Broken Hearts
8 Brigas, acusações e revelações
Notas iniciais
Eu via a tempestade se formando, mas aquela chuva não ia cair. Era uma tempestade de raios. Um aviso de que o Rei do Olimpo não estava nada contente.
E o motivo estava mais do que claro que era eu.
– Vocês têm que voltar para o Brasil. – Anunciei, ganhando olhares chocados de todos.
– Ela está certa. — Disse Carol. — O fato de estarmos aqui, e ainda por cima ajudando Heather, só esta deixando Zeus...
No exato momento em que ela pronunciou o nome do Rei dos deuses, um raio atingiu o topo do prédio, fazendo todas as luzes piscarem antes de voltarem ao normal.
– Mais nervoso – completei, virando-me novamente para a janela.
– Você está louca?! — Disse Clarice largando o pote de Nuttela na mesa com um estrondo. — Quer cair fora e deixar a Heather sozinha nessa?!
– Clarice, você não está entendendo.
–Você que não está entendendo, Carol! Eu não estou nem aí para esse deus mimado! Foi por nossa causa que a Heather se meteu nessa enrascada e eu não vou deixar ela na mão agora!
– Clarice, para! – Gritei, quando percebi que ela empurrava a tempestade para longe do prédio. — A Carol está certa. Você quer me ajudar, não é? Então, por favor, vão embora!
– Não fala comigo como se eu fosse uma criança, Heather! Eu entendi muito bem, você que não está entendendo a situação.
– O que eu não estou entendendo? – Perguntei, já tendo a plena consciência que meus olhos estavam rosa. – Responda-me!
Tampei a boca em um impulso ao perceber que tinha perdido o controle dos meus poderes. Felizmente, para os Elementares, o Charme não funcionava muito bem, mas consegui ver pelo canto do olho que Pedro tinha ficado meio abalado.
– Clarice você só está com raiva. — Disse o mesmo se aproximando da irmã. — E você sabe que quando está com raiva não pensa direito.
– Conta para elas, Sam! Conta o que você viu! — Disse Clarice se virando para a amiga, que só agora eu percebi que estava chorando. — CONTA LOGO, SAM!
– Não grita com ela! — Disse Carol. — A gente também não quer deixar a Heather sozinha nessa, mas não temos escolha!
O ambiente começou a esquentar além da conta e eu olhei assustada para a elementar do fogo.
– Com a gente aqui, a situação só vai piorar! Eu não entendo como você pode ser tão burra ao ponto de não entender isso!
– Cala a boca Carol! Você não sabe...
– CHEGA! Clarice fica quieta! E, Carol, você está perdendo o controle! — Gritei – Olhem só para vocês: tem um mini furacão começando na sala e Carol você está pegando fogo!
As elementares suprimiram seus poderes e se entreolharam.
– Eu não preciso que ninguém me proteja. Meu destino é inevitável; no final disso tudo eu vou estar morta e...
– Não! Não vai! — disse Sam se levantando e enxugando as lágrimas. — Porque você não vai chegar ao final, Heather.
– O que quer dizer com isso, Sam? – Olho, confusa, para a elementar da água.
– Eu vi, Heather. No mesmo dia em que Ácqua me mostrou sobre a guerra e a sua missão. — Ela deu uma pausa e fitou suas mãos. A sala toda pareceu prender a respiração.
Sam voltou a me encarar, e havia lágrimas em seus olhos escuros novamente.
– Heather... você não vai chegar ao final, porque... porque você vai ser morta por uma dracaena.
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