Broken Angel

1 Não estou mais sozinho


Notas iniciais
1° capitulo... tá meio estranho mas espero que gostem...

O céu mantinha-se nublado, seus olhos estavam quase cerrados e Scott já estava cansado de ouvir sua mãe dizer a mesma coisa a cada uma hora, talvez ela esteja exausta... estão num carro a mais ou menos 8 horas e ele estava quase surtando por ouvir a mesma "playlist" cinco vezes seguidas. Sua mãe estava animada pois finalmente iriam se mudar para a cidade tão desejada por ela... Rudville, Rudville não é bem uma cidade, é só uma ilhazinha que fica do lado direito da Florida.... Scott não via diferença entre Rudville e uma outra cidade qualquer, mas precisava parecer animado por sua mãe...

Assim que entraram em Rudville, havia uma placa grande, roxa e escrito nela com letras brancas: " Sejam Bem Vindos a Rudville, Onde seus sonhos começam". Scott ignorou a placa, como sempre fez e fechou os olhos novamente. A mãe de Scott não via nada de estranho na vizinhança, o que a deixou realmente aliviada, era uma cidade simples com várias casas parecidas e vizinhos cujo pareciam simpáticos, era a cidade perfeita... Cinco minutos se passaram e o carro parou, fazendo o adormecido acordar, meio tonto ainda Scott saiu do carro e parou em frente a sua nova casa. A casa parecia ter pelo menos 30 anos, mas estava em ótimo estado, ela tinha dois andares, era azul claro, era a única casa azul da rua, a maioria era amarelo ou verde, na frente da casa havia uma imagem feita de porcelana de um anjo que tinha aproximadamente um metro e meio e estava com as mãos unidas, a mãe de Scott apoiou se no anjo.

– Isso vai ficar ou jogamos fora? -Perguntou ela, olhando fixamente para a imagem.

–Sei lá... Tanto faz, eu acho bonito- Disse Scott, esfregando os olhos para finalmente acordar

–Bem... já que você achou bonito... então fica- Decidiu

Scott deu um sorriso suave e entrou na casa, subiu as escadas e escolheu seu quarto...Já era 20:00 e Scott e sua mãe haviam arrumado quase tudo que trouxeram de sua casa, Scott estava ouvindo música, quando sua mãe o chama:

–Scott!Scott!- Gritou ela da cozinha

–O que é, mãe! — Disse Scott, descendo as escadas

– Eu esqueci de avisar... eu já te matriculei numa escola na praça à três quadras daqui e as aulas começam amanhã, eu adoraria que você fosse no primeiro dia de aula....

–Por que? — Perguntou ele em um tom baixo

–Porque eu quero que você se enturme dessa vez, não quero que seja igual a última escola.

– Eu estava feliz na última escola…- Lembrou Scott

– Você estava feliz sozinho? ...- Ela deu um longo suspiro e foi em direção ao fogão preparar o frango- Olha, você vai pra escola amanhã, vai se enturmar e ser um adolescente normal, que tem amigos e fala mal da sua mãe pelas costas, tudo bem?

Scott sorriu e subiu as escadas novamente, na esperança de cair e quebrar a perna pra não ir para a escola, mas não deu certo, ele entrou no quarto e começou a arrumar seu livros na estante que ficava ao lado da janela, logo após o cansativo trabalho, Scott deitou na cama e adormeceu.

Lá estava, uma banheira branca de porcelana, cheia de água com uma cor meio rosada, Uma garota observava seu reflexo sobre a água, seus longos cabelos negros, envolvidos por um grande laço vermelho, sua pele era branca, lisa e bela, seus olhos estavam avermelhados e seu coração estava forte. Antes que a garota piscasse, seu reflexo estava se movendo lentamente, seus braços se moviam com tanta leveza que pareciam estar soltos e o batimento de seu coração diminuiu bem devagar, mas ela ainda estava apavorada, algo estava errado, ela abaixou se lentamente em frente a banheira e encostou seu rosto sobre a água, ela soltou o cabelo e jogou seu laço no chão, retirou toda a sua roupa e entrou na banheira, a espuma começou a aparecer bem devagar e a garota já havia esquecido tudo, sua mente estava calma novamente, ela cerrou os olhos e adormeceu. Seus cabelos estavam molhados e ela já estava preparada para sair da banheira, então levantou- se, pegou a toalha e secou seu rosto. Em um simples fechar de olhos, o mundo “vira de cabeça para baixo”, ao abrir os olhos a menina via seu reflexo, então ela teve certeza de que tudo estava errado, pois via seu reflexo mas não estava na frente de nenhum espelho ou observando a água, a garota mexeu seu braço devagar, mas seu reflexo mantinha- se na mesma posição, parado, somente parado, ela movia todo o seu corpo mas nada adiantava, então, com seu dedo, encostou no ombro de seu refexo, até que seus olhos de um vermelho sangue foram para um azul-noite, a menina se assustou e olhou para a boca de seu "clone", seus dentes eram afiados, e sua roupa rasgada, ela não entendia, mas ficava e observava, quando a menina estava completamente concentrada nos belos olhos de seu próprio reflexo, ele finalmente moveu-se lentamente, e a medida em que ele se mexia o coração da menina acelerava, o reflexo apoiou sua mão esquerda no ombro direito dela e sussurrou em seu ouvido, fazendo seu batimento cardíaco diminuir:

“Quando seus olhos você fechar

Eternamente fechado ele ficará

Quando você para debaixo da terra for

Debaixo da terra verá horror”

A face da menina mudou completamente, ela estava apavorada, receava que fosse alguma coisa terrível, ela abaixou-se no canto do banheiro e fechou os olhos, implorando que tudo aquilo sumisse.

Seu celular ativou o despertador diário às cinco horas da manhã, Scott estava exausto, fazia muito tempo que ele não acordava cedo, ele levantou bem devagar de sua cama e desceu as escadas, ainda estranhava essa nova cidade, tudo era muito perfeito, os vizinhos eram simpáticos – ou pelo menos pareciam – os cachorros não latiam a noite toda, mas a única parte que chamou mais a atenção de Scott foi uma floresta que ficava a três quadras de sua casa, as grandes árvores, os pequenos animais que rodeavam aquele lugar atraía Scott, ele arrumou-se, vestiu uma camisa preta, uma calça jeans e um tênis preto, tentando se vestir o mais discreto o possível, chamar atenção era a última coisa que ele desejava no momento.

Estava cansado, mas tentava não demonstrar isso, queria fazer o que sua mãe havia pedido, queria se enturmar, ir de acordo com as normas da sociedade por pelo menos um dia, ele direcionou- se para a secretaria da escola e lá havia somente um balcão de madeira cujo aparentava ser nova, um computador, um monte de papéis e uma senhora, com cabelo totalmente branco e baixinha.

– O que deseja? – perguntou ela olhando diretamente no computador.

–Eu sou o Scott e eu sou novo e queria o horário da minha turma- Pediu ele gaguejando.

– Scott de quê?

– Scott Wills- A senhora ficou digitando no computador por volta de dois minutos e imprimiu um papel e entregou à ele.

Scott seguiu até sua primeira aula e assim que chegou no porta da sala de aula, ele observou os alunos. Haviam vários tipos de pessoas naquela sala e todos estavam separados em espécie de “bandos”, Havia um grupo de garotas se maquiando, um grupo de garotos jogando bolas de papel nas garotas que estavam se maquiando e um grupo de pessoas que mantinham- se calados, Scott sentou-se na última cadeira, no canto esquerdo da sala, ao lado da janela, na expectativa de se jogar se a aula estiver chata. O professor entrou na sala em silêncio e colocou seus livros sobre a mesa, a turma toda ficou calada e ele começou a escrever no quadro.

– Olá, prazer sou o Prof. Daniel, para quem não me conhece sou professor de literatura, eu costumo pedir para os alunos novos se apresentarem no primeiro dia – Scott já estava apavorado com as palavras iniciais do professor- Então todos os alunos novos, venham até a frente da classe e comecem...

Haviam cinco alunos novos, de acordo com Daniel, mas só quatro estavam presentes, os estudantes da minha turma não eram nada de interessante, normais como toda a cidade.

– Eu sou Alexie! bem... eu me mudei a uma semana, eu vim do México, falo espanhol fluentemente, claro, e eu sou loira naturalmente, tenho dezessete anos de idade...

Scott estava quase adormecendo até ouvir.

–Scott Wills! apresente-se para a turma!

–Claro... – disse ele sem animação nenhuma, com a cabeça abaixada.

Scott levantou da cadeira e foi para a frente da sala, todos o encaravam, ele tremia, mas não de vergonha e sim de medo, de ser julgado...

– Oi... Eu sou Scott Wills, eu me mudei ontem, eu gosto de- um barulho alto surgiu de fora da sala, pareceu uma pequena explosão, todos se assustaram e levantaram de suas cadeiras para ver o que havia acontecido.

– TODOS SENTADOS! MANTENHAM A CALMA, EU VOU VER O QUE ACONTECEU- gritou o professor, numa tentativa inútil de acalma todos os alunos.

O professor abriu a porta devagar para não demonstrar estar assustado para todos.

–Ah! É você?!- Falou o professor surpreso

– É, eu caí, escorreguei naquele latão de lixo mas tá tudo bem, estou vivo!- disse uma voz grave e sedutora.

Scott permanecia na frente de todos, esperando que o acontecido sumisse. Daniel abriu a porta para que o homem pudesse entrar. Seu rosto era familiar, seu cabelo preto e bem penteado, seus olhos azuis e sua boca bem desenhada. Ele olhava fixamente para Scott, sua expressão facial era neutra, ele não estava feliz, mas não estava triste, somente olhava, sem demonstrar nada, ele sentou em uma cadeira ao lado de Scott e o professor pediu:

– Por favor... ignore o que acabou de acontecer e prossiga.

– Não valeu... já terminei – Explicou ele.

– Vamos para o próximo, você que interrompeu o Sr. Wills- o professor apontou para o garoto de cabelo preto.

– Eu acabei de sentar- sussurrou ele, enquanto levantava- por onde eu começo? — perguntou a Daniel.

– Comece pelo seu nome...- sugeriu.

– Tudo bem.... Hm... Meu nome é Jackson... Jackson Santiago... Eu tenho dezesseis anos e.... me mudei para Rudville faz duas semanas... mas minha família vive aqui desde mil oitocentos e alguma coisa e.... bem... é só isso...

Talvez seja só loucura de sua cabeça ou talvez ele esteja iludindo a si próprio mas algo estava para acontecer, algo estranho sentia perto de Jackson, em oito minutos ou oito anos mas algo muito estranho estava esperando por Scott...

Notas finais
Please! Reviews?