Broken Strings
14 Capítulo 13
(POV Elena)
Meu rosto estava encharcado e meu vestido também. Todos me olhavam e eu corria para o cemitério para ver o meu pai. Eu chorava tanto, eu não queria essa vida e tudo estava mal a pior para mim.
Ao adentrar no cemitério, eu andava devagar, olhava pedra por pedra. Quantas pessoas já perderam meus pais e familiares, quantas pessoas ao menos ligavam para eles? Eu sento na grama e olho para a pedra do meu pai.
- Oh pai, sei que está aqui. Preciso de você, muito. – Sinto as lágrimas caírem novamente. – Eu tenho passado por tanta coisa, eu preciso do senhor para me abraçar e me confortar. Estou sofrendo, o senhor Lockwood me comprando toda hora, minha mãe que nem liga para mim, Damon que está longe de mim. – Eu soluço. – Volta pra mim papai. Por favor, eu preciso de ti. – Caio sobre a grama, e as lágrimas descem, molhando ainda mais a grama verde. A rosa desaparecera e eu não tinha nada para por de volta além de minhas lágrimas.
- Elena? – Ouço alguém me chamar.
(POV Damon)
Eu não tinha cabeça para ficar em casa, o dia estava nublado. Ótimo. Decidi ir ver mamãe. Havia um bom tempo que não a vejo e só ela poderia deixar esse dia ensolarado.
- Aonde vai? – Papai me repreende.
- Vou ao cemitério, ver mamãe.
- Faz mal. – Ele cospe.
- O que falas? – Não consegui acreditar no que dizia.
- Deixe os mortos em paz, alias pensa que ela vai querer mesmo que você a visite? – Meus olhos me espremiam em um olhar maligno.
- Por que fala isto? – O pergunto.
- Ora Damon, acho que sua mãe não gostaria de ver a pessoa que a matou. – Ele diz com descaso.
- Eu não a matei. – Grito.
- Nem cerimonias Damon, estamos em casa. Quer ir? Vá. — Meu sangue subia.
- Não preciso ouvir isto. Adeus. – Ouço a voz de Katherine no fundo.
- O que aconteceu? – Ela perguntava para papai. Abandonei a sala, indo para a varanda correndo e indo atrás de Luz.
A estrada estava escorregadia, Luz corria devagar, estava molhado, totalmente. Coloquei Luz na arvore próxima e adentrei ao cemitério. Aquele lugar específico que espreme meu coração. Ali estava a pedra com o seu nome. Oh Mãe, como te amo. Como queria que estivesse aqui. Está tudo tão confuso. Abro os olhos, ouço alguém chorar. Choro sofrido, oh Deus, quem é essa pobre pessoa que chora tanto? Olho para todos os lados e vejo uma moça bem no fundo, próxima a árvore. Ela está caída sobre a grama, toda molhada. Aproximo-me e a reconheço.
- Elena? – Ela logo me olha assustada. Toma um grande susto.
- O que está fazendo aqui? – Pergunta limpando os olhos, estão inchados.
- Estou visitando minha mãe, e a senhorita? – Ela está tão estranha, se levanta devagar.
- Estou visitando o meu pai. – Ela diz olhando para a pedra onde está escrito o nome de seu pai.
- Como senti a sua falta. – Fui em sua direção e a dei um abraço. Ela não correspondia. – Onde está morando? Como está você?
- Tenho que ir. – Ela se desvencilhava.
- Espera! Ei! – Ela me olha.
– Vamos conversar.
- Não posso. – Ela se solta.
- Espera Elena! – Corri em sua direção.
– Espera!
Ela corria muito rápido não consegui alcança-la. Ela se foi. De novo.
(POV Elena)
Eu corria rapidamente, não podia me envolver com Damon novamente, ele estava bem, pelo menos ele estava bem. Coitado, senti pena, mas não posso. Nossa relação deveria ser extinta.
Eu odeio dizer isto, eu o queria, muito. Eu o quero como nunca quis na vida, queria beijá-lo e retribuir o meu abraço. Mas era melhor ele se acostumar que eu sumi, eu sou nada. Pelo menos vai ser o melhor para ele.
Entrei na pensão e não avistava ninguém. Graças à Deus.
- Elena! – Bonnie me chama. Tomo um susto.
- Já lavei as roupas. Nossa quanta roupa! –Bonnie sorria. – O que foi?
- Desculpa-me Bonnie, estou desnorteada. Senhor Lockwood está aqui?
- Não fique assim. Pensa em coisas positivas. Por aqui não, acho que lá em cima. – Bonnie sempre sorridente, ela me acalmava. – Sorri fracamente.
- Venha vamos arrumar as camas dos hospedes, ele não vai te chamar. Acalma-se – A segui.
(POV Damon)
Adentrei em casa e olho em volta. Ninguém. Graças a Deus. Vou em caminho da cozinha e ouço papai.
- Como foi a visita? – Irônico como sempre.
- Ótima. Alias encontrei alguém.
- Quem? – Ele praticamente ria. Bastardo.
- Elena.
- Ah sim! A ladra. – Meu sangue ferveu.
- Ela não é ladra!
- Ela é sim, não negue. Não quero saber dessa menina, ela é um ser desprezível, Katherine sim é uma moça direita. Não rouba como a ladra. – Ele cuspia.
- Eu não acredito! – Gritava. – Por Deus Papai! Nunca acreditarei em ti.
- Damon, meu filho, pare de ser tão egoísta!
- Egoísta? Eu? Será que não vê? Jogou Elena fora desta casa!
- E você com esta ladainha novamente, ela que quis sair desta casa. – Papai passava as mãos em sua face.
Damon não se conformava com a tal atitude do pai, como ele agia, como ele o jogava em Katherine, isto o deixava nervoso. Tudo que queria era a querida Elena, ele sentia tua falta e não conseguia ver outra luz no final do túnel. Se pudesse percorria todo o mundo para encontra-la, mas a grande ameaça de seu pai o prendia. Ele não havia matado ninguém, era inocente, mas sabe que o pai faria de tudo.
- Faça o que quiser Damon, Katherine é o melhor para você. –Papai abandonou a sala e eu fiquei na escada. Eu estava perdido.
(POV Katherine)
— Quero Elena aqui de volta, está me ouvindo? –Mamãe sussurrava.
- Sim, mamãe, mas como? Elena está perdida por ai. – Seria impossível achar essa tola.
- Não será difícil encontra-la. Falarei com Stefan para procura-la, agora vá. Vá atrás de Damon e converse com ele. O que combinamos. – Jogou-me um olhar mortal. Eu logo fui até Stefan.
- Quero que a procure. – Repeti.
- Sim senhorita, mas é praticamente impossível acha-la. – Mas que homem mais tolo.
- Eu sei bastardo! Não faz cerimonias, quero que a procure. Agora. – Mandei. Ele logo pegou o seu cavalo e cavalgou para o portão. Essa gente não sabe ouvir e escutar.
Ouço alguém atrás dos arbustos me chamar, vou até eles.
- Te peguei. – Era Mason. Ótimo, mais um.
- Mason! Quer me matar de susto! Venha. – Peguei um sua mão e fomos para trás da casa. Descemos a escadaria próxima ao muro branco e logo estávamos rodeados de arvores.
Mason logo me pegou e prensou na arvore e começou a me beijar. Retribuo, alias o coitado tem que achar que estou apaixonada.
- O que mandou Stefan fazer? – Rolei os olhos.
— Procurar Elena, novo plano de mamãe. Alias vou ter que me declarar a Damon hoje, mas tenho algo especial em mente, não tem como ele me negar.
- Você é venenosa senhorita Gilbert. – Ele me elogia.
- Eu sei. – Sorrio.
- Quando fugiremos? – Ele pergunta.
Oh,coitado.
- Assim que me casar com Damon, assim pego todo o seu dinheiro e vou-me.
- Ótimo, estou tão feliz. – Ele me abraça de repente.
— Eu também. – Minto.
(POV Elena)
- Vou engraxar os sapatos do Senhor Lockwood, ele mandou avisar que ele quer você lá em cima. Sinto muito Lena não pude fazer nada. Deus não deixe ele fazer nada. Estarei na porta.
- Obrigada Bonnie, tomarei, espero que ele não faça nada. – Fiz o sinal da cruz e logo subi. Cada degrau era assustador, eu tremia, não gostava dele. Sua porta estava aberta e logo bati devagar.
- Entre. – Ouvi seu grito abafado. Entrei devagar.
- Se- Senhor Lockwood, o senhor me chamou. – Afirmei, desviando o seu olhar. Ele estava parado em frente a sua cabeceira.
- Sim. – Foi seco. Eu tinha medo, não sabia o que ele iria fazer, novamente. Minha mente explodia, sentia que tudo iria cair, sentia que algo estaria a ponto de explodir.
- Sente-se. – Ele mandou. O que ele queria dizer com ‘sente-se’? Medo era o que eu sentia. O que ele iria fazer comigo? O que lhe fiz? Oh Deus, me protege.
Sentei imediatamente. Meu olhar medroso e inquieto. Ele me fitava tão profundamente, por quê?
- Esta tão nervosa. – Minha respiração se acelerou, sentia meu peito explodir. Eu queria fugir.
Por favor, me salvem!
- Impressão tua. – O respondia com dificuldade.
- Senhorita Gilbert, não fique nervosa. Apenas quero um favor. – Ele se aproximava devagar.
- O que posso te ajudar? – Levantei com certa brutalidade.
- Quero algo de ti. – Ele olhava para meu vestido, logo para minhas pernas e por fim para o meu pequeno decote do meu vestido surrado.
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