Broken Hearted Days
2 Capítulo 1
Notas iniciais
–Felicity, nós precisamos conversar. – Diz Oliver para mim enquanto interrompo a subida das escadas. Receio me virar, sei que seu peito nu me tiraria totalmente do foco.
Na verdade eu saí totalmente de foco no momento em que tive que salvar sua vida pela primeira vez, quando estava ensanguentado no banco traseiro do meu carro. Ainda me pergunto como ele entrou no meu carro
–Fe-li-ci-ty.
–É totalmente surreal destravar a porta de um carro com uma flecha, Oliver! – deixo escapulir pensando só alguns segundos depois que Oliver não lia pensamentos. Ainda. Ele não fazia ideia de que eu falava sobre a noite em que conheci o arqueiro. Na verdade eu sempre soube que Oliver fazia algo fora da lei e que me envolvia nisso. Ele nunca pensou ...
–Se você fosse pego nessa caçada anti-vigilante eu estaria em Iron Heights fazendo companhia para sua mãe , você ao menos já pensou que minha vida pudesse...
–Sim, e é por isso que te quero fora do que eu faço.
–Você o quê? – pronuncio as palavras lentamente me virando finalmente. Oliver sorri e balança a cabeça . Percebo então que..
–Você não faz ideia do que eu estava falando.
–Eu nunca abri seu carro com uma flecha...
–Cartão de crédito! Há tanto tempo que eu vejo todos os crimes que acontecem em Starling City e não percebi que você abriu meu carro com um mísero cartão de crédito ilimitado.
–E Detetive Lance sabe que você trabalha para o arqueiro. Você não seria presa.
–O que você quer conversar, Oliver? – digo desistindo das tentativas estupidas de adiar essa maldita conversa que ele me pede há semanas.
–Bem, eu estive conversando com Diggle e percebi que já passa da hora de acabarmos com esse clima estranho entre nós dois.
Preciso repensar uma lista de algoritmos para que eu consiga responder.
–Você vai voltar para Laurel depois que a irmã dela te trocou por uma assassina consciente que o diabo tem um lugar reservado para ela?
–Eu não fui trocado! Droga Felicity, eu só queria te chamar para jantar!
–Você o quê? – pergunto atordoada, há semanas eu esperava intimamente que ele pronunciasse essas palavras.
–Eu não quero que nossa amizade continue abalada.
–Nossa amizade. – pronuncio em voz baixa, e uma parte de mim se sente desapontada. A outra parte ainda maior sabia que, se houvesse alguma chance de Oliver sentir algo por mim, ele nunca falaria. Sou atrapalhada com as palavras, ele com seus sentimentos.
–Claro.
–Claro o que, Felicity?
–O jantar... Eu estou com fome, pare de me olhar como um idiota e vá se vestir. O privilégio de te ver seminu e suado ainda é todo meu – digo subindo as escadas até o Verdant.
Fale com o autor