Ela puxa meu braço com forte e logo estou dentro no pequeno barco. Sinto alivio. – Isso é uma loucura. – Katherine sorri.

- É uma maravilha, isso sim.

- Acho que aqui está bom. – Digo sobre a localização.

- Deveríamos ir mais distante.

- Não, está distante demais, como iremos voltar?

- Tudo bem. – Katherine sossega. Eu olho para cima, estávamos longe, a areia era apenas um lençol amarelado de onde estávamos.

- Aqui é muito bonito. – Katherine comenta. Olho para onde ficamos antes de descer.

- Katherine, onde está a carroça?

- Lá em cima. – Ela responde com a cabeça longe, ela não prestava atenção.

- Katherine! Não está! – Katherine se vira olha diretamente para onde eu olhava.

- A carroça está lá, estou vendo um pedaço dela daqui. – Seus olhos se contraem para obter uma visão melhor sem o sol incomodar. Um vento forte nos atinge.

- Oh meu Deus, Katherine! – A chamo.

- Espere, estou tentando ver a carroça. – Ela se levanta.

- Katherine se sente! Você irá cair!

- Pare de gritar! Não irei cair! Calma, foi apenas um vento forte. – O vento nos atinge novamente, o barco se move em velocidade nos empurrando para longe.

- Elena! – Katherine grita, minha visão está confusa, o vento atrapalha minha visão completamente.

- Katherine! – Ela se desiquilibra. Eu ouço alguém grita o meu nome de longe. Uma voz masculina. Katherine cai na água e eu sou puxada junto com o barco. Minha respiração se fecha, dentro da água tudo se movia, eu tentava abrir os olhos, mas nada era visto. Minha mão ainda segurando a mão de Katherine. Desespero-me, não tinha ar, tudo fica mais lento, mais imóvel, minha cabeça dói fortemente, meus dedos deslizavam, algo pequeno e maciço ficou em minhas mãos, mas a mão de Katherine se fora. Queria ter consciência, apenas... durmo.

Notas finais
Meu Deus, gostaram? Segunda temporada já postada!!!!!