Broken Hearts

12 Professora Heather


— Senhorita, espero que entenda, quando digo que não é muito de confiança.

— Com certeza, eu mesma consideraria um completo idiota qualquer um que apostasse o destino da humanidade em um plano meu.

— Então como espera que o façamos?

Já falei que não fui com a cara dessa ruiva falsa? Então, não fui mesmo!

— Muito simples, querida — respondi no mesmo tom irônico que ela — O plano não é meu, eu sou só um peão aqui. Um peão que vai executar o xeque mate.

Enfim, tenho a completa atenção dos alunos. Falar o plano todo à uma organização que eu não tenho plena confiança pode parecer loucura, mas já faz um bom tempo que eu entendi: o que muitos consideram loucura é o meu normal. "Olá, a quanto tempo! Como vai a vida?" "Ah, você sabe, matando uns monstros ali, escapando da morte aqui, normal." Tipo isso.

—Os primeiros deuses a serem reverenciados, foram os Elementos — Saibam que eu estou adorando dar uma de professora — Isso porque eles foram os primeiros deuses a surgir. Hoje quase não se ouvem mais sobre eles, e por serem pacíficos (na maioria das vezes) e não se impor perante aos outros deuses, nem mesmo um lugar no concelho eles têm, mas isso não significa que eles não se importem, os Elementares, como são conhecidos atualmente, regem seu domínio principalmente sobre o Brasil, lugar, que como vocês sabem, — disse olhando bem no fundo do "olho" do chefe que a esta altura do campeonato já deve saber até o nome que eu dei para o meu gato de pelúcia de quando eu tinha 3 anos — eu morei durante dois anos, eles perceberam o que estavam acontecendo e consultaram sua deusa mais sabia, Ácqua, e mesmo o futuro estando bem bagunçado sua vidência a mostrou que esse plano é a única forma de resolver isso sem o uso da força e é para isso que eu estou aqui. Não "aqui" especificamente, mais acho que deu para entender...

— E qual o plano desses deuses?

— Ô Ruiva Falsa, não me interrompe, se não eu vou dar na sua cara, obrigada. — Meu Zeus me protege que essa mulher vai me matar — Eu fiz muita merda no passado, e antes que perguntem, já vou avisando que não vou falar nada, porque para isso eu pago psicóloga. O caso é que os deuses estão muito putos comigo; e eu sou encrenca o suficiente para eles fazerem um concelho divino para decidir o meu fim. Nesse concelho eu vou apelar para a deusa Atena, a única que parece que pensa naquele Olimpo, para convencer seu querido papaizinho a abortar essa missão suicida.

— E você acredita realmente que isso dará certo? — Perguntou o Anjinho (tenho que arrumar um apelido fixo pra ele) — Como você disse anteriormente, não parece que tenha muita credibilidade com os deuses.

— Realmente, eu não tenho. Nenhuma na verdade.

Eu juro que vi todos eles arregalarem um pouco os olhos o que me deu uma imensa vontade de rir. Se eu sou a única salvação a coisa está bem feia.

— Não se assustem tanto, não é um plano tão louco assim. Vejam a lógica por trás disso tudo. Alguém pode me dizer qual é a religião, crença, ou seja lá como vocês queiram chamar isso, mais disseminada nos dias atuais?

— Onde quer chegar com isso, senhorita?

Esse senhorita está começando a me irritar, mas ainda é melhor que senhora.

— A crença do povo faz o poder dos deuses, aqueles que tiverem mais fiéis, será mais poderoso. E esse com certeza não é um deus que já virou mitologia a um bom tempo.

É um pouco difícil de associar e até mesmo acreditar em tudo isso, eu sei bem como é, às vezes queria ser apenas uma mera mortal. Colocar uma venda sobre os olhos e seguir meu caminho, sem nem me importar com quem coloca pedras nele ou quem as retira, mas eu não sou. E agora, eles também não. O conhecimento é uma arma, mas a ignorância é uma dádiva, coisa que infelizmente eu percebi tarde demais.

Notas finais
Ta chato toda essa explicação? TA! Mais n posso fzr nada, na vdd posso, mais viraria uma baita bola de neve então... Aguentem.