Broken Hearts And Twisted Minds
4 Capítulo 4 - Enchanted To Meet You
Notas iniciais
Sem muitos comentarios aqui...
Musica do Capitulo
Seus olhos sussurraram "Já nos conhecemos?"
Do outro lado da sala sua silhueta começa a fazer sentido pra mim
A conversa brincalhona começa
Contra todas as suas observações rápidas como passar bilhetinhos
E foi encantador conhecê-lo
Tudo que posso dizer é que eu estava encantada em conhecê-lo
(Enchanted - Taylor Swift)
No dia seguinte, assim como no dia anterior, eu me arrumei para ir à escola sem nenhuma vontade, e assim que cheguei nada parecia como no dia anterior.
–
Mas uma vez eu estava distraído no meu canto. Algumas pessoas estavam a minha volta tentando me prender em alguma conversa, mas eu não conseguia prestar atenção. Foi então que a vi chegar ao colégio. Desta vez não com seu pai, e sim com o motorista da dona Clarice. Mas talvez fosse melhor que ela não soubesse que eu sabia quem ela era.
Deixei as pessoas que estavam comigo para trás e corri para alcançá-la tirando pela primeira vez meus fones de ouvido para conseguir conversar.
–
- Você recebeu o meu bilhete, não foi? – um garoto alto dos olhos verdes me perguntou. Talvez eu tivesse visto ele no dia anterior. Ele não era o tipo de cara que passa facilmente pela nossa memória. Alto, cabelos escuros, olhos de um verde intenso parecidos com esmeraldas. Era estranho que fosse ele a pessoa do bilhete.
- Se aquela bolinha de papel na minha mesa foi seu bilhete eu recebi sim – tentei ser simpática.
- Desculpe a indelicadeza. Isso foi péssimo pra imagem dos gentlemans ingleses. Prazer Arthur Cooper.
- Anne Campbell, prazer. E quanto ao seu bilhete: não deveria falar assim das suas colegas, é antiético, mancha ainda mais a imagem dos gentlemans. Mas eu não gostei delas mesmo – disse dando de ombros.
- Desculpe novamente. Sou apenas um super sincero no mundo dos hipócritas.
- Acho que você é a primeira pessoa que consegue me fazer sorrir a meses...
- Nossa! Sinto-me honrado donzela.
- Donzela?
- Ok. Valeu Anne...
Por um momento me senti um pouco melhor, mas logo voltei pra minha prisão. Arthur continuou a falar qualquer coisa sobre as aulas, mas não consegui me concentrar. Me senti ainda mais culpada por ter tido um momento de breve conforto conversando com aquele garoto inglês. Inventei qualquer desculpa e sai correndo deixando-o com uma cara de duvida, mas eu não podia me privar da culpa e viver normalmente eu tinha destruído uma vida e agora ia continuar vivendo normalmente? Não. Não mesmo.
Consegui me esconder dentro da escola. Com várias pessoas a minha volta seria difícil ele me encontrar. O sinal soou e eu fui para a minha primeira aula. Eu achei que estaria segura na minha aula de física avançada, mas não estava. Para minha alegria e total culpa o tal Arthur também estava nessa aula. Tentei me esconder atrás de um livro e acho que funcionou, pois ele passou por mim e não disse nada. Desculpa mundo, eu nunca mais vou poder viver bem com você.
- Por que você está fugindo de mim? – ele perguntou se sentando ao meu lado
- Fugindo de quem? – me fingi de desentendida.
- De mim. Você saiu correndo.
- Desculpa, eu estava passando mal – menti.
- Ah tudo bem. Você está perdoada.
Perdão era tudo que eu não iria conseguir no momento.
Ignorei tudo que ele fazia para chamar a minha atenção. Ao final da aula saí correndo da sala. Seria perseguição se nós tivéssemos todas as aulas juntos.
- Ei porque foge de coisas que te fazem bem? Tipo eu?
Eu devo ser muito azarada. Encontrei com ele no corredor.
- Eu não estou fugindo de você – menti de novo.
- Mas então admite que eu te faço bem.
- Não. Eu só disse que não estou fugindo, não falei nada sobre você me fazer bem.
- Você me deixou falando sozinho lá fora, depois saiu correndo da sala. Não esqueça que nós temos mais uma aula juntos. Qual é o seu problema? Não quer fazer amigos na escola nova?
- Estou atrasada para minha próxima aula.
–
Talvez a senhorita Campbell não fosse tão adorável como mamãe a descreveu. A maneira como ela sumiu todas as vezes em que eu tentei me aproximar me fazia sentir portador de uma doença contagiosa. Mas eu tenho que admitir que era encantadora a tal garota.
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Deixei-o ali e fui para minha sala. Eu já tinha problemas demais para me preocupar com uma perseguição.
Consegui sobreviver até o almoço. Por sorte nenhum professor fez eu me apresentar.
Na hora do almoço consegui sentar no mesmo lugar do dia anterior, porém com uma pequena presença na mesa a minha frente. Arthur estava lá, mas não falou nada comigo. Peguei a metade da maçã em minha bandeja, mas não consegui terminá-la. Meu suco também não foi aproveitado. Joguei tudo no lixo e deitei no banco onde eu estava esperando o sinal soar.
Acho que o menino entendeu que eu queria distância. Na aula depois do almoço, que eu também tinha com ele, ele não falou comigo, mas se mostrou ser um dos alunos mais participativos. Tudo o que o professor de história da arte perguntava ele sabia responder.
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Nunca fui o tipo de me importar muito com as pessoas. Geralmente elas passam despercebidas por mim. Não por egoísmo, soberba ou algo do tipo, era só porque eu estava cansado de falsidades e hipocrisias. E bom, o que minha mãe havia me pedido eu tentei cumprir. Ela pediu que eu me aproximasse da tal Anne e eu tentei, juro que tentei, mas ela parecia não querer ter amigos e assim seria.
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Ao final da aula, pontualmente as 3pm, o motorista da minha avó me esperava. Quando cheguei a casa dela, ela estava escolhendo a prataria que seria usada em um jantar que ela daria no dia seguinte.
- Como foi a aula querida? — ela me perguntou assim que entrei na cozinha.
- Foi boa vovó.
- Já conseguiu fazer novos amigos?
- Meu novo lema é: sem amigos.
- Ninguém vive sem amizades querida
- Vou tentar sobreviver sem uma vovó.
- Tudo bem Anne, você está na idade de cometer seus próprios erros.
Peguei uma barra de cereais e saí da casa. Hora de conhecer a vizinhança.
Depois de um tempo andando, eu parei na calçada de uma casa qualquer e comecei a apagar todas as velhas músicas do meu iPod. Aquela seria a última vez que eu as escutaria. Músicas velhas fazem parte de um passado velho e presente.
Eu estava tão entretida que não dei por mim quando um par de pernas parou na minha frente, que foi preciso o dono delas pigarrear para que eu percebesse.
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Era bom aproveitar o tempo que eu tinha livre até os jogos começarem. Caminhar era uma das minhas atividades preferidas. Fazia com que eu pudesse organizar pensamentos e prioridades. Sem contar que respirar o ar puro era maravilho. Ao voltar para minha casa, alguém muito peculiar estava na calçada e claro que eu não perderia a oportunidade de uma conversa.
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- Boa tarde colega de classe.
- O que você está fazendo aqui? Isso já está virando perseguição. Você deveria tomar cuidado comigo.
- Tudo bem senhorita não me toque, mas você está sentada na calçada da minha casa
- Desculpa, achei que a calçada era pública.
- Não aqui na Inglaterra.
- Eu estou indo para casa.
- Além de colega de classe é minha vizinha?
- Não, eu só estou passando uns dias na casa da minha avó.
- Isso está ficando interessante, já sei mais coisas sobre você.
- Vou embora antes que você saiba mais ainda.
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Ela estava irritada, e isso era divertido.
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Me virei e dei as costas para ele. Eu tentei ser simpática ao o evitar, mas não estava funcionando, então o jeito era ser mal educada. Talvez a falta de educação fosse a escapatória para a minha nova vida anti-social.
Ele não tinha culpa da minha neurose, mas tudo aquilo era necessário. Eu não podia mais ter amigos, pois eu tirei a oportunidade do Johnny ter os amigos dele.
Voltei para a casa da minha avó e fui direto para o meu quarto. Já eram oito horas então eu tomei um banho e fui me deitar. Fiquei assistindo um filme que passava na TV sem conseguir dormir.
- Querida o jantar vai ser servido — minha avó disse entrando no meu quarto depois de ter batido.
- Não estou com fome vovó.
- Você precisa se alimentar meu anjo.
- Eu estou bem. Obrigada por se preocupar.
- vou mandar servirem alguma coisa pra você aqui no quarto
Ela finalmente saiu do meu quarto e eu pude me concentrar na tv. Meia hora depois uma das empregadas levou uma bandeja com várias coisas nutritivas e extremamente calóricas.
Consegui finalmente dormir sem tocar em nada do que tinha na bandeja, mas no meio da noite minha fome falou mais alto. Eu tive que comer to pedaço do bolo que tinha lá.
Aquelas palavras ditas a mim uma vez visitaram meus pensamentos – ninguém quer uma namorada gordinha. Johnny estava certo. E mesmo que eu nunca mais namorasse eu tinha que cumprir com o pedido dele. Corri até o banheiro e coloquei tudo para fora.
Notas finais
Tem alguém novo na triste vida solitaria de Anne Campbell.
E mesmo ainda não adimitindo ela esta encantada em conhece-lo.
Ela pode ou não aceitar ter um novo amigo...
E que amigo...
Beijinhos ;*
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