Broken Strings
13 Capítulo 12
(POV Damon)
Meus olhos estavam presos ao dela. Oh, o que eu fiz? Ela sorria, enquanto eu tentava perceber o quanto errei.
– Desculpa-me. – Foi o que podia dizer. Olhei pela ultima vez sua reação e quando iria falar algo sai correndo.
(POV Elena)
– Como vai o trabalho? – Ouvi senhor Lockwood se aproximar.
– Está ótimo. – Sorri. Por favor, o afaste de mim!
– Olha para esse vestido. – Ele me rodeava. – Ele está muito surrado. Vou comprar-lhe um.
– Obrigada senhor, mas não será necessário. Tenho vários, apenas uso este para trabalho.- Não importa, darei um. Mulher bonita tem que se manter bonita. – Bonnie chega a cozinha e paralisa.
– Desculpa-me senhor. – Ela diz um pouco ruborizada.
– Tanto faz. – Ele cospe. Como é bruto, não precisava de tamanha ignorância. Bonnie abaixa a cabeça. Meu olhar se torna ameaçador.
– Não precisava falar deste jeito. – Tomei coragem. Ele bufou.
– Ela é uma empregada. Tem que servir e ficar quieta, nada a mais. Ele deixa a cozinha e corro para Bonnie.
– Está tudo bem? – Ela levanta a cabeça imediatamente. – Oh, Bonnie, não ligue para o que ele fala.
– Está tudo bem Lena, pode deixar. Estou bem. – Sorri.Ele era grosso e rude. Eu já sentia nojo por ele. Um pobre de espirito, e amor. Ah, o que eu sei de amor? A primeira coisa que fiz foi desistir, sou uma fraca. Pergunto-me como vai a mansão Salvatore. Novamente. O que será que mudou? Olho para o teto e viajo.
‘’- Olá. – Damon me puxa dos devaneios. Viro-me.
– Olá. – Sorri.
– Bonito não?
– O que?
– A paisagem. Adoro passar horas aqui fora. – Ele olhava para o jardim.
– É muito bonita mesmo.
– Prazer Damon. – Ele beija a minha mão.
– Prazer Elena.- O ofereço um sorriso.
– Elena? Nome bonito.
Oh.
– Obrigada. – Ele me fitava. Damon era muito bonito e encantador.’’
– Elena? – Bonnie me chama. – Está tudo bem? Está chorando. – Logo sinto uma lágrima surgir em minha face.
– Estou, estou sim. – Murmuro rápido. Tento disfarçar. Limpo a lágrima escorrida.
– O que foi o que lembrou? – Seu olhar era preocupado.
– Como sabe? – A repreendo.
– Não sei, estou apenas blefando. – Ela ironiza. – Diga-me.
– Lembrei-me de Damon. – Sorri sozinha.
– Damon? Damon Salvatore, certo? – Meu coração dispara.
– Sim. – Respondi.
– Oh Elena, sinto muito. Ele te ama tenha certeza. Não chores.
– Não quero chorar, é porque estou com muita saudade. – Desabei em seu colo.- Eu sei, eu sei. – Ela me acalmava, enquanto eu soluçava em seus braços.
– Eu não deveria ter saído daquela casa, deveria ter ficado. Deveria insistir, e não desistir. Eu sou uma boba.
– Não é não. Você é forte. Olhe para mim. – Minha face fica entre suas mãos. – Você é forte. Muito forte. Limpei minhas lágrimas e olhei para Bonnie. Ela sorria. Talvez deveria fazer o mesmo. Sorrir. Tento, mas não consigo. Sou um fracasso.
– Vá para o seu quarto e tome um bom banho fique por lá, vou terminar aqui. Vá. – Fez um pequeno cafuné em meus cabelos longos. E logo subi as escadas.O que Bonnie era para mim? Uma amiga, mãe, irmã? Ela era tudo não me imaginaria sem ela. Bonnie era aquela pessoa que sempre estaria ao seu lado, não importa o que aconteça. Eu a amo. Muito.
(POV Damon)
Todos se se encaravam na mesa. Eu estava envergonhado por Katherine. Como pude beijá-la. Ela não é Elena. Jamais será. Mas o seu beijo era diferente, era viciante mesmo eu não querendo admitir.
– Damon? – Papai me chama.
– Sim. – Respondo-o.
– Coma.
Faço uma careta e me forço a comer. Mesmo não estando com fome. Katherine me encarava a todo tempo. Que tipo de inferno eu me enfiei?
– Charlotte virá semana que vem. – Papai anuncia. Mas que diabos? Charlotte? Oh não.
Charlotte era uma antiga noiva que tive. Era bonita, na verdade encantadora. Tenho que admitir que me apaixonei por ela, Charlotte tinha tudo que qualquer homem desejava. Mas nossa relação começou a ser desgastante e o amor se foi. Meu pai claro só queria nos casar porque queria uma relação comercial com a família Benson. Apenas. Charlotte ficou furiosa e jurou que nuca mais iria me ver. Jamais. Mas essa fúria logo passou, ela continua apaixonada por mim, o que se torna tudo pior.
– O que ela fará aqui? – O pergunto.
– Passará um tempo. – Responde. Katherine e senhora Gilbert se olham. Estão confusas, assumo que é por causa de Charlotte.
– Sua família também virá?
– Não, apenas Charlotte. – Oh. O que meu pai está aprontando está vez?
(POV Elena)
Ouço alguém bater em minha porta.
– Sou eu Lena. – É a voz de Bonnie.
– Entre. – Grito.
Percebo que o sol está escondido atrás das nuvens, é um dia nublado, ou seja, nada de rua. E nada de meu pai. Meu rosto está grudento e presumo que chorei a noite, pois meus olhos estão inchados e vermelhos. Mas por quê?
– Está tudo bem? – Bonnie pergunta.
– Sim e não. Acordei grudenta. Provavelmente chorei. – Sorri.
– Estranho. – Ela murmura. – O dia está nublado infelizmente. – Ela desvia o olhar.
– Sim. – Concordo. – Mas o que foi? O que te trás aqui?
– Senhor Lockwood. – Rolo os olhos. Aquele maldito. – Ele mandou te acordar.
– Acordar-me? Mas tenho que acordar ... – Olho para o meu relógio velho em cima da cabeceira. – Daqui a quarenta minutos.
– Sim. Sinto muito Lena, mas não sei o porquê.
– Tudo bem. – Sorrio.
– Vou descer. Espero-te lá em baixo, tudo bem?
– Tudo bem. – Assenti. Ela logo desaparece do quarto.O que aquele homem quer comigo? Ele sempre faz isso, e eu odeio. Não consegue intender que jamais teria algo com ele. Jamais. Mas ele adora provocar, como ontem com o vestido. Não vai ser um vestido que irá me comprar, não mesmo. Quero fugir daquilo o quanto antes.
Desço as escadas e vejo Bonnie pondo a mesa do café-da-manhã, logo vejo senhor Lockwood com um embrulho nas mãos.
– Bom dia senhorita Gilbert. – Ele diz. A bile me sobe.
– Bom dia. – Responde secamente.- Desculpa-me te acordar tão cedo. – Ele cospe. Desculpa-me?
– Tudo bem. — Estava tão empolgado em te entregar isto, alias queria que você tomasse café junto a mim.
Não!
– Tudo bem.
– Venha cá, sente-se. – Ele me puxa e logo puxa a cadela para me sentar. – Tome, abra. – Pego o embrulho, e abro devagar, olho para Bonnie que está trazendo as coisas a mesa, ela ao menos olha para mim.Ao abrir o embrulho retiro um vestido. De linho, era simples, porém bonito. Era da cor lilás, com azul celeste. O estendo em minha mão e olho para ele. Ele sorri, em espera de minha resposta.
– Então... – Ele me pressiona.
– É muito bonito. – Respondo-o.
Não o quero!
– Que bom que gostou. – Ele sorri abertamente. – A partir de hoje quero o use para trabalhar.Não o respondi, apenas fitei o vestido. Ele perdeu a beleza assim que percebi que quem me deu foi o senhor Lockwood. Ele mandava Bonnie trazer os alimentos, era tão rude, tão rabugento.
– Chega! – Falei. Bonnie tomou um susto e os dois me olharam.
– Eu não vou tomar café com você. E também não vou fazer nada a mais. O senhor não pode tratar Bonnie deste jeito, ela é uma empregada não uma escrava. E que saber o que faço com esse vestido? – Ergo o vertido em minhas mãos e o rasgo com fúria. Senhor Lockwood arregala os olhos.
– O que você fez? – Não o respondi, joguei o vestido na mesa e sai correndo no meio da chuva para fora.
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