Broken Promise.

11 Capítulo 10: Desire.


Notas iniciais
Hei guys! Aqui estou de novo. Que turbilhão de pensamentos estou. Frank e Gerard parecem finalmente estarem se dando bem, apesar de que não são raros os momentos em que o Frank se mostra distante, magoado. Eu até discorreria sobre isso aqui, mas sei que não são todos que concordam com a veracidade das situações e suposições, então enfim. Eu só queria que a distância no palco também diminuísse; por muito chega a ser agoniante o quanto o Frank parecesse se esforçar para manter essa distância. Olhares incessantes, tentativas de aproximação... Tudo tão obvio pra quem consegue enxergar.

Enfim. Vamos ao que interessa. Boa leitura!

Estávamos em tour há dois meses, e já havíamos viajado por mais de três estados na Vam que nos fora presenteada pela avó de Gerard. A cada dia recebíamos mais convites para apresentações, e nosso Cd estava tendo uma ótima saída. Quanto a Gerard e eu, as coisas iam melhor do que eu pensei; Creio que te tanto querer, acabei de fato me acostumando ao fato de sermos apenas amigos, e o excesso de convivência apenas ajudou, pois sua ‘existência’ me era agora comum e banal, e já não me causava reação alguma senão um sentimento de irmandade que agora nutríamos entre todos. Saíamos sozinhos quase sempre e até dormíamos juntos, e isso significava absolutamente nada. Na verdade por muito a presença de Gerard já me era até incômoda já que seus problemas com bebida só aumentavam e raros eram os momentos em que se podia ter uma conversa sóbria e produtiva.

Por alguma razão, sempre que e bebia eu me tornava mais vulnerável em relação ao Gerard; ele se tornava ainda mais atraente, e eu tinha uma necessidade de tocá-lo a todo momento, e o interessante em tudo isso é que era recíproco. Gerard era uma pessoa extremamente carinhosa, e nunca tivera pudores em relação a demonstrar isso. Abraços, beijos e palavras de afeto eram coisas que sempre se podiam esperar dele, sem razão aparente, simplesmente por fazer os demais se sentirem amados, e isso era mais uma coisa que compartilhávamos. Por muito não nos demos essas liberdades, devido ao sentimento que secretamente nutríamos, mas hoje com tudo isso deixado para trás, o fazíamos o tempo todo.

“Eu te amo.”, disse repentinamente enquanto conversávamos sobre coisas banais nos backstages de um clube no qual nos apresentaríamos, com a sinceridade de sempre apesar do alto teor alcoólico.

“Eu te amo também.”, respondi com a mesma sinceridade, automaticamente, sem precisar sequer processar a informação, porque era de fato o que eu sentia, e já não haviam mais razões para esconder.

Situações do tipo que meses atrás causariam um incêndio dentro de mim, hoje eram tão naturais que por vezes eu chegava a me perguntar se tudo aquilo realmente chegou a acontecer, porque nos vendo naquele momento era simplesmente inimaginável que eu já estivera apaixonado por aquele cuja presença me era tão banal. Nós criamos uma intimidade tão imensa que nada do que fizéssemos ou disséssemos nos causaria algum tipo de constrangimento, e até beijos chegamos a trocar em algumas situações, após alguns drinks a mais, e nenhum deles significou nada senão uma brincadeira de momento, embora inconscientemente tudo isso servisse como um fermento para nossa relação, e isso ficava mais claro a cada dia, já que tê-lo ao meu lado, compartilhar de suas piadas e até de suas tristezas, já não eram mais uma vontade, e sim uma necessidade, e eu podia ver o mesmo estampado em seus olhos.

Após o show nos enturmamos com outras bandas que estavam no lugar e ficamos conversando até quase amanhecer, mas como Gerard não parava de beber resolvi me despedir dos demais e tirá-lo dali. Com muito esforço levei-o até o hotel em que nos hospedamos, e com mais esforço ainda coloquei-o debaixo do chuveiro, onde permaneci por um longo tempo, me revezando entre lavá-lo e segurá-lo durante suas crises de vômito. Cerca de uma hora e meia depois ele estava finalmente limpo e se sentindo melhor; ajudei-o a vestir suas roupas e após pentear-lhe os cabelos e escovar-lhe os dentes, deitei-o em uma das camas e fui finalmente tomar meu banho e me preparar para dormir também. Quando fui me deitar, escutei Gerard chamar meu nome.

“Gerard? Você está sentindo alguma coisa?”, respondi já me prontificando para ajudá-lo, apesar de estar completamente exausto.

“Eu... Não. Deita comigo. Não me deixa sozinho.”, disse com certa dificuldade.

“Mas... Você tem certeza? A cama é pequena, e eu estarei bem aqui do seu lado...”

“Não!”, me interrompeu. “Eu te quero aqui comigo. Agora. Vem, boo. Por favor.”

Apenas sorri, e sem conseguir recusar me deitei ao seu lado. Ficamos virados um pro outro, apenas conversando coisas banais, apesar de que ele não estivesse de fato conseguindo formular frases que fizessem algum sentido.

“Para de rir de mim. Não tem graça.”, resmungou enquanto eu não evitava rir de sua situação.

“Tem sim. E tem muita.”, respondi ainda rindo e ganhando um empurrão como resposta. Depois disso se fez um silêncio entre nós, e eu fiquei apenas assistindo-o, de olhos fechados e respiração pesada, tão indefeso e ao mesmo tempo tão perigoso para si mesmo.

“Frank.”, disse quebrando o silêncio, “Hoje mais cedo, quando eu disse que te amava, era verdade, ok?”

“Eu sei. E eu também te amo de verdade.”, respondi com um sorriso bobo nos lábios.

“Não. Eu não estou falando desse tipo de amor. Eu estou falando de amor... De verdade.”

“Mas eu também estou falando de amor de verdade. Ou você acha que amigos não se amam de verdade?”, respondi não dando muita importância ao que dizia, já que ele podia estar apenas variando.

“Eu sei. Mas eu te amo. Não só como amigo.”, respondeu enfim, sua voz ficando cada vez mais baixa, como que em um sussurro.

Sem saber o que responder eu fiquei em silêncio por alguns minutos. Àquela altura já havia ficado óbvio pra mim que o Gerard me amava muito, mas como amigo, nada além disso. E eu não estava sendo cego, tanto que por muito eu tentei encontrar algo a mais em seus atos e palavras, mas não havia nada além de amizade, só amizade.

“Eu... Não sei o que você está tentando dizer.”, respondi finalmente, confuso.

“Me beija.”, disse com firmeza.

“Quê?”, foi tudo que consegui responder, ainda duvidando de meus ouvidos.

“Me beija, Frank.”, respondeu, com a mesma firmeza de antes, e com uma calma que assustava.

“Mas... Te beijar... Como?.. Por que?”, eu coração disparou e eu comecei a gaguejar, não sabia o que fazer nem como responder, então ele segurou meu rosto e me fez olhá-lo nos olhos, nos aproximando de modo que eu já podia sentir sua respiração em meu rosto.

“Não fala nada, Frank. Não precisa entender. Só cala a boca e me beija.”

Nisso eu nem preciso dizer que foi como se eu ficasse completamente cego e surdo para tudo a minha volta. Tomei seus lábios com uma vontade que nunca houvera feito antes, como se eles fossem água no deserto. Desliguei minha mente de tudo que gritava que eu não devia fazer aquilo, e simplesmente me entreguei àquele momento, àquele beijo, ignorando nossa amizade e dando espaço somente ao desejo que nunca de fato me abandonara. Em poucos minutos já havíamos nos livrado de todas nossas roupas, e nossos corpos latentes imploravam um pelo outro, libertando todo tesão reprimido que agora nos tomava como fogo, consumindo toda sanidade e bom senso que um dia tivemos. Já não podendo mais esperar me posicionei entre suas pernas, e recebendo um gemido de autorização, nos fiz um só.

“Apenas essa noite, vamos continuar dançando
e na cidade não ouve uma alma
Apenas essa noite, as luzes estão brilhando
E nosso segredo permanece intocado”

Just for Tonight — HIM

Notas finais
PS: http://www.youtube.com/watch?v=hj7lF-vqrD8

é esse o dia retratado na fic mimimi

espero reviews.