Broken Hearts And Twisted Minds
9 Capítulo 9 - I had it all, but not what I wanted
Notas iniciais
Mas um trecho dessa estória que eu tanto amo *-*
Queria que as originais fossem tão divulgadas ou procuradas quanto um mangá, ou de bandas, ou series...
Quer dizer, nós precisamos saber se alguém gosta do que a gente escreve. Vai que um dia a gente se torne escritoras falidas cujas estórias nenhuma editora queira comorar e divulgar? ~~DramaOn~~
Bom, vamos ao que interessa.
Musica do Capitulo
I settle down
A twisted up frown
Disguised as a smile
Well, you would've never known
I had it all, but not what I wanted
'Cause hope for me was a place uncharted
And overgrown
You make your way in
I'd resist you just like this
You can't tell me to feel
The truth never set me free
(Eu sossego
Um olhar de desdém distorcido
Disfarçado como um sorriso
Bem, você jamais saberia
Que eu tinha tudo, mas não o que eu queria
Porque a esperança para mim era um lugar desconhecido
E com muito mato
Você faz o seu caminho para entrar
Eu resisti a você assim
Você não pode me dizer para sentir
A verdade nunca me libertou)
Careful - Paramore
Corre ler ai, e boa leitura =D
– Anne querida — ouvi alguém me chamar de longe.
– Que? — perguntei sem abrir os olhos.
– Seu pai esta aqui para te buscar.
– Hã? Como assim? Cadê o Arthur? — levantei assustada e vi minha avó sentada na beira da minha cama.
– Anne já amanheceu. O Arthur já foi pra casa dele há muito tempo.
– Nossa e como eu vim parar aqui?
– Ele te trouxe pro quarto antes de ir embora.
– Entendi... Bom fala pro papai que eu já estou indo. Vou tomar um banho.
Vovó saiu do quarto e quando olhei no criado mudo havia um bilhete. De Arthur.
“Bom dia flor do campo,
Você é ainda mais linda e charmosa dormindo rs. Ta parei.
Então, passa em casa a tarde se puder, tenho uma surpresa pra você.
Eu te amo.
Beijos”.
Fui para o banho e deixei a água morna do chuveiro cair sobre mim. Estava bem enfim, e não doía.
Desci e fui para casa com papai e almocei com ele. Foi um almoço agradável, não comi quase nada. Eu tinha que recuperar do café da manha que Arthur me fez tomar no dia anterior. Eu estava ansiosa. Não gostava de surpresas. A verdade é que eu era extremamente curiosa. Felizmente a hora passou rápida.
– Anne, tenho alguns relatórios para ver antes de viajar amanha, você se importa?
– Não pai — eu estava é agradecida por poder sair — você se importa se eu for a casa do Arthur? Ele é um amigo da escola que mora na rua da vovó...
– Eu conheço o Arthur, Anne, e acho bom que esteja fazendo amigos.
Apenas sorri e fui me trocar. Eu não estava fazendo ''amigos'' eu tinha um amigo e já estava de bom tamanho pra mim.
Coloquei uma roupa e desci. Logo o motorista me levou pra casa de Arthur. Cheguei e toquei a campainha, então uma empregada atendeu.
– Olá o Arthur esta?
– Anneeeee entra. Obrigado Vilma — ouvi Arthur eufórico — vem eu estava te esperando.
Arthur estava com o violão na mão. Ele me deu um beijo no rosto e me puxou até o piano.
– Então Arthur cadê a minha surpresa?
– Nossa você só veio aqui por isso?
– Não, não, na verdade eu vim aqui pra te ver por que você é lindo e charmoso! Satisfeito? Agora a surpresa anda – disse cutucando sua barriga.
– Só a verdade me satisfaz mocinha. Ok sem tortura, ai esta — ele me deu uma folha, na verdade, uma partitura.
– E ai consegue tocar?
– Essa é a surpresa?
– Nossa, pelo menos finge não estar decepcionada. Agora, pode tocar? – ele insistiu.
– Ok.
Eu comecei a musica e ele acompanhou no violão. A melodia era linda, então ele começou a cantar sua voz era linda e suave.
Não vou te deixar partir sem ao menos lhe falar
Se você ainda pensa em mim não precisa disfarçar
Já é hora de você invadir o meu olhar sem medo
Se hoje vim te procurar é porque sonho em viajar contigo
Só queria fazer tudo por você porque te amo e meu plano é ter você pra sempre.
– Bem Arthur é linda – eu disse sorrindo.
– É sua Anne.
– Minha?
– É. Eu fiz dois dias depois de te conhecer, ai resolvi te mostrar.
– Eu adorei.
– Se chama Meu Plano. A verdade é que eu a fiz pra você cantar.
– Eu cantar Arthur?
– Tenta Anne, por favor?
– Não. Não adianta usar essa carinha comigo...
– Por favooor.
– Unnf.
Comecei a tocar e cantar. Arthur sorria tanto, era bom vê-lo feliz. Ensaiamos a musica varias vezes. Bem, eu tinha que admitir estava realmente bom a nossa parceria.
– Eu não quero te ferir, nem tão pouco te magoar. Não adianta se esconder de mim — ele repetiu o final na música se sentando ao meu lado no piano.
– Não vou mais me esconder ok? — eu disse sorrindo — vou tocar uma coisa pra você, mas não vou cantar. Tenta descobrir.
A primeira nota de uma das minhas novas musica preferida começou a sair. Eu não era muito boa em tocar ela, mas fiz meu melhor pra sair algo decente.
– Canta? — Arthur pediu.
– Think of me when you're out when you're out there… — eu disse baixo.
–
Pedi para que Anne cantasse a musica que, apenas pela eu já sabia qual era. E então, baixo, ela começou a All I Wated do Paramore.
All I Wanted — Paramore [Piano Verson] (quem quiser ouvir)
Think of me when you're out, when you're out there
(Pense em mim quando você estiver fora, quando você estiver lá fora)
I'll beg you nice from my knees
(Eu irei te implorar de joelhos)
When the world treats you way too fairly
(Quando o mundo te trata de uma forma tão razoável)
It's a shame I'm a dream
(É uma vergonha, eu sou um sonho)
Naquele começo da musica, parecia que a Anne estava fazendo uma confissão. Algo relacionado ao passado e como ela se sentia agora. Era possível sentir a dor dela em como ela cantava, baixo, não elevando a voz, que por sinal era linda, em momento algum.
All I wanted was you 2 x
(Tudo que eu queria era você)
Depois de terminar o refrão alguma coisa dentro dela reagiu e a intensidade que as teclas do piano eram tocadas, parecia que ela estava com raiva. E apesar de todos os outros versos daquela musica parecerem ser cantadas para um certo morto mais conhecido como Johnny, ela cantava o refrão me olhando.
I think I'll pace my apartment a few times
(Acho que eu vou percorrer meu apartamento algumas vezes)
And fall asleep on the couch
(E cair no sono no sofá)
And wake up early to black and white re-runs
(E acordar cedo para reprises em preto e branco)
That escaped from my mouth
(Que escaparam da minha boca)
Oh-Oh
All I wanted was you 4x
(Tudo que eu queria era você)
I could follow you to the beginning
(Eu poderia te seguir até o começo)
And just relive the start
(E apenas reviver o início)
And maybe then we'll remember to slow down
(E talvez depois nós lembraremos de desacelerar)
At all of our favorite parts
(Todas as nossas partes favoritas)
O rosto e o olhar dela caiam para as teclas e uma expressão triste tomava conta do rosto angelical da minha nova melhor amiga. Os olhos azuis-acinzentados que eu tanto gostava, apesar dela reclamar que eles não tinham cor, estavam marejados. E eu não gostava de vê-la assim.
All I wanted was you
(Tudo que eu queria era você)
–
Comecei então a cantar a All I Wanted. Paramore não era uma banda tão nova na minha playlist, mas que se tornou mais presente um pouco antes da morte de Johnny.
As musicas que agora eu julgava serem coloridas e felizes demais para minha vida eu apaguei do meu iPod e joguei os CDs fora.
Sem eu perceber a musica estava chegando eu final e eu não estava com uma cara tão boa. Mas eu não queria estar assim, então juntei todas as minhas forças e dei meu melhor sorriso ao terminar de tocar.
–
– All I wanted was you – eu repeti a olhando.
– É isso aí — ela disse rindo.
– Como você sabia?
– Sabia o que Arthur?
– Que eu gosto de Paramore.
– Eu não sabia.
– Bom, então você acertou na música que iria cantar. Eu amo Paramore.
– Comecei a ouvir, um pouco antes de vir pra Londres.
– Então você tem um bom gosto musical — eu dei um belo sorriso e ela me acompanhou sorrindo também.
– Qual filme nós vamos assistir?
– Qual você quiser.
– Faz quase três meses que eu não entro em um shopping – ela disse e eu não conseguia acreditar.
– Não consigo te imaginar sem um bom shopping – disse desdenhando.
– Já fui mais patrícinha. Antes eu tinha um dia específico da semana para fazer compras. Agora eu não me importo.
– Então eu gosto mais da nova Anne sem ter conhecido a antiga – a abracei de lado e dei um beijo em sua bochecha.
–
Fomos no carro de Arthur para o shopping. Sem saber, eu já adorava aquele carro. Um lindo Bentley Continental GT V8 vermelho. Bem a cara dele. Cheio de frescuras e totalmente inglês. Inglês até demais para mim, que sou muito americana.
– Nós temos que passar no Mc Donald's.
– Arthur, o Mc Donald's estimula o consumismo e o capitalismo em massa. Sem contar as inúmeras doenças que você pode contrair. Não quero perder você para um câncer ou qualquer outra coisa. Você, inteligente come é, deveria saber – eu disse o olhando.
– Anne não me venha com essas suas desculpas para não comer.
– Não estou querendo desculpar nada.
– Ok Anne. Sem brigas hoje.
Sabe quando você faz alguma coisa inconsciente de que está fazendo? Eu sempre faço isso. Quando dei por mim, eu estava cantando a música que Arthur havia feito pra mim.
– ...E o meu plano é ter você pra sempre...
– Está cantando a sua música.
– Que? — perguntei confusa.
– Você está cantando a música que eu fiz pra você.
– Estou?
– Anne não se faça de boba por que eu sei que você não é.
– Eu amei a música que você fez.
– Obrigado meu anjo — ele disse e passou seu braço pelo meu ombro e deu um beijo na minha testa.
Fomos assistir ao filme. Arthur conseguiu comer o balde de pipoca sozinho, eu só consegui comer porque tirava a força a pipoca das mãos dele. Isso mesmo, eu comi pipoca. Milagres acontecem.
– Ah eu adorei o filme Arthur — eu disse rindo.
– Foi muito bom mesmo. Melhor foi a minha companhia.
– Para de dar encima de mim garoto.
– Não estou dando encima de você. Só disse que a companhia foi boa. Você sabe que não faz o meu tipo.
– Sei... E qual é o seu tipo então?
– Bom... Eu ainda não encontrei.
– Arthur posso fazer uma pergunta?
– Sim.
– Quantas namoradas você já teve e porque não continuou?
– Eu tive duas namoradas, uma mudou de país e a outra me traiu.
– Não imagino alguma pessoa te deixando ou te traindo eu disse pensativa.
– Também não imagino alguém te traindo, e, no entanto aquele seu ex te traiu.
– Arthur, venhamos e convenhamos. Eu sou uma pessoa totalmente sem sal. Ainda não sei como um dia eu fui popular. Eu sou totalmente fracassada.
– Anne você está louca? Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci. Tem a própria personalidade, é tão cabeça dura. Inteligente. Seu ex era um idiota.
– Arthur, menos, bem menos – eu disse soltando um riso.
– O que eu faço com essa sua baixa estima? – ele segurou em meus ombros
– Não faz meu querido. Apenas convive com ela.
– Eu vou mudar isso. Espera pra ver.
Ficamos mais um tempo andando pelo shopping. Eu dei mais risada com ele do que com o filme que nós assistimos. Ele estava sendo a melhor companhia do mundo inteiro.
Encontramos alguns amigos dele que estavam indo pra uma boate, mas Arthur não quis ir com eles para ficar comigo, mesmo eu dizendo para ele não se preocupar.
– Chegamos.
– Obrigada por me trazer em casa. Ainda dá pra você sair com seus amigos.
– Não estou muito a fim. Preciso arrumar algumas coisas.
– Arthur querido. Não se prenda a mim ok? Eu só sou sua amiga.
– Eu sei Anne. Olha fica bem. Amanhã a gente se vê.
– Obrigada por hoje. Eu amo você — eu disse, dei um beijo no rosto dele e sai do carro.
– Te amo princesa — ele gritou pra mim.
– Arthur, me chama de tudo menos de princesa — gritei de volta rindo.
– Anjo é melhor?
– Bem melhor — eu ri e ele deu partida no carro.
Só entrei em casa quando não conseguia mais ver o carro dele. Papai ainda estava enfiado em um monte de papéis.
– Como foi o filme?
– Foi bom.
– Só bom?
– Foi ótimo papai.
– Fico feliz que você esteja fazendo amigos.
– Hum... Vou pro meu quarto papai. Estou um pouco cansada.
– Tudo bem querida, bom noite, durma bem.
Subi para o meu quarto e arrumei minhas coisas.
Quando estava prestes a me deitar alguém bateu na porta.
– Arthur? — eu disse meio assustada.
– Sentiu saudades?
– O que você está fazendo aqui?
– Você não respondeu minha pergunta.
– Senti. Agora responde a minha.
– Não vai me convidar para entrar?
– No meu quarto?
– Não Anne, na casinha do cachorro. Claro que é no seu quarto – ele disse revirando os olhos.
– Mal educado — eu disse dando espaço para ele entrar.
– Falou a pessoa mais educada do mundo.
– Desculpa. É que a sua visita foi uma surpresa.
– Você esqueceu sua bolsa no meu carro e eu voltei para trazer. Seu pai disse que eu poderia subir e a governanta mostrou o caminho.
– Meu pai não é o cara mais conservador do mundo.
– Ainda bem.
– Ainda bem?
– Sim, caso contrário eu não estaria aqui.
– Obrigada por ter vindo.
– Agora eu conheço os seus dois quartos. Mas você não acha que esse é muito criança pra você.
– Eu gosto dele assim. Aqui tem todas as minhas memórias com o meu pai.
– Anne, e a sua mãe?
– Ficou em Nova York. Ela é produtora musical, não poderia deixar tudo pra vir comigo.
– Você sente muita falta dela?
– Bastante.
– Bom, acho que está na hora de voltar pra casa – ele disse mudando de assunto, vendo como eu ficava quando me lembrava da minha melhor amiga.
– Não, por favor, fica? – tentei inutilmente fazer uma carinha fofa.
– Anne eu não posso – ele disse segurando minhas mãos.
– Por favor. Quero que você fique.
– Anne...
– Arthur... Olha eu sei que você já deve estar cheio de me agüentar, mais eu prometo que paro.
– Eu adoro você Anne.
– Então fica?
– Isso é golpe baixo.
– Qualquer coisa vale se eu conseguir fazer com que você fique – eu sorri.
– Seu pai vai me mandar embora daqui a pouco.
– Meu pai não sai do escritório antes da uma da manhã.
– Anne, olha...
– Tudo bem Arthur vai embora. Faço questão de te levar até a porta — Eu disse me levantando.
– Não, eu fico — ele disse segurando meu braço.
– Sério?
– Sim Anne. Mas o que nós vamos fazer?
– Não sei, só quero que você fique aqui comigo.
– Que menina carente.
– Sou mesmo e daí?
– Vem cá então.
Me deitei na cama e ele me cobriu. Ficou lá conversando comigo até eu dormir.
Talvez a culpa que eu sentisse fosse menor agora que eu tenho Arthur ao meu lado. Ele é um amigo como eu nunca tive. Nem meu namorado se preocupava tanto comigo como Arthur fazia, e mesmo eu ainda achando estranho como uma pessoa pode se preocupar tanto comigo, eu não questionaria.
[...]
É claro que depois de um fim de semana incrível alguma coisa tinha que dar errado. E deu.
Quando eu cheguei à escola varias folhas estavam por todo o gramado do campus e até nos corredores do colégio. As pessoas me olhavam de uma forma estranha, umas se afastavam e outras cochichavam. Peguei uma das folhas e quando vi do que se tratava, minhas pernas falharam e por um momento eu achei que cairia no chão. Por sorte, dois braços fortes me seguraram.
– Anne, tudo bem? – era Arthur que me segurava.
– Não. Olha isso – entreguei a folha nas mãos dele.
– Quem pode ter feito isso com você? E por que fez isso?
– Eu sei quem foi – eu disse ríspida.
– Quem Anne?
– Kelly – gritei pra vaca que passava por nós.
Notas finais
Tipo eu amo musica só no piano ou só no violão. Musicas acusticas me atraem e me deixam louca *-----*
E carros tipo EU PIRO DEMAIS EM CARROS. Sou quase uma menino(?). serio! Se eu não quisesse me tornar uma designer grafica, provavelmente seria designer automotivo pq tipo eu AMO CARROS. Ah, vou ser escritora tbm, euacho.
(Larissa)
Whatever.
Obrigada por lerem e aguardem o proximo capitulo que não vai demorar =D
Beijos Betina e Larissa
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