Broken Strings

26 Capítulo 25


Notas iniciais
Olá!

(POV Elena)

‘’ — Solte-me! – Eles me seguravam fortemente. – Solte-me! – Grito mais uma vez. Sinto uma dor forte em meu braço, logo eles me soltam e eu estou sem força, tudo gira e caio em um sonho profundo. ‘’

Tudo em mim doí, sinto meu braço doer mais ainda. Estou em meu quarto, estou tão estranha, tudo está um pouco rodando para mim. Estou com fome, eu deveria comer, todos devem saber agora do meu grande vexame. Será que Bonnie irá trazer o meu café? Talvez não, ela estava muito triste comigo. Eu na verdade não queria que ela viesse, alias eu estou horrível.

Ouço alguém abrir a porta, me escondo entre os lençóis. Não sei é, não ouço nada, apenas alguém colocando o café em minha cabeceira. Estou tão curiosa, será Bonnie? Retiro o lençol do rosto e procuro a pessoa. Vejo Bonnie, ela se assusta e logo fica me encarando. Tento me cobrir novamente, mas ela segura o lençol.

- Não. – Ela diz, a olho com cautela. – Não se cubra. – Ela vê que estou envergonhada e logo senta ao meu lado. Eu não penso em duas vezes e a abraço forte, ela me segura e ouço o seu choro.

- Oh Elena! Não sabe como senti sua falta. – Ela logo me solta e segura meu rosto entre suas mãos. – O que você fez Elena? – Apenas a olho assustada. – Diga-me.

- Desculpa-me. – Sussurro. Ela me abraça novamente.

- Elena, não deveria ter feito isso, foi ele não foi? Foi ele que te fez isso, foi ele e ela!

- Não. – Limpo minhas lágrimas. – Bonnie você não entende.

-Realmente não entendo! Eles te fazem mal Elena!

- Não, não fazem. – Grito, ela se assusta. – Eles não fazem, mesmo me fazendo mal aqui dentro eles não me fazem, se eles viverem longe será pior.

- Elena, você não diz isso dos dois, diz isso do Damon. – Ela me olha horrorizada. – Esse homem te faz mal Elena.

- Não Bonnie, não faz! – Grito novamente. – Eu prefiro que ele me odeie aqui dentro comigo, mas não longe.

- Elena... você está cega, assim como ele. – Ela sussurra.

- Não, não estou.

- Sim, está sim. – Ela insiste. – Você não vive sem ele Elena, você morre por ele, você está cega de amor por ele. Você não vive para viver, vive por Damon. – Aquela frase mexe comigo.

- Talvez.

- Talvez? Isso é óbvio, você necessita dele. Sem ele você não vive. – Ela repete.

- Pare Bonnie! – Grito.

- Ouça... – Ela sussurra. – Todos estão lá embaixo, se quiser descer...

- Não quero.

- Elena, os médicos vieram aqui, e eles falaram que não podemos te deixar sozinha. Jamais! Ou você desce, ou estarei aqui com você todo o dia. Não posso te deixar sozinha.

- O que eu sou agora? Uma criança?

- Está em tratamento Elena.

- Não quero. – Repito.

- Elena... – Ela sussurra.

- Não Bonnie! Não! – Grito. – Não! Não!

- Elena se acalme. – Ela grita. Ouço vozes em minha cabeça, eles estão me azucrinando, fecho os olhos.

- Deixem-me em paz. – Grito.

- Quem? O que está falando Elena? – Bonnie me segura.

- Não! Não quero, não vou.

- Tudo bem não vai. – Ela tenta me acalmar, as vozes gritam em minha a cabeça.

- Vá embora, pare de gritar!

- Não estou gritando! – Bonnie se desespera.

- Vá embora! Vá! – Grito para ela, Bonnie chora. Sinto alguém me segurar com força, tento me soltar, mas é mais forte do que eu. Olho para a pessoa é Damon. Paraliso na hora, olho para os seus olhos, depois de muito tempo o vejo e olho em seus olhos.

- Damon. – Sussurro. Ele ainda me olha, parecia que tudo em minha volta havia perdido a noção. Ele me senta, e ainda estou vidrada em seus olhos. Volto-me ao redor e Bonnie chora em um canto.

- Bonnie, deixa-me sozinha com ela, feche a porta, por favor, e acalme todos lá fora. – Bonnie assente e logo se vai. Oh.

(POV Damon)

- Por favor, Bonnie, leve o café para Elena e pede a ela para descer. – Bonnie logo adentra para a cozinha.

- Como ela deve estar? – Papai pergunta.

- Já deve estar acordada, Elena acorda cedo. – Senhora Gilbert responde.

- Mas ela está sedada. – Katherine logo intromete.

- Bonnie irá ver, logo quando ela descer a perguntamos. – Todos assentem e continuam a comer.

- Bom dia. – Aparece Oliver.

- Oliver! – Exclamo, levanto-me e vou em sua direção.

- Damon. – Ela sorri. Vejo que papai bufa.

- Preciso falar com você. – Sussurro.

- Ah sim, claro, tenho que ir até o meu quarto novamente, venha. – Ela segura minha mão.

- Damon, querido, aonde vai? – Katherine pergunta.

- Já volto, meu amor. — Falo enquanto subo as escadas.

- Mas não vai terminar o seu café?

- Já volto Katherine. – Repito. Ela se vira brava. Oh não...

Oliver segura minha mão e corre para o seu quarto. Ela segue para a cabeceira pegando uma presilha e prende o cabelo de um jeito estranho.

- O que queria falar? – Ela me olha.

- Sobre Katherine.

- Ah! O que quer falar sobre ela? – Ela se senta ao meu lado.

- Quero saber se gostou dela. – Sorrio.

- Ah... você sabe, ela é muito bonita, agradável, se veste muito bem. – Ela olha para o chão.

- Olie? – A chamo, ela me olha.

- Você não gostou dela.

- Não. – Ela admite. – Desculpa-me Damon, mas eu não gostei dela, mas se ela te faz feliz eu estou feliz, mas se ela te faz mal eu juro que mato ela. – Ela sorri.

- Olie, Olie... – Sorrio e a abraço. Ouço gritos distantes.

- Está ouvido? – A solto. Ela faz expressão de desentendida.

- O que?

- Esses gritos. – Ela tenta ouvir.

- Não...

- Sim, será que... – Lembro-me de Elena. – Oh meu Deus! – Saio correndo.

- Damon, espera! O que foi? – Oliver grita.

Abro sua porta e ouço os gritos melhor, vem do quarto de Elena. Abro sua porta rapidamente.

- Vá embora! Vá! – Elena grita. Corro em direção a Elena e a seguro forte, ela tenta se soltar, mas a seguro. Elena me olha e logo se paralisa, a olho nos olhos, ela parece tão estranha.

- Damon. – Elena sussurra. Continuo a olhar profundamente, Bonnie nos observa atentamente, sento-me com Elena e ela ainda me encara.

- Bonnie, deixa-me sozinha com ela, feche a porta, por favor, e acalme todos lá fora. – Bonnie assente e logo se vai.

- Elena. – É a única coisa que consigo falar. Ela apenas assente. – O que aconteceu? – Ela não me responde. Olho para o seu café e vejo que não comeu.

- O que está tentando fazer? Se matar? – Ela novamente não responde. – Responda-me. – Ela logo me olha.

- Não. – Sussurra.

- Então o que foi isso?

- Nada. – Ela tenta fugir.

- Não me parece nada. Qual é a sua intenção? Matar todos de susto?

- Não.

- Apenas fala monossílabos? – Grito, ela se assusta.

- Desculpa-me.

- O que aconteceu? – Repito a pergunta.

- As vozes. – Ela sussurra.

- Vozes? Que vozes?

- As vozes estavam me azucrinando. – Ela se irrita.

- O que elas falavam?

- Coisas. – Ela responde.

- Que tipos de coisas?

- Não quero falar sobre isso. – Ela foge novamente.

- Fale. – A obrigo, ela dá um longo suspiro.

- Ameaçavam-me, falavam coisas desagradáveis. – Não sabia o que dizer, ela estava em depressão e se lidar com esse tipo de gente é tão difícil.

- Desculpa-me. – Ela diz.

- Já comeu? – Ela nega.

- Porque não comeu?

- Vou comer. – Ela responde. Pego sua bandeja e coloco em sua frente.

- Coma. – Mando. Ela gentilmente pega o suco e toma devagar. – Não pode deixar de comer. – Ela assente.

- Tudo bem.

- Tem que se cuidar, sua aparência mudou muito. Alias, também tem que descer e conviver com sua família.

- Tudo bem.

- Não vai mais gritar? – Ela nega.

- Não. – Eu sorrio. – Posso ir? – Ela abaixa a cabeça.

- Posso ir? – Repito.

- Pode. – Ela sussurra. – Levanto-me e ela come com vontade, estava com fome. Sinto um pouco de pena.

- Adeus. – Falo já na porta. Ela sorri.

Fecho sua porta e desço as escadas, todos me olham.

- O que aconteceu, ela já está calma? – Miranda pergunta.

- Sim, ela está. – Katherine ainda está na mesa, normal, com se nada tivesse acontecido.

- Oh graças a Deus!

- Ela estava com fome, a mandei comer.

- Foi apenas isso? – Iria falar sobre as vozes.

- Sim, apenas. – Minto.

- Tudo bem. – Katherine se levanta. – Senhor Salvatore posso ter uma pequena prosa com o senhor?

- Sim, claro. – Os dois seguem para o escritório.

(POV Katherine)

- Sobre o que quer falar senhorita Gilbert? – Ele pergunta. Sento-me no pequeno sofá perto da grande mesa onde tinha pilhas de papeis.

- Sobre você. – Disparo, ele me olha desentendido.

- Sobre mim? – Ele ri. – O que quer falar sobre , mim?

- Sabe senhor Salvatore, é horrível conviver com quem nós detestamos, não é?

- É. – Ele responde desentendido.

- Eu estou falando isso, porque eu não gosto do senhor. – Giuseppe fica surpreso. – É o senhor é muito tirano, o senhor é muito chato. É perigoso também não é? É inteligente...

- Obrigado. – Ele ironiza.

- De nada. – Sorrio. – Só que eu sou tão inteligente como o senhor. – Ele ri.

- Que pretensão...

- Sou sim, sou mesmo, eu sei que sou. – Dou de ombros. – Inteligência é um dom, nasce com a gente, ninguém dá não. O senhor é paciente não é senhor Salvatore? Mas do outro lado estou eu com a menor intenção de separar do seu filho.

- Desde quando eu quis isso? – Ele se irrita.

- Não sou burra, sei que o que mais quer é casar Damon com Charlotte, mas isto não vai acontecer. Vai ser uma luta de vida ou morte, onde todos os golpes serão permitidos. Então... – Levanto-me e vou a sua direção. – No jogo ou na guerra, que vença o melhor.

Levanto o copo que havia em minhas mãos, ele me encara por um tempo, logo bate em minha mão e o copo voa longe.

- Que descontrole senhor Salvatore. O que é isso, logo um homem educado não faz uma coisa dessas. Isso é coisa de gentinha.

- A minha reação depende sempre com quem eu falo. – Ele dispara, viro-me e rio sem ele saber.

- Quer dizer então que para o senhor eu continuo sendo uma ninguém, porque eu sou uma Salvatore.

- Por quanto tempo? – Ele pergunta. Viro-me com raiva.

- Pelo tempo que eu quiser senhor Salvatore. Eu acho bom o senhor tomar cuidado com o que você fala.

- O que é que você está querendo insinuar?

- Eu não estou querendo insinuar nada. Eu estou avisando, que é muito perigoso jogar pedra em telhado de vidro. Agora se me dá licença, vou dormir porque estou muito cansada. – O abandono sozinho.

Duas vitimas já alertas, bom ele saber que não estou com brincadeira, agora falta Oliver, ela com certeza será um pouco difícil já que tem uma mentalidade forte e além de ser louca também.

(POV Damon)

Katherine sai do escritório rindo.

- Katherine, o que foi? – Corro em sua direção.

- Ah? Nada, nada. – Ela ri.

- Tem certeza? – Ela ainda sorri.

- Tenho. Vou subir, estou muito cansada.

- Passe para ver Elena, ela está sozinha agora. – Ela se vira dignada.

- Por favor, Damon! Eu não vou entrar ali. – Ela sai rindo.

Ela era sua irmã, Katherine está tão esquisita. Lembro-me da nossa lua de mel.

‘’ Passeávamos nas ruas de Sidville, estávamos abraçados, todos daquela cidade eram amigáveis, todos muito felizes.

- Katherine, sabe que eu te amo muito? – Digo em seu ouvido.

- Eu também te amo. – Ela sorria.

- Não parece um sonho agente está aqui?

- Sim. – Ela diz sem entusiasmo.

- Sabe que meu deu um frio na barriga quando coloquei o anel no seu dedo?

- Amor, você é tão romântico.

- Porque você não sentiu nada? – Brinco.

- Frustação, aquela igreja estava tão vazia.

Nesse momento passa uma menina tão bonita correndo, ela brincava com sua boneca.

- Olha que criança linda. – Elogio.

- É. – Ela concorda ainda olhando para a paisagem.

- Eu adoro criança, quero ter muitos filhos, três, quatro, cinco e você?

- Ah... tão cedo, filho nem pensar. – Ela afirma. Oh.’’

Katherine estava diferente, não era a pessoa amável do inicio. Mas eu não conseguia deixar de gostar e ama-la. Papai sai nervoso do escritório, e sobe as escadas. Olho aquela situação estranha e tento entender, o que eles conversaram?

(POV Elena)

Estou sozinha, sinto que minha fome era menor, eu me sentia bem. Lembro-me quando Damon veio aqui, ele me acalmou, quando olhei em seus olhos tudo parou. Eu estava disposta a melhor, mesmo que leve algumas semanas.

- Olá. – Era Katherine na porta.

- Katherine. – Sussurro.

- Lena você está horrível. – Ela para em minha frente.

- Obrigada, ótimo começo.

- De nada. –Cantarolou.

- O que faz aqui Katherine?

- Vim te visitar. – Ela sorri.

- Visitar? – Repito.

- Sim. – Ela sorri.

- Isso é bom, muito bom. – Levanto-me com dificuldade. – Está tarde Katherine preciso descansar. – Vou até a penteadeira.

- Qual o seu jogo Elena?

- Do que está falando? Katherine... eu preciso dormir.

- Não! – Ela grita. – Primeiro fica ai toda ridícula, depois Damon entra aqui e você fica todo calma e agora se faz de coitada, pra que?

- Katherine qual o seu problema? – A pergunto. – Chega no meu quarto e ainda me exige coisas que eu não fiz? Estou em tratamento, preciso de um tempo com as pessoas que gosto.

- E entre a sua lista está Damon.

- O que? – Pergunto dignada.

- Isso mesmo que você ouviu.

- Katherine, não...

- Já falei que não gosto de você com Damon.

- Ele apenas me ajudou, eu não estava bem Katherine.

- Ah Elena! Não minta! – Ela grita.

- Porque você sempre tem que estragar tudo? Com que direito você acha que pode entrar no meu quarto e falar essas coisas? – Sinto algo em minha cabeça doem, oh não! As vozes voltam e me atormentam.

Vou em direção a Katherine e a agarro.

- Eu te odeio Katherine! – Minha voz estava estranha, eu não queria bater nela, algo estava dentro de mim me dominando. Katherine gritava, eu perdia as forças e estava prestes a desmaiar. Alguém me segura.

- Stefan? – Meus olhos estão se fechando devagar, tudo fica escuro.

Notas finais
Stelena é só amizade tá? Beijocas byee!