Broken Hearts

40 Bom coração


Notas iniciais
Meus queridos leitores, Eu vou contar o que aconteceu com Diana por meio de flashbacks. Vocês irão entender meus motivos. Se eu tomasse simplesmente o caminho linear da narrativa, as coisas não teriam o clima de suspense que eu pretendo alcançar. Então, fiquem atentos! Beijos ♥

► “Se você tem um bom coração, entregue-o à alguém que se importa com ele. (Gossip Girls) ◄

♣ Metrópolis || DOIS meses depois ♣

Um baile em Metrópolis não era diferente dos bailes de Gotham City. As celebridades atraíam os flashes do lado de fora. E os rostos eram diferentes, mas nem tanto.

Bruce passou pela multidão e todas as lantejoulas e brilhos sobre os vestidos das damas quase o fizeram cegar, mas ele convencera a si mesmo que, apesar do capuz com as lentes do Batman provavelmente vir a calhar agora, não seria prudente.

Mulher-Maravilha era uma das convidadas de honra e seu “cartão de dança" trazia Bruce Wayne na escala. Melhor que não houvesse outros. Após ter pago uma quantia absurda pela exclusividade de suas atenções, ele era o único na lista.

Ele sabia que chamaria a atenção da imprensa esse tipo de atitude. Sabia que começariam a ter a impressão “certa” sobre suas intenções, mas a verdade é que a esta altura, ele pouco se importava.

Além do mais, esbanjar com mulheres era uma marca registrada de sua persona pública. E o flerte descarado de Wayne com a mulher que há três anos estampava a capa da People como a criatura mais sexy do planeta, definitivamente, era algo que solidificaria sua fama de mulherengo descarado e playboy. Ele estava unindo o útil ao agradável, tão somente.

Enquanto Bruce esperava por ela, seus olhos correram pelo espaço. Ele decidiu que o melhor a fazer era evitar o lado esquerdo. As matronas das da high society tinham decidido se reunir lá, sem dúvida, para poderem criticar a aparência de todos fora da audição geral da festa.

Ele, particularmente, também não estava com paciência para ser sujeitado aos jogos de cupido que elas faziam com ele. Apresentando-lhe filhas, sobrinhas, netas. Surpreendia-lhe que, dada a sua má reputação, qualquer uma dessas mulheres quisesse que ele estivesse perto dessas garotas.

Ele continuou a digitalização do ambiente e viu um rosto familiar. Ele roubou duas taças de champanhe de um garçom que passava por ele e fez seu caminho até Lois Lane.

— Eu pensava que jornalistas investigativos eram bons demais para esse tipo de evento. – Bruce ofereceu-lhe um copo e os dois brindaram.

— Nós somos, querido. Mas Clark precisava de companhia.

— Então, você já pensou sobre o namoro com seu amigo Kent?

Lois, que estava bebendo seu champanhe, tossiu alto. Quando ela se recuperou, disse: – De onde veio isso, Bruce?

— Vocês dois estão constantemente juntos no trabalho. Poderiam muito bem estar juntos de outra forma.

— Uau, Bruce, geralmente você é mais sutil. Desde quando você é casamenteiro? Se você quer saber, Clark e eu já estamos namorando. Não fique ciumento – Lois brincou e piscou.

A notícia veio como uma surpresa bem-vinda. Pelo menos agora Diana não ia mais pedir a ele que tivesse conversas para estimular Clark a namorar Lois. Diana queria ajudar, mas Clark era um homem e não um menino que precisava de orientação. E Bruce também não queria ter qualquer conversa com o escoteiro sobre isso.

Baixando a voz, ele disse: – Eu entendo que o fascínio pelo Superman era demais para você, não é Lois? Você não pôde evitar!

— Como você sabia que eu sabia que ele era o Superman?

— Clark me disse.

— Isso é bom – Disse ela. – De qualquer forma, eu gostava dele antes de descobrir o segredo. E por que você está tão preocupado assim? Você nunca bancou o cupido antes.

— Eu não banco.

Ela tomou outro gole de champanhe antes de mudar de assunto. Ele estava esperando por isso. Lois nunca foi de dar informações sem esperar algo em troca.

— Você anda bem low profile nos jornais ultimamente. Nada de garotas, bebidas, atitudes vergonhosas. Estou quase pensando que você mudou. – Lois questionou – Quem é a sortuda?

— Quem disse que é apenas uma?

— Por favor, Bruce. Eu posso ver através do ato, lembra? Eu não sou uma das suas ex-namoradas sem cérebro. E o seu silêncio é uma oferta inoperante. Bruce Wayne só fala sobre coisas que ele não gosta. Então, não falar dela indica que você gosta dela. Ela deve ser alguém muito especial se você não está disposto a sair em público com ela.

— Sem comentários.

— Sempre misterioso. – Lois riu – Você sabe que eu vou descobrir cedo ou tarde, certo?

Bruce deu de ombros. Ele não tinha intenção de dizer-lhe nada. Mesmo sabendo que ela descobriria:

— Então... Você está feliz com Clark?

Ele podia ver que ela estava surpresa com a pergunta. Ela abriu a boca para falar, depois fechou-a. Tomando um gole de champanhe, ela tentou novamente.

— Sim. Às vezes eu ainda não posso acreditar que estamos realmente juntos.

— Eu suponho que vai levar um tempo para se acostumar.

— Na verdade, tem sido muito fácil. Essa é a parte inacreditável. Nunca foi tão fácil para mim. – Ela suspirou, incrédula. Como se estivesse tentando encontrar as palavras certas – Há momentos em que eu simplesmente quero comprar uma briga só porque as coisas estão indo tão bem que eu não sei o que fazer. Eu só posso ser uma criatura disfuncional, certo?

Bruce deu de ombros evasivamente, embora parte dele compreendeu tudo.

— Você provavelmente deve resistir a essa vontade estúpida.

— Você acha? – Lois brincou – Eu estou acostumada ao “me desculpe, sem ofensas”. Na verdade, é difícil pra mim, Bruce. Eu acho que estou com medo. É tão bom... Eu fico achando que vai desaparecer a qualquer momento, entende? Que ele vai achar alguém melhor que eu. Ou, o mais provável, que eu vou fazer uma grande merda e estragar tudo. Eu não quero estragar isso.

Bruce tomou um gole de champanhe.

— Eu tenho certeza que você vai fazer bem, Lois. Além disso, Kent é tão encantado com você que tenho certeza de que ele não vai se importar com as ‘merdas’ que você fará.

— Mas eu sim, Bruce. – Lois balançou a cabeça em descrença, um leve rubor rastejando sobre seu rosto – Eu não posso acreditar que estou dizendo isso para você, mas ... Eu quero ser ...

— Digna de suas afeições? Uma pessoa melhor pra ele?

Lois praticamente bufou no riso, deixando cair sua testa em sua mão livre.

— Parece tão ridículo quando você fala assim, mas, sim. Quero dizer, ele é tão perfeito. Seria irritante, se não fosse tão absolutamente atraente. Eu tenho medo que ele vai acordar um dia e perceber que eu sou um erro. Eu sou tão normal. Eu não o mereço.

Bruce se encolheu internamente. Droga! Ele conhece o sentimento. Foi a última barreira que o havia impedido de estar com Diana.

Então, Bruce riu. Um misto de melancolia e satisfação. Isso o fez querer dar Lois um conselho sobre seu relacionamento. “Se Diana pudesse ver-me agora”, ele pensou.

— Lois, você é uma pessoa maravilhosa e você sabe disso, certo?

Lois piscou na descrença em suas palavras.

— Humrum, com certeza!

— Portanto, o que eu vou lhe dizer não é uma reflexão sobre você, entendeu?

— Uau. Desde quando você se tornou um especialista em relacionamentos? Eu lembro que no meu tempo, quando estávamos juntos, você mal falava sobre nada, Bruce. Eu precisava arrancar uma palavra de você.

— Você quer o meu conselho ou não?

— Desculpe... Continue.

— Às vezes ganhamos coisas que não merecemos. E não importa o que façamos. Não é uma questão de mérito. Não tem nada a ver com você ou Clark. Simplesmente as coisas são assim. Tente não focar no caso de ter mérito ou não!

— Como é que você, o homem mais presunçoso do planeta, aceita isso sem se sentir diminuído? Eu nunca me senti indigna na minha vida, Bruce. Você me conhece: eu sou autoritária, mas isso é porque eu sou dona de mim, sempre fui... E agora... Bom, e agora isso é uma ocorrência diária. Eu me sinto completamente indigna das afeições dele. Eu quero sentir que estou contribuindo com alguma coisa neste relacionamento, ao invés de receber o tempo todo.

— Tenho certeza que se você perguntar a Clark ele dirá o mesmo sobre você.

— Mas ele é o Clark. Ele não tem que se achar indigno. Ele é o melhor de todos. – Lois disse – Sem ofensa, Bruce.

— Clark provavelmente conhece você melhor do que ninguém. Ele não é cego, Lois. Ou estúpido. Se ele não quisesse estar com você, ele não estaria. E se ele sabe o quão inadequada você sente, ele provavelmente se responsabiliza por você se sentir assim, como se ele não mostrasse o bastante o quanto te ama.

— Merda!! Eu sei, eu sei. Você está certo. Ele deve achar que a culpa é dele por ser tão bom. Mas é muito difícil não me concentrar em minhas inadequações. Afinal, eu estou namorando... você sabe quem. – Ela cochichou.

— Só não cometa o erro de pensar que as barreiras que você colocou sobre ele estão protegendo Clark. Ele pode se sentir nobre, mas é apenas uma outra forma de auto-preservação. Quanto mais você se concentrar em si mesma, menos você será capaz de apreciar o amor que ele está lhe dando.

Ele poderia dizer que Lois sabia que ele estava certo. Ela levantou as mãos em desespero e derrota.

— Desde quando você se tornou tão sábio sobre relacionamentos?

Bruce sorriu.

— Eu tenho assistido Ellen DeGeneres e Dr. Phil nos últimos dois meses com Di... com Alfred.

Seu sorriso leve se transformou em um amplo sorriso quando Lois revirou os olhos em descrença.Quem é essa mulher?, ela pensou. Eu vou descobrir, de qualquer forma!

— Obrigada, Bruce.

— Não há de quê. Então, como estão as coisas entre você e Kent?

Lois olhou cautelosamente para a taça de champanhe.

— Bem, se eu me mantiver sem fazer besteira, vai dar tudo certo.

Bruce ergueu as sobrancelhas em surpresa agradável.

— Então, você quer que dê certo, senhorita Lane?

— O que posso dizer? Ele é super.

Ambos sorriram com o trocadilho infame.

— Basta ir com calma, Lois. Ele é um bom homem.

— O melhor. Não se preocupe, eu vou dar o meu melhor. Além disso...

A conversa foi interrompida por um toque no ombro de Bruce.

— Olá, Sr. Wayne.

— Mulher Maravilha – Ele franziu o cenho quando a olhou. – Eu vejo que você renunciou ao seu uniforme habitual. Eu poderia dizer que é uma pena, já que ele expõe mais pele, mas este vestido...

Ela estava usando um modelo de alças finas, que mergulhava perigosamente baixo na parte de trás. A seda preta agarrou-se a ela como uma segunda pele. A clivagem belíssima se fazia destacar na parte da frente e, bom, ele podia dizer que sua pele teve um leve arrepio quando ela chegou perto dele.

— Há algo de errado com o que estou vestindo, o Sr. Wayne? – Bruce lutou contra a vontade de sorrir. Ela estava linda e sabia disso.

— Não se preocupe. Você está ótima. Mas se fosse dada a escolha entre o seu uniforme e sua roupa atual, Bruce iria escolher a que mostra mais, com certeza. – Lois ofereceu uma explicação.

Bruce silenciosamente agradeceu a repórter pela sua franqueza, responsável pela cor intensificada rastejando através bochechas de Diana.

Ele fez uma pausa para admira-la, mas parou quando viu Lois olhando-o com curiosidade. Seus olhos em um tom lilás correram entre os dois e então ela ofereceu a Bruce um sorriso cúmplice.

Lois pegou o champanhe inacabado de Bruce e deu a Diana.

— Então, há quanto tempo vocês dois se conhecem?

— Você não tem que responder às perguntas dela, princesa. Cuidado com o que você diz à jornalistas – Bruce brincando interveio, embora cada palavra fosse verdade.

— Bruce quer espalhar o pior de mim.

Diana se inclinou para Lois, conspirando em seu ouvido.

— Eu prometo que não vou ouvir nenhuma palavra do que ele disser.

Como as duas senhoritas continuaram conversando, Bruce sentiu que era hora de abordar Clark, que se aproximava dos três.

— Ainda bem que você trouxe sua namorada intrépida para a festa, senhor Kent.

— Como vai, senhor Wayne. – Clark apertou sua mão distraidamente, muito distraído por Lois, claro. E para grande diversão de Bruce, Lois não parecia melhor que ele.

Bruce pensou que ela nunca tinha visto Clark em um smoking. Ela estava completamente absorta com a visão. Por alguma razão, as mulheres devem achar que ternos pretos foram feitos para deixar os homens altamente irresistíveis. Para Bruce, era um mistério que não merece mais de seus pensamentos.

— Ouvi dizer que você e Lois estão juntos.

Clark esfregou a parte de trás do seu pescoço e evitou contato visual com Bruce.

— Sim, é um desenvolvimento recente.

— Bem, parabéns. Você é um novo homem. Certamente muito melhor do que o que eu vi nos últimos tempos.

Clark deu a ele sorriso amigável.

— Eu estava tendo um momento difícil... Naquela época. Minha melhor amiga quase morreu e eu queria surrar meu melhor amigo. – Ele deu a Bruce um olhar mortal antes de sorrir – Mas as coisas melhoraram.

— É bom ouvir isso. Espero que continue assim.

— Eu também.

Bruce decidiu fazer todos felizes esta noite. Ele disse a Clark que enviaria seu alfaiate para tirar as medidas para confecção do smoking dois dias antes, para fazer seu amigo feliz em ver Lois em um evento assim, mas sem a pecha de repórter. Além disso, ainda mandou um vestido para Lois. A verdade é que Clark não queria pensar em como Bruce sabia as medidas exatas.

Virando-se para as senhoras, Bruce disse:

— Por mais que eu adoraria continuar esta conversa, eu prometi a Mulher Maravilha que dançaria com ela. Acho que devo-lhe uma dança, certo?

— Sim, senhor Wayne. Desde Paris o senhor em deve uma dança! – Diana sorriu e parecia iluminar o mundo. Foi o que ele pensou!

Quando Bruce levou Diana, passando pelos dois, Lois disse em voz baixa à Bruce – não o suficiente para que Diana e Clark não ouvissem:

— Excelente escolha, Bruce. Tente não estragar as coisas, como eu!

Os olhos de Clark se arregalaram com a revelação, mas ele não disse nada, apenas deu Bruce um sorriso feliz. Lois era muito espera. E era isso que ele amava nela.

Não foi nada em comparação com o sorriso maroto que Diana tinha no rosto.

— Eu gosto dela. Você acha que Clark fez uma excelente escolha também?

Sua única resposta foi colar o corpo dela ainda mais ao seu, assim que chegaram à pista de dança, certificando-se que suas mãos estavam espalhadas pelas costas nuas da amazona.

Diana continuou roubando olhares para os dois repórteres.

— Eles parecem muito felizes, Bruce.

Bruce a girou em seus braços, e eles deslizaram pelo chão, dançando por quase todo salão. Aproveitando-se de suas posições, ele falou em seu ouvido:

— Há quanto tempo você sabe que eles estavam juntos?

— Kal me disse assim que ela aceitou seu pedido.

— E você não ia me contar?

— Não. – Sua boca estava tentadoramente perto e um sorriso brincalhão estava em seu rosto bonito. O que fez Bruce maldizer-se por não poder beijá-la, dados os muitos espectadores olhando para eles.

Após quase uma infinidade de danças, quão furtivamente só o Batman poderia ser, Bruce levou-a para longe da multidão, para onde eles não poderiam ser vistos.

Ele a levou para um grande espaço arborizado, que abrigava um jardim Inglês, com um labirinto de arbustos, todos decorados com luzes brancas. Conduzindo-a através do mini-labirinto, chegaram bem ao centro, onde havia uma fonte em exposição. Sua água borbulhando foi iluminada pelos raios da lua. O deslizar tranquilo de quedas d’água em cascata era o cenário perfeito para o que ele tinha em mente.

Parecia que Bruce não estava sozinho em seus pensamentos. Diana apoiou-o contra um dos alpendres do Jardim, prendendo seus braços para os lados. Ela trouxe sua boca perto dele, e justamente quando ele pensou que ela fecharia a distância restante entre ambos, ela se afastou e o fez gemer em aborrecimento.

— Eu ouvi o que você disse sobre o Kal.

Desinteressado em continuar a conversa, ele se inclinou para frente, tentando impedi-la de falar para poder beijá-la sem sentido.

— Você não vai me perguntar o que eu ouvi?

— Eu já sei o que eu disse, princesa. Mas apenas para agradá-la, me diga: o que você ouviu?

O comentário fez nascer uma centelha diabólica nos olhos dela, acompanhada de um sorriso e Bruce suspeitava que ele teria um momento difícil. Muito difícil.

Em vez disso, ela passou os braços em torno dele, definindo as mãos na base das costas e olhou com carinho.

— Eu ouvi você dizer a Lois para pegar leve com ele. Que ele é um homem bom. Isso é muito bom para alguém que não diz coisas boas para seu amigo.

Seus olhos eram penetrantes, comunicando a Bruce o quanto ela apreciava o que ele tinha feito. Incapaz de suportar a adoração que viu nos olhos dela, ele baixou os lábios até seus ombros nus, deixando um rastro adorável de beijos leves em sua pele sedosa.

Com uma voz rouca, ele respondeu:

— Minha namorada me obriga a fazer certas coisas.

Diana tomou o queixo proeminente do homem grande em suas mãos, fazendo-o olhar para ela.

— Ninguém obriga você a fazer nada, Bruce. Nós dois sabemos disso.

— Ela tem maneiras de me obrigar a fazer coisas contra a minha vontade, mesmo quando eu acho que ela não está por perto.

O coração de Bruce balançou enquanto os lábios deles se chocavam.

— E se ela disser pra você me beijar profundamente?

— Eu tenho que fazer!

— Ótimo. – Ela riu – Sabe, Bruce... Eu gosto dela. Da sua namorada!

Os olhos de Diana se fecharam, e Bruce rapidamente esqueceu seu constrangimento por ter sido pego enquanto fazia o papel de bom moço.

Como Bruce trouxe sua boca para a dela, deixando-se envolver pelo beijo. Ele tinha que admitir: ser um bom homem, de vez em quando, estava fazendo-lhe muito bem.

♣ Torre de Vigilância || DOIS meses ANTES ♣

Ela ainda era como um animal feroz. Seus olhos abertos com medo óbvio, mesmo enquanto ela mostrava os dentes para ele. Bruce continuou a olhar fixamente em seus olhos enquanto caminhava em direção à baía médica de exames com ela a tiracolo.

Sendo um membro da Liga da Justiça, que abrigava centenas de meta-humanos, Bruce estava bem ciente de suas limitações e, portanto, sempre tomou cuidado extra para aprimorar as habilidades. A força física era altamente superestimada.

Poucos dos oponentes de Batman, e até mesmo seus aliados mais próximos, estavam cientes de que as armas preferidas do Cavaleiro das Trevas não eram suas habilidades de artes marciais, mas seus olhos e voz. Poderiam intimidar os criminosos mais difíceis de Gotham City para se renderem antes que o próprio Batman tivesse que levantar um punho.

A pessoa na frente de Bruce agora, no entanto, não era seu inimigo, mas sim uma mulher inocente cujo único crime era amar um homem com muitos inimigos. Seu peito torceu na direção desse pensamento e os punhos de Bruce se apertaram quando ele voltou a concentrar sua atenção na tarefa em questão.

— Diana. Vamos... Suba aqui na cama. Eu não vou deixar machucarem você.

Ela não respondeu, mas fez o que ele pediu. Seu gemido fez o coração dele saltar uma batida.

— A ressonância deve achar alguma coisa, J’onn. – Ele disse para o Marciano.

Antes disso, ele percebeu a minúscula protuberância sobre uma pele perfeitamente lisa e disse:

— Vixen, eu preciso que você entre em contato com o Elektron. Diga a ele que é uma emergência. – Batman ordenou – J’onn, precisamos fazer a ressonância, mas algo me diz que com um raio-x do braço nós podemos ver algo.

Vixen ouviu a urgência na voz de Batman e sabendo que tudo estava em uma base de necessidade urgente quando se tratava do Cavaleiro das Trevas.

O raio-X mostrou exatamente o que Bruce suspeitava. Havia uma área pontual em que a radiação indicava como suspeita. Brilhando como um pedaço de metal.

— Este material, seja o que for, está difuso através de suas corticais.

— Mas o braço está muito distante do córtex. – Dinah questinou.

— É algo que está afetando o cérebro. Isso eu tenho certeza – J’onn informou. – Precisamos de mais exames.

— Eu tenho uma suspeita do que seja, mas vou falar com Ray primeiro. – Batman vociferou.

Todos acenaram em aprovação.

— Enquanto isso, ela fica no meu dormitório. Não vou deixá-la naquele lugar. – Batman olhou para J’onn – Minhas acomodações são simples. Eu nunca passo a noite aqui. Ela vai ter um lugar tranquilo e não há nada para ela se machucar. Além disso, a segurança é mais intensa.

Todos olharam incrédulos, mas era de se esperar que Batman nunca confiasse neles plenamente.

O Comlink de Batman tocou intra-auricular:

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“Batman, espero que você tenha feito algum progresso com a doença de Diana, porque estão acontecendo incidentes em Gotham. Precisamos de você”.

Ele queria amaldiçoar o mundo. Algo estava errado e ele sabia que o estavam fazendo de marionete.

“Batman, você está aí? Batman!"

"Eu não sou surdo, Robin. E você não faz o tipo Charada, então, me diga logo o que é”

“Uma bomba explodiu no apartamento da sua amiga... Andrea. Mas não é só isso... Outras duas também: Uma na WayneTech e outra no Medical Hospital”

"Estou a caminho, Robin."

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— Ajude a Vixen e traga o Dr. Ray Palmer aqui urgentemente. Ele vai saber o que fazer enquanto eu resolvo as coisas em Gotham.

— Espera... O que eu digo a ele? – Dinah perguntou.

— Diga que são nanobots.

Notas finais
Trilha sonora recomendada: Jaymes Young - I'll Be Good https://www.youtube.com/watch?v=scd-uNNxgrU A música é linda ♥