Broken Hearts
39 Instinto Selvagem - Parte II
Notas iniciais

► “Um homem sensato pode apaixonar-se como um doido, mas não como um tolo. (François La Rochefoucauld)◄
♣ Watchtower || Cela 22 || Bloco DOIS ♣
Bruce se obrigou a não demonstrar que sua respiração estava afiada. Ele queria mostrar aos amigos que estava no controle. Mas ele amava aquela mulher e, pelo amor de Deus, ele estava mais excitado do que jamais estivera na vida.
Diana estava alheia a quaisquer implicações morais de seu ato deliberado. E, literalmente, subiu em seu colo, pressionando os lábios nos dele, com força, rasgando o resto do traje.
Ela sorriu pra ele de maneira predatória e Bruce sabia exatamente o que ela queria. Dizendo a si mesmo que, se fosse para deixá-la satisfeita e calma, ele faria isso por ela. Mas no fundo, ele também estava fazendo isso por ele.
Ele a amava. Ele a desejava. Ele a queria e ela o teria, da forma que quisessem sem quaisquer obstáculos. Porque por mais que tentasse fugir, ele era dela, de uma forma que não podia negar. E ela iria tomá-lo, de forma irracional, primitiva, furiosa, excitante.
Ela é que iria, contraditoriamente, domá-lo. E ele estava feliz com isso.
(...)
Diana estava em um estado com um ânimo muito selvagem de sedução. O que tornava tudo mais impressionante e estimulante era o fato de que normalmente ela era doce, recatada e régia. Uma princesa, ainda que guerreira.
E Bruce viu seus olhos famintos avançando sobre ele, excitando-o cada vez mais. Ela queria acasalar, aqui, agora, na cela. Não importando se estavam ou não sozinhos, se era ou não apropriado. Não havia nada que Bruce pudesse fazer para detê-la. Não havia nada em seu coração que o fizesse querer detê-la.
É o instinto de um animal tão forte quanto um kryptoniano, colocando a pura reivindicação física sobre seu companheiro. Dando a ele um acesso ao seu corpo que ele também queria, para bem da verdade.
Não haveria nenhuma preliminar, nenhuma acumulação de sentimentos. Não haveria toques suaves, não haveria “eu te amo” sussurrados. Ia ser rude, animalesco, primitivo. Como animais no cio cumprindo seus rituais de prazer.
Mas ela não era toda selvagem. Havia parte de sua alma lá, no fundo de seus olhos e ele soube disso quando ela o reconhecera. E ele queria se entregar a ela não só por compartilhar a fome de seu desejo, mas porque ele queria dar-se a ela, para diminuir suas necessidades, para acalmá-la, para entregar-se de maneira física, como já se entregara de maneira espiritual.
Ela estava lá, aranhando suas costas deliciosamente e ele soltou um gemido prazeroso. Um pouco mais de força, teria sido sangrento.
Bruce tentou não machucá-la. Embora imaginasse que ela estaria sexualmente preparada para recebê-lo em sua mais completa e ereta masculinidade. Ela o empurrou de costas para o chão com força, mas sem agressividade. Rasgou parte do vestido para dar acesso à mobilidade, colocando as coxas em cada lado, em um movimento para montá-lo.
Bruce ofegou, tentando superar a tontura daquela rápida rotação. Os sentido pareciam estar fugindo todos de uma só vez. Mas tudo que ele conseguira fora o som de um grunhido, quando ela esmagou sua virilha sobre a parte mais dura de seu corpo naquele momento. A única coisa que separa dele o que ele tanto queria era a calcinha branca de renda que ela ainda usava.
Ele engoliu em seco, ofegante, quando as mãos dela esbarraram em sua intimidade, ao tentar arrancar a peça que lhes servira como barreira entre a satisfação e a insatisfação.
Ela rangeu os dentes, soluçando para respirar enquanto sentia-se cavalgar sobre a base do falo de seu macho recém-domado. Não havia nenhuma necessidade de lubrificação: animais não se deleitam sexualmente... é o que diz a Ciência. Não se amam, enquanto acasalam. Apenas se refestelam, como se fosse uma regra básica de sobrevivência: acasalar é tão básico quanto alimentar-se.
No entanto, por mais rudeza que houvesse naquele ato, algo nos olhos dela o dizia que parte dela estava lá com ele, para ele. Que não fora qualquer homem, qualquer macho, que a fez desejosa, mas ele... Apenas ele. Mesmo agora, sem a consciência plena, era apenas ele que ela queria.
A cada golpe da intimidade de Diana, movendo-se com velocidade sobre ele, arqueando as costas, indicando o prazer que também sentia, era preciso concentrar-se em não deixar que as ondas de prazer também o dominassem completamente. Ele não queria “terminar” antes dela.
Ela gritou quando o a satisfação reverberou como uma sucessão de descargas elétricas, se espalhando através de seu corpo. Os dentes rangeram com a sensação dolorosa e sedutora. O interior das coxas cada vez mais quente. Os suores dos corpos brilhando sobre a luz fraca do bloco de celas. O cheiro do sexo e dos corpos misturando-se ao ambiente, como se para inebriá-los, tornando-os entorpecidos.
Por Deus, a pressão na área pélvica dele quase parecia antinatural, tendo em vista o tempo mínimo que levara para voltar ao estado bruto de bombeamento mesmo após o gozo. Ele nunca pensou que pudesse recuperar-se com tamanha velocidade. Estar com ela o fez mais alerta e mais disposto.
Ele gritou, dada a nova intrusão que Diana lhe aplicava, mesmo após sua recente conquista orgástica. Mas Bruce já não se importava com isso. Ele precisava dispersar a voz sufocante dentro dele. Ele precisava gritar para liberar as ondas de prazer que sucessivamente o golpeavam – bem como sua musa galopante.
O som áspero da pele roçando sobre a dele, quando ela finalmente mostrou sinais de satisfação, ressoou pelo ar, derrubando o que restava das paredes dentro do formidável Caped Crusader, que se viu deliciando-se, mergulhando os lábios na boca da deusa grega em seus braços, fartando-se de seu lábio inferior, mantendo-a quieta e sorridente, deitada sobre ele.
Mas não era o fim...
Diana deitou-se de costas para o chão, e a soletração de um “fo... da... me” sombrio, que veio de um rosnado, quase não foi captado. A voz distorcida dela o fez duvidar, mas vendo seus olhos, ele teve certeza de que ela queria mais.
Essa palavra, dita pelos lindos lábios vermelhos, com o batom borrado pelos beijos que lhe dera, a fizeram ainda mais sexy. Era algo tão simples, mas tão deliciosamente sujo, dizendo a Bruce muito mais do que o som que reverberava. Agora ele entendia o significado de “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”.
Ele achava que seu “amigo” precisava se recuperar, mas o calor das palavras dela fez o falo aquecer-se concomitantemente. Logo quando ele achava que seu membro estivesse entregue à exaustão completa, entregando-se ao cansaço.
Diana soltou um gemido indefeso, lembrando a ele seus momentos doces nos seus braços. Ele agarrou seus cabelos e adentrou o lugar de onde ele queria passar a vida inteira novamente.
“Eu vou fodê-la, princesa”, ele sussurrou em seu ouvido, com seu barítono profundo e intimidante.
Ela balançou a cabeça afirmativamente, encolhendo-se, reconhecendo a voz em sua mente. Seus quadris giraram para cima, deslizando para frente ao mesmo tempo, dando-lhe a abertura para mais profundidade. Era mecânica a interação entre ambos.
Uma das mãos de Bruce ainda estava enredada em seu cabelo, puxando-a para ele, de modo que pudessem manter o contato entre ambos, olhando-se nos olhos. A outra mão, sob os quadris, acompanhando o ritmo dos movimentos.
Ela podia sentir o chão duro da cela dolorosamente batendo em sua pélvis, mas pouco se importava. Mesmo a aspereza de cada movimento que a fazia roçar o chão erra irrelevante mediante os comandos de prazer que dominavam suas terminações nervosas.
Diana olhava nos olhos dele, como se estivesse curiosa para ver seu rosto quando ela chegou ao ponto limite. Havia prazer imediato e puro, mas havia amor, sem dúvida. Aqueles eram os olhos do homem que a amava. Ela sentiu algo apertando em seu intestino. Ela não podia impedir seus quadris de empurrar de volta os seus impulsos para ele. Era como estar em um deserto e ele fosse o único que tinha água, mas estivesse negando-lhe um pouco mais, até que ela implorasse por um gole.
Ele a puxou de repente, como quem anuncia o fim de algo. As mãos de Bruce contra suas coxas só conseguiram fazer cada impulso mais poderoso, mesmo que ela achasse que isso era impossível.
Ela o olhava como se suplicasse por algo e ele tomou um profundo suspiro calculista, enquanto examinava sua expressão.
A deliciosa curva que cobria os seios, contrastando com a nudez de seu derrière, o fez apertar a mandíbula, fechando seus olhos por um breve segundo, para recobrar o controle mínimo. Em seguida, praticamente estalando-os abertos, ele se acalmou o suficiente para parar. Sua mecânica de movimentos letárgicos indicava que ele também chegara ao limite orgástico.
Ele a puxou para si, forçando-a a voltar para seu peitoral e a beijou pela primeira vez, desde que começaram esse sprint sexual primitivo e instintivo. Antes era apenas ela que tinha beijado-o, mas com violência. E, para seu espanto, ela respondeu, sem raiva, sem rapidez, apenas calmaria e tranquilidade.
Diana, ao exercer sobre ele o poder que ela tinha, que ela de algum modo entendia que poderia exercer, sentiu como se borboletas estivessem batendo asas dentro dela. Era uma explosão que a fez ofegar, causando tremores ao seu corpo.
Sentir que os braços dele a envolviam, deu a ela uma sensação de conforto inigualável. Havia líquido escorrendo por entre suas coxas, mas ela pouco se importava. Era a realização de algo que ela queria daquele espécime de macho. Mas de algum modo incompreensível, era uma maneira dele lhe dizer, de mostrar a ela o que seu instinto já mostrava: que eles se pertenciam.
Ele pegou a capa e a cobriu. Ela agora estava calma, dormindo e com um sorriso sereno nos lábios.
Tudo que ele foi capaz de proferir, antes do sorriso bobo se apossar de seu rosto completamente, foi que J’onn lhe trouxesse um novo traje de seu dormitório. Ele iria precisar!
♣ Fortaleza da Solidão || Círculo Polar Ártico ♣
Está frio. Muito frio. O homem usando um traje azul marinho e capa vermelha está no Ártico e isso era de se esperar. O frio inóspito é comum. Incomum é o fato de que isso não o afeta. Nenhum homem comum pode viver lá. Mas ele não é comum. Ele não é “normal”.
Ele é filho de Zor e Lara. Ele é aquele que chamam de Superman. Ele é o homem de Aço, o último Filho de Krypton. Dizem: Ele é um Deus, vivendo entre homens... Assim como ela... Diana. Uma deusa vivendo entre homens.
Ele vai à seu santuário sempre que está cansado. Ele precisava se afastar daquela Cela. Da imagem que estava criando em sua mente. Dos seus dois amigos...
Ele estava cansado de ser Super, de ser líder, de combater o bom combate. Às vezes, ele só queria ser Clark. Mas estar lá o lembra que ele não é Clark, porque Clark não sobreviveria ali.
Não há como não pensar em Diana e seu angustiante calvário. Ele está frustrado e triste. Bruce poderia ter ajudado antes. Mas não o fez. O que o intriga e o faz questionar-se é de onde vem tanta raiva, tanto dissabor. Será que ele a ama?
Sim, ele a ama. É inegável. Mas ele ama como Bruce a ama?
Diana não foi a primeira mulher que ele amou, mas ele a ama, incondicionalmente. Ela sabe quem ele é. Ela conhece seu coração, como se pudesse ver através dele. Ela é sua melhor amiga... Ele a ama como quem ama uma amante? Ele não sabe. Ele está angustiado por isso.
Ele pensa em Lois e seus olhos bonitos, sua tenacidade. Não é a primeira mulher que ele amou, mas é a primeira que ele amou verdadeiramente. Ela o conheceu como Superman, mas ela vive com com ele como Clark Kent.
Ele as ama. Ele sabe disso. Ele aceita isso dentro de seu coração. Mas há diferenças.
Lois o lembra de sua humanidade: Smallville. É de onde ele vem. Seu chão. O Kansas, sua terra. O que o fez homem, como todos, como seus pais. Ela dá-lhe a humanidade com o qual ele sonha. Ele não quer ser um deus. Ele quer ser amado, como Clark, como homem.
Para Diana, ele é seu amigo Kal, seu igual. Ela o lembra de suas raízes, de onde ele veio, de sua missão, seu propósito. Ela o faz nunca esquecer de casa.
Ele então sorri para si mesmo: Com Lois, ele poderá ser sempre Superman e Clark Kent. Para Diana, ele será sempre Kal. Porque Clark nunca seria digno de uma princesa amazona. Não... Clark é só um repórter tímido. E Clark ama Lois. De todo coração.
Diana merece um príncipe, mesmo que ele seja o monarca de um reino sombrio como Gotham. Ela merece um cavaleiro, mesmo que não seja o tradicional ou convencional. Ela merece um príncipe como Bruce e um cavaleiro das Trevas, como o Batman. E isso dói agora... mas lembrar-se de seu amor por Lois, fecha rapidamente a ferida.
O coração bate de antecipação, mas ele os ama. Ele ama seus amigos e ele quer e está feliz por eles.
Talvez fosse apenas um ciúme tolo e infantil. Antes ele tinha a posse exclusiva dos afetos de Diana. Ela e o Batman se odiavam.
Mas não mais. Agora havia o resto da Liga, o Grande Sombra, Wally e suas brincadeiras, Arthur e seus flertes, Orion e tantos outros... Mas ninguém comparado ao Batman. Agora ele tinha que competir por sua tenção com outro homem. Um homem que era tudo que ele não é: Bruce é a realeza, como ela. Batman é um guerreiro, como ela.
Ele sabe sobre visitas noturnas de Bruce para Diana. Ele sabe sobre o fato de que eles dormem juntos na mansão. Ele sabe que ela aceita que ele continue vivendo a farsa do playboy. Nenhuma mulher que não o amasse aceitaria isso. É humilhante!
Ele sabe que em meio a toda dor, o Batman tem feito seu melhor para permitir-se o luxo de amá-la, de banhar-se na beleza etérea de sua princesa, como ele sempre a chamou.
'Princesa', ele quase ri com isso, porque Bruce não chama Diana como todo mundo?
Porque ela não permite que NINGUÉM a chame de princesa?
Ela já socou Orion por ter feito isso. Mas não o Batman. O Batman é o único que parece ter poder sobre ela.
"Por que não eu?", Ele pergunta em voz alta. Tentando expulsar os demônios do coração.
“Porque você não ousaria. Você respeita a vontade dela”' as respostas vêm de dentro dele. “Porque Bruce Wayne, CEO da Wayne Enterprises, príncipe de Gotham, solteiro mais cobiçado da América, pode cortejá-la, conhecê-la, adequar um enredo onde ele se apaixona por ela e eles se casam. Kent não. Ele não pode. Como poderia? Kent não é ninguém. O Superman sim. Mas eu não quero ser o Superman sempre”.
Ele percebe, com um sorriso mais satisfeito que triste, que mesmo em batalha, seus dois melhores amigos, seus companheiros de equipe, gravitam em direção um ao outro — deliberadamente ou automaticamente, ele não sabe dizer.
Ambos estão prontos para dar suas vidas a salvo a vida de outro colega de equipe ou um civil inocente. E quando a vida de qualquer um deles está em jogo, o outro parece ter uma insana vontade de se jogar para morte deliberadamente.
É como se eles não estivessem lutando pela vida deles. Eles lutam pelo bem-estar do outro, porque a sua própria, que reside lá, no outro. Assim como ele, quando está com Lois. É por isso que ele percebe que seu amor por Lois é diferente do que sente por Diana.
Lois é aquela que guarda seu coração e Diana, a que guarda sua consciência.
Ele está pronto para falar com Bruce agora.
Ele agora pode dizer-lhe tudo que ele precisa ouvir!
♣ Watchtower || Sala de reuniões ♣
— Eu sou o responsável, Clark. Eu tenho medo de estar fazendo mais mal do que bem a ela. – Bruce disse, afastando o olhar do amigo. Mantendo a postura fria do Morcego. – Eu percebi, por mais que não queira admitir que não sou o homem certo pra ela. Não posso protegê-la. Não posso dar a ela o que ela merece.
“Você pode”, ele pensou, sem dizer nada. Incapaz de verbalizar em alto e bom som.
— Você não poderia estar mais errado. Eu pensei a mesma coisa. Minha raiva me deixou cego. Mas eu sei tudo sobre vocês dois, Bruce. – Superman frisou – Você dois, nascidos em berço de ouro, tomaram caminhos opostos para o qual nasceram. Acabaram juntos, no mesmo lugar, lutando por aqueles que não pode lutar por si mesmos. Vocês tem mais em comum do que você pensa.
– É mesmo, Kent? Sempre me disseram que o Batman é mais parecido com a Mulher Gato.
Kent sorriu para seu amigo, tentando trazer-lhe um certo consolo.
— Si, eu estou ciente. Mas você não vê: Vocês dois são parecidos apenas nos aspectos escuros, Bruce. Em dor, em passado sombrio. Em vida sofrida. Em espíritos quebrados, decepções, sobrevivência. E no que te ilumina? Em que vocês se parecem, Bruce? E em alegria? E em felicidade? E em outra coisa que não seja sedução? E nas coisas simples? E na missão? A missão dela é o oposto da sua.
— Eu e Diana também somos opostos, Clark. Ela nasceu do amor. Eu nasci da violência e da escuridão. A Mulher Maravilha é fruto de uma mãe desesperada para vencer a solidão da imortalidade e experimentar o amor de um filho. E o Batman, nasceu da raiva de uma criança por um mundo que cruelmente tirou tudo o que era importante para ele.
— Eu e Diana somos Yin e Yang. Ela é o amor e eu sou a violência. Ela merece mais que isso. – Ele completou. – Isso poderia ser bonito se falássemos de poesia, mas não é o caso. Infelizmente, não é para ser. Como tantos outros, você está cego para verdades desagradáveis. Você está iludindo-se, Kent. E eu também. Eu não posso estar com ela. Eu não posso... fazer isso com ela. Eu não quero condená-la a MIM.
— Você a ama? – Kal perguntou.
— Não importa.
— Claro que importa!
— Sim... Mas é uma emoção mesquinha. Eu preciso abrir os olhos para realidade. Estar com Diana é um sonho. Eu não posso me deixar cegar por isso.
— Você está certo Bruce – Clark disse com um tom sarcástico. – Vocês são muito, muito diferentes. Deus sabe o quanto: Ela é teimosa, ética, tem um coração altruísta, arrisca a vida todos os dias pelas pessoas, treina em todas as horas do dia incansavelmente, está totalmente comprometida com sua missão, trata tudo na vida como uma batalha... REALMENTE, seu oposto. vocês dois não têm nada em comum.
— Você já parou pra pensar que ela é igual a você em tudo que te faz bem, Bruce? O problema é que você se condenou mais que qualquer um. Você acha que não merece ser feliz. E isso é lamentável. Mas não por você... por ela. Você está condenando ela também.
Bruce reagiu minimamente, mas Kal podia ouvir os batimentos rítmicos do coração.
— AH, e ela o ama... assim como você a ela. É a principal coisa que vocês NÃO TEM em comum, certo?
Clark saiu da sala deixando Bruce atordoado. O kryptoniano estava certo. Embora nascidos um da dor e outro do amor, no fundo, eles eram iguais naquilo que os fazia heróis.
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