Broken Inside

2 What could possibly go wrong?


Notas iniciais
Desculpem o atraso, espero que gostem, e queria agradecer aos comentários do primeiro capítulo, obrigada.

– O que você fez? – Disse empurrando Francis.

– Désolé, eu não queria lhe chatear.

Fiquei observando-o, acho que realmente não queria ter feito aquilo após ver minha reação, estava com uma expressão meio triste no rosto, como se odiasse chatear as pessoas.

– Não... Não tem problema.

Desviei o olhar, olhando para um ponto fixo qualquer, para não encará-lo novamente e também para segurar minhas lágrimas, não queria que ele me visse chorando de novo.

– Matthieu... Posso te chamar assim?

– Pode...

Continuei olhando para o ponto fixo que havia escolhido, porém não aguentava mais conter as lágrimas. Depois de um tempo, as senti voltarem para os meus olhos e começarem a cair e arder em minha pele.

Caí no chão e fiquei ali de cabeça baixa, observando o piso sob meu corpo, enquanto as lágrimas teimavam em escorrer.

Francis agachou-se ao meu lado, droga eu não queria chorar de novo na frente dele, odiava mais do que tudo chorar na frente dos outros.

– Matthieu... – Ele sussurrou, me abraçando em seguida.

Fiquei parado ali, em meio aos braços dele, não tinha muito o que fazer, afinal ele era a primeira pessoa que havia me visto chorando daquela forma, nem Alfred havia me visto assim, derrubando uma lágrima sequer.

Mas isso não significava que eu nunca tinha chorado, já chorei muitas vezes, mas sempre estava em meu quarto, sozinho...

Sem saber o que fazer, abracei-o de volta.

– Não conte para ninguém que me viu chorando

– Qual o problema em chorar?

– Nenhum, mas tenho fama de ser frio, não me importar com nada e ninguém, não gostar de ninguém realmente, essas coisas... Quero continuar com essa fama.

– Tudo bem, mas por que você fica se escondendo desse jeito?

– Porque eu já me acostumei a ser sozinho, ser magoado pelas pessoas que mais gosto, isso faz parte do meu mundo e eu passei a gostar de ser sozinho.

– Mas a partir de agora você não está mais sozinho, eu estou aqui e vou ficar com você.

Fiquei calado, quem esse sujeito que eu nem conheço direito e muito menos me conhece pensa que é para falar uma coisa dessas? E o que ele queria comigo dizendo essas frases de comoção? Mas eu não me importei muito, estou acostumado com pessoa que um dia falam isso em um dia e no outro me abandonam.

– Todos que me falam isso no outro dia já me esquecem... – Sussurrei.

– E você acha que eu sou assim?

– Como vou saber? Nem te conheço...

– Então que tal nós sairmos amanhã? Sabe, para nos conhecermos melhor.

– Eu não sei...

Francis me passava um ar confiante, mas isso não significava que ele realmente fosse daquele jeito, já quebrei a cara com pessoas assim muitas vezes, então depois de um tempo só me machucando, aprendi a não confiar tão facilmente nas pessoas.

– Ah, vamos! Vai ser legal.

Fiquei um tempo pensando no convite, bem, o que poderia acontecer de tão ruim? Era só para nos conhecermos melhor, vamos lá, Matthew...

– Está bem, eu aceito.

– O que vai querer fazer? – Disse sorrindo.

– Por mim tanto faz.

– Eu te pego às oito.

Voltei a olhar para o chão e percebi que ainda estava abraçando ele.

– Bem...

– Oh... Desculpe. – Disse soltando-me, então eu pude levantar.

Fui até as escadas, descendo-as, até chegar ao quintal, onde Alfred estava abraçando Arthur pela cintura, beijando-o como se não houvesse amanhã.

– Vão para um quarto, por favor.

Alfred me olhou de forma mortal, no mesmo instante saí correndo e como esperado, ele veio atrás de mim.

Fui para o meu quarto tentando fechar a porta, mas ele chegou logo atrás de mim, me derrubando no chão.

– O que você disse? – Ele subiu sobre minhas costas, imobilizando meus braços.

– Eu disse para você e o Arthur se comerem em um quarto. – Ele começou a me fazer cócegas, eu parecia um louco rindo.

– É esse sorriso que eu gosto de ver.

– Desculpa ter te deixado preocupado.

– Tudo bem, só não faça mais isso, por favor. – Disse pegando meu braço direito.

– ... Está bem.

Ele me abraçou, botando a mão por trás de minha cabeça.

– Matthew, eu fiquei muito preocupado com você, eu não sei o que faria sem você para me provocar.

– Eu prometo nunca mais te preocupar, me desculpa por isso, mesmo. – Abracei-o de volta.

Ele levantou-se, em seguida me ajudando a ficar de pé também.

– Posso sair amanhã?

– Vou pensar no seu caso.

– Por favooor.

– Tá. – Revirou os olhos. – Só não volte tarde.

– Prometo.

Ele saiu de meu quarto, fiquei sozinho e provavelmente iria ficar até amanhã. Com certeza Alfred iria para a casa de Arthur para eles se pegarem... Eu não estava com vontade de ficar sozinho...

– Matthew, tem alguém te chamando na porta.

Saí de meu quarto, indo em direção a porta de entrada, enquanto me lamentava e perguntava mentalmente que poderia ser. Quando finalmente abri a porta, congelei.

– Matthew, eu...

O que Gilbert fazia ali?

Notas finais
Bem, nos vemos no próximo?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.