POV EMILY

Sim, mamãe... está tudo bem.

Aham... estou comendo sim… pode perguntar ao Sr. Fields se quiser.

Como está todo mundo?

Sério? Mas é grave? ah... entendi...

Alison estava ao telefone com sua mãe há quase dez minutos. O enterro do avô dela havia sido hoje e eles retornariam à Rosewood amanhã, mas pelo jeito aconteceu algo que acarretou numa mudança de planos.

Não mãe, não tem problema... sim, sim... eu juro... está tudo bem.

Tá bem. Mande um beijo a todos.

Te amo. Tchau.

Emily: Alguém está doente? O que aconteceu? – perguntei aflita.

Alison: Sim, minha avó não conseguiu lidar bem com a morte do meu avô e está muito deprimida. – fez uma cara triste. – Ela já tinha problemas de pressão e colesterol alto... e agora mal está comendo, e nem se preocupou em tomar seus remédios. Mamãe disse que ela está muito debilitada, então eles pretendem ficar por lá mais alguns dias. – suspirou. – Ela agora deve estar falando com seu pai… provavelmente se desculpando pela inconveniência.

Emily: Sua estadia aqui é uma inconveniência? – franzi a testa, e Alison confirmou com um aceno de cabeça. – Não seja boba... nunca que isso será verdade.. nunca!

Alison: Sei lá... – sentou-se na ponta da cama, de frente pra mim, que estava na extremidade oposta. – É que você já se preocupa tanto comigo... me enche de cuidados e tudo mais... principalmente nesses últimos dois dias. Não quero te sobrecarregar.

Emily: Te encher de cuidados, de mimos, de carinho... é algo que me dá prazer em fazer, não algo que me incomode, muito menos que me sobrecarregue. – me inclinei, esticando os braços, puxando-a pra mais perto de mim. – Não fica com isso na cabeça, tá bom? – a acomodei entre minhas pernas, fazendo-a usar meu peito como travesseiro. – Apesar das circunstâncias, esse adiamento do retorno dos seus pais foi até bom. Significa que nós iremos dormir abraçadinhas por mais algumas noites. – beijei seus cabelos. – E isso definitivamente me faz feliz. – concluí, com um sorriso no rosto.

Alison: Só me prometa que quando você se sentir chateada ou perturbada com algo relacionado a mim você vai me dizer? – pediu com a voz baixa.

Emily: Eu prometo. – lhe assegurei. – Aliás... algo agora realmente está me incomodando. – Virei seu rosto, fazendo com que nossos narizes quase se tocassem.

Alison: Então me diga... – sussurrou, me fazendo arfar com a carícia que era seu hálito batendo contra minha face.

Emily: Seus lábios... estão muito longe dos meus. – sorri de canto, e ela também. – Você pode me ajudar com isso? – fiz bico, o que fez seu sorriso crescer... e no momento seguinte Alison juntou nossos lábios num beijo cálido e aconchegante.

Meus beijos com Alison eram sempre assim... carinhosos, lentos… onde cada pedaço, cada partícula da outra é igualmente explorada e saboreada.

Emily: Eu já disse que o seu beijo é o melhor do mundo? – acaricei sua bochecha com meu nariz.

Alison: Não é verdade. – disse séria. – Seu beijo é o melhor do mundo. – sorriu.

Emily: Nada disso mocinha. – fiz sinal negativo com a cabeça. – Sua opinião não vale tanto assim... uma vez que você só tem a mim como parâmetro. – disse divertida.

Alison: Então você também não vale. Porque você só disse isso porque está apaixonada por mim. – rebateu.

Emily: Você está errada. De novo. Não estou apaixonada por você – disse séria. – Eu SOU apaixonada por você. – corrigi-a... sorrindo logo depois. – Não é um estado, ou uma condição... é o que eu sou! Algo que não vai mudar, muito menos acabar. – roubei-lhe um selinho. – Eu te amo e seu beijo é o melhor do mundo, aceite isso.

Alison abriu aquele sorriso. Aquele que ilumina a todos que a cercam... aquele que te faz sorrir de volta, só de olhar. O sorriso mais lindo, da garota mais linda. Imaginem um sorriso como esses direcionado a você. Deu pra imaginar? Pois é…

Alison: De nada vale meu beijo se você não compartilhar dele. – fitou meus olhos. – Então só aceito se você mudar a frase para NOSSO beijo. Porque esse sim é o melhor do mundo... – roçou nossos narizes, encostando os lábios nos meus com delicadeza.

– Porque é nosso!

Três dias depois os pais de Alison retornaram de Washington e ela, pra sua casa. Sua breve temporada em minha casa rendeu o título de melhor semana da minha vida. Eu sinto que Alison ainda tem receio do nosso relacionamento, do que os outros vão pensar... ela mesma ainda tem uma certa preocupação de que está sendo um peso pra mim, que sentir vontade de ficar comigo... estar comigo é algo que eu iria enjoar... mas eu sinceramente acho que a minha vontade de tê-la comigo consegue se sobrepor. É algo tão grande e tão forte que chega a me consumir. Sinceramente eu nunca iria imaginar que seria capaz de sentir algo parecido com isso, mas admito que agora eu não sei se conseguiria viver sem.

– EMILY FIELDS

Sacudi a cabeça e me encaminhei até o balcão onde chamaram meu nome.

Emily: Sou eu.

XX: Você fará sua apresentação no auditório principal, às três horas da tarde. – assenti com a cabeça. – Ah, mais uma coisa... o professor de Yale que irá compor a banca teve problemas com a data, então o professor do departamento antecipou as apresentações para o dia 21 de dezembro. Algum problema?

A funcionária da coordenação me fitava enquanto eu pensava se tinha algo marcado pra aquele dia, porém nada me veio à cabeça, então disse que a data estava boa, na verdade excelente. A data anterior era cinco de janeiro, e eu sabia que iria passar as festas de final de ano com a cabeça nessa apresentação, que vale ao tão almejado estágio. Meu artigo estava pronto, os slides também... então seria maravilhoso antecipar tudo e ficar mais tranquila.

Saí do prédio da universidade e liguei pra Alison enquanto caminhava até o carro. Desisti depois de tentar duas vezes, e cair na caixa postal. Resolvi mandar um sms, dizendo que estava indo até sua casa. Eu já tinha combinado de passar lá depois de sair da faculdade, então não seria uma visita surpresa.

Assim que estacionei em frente à residência dos Montgomery DiLaurentis, pude ver Aria brincando no jardim e Sinu na varanda, observando a caçula.

Emily: Oi pequena! – tirei a atenção de Aria, que mexia nas flores.

Aria: Em! – disse, e seus olhos brilharam quando me viu. Ah, como eu adorava saber que minha cunhadinha gostava tanto assim de mim.

Emily: Oi, princesa. – a essa altura seus braços e pernas já estavam ao meu redor. – Senti saudades, você está bem?

Aria: Eu também estava com saudades! E estou com fome, me leva pra comer batata frita? – pediu com o maior sorriso do mundo.

Emily: Claro que eu levo. Mas você precisa tomar banho antes, você esta toda suja de terra. – coloquei-a no chão. – Escolha um vestido bem bonito, e daqui a meia hora você, eu e a Ali iremos lanchar... combinado?

Aria assentiu e logo correu em direção a mãe, para contar o que havíamos combinado. Ella logo me repreendeu, em tom de brincadeira... por sempre fazer as vontades da pequena. Mas, o que eu posso fazer? Não consigo dizer não pra Aria. Ela também me disse que Alison estava dormindo, logo entendi o motivo dela não ter atendido minhas ligações. Pedi licença e subi as escadas em direção ao quarto da minha namorada.

Ao entrar em seu quarto, abri um largo sorriso ao ver como Ali estava.

Sentada em sua cama... passando as mãos pelo rosto... cabelos bagunçados, olhos apertados e um biquinho adorável.

Fui ao seu encontro o mais rápido possível, abraçando seu corpo quentinho e depositando um beijo no topo de sua cabeça.

Emily: Que sono gostoso ein amor? – afaguei seu rosto.

Alison: Estava bom mesmo. – disse com uma voz rouca. – Mas agora está ainda melhor. – sorriu, fechando os olhos em seguida.

Não resisti e a apertei contra meu corpo novamente. Por que minha namorada tinha que ser a criatura mais adorável desse planeta? Por que?

Emily: Eu disse a Aria que nós íamos lanchar... mas depois a gente podia dar um passeio pelo shopping, que tal? A decoração de natal deve estar linda... a pequena vai adorar. – disse, ainda com ela em meus braços, seu rosto na altura do meu peito.

Alison: Pra mim está ótimo. – desfez do abraço. – Vou tomar banho!

Abri um sorriso enorme pelo fato de Alison ter aceitado de primeira. Agora nos saíamos para quase todos os tipo de lugares movimentados, que antes ela evitava. Ela ainda não se sente bem em ir sozinha, mas uma coisa de cada vez... pelo menos ela não se recusa mais a sair com seus pais. Há alguns dias, Ali foi pela primeira vez a um dos ‘programas de domingo’ dos Montgomery DiLaurentis em meses. Aria escolheu parque de diversão durante o dia e a própria Ali sugeriu uma sessão de cinema, já em casa.

Alison me avisou por telefone e eu fui participar da sessão cineminha também, e posso afirmar que nos divertimos muito assistindo meu malvado favorito 2. Eu também havia sido convidada para o passeio diurno, porém achei melhor deixar aquele momento só para a família. Byron, Ella e Aria mereciam ter toda a atenção de Alison. Com certeza foi uma grande vitória e eu não podia estar mais feliz... por eles e por ela.

Notas finais
Espero que tenham gostado XOXO