Broken Reality

1 Mudança De Planos


Notas iniciais
Hello there! Meu nome é Ultimater, e sou o autor desta história, como pode ter notado. Eu coloquei muito pensamento nisto, por um ano na verdade, e agora acho que estou pronto para pelo menos começar a expor ao público este meu trabalho, e eu realmente espero que gostem desta experiência. Obrigado por ler minha história, e, por favor, deixe um comentário. O site em si já indica as razões.

Kayle sabia que não iria dar certo.

No momento em que o Chefe de Guilda dela decidiu patrulhar aquela área pela polícia como uma maneira de ganhar grana fácil, ela sabia que não conseguiriam viver por muito tempo.

Afinal, aquele era o lugar aonde ela nasceu, e, se ela sabia algo de Eliseum, era que o nome só era mais uma grande ilusão criada pelo governo.

Ela continuou a correr, se concentrando em todas as partes de sí que se moviam, a energia cinética começando a percorrer o seu corpo enquanto ela aproveitava a sensação de um calafrio, canalizando tal energia para os pés, a ação em si agora natural para ela, e pulou. Alto.

Ao fazer isso, seus olhos verdes brilharam com a visão que tinha da cidade relativamente destruída que era Eliseum, alguns prédios que deveriam ser brancos, mas agora já estavam tão cheios de pichações e tão desgastado pelo tempo que agora pareciam arco-íris distorcidos e doentios, pelo menos para ela. Algumas casas, também no mesmo estado, podiam ser vistas, as montanhas marrons e arenosas completando o que poderia ser o melhor cenário pós-apocalíptico já descoberto. O grande Portal azul a direita dela, as luzes que emanava dando a parecer que conseguia impelir e expelir ao mesmo tempo, o que deixava muitas pessoas com enjôo.

Mas não ela. Kayle já estava acostumada com estas vistas, viajando para outros universos e dimensões sem ser a Terrestre. Ela atingiu o pico da sua subida, o ar já um pouco rarefeito, e pôde sentir a gravidade puxar ela de volta, os curtos cabelos castanhos começando a apontarem para cima enquanto ela caía com um sorriso, se lembrando de quando aquele lugar era mais divertido.

Se bem que ainda era, só que de uma maneira diferente.

Ela se concentrou na velocidade crescente em que ela se encontrava, sentindo a energia cinética se acumulando no corpo dela enquanto ela se encolhia em uma bola, chutando o ar no ultimo segundo antes de sua queda, uma camada grossa de poeira e areia misturada com ar agora começando a se levantar enquanto ela rolava graciosamente.

Ela se levantou e bateu a poeira no moletom azul claro e dos jeans da mesma cor, só que de um tom mais escuro, e percebeu que um caco de vidro se prendeu em seu braço direito, abrindo uma fenda tanto no moletom quanto na pele branca dela.

"Droga. E eu achando que ia sair ilesa..." Ela retirou o caco de seu braço, alguns grunhidos de dor saindo de sua boca enquanto Kayle o fazia, até ela escutar o barulho do qual ela deveria estar fugindo.

Ela se apressou em retirar a tira que passava pelo capuz e a amarrou em volta do braço, parando o fluxo de sangue, e terminou de cortar a manga do moletom, usando o tecido para estancar o sangramento. O som de gritos masculinos e de tiros se aproximava, e ela checou suas opções.

Ela havia acabado de pular do canto norte para o canto sul da cidade, o Portal agora a sua esquerda. Ela estava rodeada de prédios, um espaço mínimo entre os mesmos para ela simplesmente ir direto para a saída de volta para a Terra. Seu braço bom estava machucado, mas ela podia empurrar alguns prédios para longe do caminho, se conseguisse correr o suficiente, claro. Ela podia conduzir energia cinética pelo seu corpo, mas não tinha como criá-la de repente.

Cada vez mais, aquele som de morte se aproximava, agora ela podendo ver alguns flashes de luz que ela sabia que vinham dos rifles que usavam. Ela começou a se sentir culpada, pois eles estavam atrás dela, mas a Guilda inteira dela teve que sofrer ara protegê-la, e continuava a fazer isto.

"Cala a boca, você avisou que correria quando todos percebessem que era tarde demais para voltar atrás." Ela olhou para a esquerda e finalmente percebeu que eles estavam tentando cercá-la.

Ela engoliu em seco e começou a subir por uma saída de incêndio de um dos prédios á esquerda, o mesmo estando supostamente abandonado, mas a tarefa provava ser um pouco mais complicada sem um braço.

Kayle continuou até chegar ao topo, olhando para baixo e notando os robôs humanóides que se aproximavam dela, com o símbolo da cidade no peito. Robôs hackeados, agora protegendo somente uma gangue ao invés de todos os cidadãos de Eliseum.

O pouco de vento que tinha era o suficiente para fazê-la tossir, toda a areia e poeira em todos os lugares começando a mostrar efeito no ar, provavelmente desde que o vento começara a bater, e ela só havia percebido agora.

Ela mordeu o interior da boca e suspirou, começando a correr após olhar para baixo, conferindo se os robôs estavam subindo para ir atrás dela.

Eles estavam.

Ela se preparou e pulou para o próximo prédio, amaldiçoando o fato de que tinha subido em um dos prédios a esquerda, sendo que tinha um espaço a mais entre os prédios naquele bairro específico. Ela virou para a direita e deu um salto até o prédio relativamente distante, usando um pouco de energia para conseguir chegar do outro lado, uma chuva de balas indo em sua direção e perfurando o capuz azul, que voava solto pelo ar.

Ela continuou rumo ao grande buraco de cor azul espectral, empurrando alguns robôs do meio do caminho, algumas das balas começando a acertá-la, várias partes do moletom azul agora manchadas de vermelho. Mas ela já sofreu coisas, piores, ela conseguia aguentar, não?

Este era o pensamento que passou pela cabeça dela, ignorando o sangue o máximo que podia com esperanças de conseguir chegar ao seu destino.

Ela parou. Os prédios começando a rodar junto com o resto do mundo, as coisas começando a ficar turvas enquanto ela podia sentir o gosto de sangue na boca. Ela se forçou a continuar, dando alguns passos antes dos robôs remanescentes, um pouco mais que duas dúzias, começaram a disparar novamente.

Kayle olhou para trás pelo que parecia a ultima vez, seu corpo continuando o movimento anterior, caindo para trás enquanto os olhos delas se fechavam inconscientemente.

Em seus sonhos, ela se perguntava se havia morrido, e se perguntava se o borrão de movimento que vira poucos milisegundos antes de fechar os olhos fora uma ilusão ou não.

Notas finais
Hope you enjoyed! E não esqueça de comentar