Broken Hearts

79 Encontros divinos e reencontros mundanos


Notas iniciais
Saudações, meus lindos: Como todos já perceberam, tivemos a introdução de novos personagens para servir de alavanca para nova fase. Espero que tenham gostado!! ♥ Eu, particularmente, estou adorando escrevê-la porque ela reúne uma série de coisas que me fascinam: 1. Mitologia, ocultismo e sobrenatural; 2. Personagens icônicos e densos (Hades, Jason e Constantine); 3. E a oportunidade de escrever originais co-protagonistas. A cena na Torre de vigilância vai esclarecer algumas mudanças na Liga nesta fase. Ok? No mais, boa leitura, Mes amours! ♥

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“Minhas imperfeições e fracassos são como uma bênção de Deus, assim como meus sucessos e meus talentos, e eu coloco ambos a seus pés”, Mahatma Gandhi

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♣ Gotham City || Mansão Wayne ♣

>— Uma semana antes do primeiro aniversário dos gêmeos

Quando Sarah estendeu os braços para mãe, deixando o colo de seu pai, porque queria ir com ela, Tommy, Hipólita e Alfred para um passeio nos jardins da mansão, às 10h da manhã, era um sinal de que o dia seria especial.

Sarah amava a companhia de sua mamá* e yiayiá* e de seu irmão e vovô, mas era notívaga como seu pai e odiava os passeios diurnos, com raras exceções.

Mas este dia era especial e ela sabia disso. Ao contrário de todos os outros. Sarah sempre sabia das coisas – não apenas deste mundo!

(...)

Aquela seria a primeira vez que ele a observaria de perto, fisicamente presente no mesmo cômodo, por assim dizer. Ele aproveitaria o melhor momento, quando ela estivesse sozinha. Contudo, consciente de que seu tempo era mínimo – já que bebês raramente são deixados sozinhos e ainda mais, por um longo tempo.

Após o passeio da manhã, os gêmeos foram alimentados, tomaram banho e foram colocados no berço, para a cesta pós-almoço. Este seria o melhor momento.

Ele não confessara a ninguém sobre sua crescente satisfação ao observar a criança da amazona e do mortal furtivamente – através da magia, o Senhor do Submundo poderia ver o mundo dos vivos como em uma tela fluída.

Ele não confessara a quem quer que seja, que ver a naturalidade com a qual a pequena mortal dava mostras de seus dons, o provocou uma espécie de júbilo que ele não estava habituado a sentir. Especialmente, porque os mortais não o prestavam homenagens ou o dedicavam orações pedindo-lhe que concedeste dons aos seus filhos.

Sendo assim, os dons da menina foram uma dádiva silenciosa feita por ele. Contudo, não por altruísmo. Nenhum deus pagão é conhecido por benevolência e generosidade, tampouco Hades. Mas ele não podia negar que a pequena os acolheu com perfeição, sem quaisquer incômodo ou conflito com a personalidade. A mortalzinha superou imensamente suas expectativas.

E, assim como Hipólita, não demorou muito para que Hades percebesse, em pequenos detalhes, algumas semelhanças com ele – e com o pai dela, obviamente. Logo, nem mesmo Hades estava imune ao sentimento orgulhoso que todos os avós experimentam pelos netos. Para um deus acostumado à rejeição e temor, era inquietante a emoção da experiência de ver um pouco de si mesmo em uma criatura tão pequena.

(...)

Tommy estava no berço dormindo e Sarah, no cercadinho, balbuciando para o nada – como uma conversa amigável com figuras que não eram vistas pelo homem.

O deus do Submundo se materializou em um canto do quarto, na intenção de se aproximar devagar para não assustá-la. Quando passou pela penteadeira e viu suma imagem no espelho e tomou consciência de que suas vestes iriam assustar a criança (o traje real majestosamente assombroso, usado para aterrorizar os que são levados à sua presença no Tártaro).

“Deveria estar usando vestes habituais do Patriarcado”, ele pensou, olhando de longe para o cercado, evitando que ela o visse e se assustasse.

E, para sua completa surpresa, ela o viu... e sorriu.

O que o arrebatara de modo que ele caminhou até ela, como se hipnotizado.

A pequena mortal sorrira para ele, como se ele fosse um daqueles avôs fosíssimos dos comerciais de família feliz do Mundo do Homem. Ao invés da figura imperiosa do temível deus que tem a chave do mundo dos mortos.

Hades sentiu-se ainda mais poderoso, calorosamente abraçado por este sorriso, por dois motivos: 1. Era uma prova contundente de que ela não o temia, ou que seu ‘mundo’ a deixava desconfortável; 2. Era uma prova de que ele era uma das raras criaturas especiais para ela – que não sorria assim para ninguém, a exceção de seus pais e do kryptoniano.

Mesmo para os irmãos e seus avós, únicos para quem ela costumava sorrir, não era com tamanha intensidade e brilho nos olhos.

(...)

Se fosse honesto consigo mesmo, Hades admitiria que fora até a mortalzinha com propósitos estratégicos – não completamente, porque ele já começara a sentir afeto por ela, mas muito mais por interesses próprios. Contudo, ele se pegou a observá-la com inegável interesse afetuoso e não racional. Ele se pegou admirando-a, sem qualquer foco no que fora planejado, sem fazer qualquer análise. Apenas a contemplação comum de um ‘avô’.

O deus que é um dos pilares da trindade dos deuses gregos (Zeus, Poseidom e Hades) a olhou por um longo tempo. Ela não era grande e forte como o irmão, mas era uma criança saudável e com desenvolvimento físico um tanto acima da média das meninas de 11 meses. Tinha um rosto infantil bonito que o fazia lembrar alguns traços de ‘sua amada rainha Lita’. E os cabelos tinham um tom loiro-acobreado que deviam ser herança da mãe de sua filha e de antepassados do mortal – uma tonalidade que ele sabia que não duraria para sempre...

De repente, ele fora tomado por um arrebatamento quando ela estendeu os bracinhos para ele. Houve uma hesitação se ele deveria responder a isso e, sobretudo, se saberia pegá-la no colo. Mas ele o fez, um tanto sem traquejo, contudo bem feito para quem nunca colocara um bebê no colo em milênios.

— Pa-ppoús... Pa-ppóus* – Sarah disse-lhe, tocando seu rosto com curiosidade.

Quando a sensação do toque da pequena mãozinha fez um calor afetuoso irradiar por todo seu ser, o poderoso deus do Submundo chegou a realização de que a pequena mortal, filha do formidável Morcego, o derrotara em seu próprio jogo.

Hades fora até ela para cumprir alguns ritos de passagem e, sobretudo, iniciar a doutrinação de que ele era seu patrono e a ela caberia prestar-lhe honras e devia-lhe obediência.

O que não acontecera... Não de fato, como planejado!

Fora ele o arrebatado. Aquele que acabara por dedicar a ela seus dons, sem as exigências de submissão – Hades planejara uma via de mão dupla (seus dons teriam uma contrapartida da parte dela, um preço); mas ao abençoá-la, durante a consagração, não houve qualquer exigência da parte dele.

— Eu a subestimei, minha cara... Eu esperava que tu tivestes a mente prodigiosa de teu pai, mas decerto, ainda que formidável, a mente de teu pai está aquém da tua.

– Tu herdastes a genialidade do mortal Homem Morcego, a sabedoria de tua mãe amazona (que vem de Atena) e do deus do Submundo... – Havia um tom de satisfação na voz sussurrada de Hades, que só ela poderia ouvir (como a telepatia de J’onn).

— Um encaixe à perfeição nos meus planos... Com a minha inteligência combinada à do seu pai, você poderia facilmente destronar Zeus, criança. – Hades quase sorriu quando a viu rir de sua provocação ao irmão.

Ele a colocou de volta no cercado e prometeu que a visitaria sempre que pudesse. Havia um novo relacionamento, estranho e secreto entre avô e neta se formando.

♣ Tártaro || Submundo ♣

Hades não percebera o olhar de Persefóne sobre ele. Perdido em seus pensamentos, sentado em seu imponente trono de crânios.

— E então, milorde? – Ela perguntou com a voz lenta e ponderada – Vistes a pequena mortal de Diana? Vossos planos se cumpriram?

— A criança da amazona recebeu minha bênção e meus dons, esposa. Todavia, tomei por bem não condicioná-los a nada. Não seria sábio de minha parte impedir meu poder de ser mostrado ao mundo por causa de condicionantes – Hades respondera, depois de uma longa pausa.

Perséfone evitou sorrir em retribuição à resposta. Ela sabia que a criança ganhara as afeições de seu marido, que jamais abriria mão de suas exigências por quem quer que fosse.

— Fico feliz que tenhas abdicado de vossos planos, milorde!

— Minha linda esposa... Tão bonita, mas tão pouco ardilosa – Ele caminhou até a bela morena devagar, cheio de luxúria em seus olhos. Saindo do transe de afeto para a persona cheia de artimanha habitual – Meus planos não foram abandonados. Apenas reprogramados...

Vendo que sua esposa não fazia idéia do que ele dizia, prosseguiu:

— Eu decidi que não serei eu aquele que há de impor qualquer tarefa ou destino à criança. Não eu... Mas, um de seus progenitores devem assumir o compromisso. Eu não serei um carrasco para ela. Serei seu bem-feitor e a terei sempre ao meu favor!

Ele beijou a esposa com fúria e fome, sorrindo para si mesmo. Havia uma espécie de excitação recém-inflamada no senhor dos mortos que Hades não vivenciara há milênios – sua memória trouxe-lhe a lembrança da rainha amazona e de sua paixão avassaladora. Era a resposta de quando sentira-se desta maneira pela última vez.

Ainda com a imagem da bela rainha em seus pensamentos, ele levou Perséfone aos seus aposentos e reclamou seus direitos de esposo mais uma vez.

♣ Las Vegas || Hotel e Cassino Bellagio ♣

Assim que ouviu o som dos aplausos vigorosos, gritos efusivos de aprovação do público e assobios estridentes dos mais afoitos, ele sabia que seus olhos contemplariam a beleza em poucos minutos.

Quando ela entrou no camarim, a visão dela fez seu coração disparar uma ou duas batidas (o que para alguém como ele, era como a bateria da Estação Primeira de Mangueira).

Ela parecia ainda mais bonita que da última vez que a vira, há três anos.

— Esta é uma visita social ou de trabalho, John? – A morena sorriu, enquanto se despia por trás de um biombo de tela opaca, que escondia a nudez explícita e deixava a silhueta aparente – Você não consegue esconder sua presença física de mim há muito tempo.

— Eu não vou dizer é apenas quando eu quero, porque não quero desmotivá-la, Zanna – Ele permaneceu nas sombras, encostado à parede.

— Tão modesto!! – Ela vestiu um quimono de seda e se aproximou dele – Mas você não me disse se veio por mim ou pelas minhas ‘habilidades’.

— Isso depende de você, Zanna. Da minha parte, eu garanto estar à sua disposição para qualquer coisa – John flertou.

— Algumas coisas nunca mudam, não é John?

— Como sua paixão platônica pelo Morcego? – Ela olhou pra ele irritada com o comentário.

— Como sua inconveniência irritante – Zatanna soltou. – Primeiro: Eu superei isso, John. Supere você também! E em segundo lugar, ele é casado!!

— O Batman casado? CONTRA quem? Ele se casou CONTRA quem?

A risada de Zatanna ecoou pelo camarim. O que a fez lembrar-se de que era por coisas assim, como o clássico humor ácido inglês, que o tolerava. Bem... Na verdade, que a levou a gostar um pouco dele. “Muito, muito pouco”, ela dizia a si mesma.

— Onde você esteve no último ano? É impossível não ter visto as notícias sobre isso no mundo inteiro... Os queridinhos da América e do mundo. – Ela riu quando viu a expressão de ‘do que você está falando?’ no rosto dele e continuou – Bruce Wayne, o príncipe de Gotham, casou com a princesa de Themyscira. O Batman casou com a Mulher Maravilha.

“Filho da mãe... Bastardo sortudo”, John expressou estarrecido, mais para si mesmo que na intenção de ser ouvido.

(...)

Ele pegou a cerveja que a maga jogou na direção dele e tomou, sentando-se em uma poltrona. Zatanna sempre sabia quando ele nutria um tanto de preocupação, ao invés da despreocupação habitual. Eles tinham uma conexão profunda entre si, consideravelmente estranha para duas pessoas que não concebiam sua relação nem mesmo como amizade.

— Por que está aqui, Jonny? Sei que algo o preocupa... E deve ser grave, porque só vi você preocupado uma vez, quando salvamos a Terra do apocalipse.

— Bem... Pense naquele apocalipse que quase acabou com a vida na Terra... Agora, pense em um apocalipse em outros planetas Terra, de outras dimensões... E, a cereja do bolo, pense também no apocalipse dos mundos imateriais, os mundos dos mortos de várias dimensões.

Zatanna deixou o copo d’água cair no chão.

— John... Estamos condenados!

— Nossas chances são praticamente nulas, se o que Osíris me disse se realizar. Mas há uma possibilidade mínima e por isso, preciso de você... Precisamos do Morcego e da Liga da Justiça! – John Constantine sentenciou.

♣ Torre de vigilância || Órbita da Terra ♣

Batman voltou à Liga pouco depois dos eventos que levaram à captura de Ra’s, dois meses antes do nascimento dos gêmeos. Primeiro, como uma espécie de consigliere – um conselheiro – um membro consultor da Liga, com menos responsabilidades e, por conseguinte, menor participação que o outrora membro fundador temporário.

Uma ‘participação’ que começou acanhada e logo se tornara tão efetiva quanto a anterior à sua saída. E quando os gêmeos completaram seis meses e Diana voltou a assumir o papel de Mulher Maravilha junto à Liga, ele aceitou o convite do Superman de reintegrar-se oficialmente à equipe como membro fundador.

“Lembre-se que mesmo fundador, eu continuo um membro temporário, Kent...”, ele disse ao aceitar e tentou em vão assustar Diana e Clark com um olhar ameaçador quando ambos, em uníssono, completaram a frase com ele “... Minha prioridade é Gotham”.

Ele os deixou rindo e saiu da sala de reuniões...

Um aborrecimento que os pobres recrutas que ele treinou em seguida sentiram na pele.

(...)

Ainda que o retorno do Batman seja prova irrefutável de que seus amigos mais que perdoá-lo, compreenderam suas razões e, alguns passaram a respeitá-lo ainda mais por isso, o saldo final dos ataques de Ra’s aos fundadores, usando os planos do Batman, provocou uma série de mudanças na Liga – emocionais, de caráter pessoal e como equipe; e também na formação.

Sua amizade com outros membros não eram como com Clark e Diana. Eles o consideravam um amigo e ele, por mais que não admitisse, era recíproco quanto a isso. Contudo, ainda que ‘por fora, estivesse tudo bem’, os leaguers ainda estavam se curando de feridas profundas.

A experiência de quem esteve à beira do abismo comumente promove uma mudança em suas escolhas e na maneira como elas desejam viver suas vidas a partir de agora. E viu-se que nem mesmo heróis fogem à regra.

Clark Joseph Kent teve um arroubo de ousadia e pediu Lois Lane em casamento, em plena redação do Planeta Diário, uma semana depois de sobreviver à bala de kryptonita. Ele e sua esposa só precisavam lembrar que ela não poderia mais flertar com o Superman porque era casada com seu amigo jornalista.

(...)

Wallace West encontrou a Torre vazia quando entrou. Ele fora visitar velhos amigos de sua antiga equipe e relembrar como era a sensação de realmente pertencer ao grupo – onde as pessoas o entendem; onde a maioria dos amigos tem traços de personalidade bem-humorada e divertida.

O silêncio mal chegara a incomodar, quando as portas de acesso à sala de convivência se abriram e o burburinho de diferentes vozes e tons ecoou. Vestindo trajes civis como ele, Dick, Kori, Victor, Rachel e Garfield entraram e o viram.

Estar lá com eles, seus amigos, parecia-lhe tão natural, tão melhor.

Ele estava honrado de estar com os ‘grandões’, claro. Mas o fardo que eles carregavam era mil vezes maior que o dos Titãs. No fundo, por mais que quisesse ser The Flash, ele ainda era o Kid Flash.

Um mês após quase perder a vida, Wally voltou a integrar a equipe Titã.

(...)

J’onn resolvera tirar outra licença da Liga para mais um ano sabático. Ele se integrou à equipe dos Médicos Sem Fronteiras na Etiópia, levando sua esposa chinesa e sua filha.

Desta vez, sem assumir uma aparência humana. Ele enviara uma ‘carta-currículo’ que não omitia sua origem marciana, apresentava suas habilidades profissionais como médico e elencava uma série de experiências que o creditavam como indispensável para equipe de voluntários.

Na primeira vez, em uma situação semelhante, após a invasão Tanagariana, J’onn tomou o conselho de Diana e, na forma humana, viajou pelo mundo a fim de compreender a humanidade, vivendo com as pessoas, como um igual.

Agora, as palavras da rainha amazona o haviam despertado que era hora dos homens aprenderem a conviver com um marciano.

O que se revelou uma excelente estratégia, já que ele poderia usar seus poderes sem receio em seu trabalho assistencialista.

(...)

Para os apaixonados, a experiência não provoca reflexões profundas para melhor escolha dentre as várias direções possíveis. Só há um caminho e duas direções – uma leva à felicidade e a outra, à frustração.

Assim como Bruce e Diana, Clark e Lois, para John e Shayera, a única coisa em suas mentes e corações era decidir que direção tomar. A dor de estar prestes a perder o amor faz crescer a urgência e necessidade do coração de aproveitar cada momento da vida com quem se ama.

Eles tomaram um mês de ‘férias’ da Liga. Casaram-se em Las Vegas e aproveitaram a Lua de mel no Caribe. De volta à Liga, Shayera descobriu que estava grávida e ela e John, apesar de não deixarem a equipe, optaram por abdicar das obrigações como fundadores.

(...)

Coube aos fundadores remanescentes decidir se haveria necessidade de preenchimento das ‘baixas’ com outros membros e, se fosse preciso, quais?

Foram precisos quase 40 dias de reuniões e discussões entre a Trindade (Diana, Clark e Bruce) e o Caçador de Marte – por teleconferência – até chegarem à lista de ‘membros seniores da Liga’ – não eram fundadores, e sim uma espécie de ‘alto escalão’ de heróis.

Barry Allen (Flash), Hal Jordan (Lanterna Verde), Arthur Curry (Aquaman) e Victor Stone (Cyborg) se juntariam aos 4. Estes eram os novos membros seniores da Liga da Justiça.

♣ Gotham City || Mansão Wayne ♣

Diana acordou um tanto atordoada. Ela estava cansada. Os músiculos rangendo. A volta às atividades da Liga a deixaram cansada. Ela imediatamente se sentou na cama. Suas mãos tatearam ao redor. Ela poderia dizer que estava meio zonza. Seus olhos procuravam a luz familiar que brilhava perto das cortinas da varanda. Ela podia ouvir seu coração galopando nos ouvidos.

— Diana – A voz profunda de Bruce, arrumada de sono, a surpreendeu. Ela ofegou. – Diana?

Ela estendeu a mão e agarrou o braço de Bruce. Ela envolveu seus dedos em torno de seu bicep.

— Bruce – Ela respirou, aliviada. – Que horas são?

— Hora de estar dormindo, mulher. – Dando-lhe um grunhido baixo, seus braços cercaram a cintura de sua esposa e puxaram-na contra seu corpo.

Ela sentiu o calor dele da cabeça aos pés. Fechando os olhos, sentiu sua pele quente contra a dele. Ela prendeu a respiração. Era tão aconhegante estar nos braços dele. E isso era uma prova do amor dele por ela, já que ele não era conhecido por seus abraços.

Ela sorriu para ninguém em especial, apenas feliz por estar nos braços do homem que ama. Saboreando o momento, ela respirou profundamente e esfregou as pernas sobre as pernas dele, aninhando-se.

— hummmm – Bruce gunhiu – Se você continuar fazendo isso não vou deixar você voltar a dormir, princesa.

Mesmo na escuridão do quarto, Diana podia ver o traço do sorriso sonolento no rosto de Bruce.

— Talvez eu não queira voltar a dormir ainda, Bruce.

Uma onda de algo sério inundou o rosto dele. Ela não sabia o que era e não tinha tempo para perguntar, quando ele a virou de uma vez, de costas para a cama, pressionando-a na abaixo do torso poderoso dele. Ele se ajoelhou entre as pernas, os antebraços debaixo de seus ombros, as mãos encostando a cabeça de Diana. Ele a beijou e ela sentiu-se leve, muito leve, como se flutuasse nas nuvens com cada beijo alimentando cada grama de desejo dentro dela.

Suas mãos agarraram os ombros, o pescoço, os dedos cruzando os cabelos negros espessos dele, enquanto ela se alimentava de sua boca com fome. Derrubando a cabeça para trás, ela respirou fundo e engoliu secamente, sussurrando cheia de desejo o nome do marido "Bruce".

Os lábios do senhor Wayne encontraram um brinquedo na minúscula “coluna de sua garganta”, molhando a linha da carne até o ombro onde, os dentes afunilaram a pele de pêssego da esposa. “deliciosa”, ele murmurou, com a respiração quente em torno do ouvido dela.

— Eu quero você – Era como o canto da sereira. Os dedinhos do pé de Diana acariciando as panturrilhas de Bruce. – Eu quero você gentilmente, marido. Eu quero você lentamente. Quero ver você acima de mim. Eu quero sentir todos os centímetros do seu corpo contra o meu.

— Sim, minha princesa. Seu desejo é uma ordem.

Ele se moveu com uma graça líquida, seu corpo deslizando contra a dela, os quadris cutâneos ao redor de suas coxas, os braços firmaram seu peso acima dela. Ele se inclinou, os lábios ficando fantasmagóricos sobre os dela. Era pura fluidez..

Bruce bebeu o gemido de satisfação de sua mulher, os dentes suavemente puxando seu lábio inferior enquanto ele mergulhava profundamente dentro dela. Ele não conseguiu resistir ao estremecimento que percorria o própiro corpo. Ela era calorosa, acolhedora e divina. Ela era sua. SUA Diana.

Ele sorriu para ela quando seus quadris começaram a se mover. Ele se afastou devagar, suavemente. Ele podia sentir as mãos enquanto exploravam suas costas. A ponta dos dedos procurando a linha de músculos nas costas, ignorando a carne cheia de cicatrizes.

Ela soltou um som baixo em sua garganta, "Bruce", ela soltou, estremecendo.

Ele continuou, novamente, novamente, novamente... Afundando-se profundamente dentro dela. "Oh, minha princesa... minha...”, ele respirou pesadamente, enquanto os quadris dela se levantaram para encontrá-lo, com um ritmo lento e torturante.

Sua testa pressionou contra a dela, seus olhos olhando para baixo, sua boca se separou quando ele respirou profundamente. Ela olhou para ele, seu rosto movendo-se em ondas eufóricas, com a mandíbula trabalhando enquanto fazia um gemido gutural cada vez que ele a enchia e a esvaziava.

Bruce viu, de alguma forma, incapaz de desviar o olhar, enquanto a paixão enchia os olhos de sua esposa. Um fogo que não era fugaz. Era paixão, tesão, mas era também amor. E ele sabia porque sentia o mesmo.

— Mais... – Ela exigiu sem fôlego – Eu quero mais!!

Bruce pegou sua boca em um beijo abrasador. Ele a parecia engoli-ala de dentro para fora, provando a profundidade do beijo dela, que foi totalmente saborizada por sua paixão. Ele a saboreou nos lábios quando se endireitou, tomando outro momento para garantir que cada última gota de sua boca fosse devotada deliciosamente.

Bruce era um homem que sabia como envolver e excitar uma mulher.

Como Diana dizia-lhe, um filho de Afrodite, um deus do (fazer) amor e do (fazer) sexo.

As unhas de sua princesa, deixaram a raspagem gentil e começaram a trabalhar com profundidade as costas e a bunda musculosa e masculina. "Mais." Sua voz era rouca. Seus olhos estavam queimando. Ele se sentiu consumido. Era emocionante. Era excitante. Era delirante.

Fazer amor com sua esposa era, para dizer o mínimo, espetacular.

"Sim, minha princesa", ele gritava enquanto seu ritmo aumentava. Seu corpo começou a colidir com o dela. Um grunhido veio com cada movimento repetido de movimentos bruscos e fortes. O suor cresceu em sua sobrancelha e enrolou no vão de suas costas.

O touro montava sua fêmea com força e poder.

Ele era dela.

Ela era dele.

Bruce se inclinou contra ela para dirigir tão profundamente para dentro quanto podia. Ele agarrou sua panturrilha, aquele trecho de carne e osso deliciosamente duro e perfeitamente esculpido, enquanto ele se pisculava dentro dela para silenciar os gritos de necessidade.

Aqueles gritos urgentes de necessidade tornaram-se aplausos de prazer. Suas mãos curvaram-se em torno de sua cintura, exortando-o contra ela tão poderosamente.

Bruce acendeu o fogo dentro dela até queimá-la de dentro para fora, consumindo-a. Incapaz de suportar a intensa sensação da exaltação de Diana, Bruce se liberou dentro dela, suas costas imediatamente caíram quando ele caiu na cama, ao lado dela. Ele tentou acalmar-se, só agora percebendo que ele estava tendo problemas para recuperar o fôlego.

”Eu te amo”

Diana se declarou. Seus braços curvando-se contra o peito do marido, as pernas emaranhadas com as dele, enquanto ela pressionava seu rosto na curva do pescoço. Ela podia sentir seu pulso enquanto trovejava pelo corpo dele. O ritmo cardíaco diminuiu gradualmente quando o calor expelido pela carne começou a diminuir.


Bruce puxou um braço frouxamente sobre o ombro dela e puxou-a contra ele.

— Sinto muito, amor. Eu tenho andado tão exigente.


Ela ouviu a risada profunda que atravessava o peitoral divino de seu Heitor.

— Eu não tenho nenhum problema com esse tipo de exigência da minha mulher.

Diana fechou os olhos e relaxou. E o sentiu relaxando com ela.

Bruce Wayne, seu esposo, seu marido, seu amante, seu amor.

Ela era completamente apaixonada por ele.

Ele era seu plural.

Porque de todos os versos de amor, as rimas e frases reinventadas, as jogadas de efeito, os subterfúgios e os hai-kais. De todas as carências, de todo o minimalismo, dos clichês e letras de música, de toda literatura do mundo do homem que ela tinha lido... Bruce Wayne era sua melhor página.

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Notas finais
Traduções: *Mamá – Mamãe em grego *Yiayiá – Vovó em grego *Pappoús – Vovô em grego *JOHN CONSTANTINE - Colin Farrell * HADES - Mads Mikkelsen * ZATANNA ZATARA - Eiza González