Broken Promise.

13 Capítulo 13: Skin.


Notas iniciais
Hei! Nem preciso dizer que estou muito feliz com o iTunes fest. Gerard e Frank estão cada dia mais próximos e isso trouxe uma chaminha de esperança para dentro de mim novamente. Dedos cruzados, frerard-lovers. (yn)
Boa leitura!

"Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am free again
Whenever I'm alone with you
You make me feel like I am clean again"

Lovesong — Adele

Quem somos nós para dizer o que é errado, afinal? Esse conceito que sempre causou tanta dor, esse estúpido conceito que enterrou vivo tantos sentimentos, tantos corações, tanto desejo, sufocando a vida dos que ficam à sua mercê, levando almas e deixando um vazio frustrante em seu lugar. Quem somos nós para dizer do que se arrepender? Quem somos nós para julgar os nossos impulsos, nossos desejos, nossa humanidade? Por mais que as respostas sejam claras, o desespero e o medo do amanhã nunca nos deixa de aterrorizar, e o arrependimento nunca deixa de acompanhar a possibilidade das reações negativas do que quer que se tenha feito. Renegar aos desejos carnais ou simplesmente renegar nossa própria natureza, não por virar as costas ao que somos, não por virar as costas ao que fizemos e sentimos, mas sim por virar as costas à nossa própria fraqueza, ao descontrole, à total redenção digna de animais irracionais que é de fato o que somos, no final das contas: sempre liderados por nossos instintos animais, embora hipócritas demais para admitir.

O sol entrava pela janela anunciando a chegada de um novo dia, atingindo meus olhos trazendo-me de volta à realidade. O calor de um segundo corpo junto ao meu trouxe à tona o que fora feito e irremediavelmente me levaria a julgamento logo mais. Eu me aproveitei daquele que serenamente dormia a meu lado, atendendo a seu momento de fraqueza em ordem de sanar meu próprio desejo egoísta. Eu poderia e deveria ter ignorado seus devaneios embriagados, mas não consegui, e certamente esse fato me assombraria assim que junto com o recobramento de sua razão, viesse o arrependimento e o sentimento de abuso causado por aquele que supostamente deveria estar ao seu lado para evitar que algum desalmado o fizesse. Meu estômago deu um giro, e um medo aterrorizante se apossou de mim trazendo agulhas àquela cama que não me pertencia; tomando o cuidado de ser o mais silencioso possível, levantei-me e me enrolando em um dos lençóis tratei de procurar minhas roupas que estavam espalhadas pelo chão, quando fui interrompido por uma voz que me assustando fez com que eu as jogasse novamente ao chão.

"Onde você pensa que vai?", disse sonolento esfregando os olhos e olhando em minha direção.

"G-gerard?", meu coração deu um pulo. Não sabia e nem conseguia fazer nada além de ficar estático.

"Quem mais seria? Agora larga isso e volta pra cama, não são nem 8 da manhã for fucks sake.", respondeu se virando para o lado para voltar a dormir.

"Espera aí. Calma. Para tudo. Ok... Você ainda está bêbado, ou..?", respondi indignado, completamente confuso com o que eu acabara de ouvir.

"Não, Frank. Estou completamente sóbrio, apesar de estar com uma puta dor de cabeça.", respondeu preguiçosamente, ainda virado para o lado.

"Mas... Mas..."

"Ok. Entendi.", disse virando-se para me encarar enquanto sentava na cama. "Frank, evitar os fatos não fazem com que eles desapareçam ok?"

"Então você está bem com o que houve?"

"Estou do jeito que se espera estar quando você acorda e descobre que transou com seu melhor amigo, mas definitivamente não quero falar sobre isso agora. Agora se você não se importa estou com sono e com frio, então mova esse traseiro de volta pra essa cama antes que eu tenha que ir te buscar."

Eu não conseguia ter a mesma calma que o Gerard em relação a tudo que houve, mas ele estava certo e me desesperar agora não mudaria nada, então apenas o obedeci e deitei-me ao seu lado. Finalmente percebi o quanto aquela cama era pequena, porque por mais afastado que eu me mantivesse ainda era possível sentir o cheiro de seus cabelos suados, e o calor de seu corpo nu contra o meu. Um pequeno filme da noite anterior passara pela minha cabeça, e me abandonou deixando em meus lábios um sorriso bobo, que com alguma relutância fora transformado em coragem para abraçá-lo, e pude senti-lo se aconchegando em mim, o que fez meu coração pular uma batida, e após alguns minutos tentando não me distrair com todo aquele contato, peguei finalmente no sono.

“Hei! Acorda!”, disse enquanto me sacudia.

“Quantas horas são?”, disse sonolento.

“Tarde! Anda, levanta logo que os outros já devem ter dado por nossa falta.”, disse puxando-me as cobertas.

“E daí?”, resmunguei nada afim de me mover dali.

“É. Você está certo. E daí? Afinal vai ser adorável quando vierem nos procurar.”, disse irônico fazendo menção de voltar a dormir. Olhei finalmente para baixo e nos vi ainda nus, nossas roupas espalhadas por todo o quarto e uma camisinha usada deixada desleixadamente sobre o criado-mudo.

“Ok. Eu me rendo.”, disse levantando finalmente e sendo seguido por ele que me segurou quando abaixei para pegar minhas roupas. “Hei. Dá pra deixar eu me vestir?”

“Sem tomar banho? Frank Iero você é um porco.”, disse já me empurrando para o banheiro e nos enfiando debaixo do chuveiro.

A água ainda fria atingiu nossos corpos, lavando todas as evidências visíveis do que havia acontecido algumas horas atrás, embora as marcas em nossa memória não fossem possíveis de serem apagadas, e pelo menos de minha parte nunca seriam. Alguns arranhões que eu sequer me recordava de haver feito ainda estavam frescos em suas laterais, assim como alguns chupões em meu peito e pescoço nos quais eu teria a preocupação de esconder. Banhei-o como havia feito noite passada, mas dessa vez ele estava consciente e apto a retribuir meus atos assim como meus sorrisos ainda tímidos e incrédulos. Assim que terminamos ele pegou uma toalha e começou a secar meus cabelos, e fitando-me com seus olhos indecentemente verdes deixou a toalha cair e finalmente pois fim no espaço entre nós juntando nossos lábios ainda úmidos num beijo intenso e profundo. Perto do que havia acontecido um beijo era insignificante, mas por alguma razão meu coração disparou contra seu peito como da primeira vez, trazendo de volta o frio na barriga que há muito não sentia. Nos separamos e ele riu pra mim, o que fez meu interior antes gelado queimar como fogo; nos vestimos finalmente e arrumando a toda aquela bagunça que fizemos fomos finalmente de encontro aos demais.

Notas finais
:) espero reviews. beijinhos.