Broken Hearts And Twisted Minds
1 Capitulo 1 - Could I wake up without you everyday?
Notas iniciais
Vocês vão ver por aqui, musicas indicadas para os capitulos. Algo que lembre o que seja legal de ouvir enquanto leem.
Could I wake up without you everyday?
And would I let you walk away?
(Será que eu poderei acordar sem você todo dia?
E eu deixaria você ir embora?)
I Just Can't Live A Lie - Carrie Underwood
Boa Leitura!
Dizem que quando temos tudo, acabamos não tendo nada. E a minha vida parecia estar assim. Eu disse, parecia. O fato era que eu não percebia, então continuava não me importando.
Vamos a minha história.
Típica garota nova-iorquina: Dezessete anos, estudante de um colégio particular, cursando o terceiro ano do ensino médio. Meus pais são separados desde, sempre praticamente. Tenho meu motorista particular. Não me deixam dirigir ainda, mesmo eu já tendo carteira.
É claro que não é obrigação de toda garota habitante de Nova York ter essas coisas, como pais separados e um motorista, mas eu era assim. Veja bem, eu disse ‘era’.
Até pouco tempo eu acreditava que tinha a vida perfeita. Morava no Edifício Dakota, esse mesmo onde John Lennon foi assassinado. Tinha o namorado perfeito (pelo menos ele parecia ser). Uma mãe completamente compreensiva e amiga. Um pai que pagava todas as contas do meu cartão de crédito por se sentir culpado por morar do outro lado do atlântico.
Isso tudo era perfeito pra mim. E bastava.
- Oi mãe! – disse assim que ela entrou em casa.
- Oi filha. O que você esta fazendo aqui? Achei que ia sair com suas amigas. Hoje é sexta. Não é o dia de compras?
- Não mãe. O dia de compras é na quinta. Hoje é dia de academia, mas não estava me sentindo bem então vim para casa.
- Se sente melhor? — ela me perguntou preocupada.
- Sim. Tomei um remédio à hora que eu cheguei.
- Bom, então vou estar no escritório se precisar de mim – ela deu um beijo na minha testa e foi para o escritório.
Voltei a me concentrar na revista que eu lia, até que o barulho irritante da campainha começou a soar, o que era estranho, já que ninguém subia sem permissão, então isso significava duas coisas: ou era minha avó materna, ou o meu namorado.
- Oi amor – felizmente era o meu namorado.
- Oi. Me disseram que você tinha passado mal – ele disse entrando em casa.
- Nada de importante. Tive um mal estar e pedi para me dispensarem da ultima aula.
- O que aconteceu com a sua dieta? – ele parecia adivinhar o que acontecia comigo.
- Eu a redefini e ainda não me acostumei. Meu estomago não anda suportando algumas coisas – me sentei ao lado dele.
- Não fique gordinha ok? Ninguém quer uma namorada acima do peso. Mas mudando de assunto, quer ir a uma festa hoje?
- Eu não estou muito animada para sair hoje. Preciso descansar.
- Então eu posso ir sem você? Os caras do time vão dar uma festa na casa do Tyler.
- Qual casa? A de Nova Jersey?
- Essa mesma, a família dele foi viajar.
- É um pouco longe e perigoso não é?
- Esta tudo bem, já aluguei um quarto em um motel. Vou dormir por lá e amanhã eu volto para Manhattan.
- Pode ir então, fico menos preocupada assim. Eu vou procurar algo para fazer aqui. Não terminei de arrumar minhas malas e ainda não sei o que levar para Londres. Você tem certeza que não quer ir comigo?
- Tenho. E você tem mesmo certeza que não quer pelo menos passar o fim de semana comigo na Califórnia antes de ir? Você vai ficar em Londres o verão inteiro, e ainda não respondeu se vai aceitar o pedido que eu te fiz.
- Johnny faz um ano que eu na vejo o meu pai. Você sabe o que é isso? Acho que não, pois os seus pais não são separados como os meus.
- Achei que você já tinha superado isso.
- Eu superei, mas queria ter uma família normal. E quanto ao seu pedido, nós já conversamos.
- Espero que você não me faça esperar por tanto tempo. E me desculpa sobre o seu pai.
- Me desculpa você amor, é que eu estou morrendo de saudades do meu pai. Eu adoraria ir com você para Los Angeles, mas eu preciso ir para a Inglaterra. Eu estou analisando o seu pedido.
- Tudo bem. Seria incrível se você fosse comigo, principalmente pelos nossos assuntos pendentes, mas eu acho que dá para esperar. Bom, agora eu vou indo. Tenho que me arrumar e é um longo caminho até a festa. Te ligo mais tarde.
- Tudo bem amor. Até depois e boa festa.
Levei-o até a porta e ele se despediu de mim como andava fazendo nas ultimas semanas. Com um selinho. Já era fato que ele só me dava aqueles beijos cinematográficos no colégio e na frente de todos os nossos amigos. Aquilo estava me irritando. Não só pelo modo como ele me tratava, mas por ele estar me pressionando. Ele só queria que eu fosse para LA com ele para me levar para cama. Talvez a maneira que ele andava me tratando era por aquele motivo. Por não ter cedido ainda ao seu único pedido, como ele mesmo dizia.
Fiquei a tarde inteira pensando. Eu amava tanto o Johnny que não queria perde-lo por tão pouca coisa. Nós estávamos juntos há tanto tempo que ele merecia a minha demonstração de que o amava. Ele merecia isso e eu daria. Talvez assim, o nosso namoro voltaria a ser como era antes.
Graças as minhas novas compras, meu armário tinha um vestido perfeito para aquela festa. Arrumei-me e pedi para Theo, o meu motorista, me levar para Nova Jersey. A viagem demorou e eu não conseguia esperar para contar ao Johnny a minha decisão.
Finalmente consegui chegar. Meu motorista voltou para casa já que eu voltaria com Johnny.
A festa estava lotada e a hora já era um pouco avançada devido a minha demora.
- Hey Anne, você disse que não viria – ouvi uma voz conhecida me chamar.
- Desculpa Kate, eu não ia vir mesmo, mas resolvi de ultima hora, tanto que só cheguei agora.
- Bom, ainda bem que você veio. O Johnny esta lá dentro.
- Obrigada Kate, vou procurar por ele, depois nos falamos.
Praticamente o colégio todo estava lá e eu acabei me arrependendo por não ter ido mais cedo. Poderia ter curtido mais com o meu namorado.
Estava ficando irritada por não conseguir chegar até a casa. Alguém sempre me parava. Quando finalmente consegui entrar, não achei Johnny em nenhum lugar e ninguém tinha visto ele. O único modo de encontrá-lo seria ligando e torcendo para que ele me atendesse.
Subi até o andar de cima que estava um pouco mais silencioso, e ouvi algumas vozes vindas de um dos quartos. Como a voz me era familiar, cheguei mais perto para decifrar. A porta estava entreaberta e a voz era de ninguém menos do que do meu namorado, que estava em cima de uma piranha qualquer.
- Johnny!
- Anne? Amor o que você esta fazendo aqui? – ele disse surpreso saindo de cima da piranha.
- Quem pergunta isso sou eu, você não acha? – comecei a gritar com ele.
- Amor me desculpa, não é nada do que você deve estar pensando.
- Nada do que eu estou pensando? Então quer dizer que você não estava na cama com essa vadia? Eu devo estar ficando louca, porque as suas calças estão abertas por acaso. É tudo fruto da minha imaginação. Como você é canalha Johnny. EU TE ODEIO! – gritei com ele e sai correndo do quarto.
Não sei como consegui chegar à porta tão rápido, mas não rápido o suficiente para que fosse impedida por alguém.
- Anne você tem que me escutar – Johnny segurava meu braço.
- Nós não temos nada para conversar. Eu te odeio Johnny. Quero que você morra seu imbecil. Você me ouviu? Eu quero que você morra. MORRA! Nem que para isso seja preciso que eu mesma te mate. – eu gritava com ele e todos nos olhavam.
- Você vai me escutar por bem ou por mal Anne – ele disse firme e saiu me puxando até seu carro. A festa, já parada, nos observava, e me observava ameaçá-lo, para minha própria condenação. Chegamos ao carro dele contra a minha vontade. Ele me jogou no mesmo e em seguida entrou dando partida e acelerando.
- Anne eu te amo.
- Me ama? Pois não parecia enquanto você estava em cima daquela garota.
- Eu te amo Anne. Olha me desculpa, mas eu precisava daquilo. Você esta me negando há um bom tempo e era a única coisa que eu te pedia.
- E eu te pedi para esperar e você não esperou. Foi logo aliviar toda a sua “tensão” com uma vagabunda qualquer. Como eu fui burra Johnny. Eu vim aqui exatamente para dizer que tinha tomado a minha decisão. Eu iria passar o final de semana com você em Los Angeles antes de ir viajar. Eu ia ceder ao seu pedido. Mas você não me esperou. NÃO ME ESPEROU. Eu te odeio!
- Anne meu amor. Me perdoa. Eu te amo. Eu te amo muito – ele disse tirando toda a sua atenção no transito e a direcionando a mim.
- Você me traiu Johnny. Me traiu. Como você espera que eu reaja a isso? VOCÊ ME TRAIU, NÃO ESPEROU POR MIM!
- Eu sei, eu sei, mas me perdoa. Eu não queria.
- Eu sinto vontade de te matar agora. Céus, em pensar que eu iria me entregar a você. Dar a minha vida a você. A única coisa que eu tenho de importante. Eu te odeio Johnny! Quero que você morra. MORRA! Agora para esse carro e me deixa sair. Eu sei me virar sem você.
- Não, você não vai sair até me perdoar.
- Então eu me jogo desse carro, mas eu não fico nem mais um segundo perto de você – fui tentando abrir a porta do carro, mas eu estava tão nervosa que não enxergava nada. Johnny tentava segurar o meu braço e por vezes perdeu a direção do volante.
- Fica. Me ouve. Me perdoa – ele pedia me segurando.
- Me deixa sair, por favor, Johnny – eu o empurrava com toda a minha força – Se você me ama mesmo, me deixa sair.
- Não! Eu quero que você me perdoe antes disso.
- Eu te odeio Johnny. Nunca vou te perdoar. NUNCA! Você morreu para mim. MORREU! – gritei e comecei a bater nele. Foi quando batemos em algo e tudo se apagou.
Notas finais
Que fique bem claro que amamos nossas leitoras. Beijinhos...
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