Broken Promise.

7 Capítulo 7: Facing truth.


Notas iniciais
Desculpem o atraso. Espero que estejam gostando, e se estiverem me ajudem recomendando a fic. Boa leitura.

"You know it's true, it isn't me, it isn't you,
I can't be your man, and here's what I don't understand"

Dying — Stone Sour


Enxergar verdades sempre fora meu ponto forte, mas naqueles dias a balança que antes pendia à parte positiva de fazê-lo já não me convencia tão bem. Talvez porque as verdades que cabiam a mim nunca haviam aprendido como serem benéficas, ou na melhor das hipóteses menos doloridas, ou talvez porque aos 19 anos nós somos egoístas demais pra conseguir aceitar que as coisas nunca acontecem do modo que queremos que aconteçam. Qualquer que seja a razão, só sei que a minha verdade era pesada demais, e eu já não sabia dizer o que era pior: continuar a encará-la ainda que um pedaço do meu coração fosse colocado em negócio cada vez que o fizesse ou ter me feito cego e aproveitado a suposta felicidade que a ignorância traz consigo. O fato era que a encarando ou não, minha verdade era uma só: eu não poderia ficar com Gerard, e ambos sabíamos disso embora naquele momento de fraqueza estivéssemos ocupados demais para nos importar. Eu o tinha por inteiro, e estava finalmente sentindo-o de maneira intensa e crua, sem disfarces ou preocupações, sem precisar nos render às pressões do que quer que existisse ao nosso redor, e ainda que eu soubéssemos que o prazo de validade daquele indescritível prazer libertino era coincidente ao término do beijo que agora trocávamos, não nos importávamos, ou pelo menos eu não me importava, desde que eu tivesse aqueles minutos como uma lembrança num futuro próximo em que fecharei os olhos e voltarei a esse momento, o momento em que eu me permiti ser completamente livre, em que ignorei todo e qualquer senso e razão obedecendo somente a única coisa que não sabe mentir ainda que todo o resto o mande fazê-lo; o momento em que me entreguei ao meus instintos, ao meu corpo que gritava por aquilo, contrariando meu cérebro que incansavelmente relutava a esse desejo insano. Ou posso simplesmente me referir ao momento em que me entreguei a minha humanidade.

Quando finalmente nos separamos apenas nos pusemos em silêncio, e já certos do que era melhor a fazer apenas nos abraçamos enquanto ele sussurrava em meu ouvido que estava tudo bem. Olhei em seus olhos e sorri, sentindo o alívio de finalmente tirar de minhas costas todas as toneladas daquele segredo que eu acreditava ser só meu, e ainda que por um lado as coisas agora tivessem se tornado mais fáceis, pelo outro elas apenas pioraram, já que essa reação mais que inesperada apenas trazia mais dúvidas que eu não estava em condições de sanar, pelo menos não naquele momento. Por que Gerard havia me beijado, afinal? Seria apenas um favor, um modo de me confortar ou de tornar a situação menos constrangedora? Ou até na pior das hipóteses ele o havia feito por pena? Ou seriam realmente todos aqueles sinais nos quais eu sempre acreditei não passarem de minha imaginação sedenta a me pregar peças de fato reais? Seria esse sentimento recíproco? Teria eu passado por todo esse tormento em vão? Essas eram perguntas que mais cedo ou mais tarde eu teria que trazer à tona, mas não agora, não enquanto eu tinha Gerard em meus braços pela primeira vez sem ser apenas como um amigo, ainda que por uma única vez.

"Obrigado, Gerard. Obrigado por entender." Disse finalmente quebrando o silêncio.

"Você não tem o que me agradecer. Não há nada para entender. Apenas me prometa que não importa o quão difícil seja o que você tem a dizer, esconda de qualquer um menos do seu melhor amigo, ok?" Ao dizer isso ele sorriu pra mim, e com os dedos forçou um sorriso em minha boca.

"Eu passei dias imaginando o que aconteceria se você viesse a saber, imaginando milhares de reações que bem... Não passavam nem perto dessa." Compartilhamos um riso tímido, e quando o silêncio se fez novamente eu não pude evitar de trazer a questão à tona. "Gerard... Por que você me beijou?"

Notei uma supresa em seu rosto; Acho que não esperava por essa pergunta, pelo menos não tão cedo, mas tudo bem porque eu também não esperava fazê-la. Abaixando os olhos e fitando os pés ele soltou um sorriso solitário, e então finalmente encarando-me ele deu sua resposta.

"Porque eu sempre quis fazê-lo."

Sua resposta fora simples e curta, embora objetiva e satisfatória. Não me atrevi a respondê-lo, apenas consenti sentindo meu rosto queimar.

Notas finais
Sem tempo para checar, então se houverem erros gramaticais peço que me perdoem. Um abraço.