Broken Hearts And Twisted Minds
2 Capítulo 2 - I'm just one of those ghosts
Notas iniciais
Mas um capítulo aqui...
Esperamos que os reviews aumentem de 0 para 1 pelo menos... rs.
Bom, não vamos adiantar nada sobre o capitulo. Mas aqui esta a musica indicada.
Estou indo embora por um tempo
Mas eu voltarei, não tente me seguir
Porque eu retornarei assim que possível
Você vê que eu estou tentando encontrar meu lugar
Mas pode não ser aqui onde eu me sinta segura
Todos nós aprendemos a cometer erros
Misguided Ghosts - Paramore
Boa Leitura!
Uma semana depois
Minha cabeça doía e a claridade machucava muito os meus olhos. Eu não fazia a menor idéia de onde estava, mas não gostava de estar ali.
- Anne? Filha, você esta acordada? – ouvi a voz da minha mãe me chamando.
- Mãe? Onde eu estou? Porque a minha cabeça dói? – perguntei tentando me levantar inutilmente já que não tinha forças para isso.
- Anne, você sofreu um acidente de carro, você se lembra?
- Não muito. Eu me lembro de uma festa, e de estar no carro com o Johnny, e depois tudo se apagou.
- Tudo bem querida. Você ainda esta se recuperando. Logo vai se lembrar de tudo, agora volte a descansar.
Eu me sentia tão cansada que acabei dormindo, obedecendo ao pedido da minha mãe.
Mas era melhor que eu tivesse ficado acordada. Tive um pesadelo horrível de toda a minha realidade. Consegui me lembrar de tudo que tinha me acontecido. Johnny me traindo com uma qualquer, depois ele me arrastando para o seu carro, eu dizendo que queria que ele morresse e em seguida a batida.
- NÃO! – gritei acordando.
- Filha, esta tudo bem? – minha mãe foi se sentar ao meu lado.
- Mãe, há quanto tempo eu estou aqui? Como aconteceu tudo? Eu me lembrei. Eu me lembrei da batida.
- Calma querida. Faz uma semana que você esta aqui. Você entrou em coma, pela batida.
- Mãe e o Johnny. Onde ele esta?
- Querida, acalme-se – minha mãe tentava me tranqüilizar.
- Mãe, por favor, me fala. Ele esta bem? Onde ele esta? – eu já estava aflita.
- Querida, o Johnny não resistiu aos ferimentos. A batida foi mais forte no lado dele e infelizmente ele não agüentou. Foi na hora.
- Não mãe! Diz que é mentira, diz. Ele não pode estar morto mãe. Foi minha culpa. Minha culpa. Eu não queria. Eu não queria – eu estava desesperada, aos prantos.
- Não foi sua culpa querida. Foi só um acidente. Se acalme.
- Não mãe. Eu desejei que ele morresse. Eu desejei e agora ele esta morto. Morto mãe. Morto.
- Calma querida.
Calma era tudo o que me faltava naquele momento. Eu provoquei a morte de Johnny. Ele estava morto por minha causa. Eu fiz com que ele perdesse a direção. Eu fiz com que ele morresse. Eu havia matado o meu namorado. Eu era uma assassina.
–
Depois de alguns dias eu fui liberada. O ano letivo já havia acabado e agora eu me recuperava em casa. Algumas pessoas foram me visitar e assim como eu, todos acreditavam que Johnny tinha morrido por minha culpa. Minha e só minha culpa.
–
Um mês havia se passado. O enterro de Johnny foi durante a semana que eu estive em coma. Eu ainda não tinha saído de casa.
- Anne querida. Vamos dar uma volta pelo Central Park? – minha mãe entrou no meu quarto me convidando.
- Eu não quero sair mãe – recusei seu pedido mais uma vez.
- Vamos, vai ser importante – ela me pediu e eu aceitei.
Eu recusei todos os convites para sair de casa. Não me conformava com tudo o que havia acontecido. Era pra eu estar voltando para casa. Era pra eu ter passado o mês com meu pai em Londres e depois voltar e encontrar o amor da minha vida. Voltaria para os braços de Johnny.
Eu chorava em silêncio enquanto caminhava com minha mãe pelo Central Park.
- Querida, eu estou muito preocupada com você. Você ainda se culpa pelo que aconteceu e não acho que isso seja justo com você mesma. Eu liguei para o seu pai e ele acha melhor você ir para Londres passar um tempo com ele. Morar lá até você ficar melhor. Você pode terminar o quarto ano em um colégio lá, e quem sabe entrar em uma daquelas universidades ótimas.
- Mamãe eu não sei. Eu sou uma assassina. É difícil esquecer isso. Eu matei o Johnny mamãe. Eu o matei.
- Não querida, você não o matou. Não foi sua culpa, foi apenas um acidente.
- Não. Eu o matei. Ele morreu por minha culpa. Todos acham isso. Todo mundo tem certeza de que eu matei Johnny e eu sei disso. Eu sei que eu sou culpada.
- Então vá morar com seu pai. Vai ser melhor pra você. Vai poder ficar longe de tudo e de todos
- Eu posso me afastar de todos, menos da minha consciência.
Naquela tarde, a meu pedido, minha mãe me levou até o cemitério para visitar o tumulo de Johnny.
Chorei todo o meu estoque de lagrimas diante da foto dele grudada a lapide. Eu tinha matado um garoto de dezoito anos, terminando o ensino médio. Ele já havia sido aceito na Universidade de Nova York. Ele iria ser um bom médico e eu tinha o matado. Acabei com todo e qualquer sonho dele e da sua família. Destruí a minha vida também. Ninguém mais tinha culpa naquele acidente a não ser eu.
–
Uma semana depois minhas malas já estavam prontas. Eu iria morar com meu pai em Londres. Ia deixar tudo pra trás, como minha mãe queria que eu acreditasse.
Ia deixar Johnny para trás. Mas não ia deixar a minha culpa. Essa me acompanharia por toda a minha vida onde quer que eu fosse.
Foi triste a minha despedida da minha mãe. Eu não queria deixá-la, mas era inevitável. Ela queria que eu fosse, e eu estava obedecendo. Em pouco tempo as aulas retornariam e eu não sabia como iria enfrentar todo mundo, por esse motivo eu estava ali, entrando em um avião levando a minha dor comigo. A dor de ter perdido o cara que eu mais amei, e tinha causado sua morte.
Eu simplesmente não conseguia aceitar. Foi como eu havia dito, eu tinha tudo e acabei não tendo nada. Eu perdi meus amigos, eu perdi a minha vida e acabei com a vida de outra pessoa. É, eu não tinha mais nada mesmo.
Depois de horas dentro daquele avião, eu finalmente cheguei a Londres. Eu precisava tanto ver alguém conhecido, alguém que não me culpasse, que quando vi meu pai, não pensei duas vezes em deixar minhas malas no chão e correr para os braços dele. Fiquei um bom tempo abraçada ao meu pai. Chorei tudo o que eu podia junto a ele.
Meu pai sempre tentou ser presente na minha vida. Sempre que ele podia, ia à Nova York apenas para me ver. Ele é dono de uma empresa de exportação, e viaja muito por toda a Europa. Por isso foi mais fácil para ele morar em Londres.
- Como vai o meu anjo? – ele disse se separando de mim secando minhas lagrimas.
- Nada bem papai.
- Você não precisa dizer nada se não quiser. Eu posso entender isso.
- Obrigada – sorri para ele.
Ele pegou minhas coisas e então fomos para a sua casa. A casa do meu pai não era como a minha casa-apartamento como eu conheci toda a minha vida. A casa do meu pai tinha um jardim imenso e lindo, bem ao estilo inglês, um maravilhoso gazebo onde eu poderia passar as minhas tardes, e uma piscina
Meu quarto era o mesmo de sempre. Eu sempre passei minhas férias com meu pai, então aquele quarto de criança permanecia lá sempre a minha espera.
- Bom, se você quiser nós podemos mudar a decoração – meu pai sugeriu sorrindo para mim assim que deixamos todas as minhas malas no chão.
- Eu gosto dele desse jeito papai. Não quero transformar ele no meu quarto de Nova York. Vida nova – tentei sorrir para ele.
- Se você não estiver cansada, nós podemos sair um pouco à tarde.
- Tudo bem. Vou guardar tudo e então nós podemos ir.
Eu jamais iria mudar com os meus pais. Eles sempre fizeram de tudo para mim. Mas a minha personalidade nunca será a mesma. Aquela garotinha meiga e sonhadora havia morrido naquele acidente. Eu tinha a minha culpa, e essa jamais me abandonaria então como eu já tinha a sua companhia, eu não precisava de mais ninguém. Nunca mais teria um amigo, ou me apaixonaria de novo. Isso estava decidido.
- Vem, vamos conhecer a sua nova escola – meu pai disse mostrando toda a animação que eu mesma não tinha.
Meu novo colégio era grande, assim como o outro, porem tinha um campus enorme e um jardim lindo e verde. Em Nova York, poucos lugares ainda tinham o verde, e meu colégio não era um desses lugares. Já o novo colégio tinha uma estrutura linda e antiga, que mantinha o estilo europeu. Em uma semana começariam as aulas, e eu já havia escolhido as minhas matérias.
Depois de conhecer meu novo colégio meu pai me levou para tomar sorvete e andar no London Eye. Parecia que a minha nova vida em Londres seria um pouco mais feliz.
Notas finais
Será que a culpa é mesmo dela? E o que acontece com a mudança dela para Londres?
Next Chapter.
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