Broken Angel

5 Interrogatório


Notas iniciais
Bad cap

Seus olhos estavam fechados, sua mente vazia e seu corpo como uma pluma; Ela estava cercada por um círculo em uma sala sem nenhum tipo de mobília, apenas chão, com somente uma vela a sua frente, a morena mantinha o silêncio e apenas a chama da vela produzia luz. Ao abrir os olhos lentamente, o vermelho dominava sua visão em questão de segundos.

–Sabe o que os humanos dizem sobre as bruxas?- Perguntou Rebeka dando um passo a frente e ficando parada no lado de fora do círculo- Bruxa são velhas, com rugas e feias- Ela soltou um leve riso- acho que eles não estão muito errados- brincou a rainha.

–Você tem certeza que eu sou a velha daqui?- Retrucou Diana.

Rebeka deu outro passo a frente, mas antes que seu pé pudesse tocar o piso de madeira, seu corpo ficou totalmente paralisado, era impossível ela mover- se.

–O que diabos é isso?- Perguntou a mulher enfurecida.

Foi possível ouvir três batidas na porta logo em seguida.

–Pode entrar, Sebastian- Gritou Diana

A porta abriu bem devagar mas Rebeka não ligava para quem estava por vir, a agonia a dominava. Ela tentava mover a perna, tentava mover o braço e tentava gritar, mas era impossível. A porta se movia lentamente. Seu cabelo castanho escuro chamava atenção, até mesmo na escuridão, sua pele era morena e lisa e seus lábios, bem desenhados chamava a atenção de qualquer um, com uma franja escondendo o olho esquerdo, ele montou um pequeno sorriso no canto direito da boca e abriu a porta bem devagar.

–Parece que funcionou...- Falou o moreno

–Quem é você? — Perguntou Rebeka confusa

–O que faremos com ela? — Perguntou Sebastian ignorando a rainha- Mataremos? mandaremos de volta para o inferno?

–É impossível matá-la e se mandarmos de volta, virá um exército atrás de nós- Explicou Diana

–Merda! Então, o que vamos fazer?

–Vamos deixa-la pensar um pouco sobre o que ela já fez de errado na vida e na morte, por enquanto- Pediu Diana.

–Vamos para a escola então? — Falou Sebastian, dando os ombros.

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A turma toda estava agitada, a espera de um professor. Todos gritavam e jogavam bolinhas de papel desesperadamente um nos outros, mas ao ouvirem fortes passos vindos do corredor, todos seguiam aos seus devidos lugares rapidamente.

–Atenção, os seguintes alunos venham mais rápido o possível para a sala da diretora- Avisou, uma voz aguda e aveludada- Scott wills, Jackson Santiago, Diana Bianchi e Sebastian Bianchi, muito obrigada pela atenção.

O silêncio pairou sobre toda a sala e praticamente todos os olhares foram mirados para Scott e Jackson. Os quatro alunos sairam da sala e andaram lentamente no corredor vazio, um ao lado do outro.

–Prazer, eu sou Sebastian- O moreno ajeitou a franja e esticou a mão para cumprimentar Jackson, ainda andando- Ouvi muito sobre você, ou melhor, vocês.

–Oi, Meu nome é-

–Jackson Santiago, todo mundo te conhece, "o garoto que arriscou sua vida pra matar o bandido"

Scott tentava ignorar ao máximo tudo que acontecia no caminho, Mas aquilo o incomodava de algum modo.

–Pare de bajular o garoto, está sufocando ele- Avisou Diana olhando fixamente para Scott- e nós dois sabemos que quem matou o homem foi o Scott- afirmou.

–Ei, você é aquela garota- lembrou Scott, apontando o dedo indicador direto para a face de Diana.

Nesse exato momento, todos pararam no meio do corredor e o clima de tensão começou.

–Que garota?- Perguntou Bianchi, fingindo se confusa.

–Você sabe do que eu estou falando, tinha aquela mulher ruiva no banheiro e você mandou a gente correr, o que você fez com ela? — O moreno elevou a voz

–Eu acho que aqui não é hora para isso, podemos conversar depois? — Perguntou a garota, deixando escapar um suspiro, demonstrando estar estressada.

–Claro! -Respondeu Jackson no lugar do parceiro

–Eu quero conversar com o Scott, somente com o SCOTT- Ordenou a morena.

Os dois movimentaram a cabeça, bem devagar, fazendo um sinal positivo e demonstrando medo da mesma. Logo após o estranho diálogo, os quatro seguiram diretamente ao fim do corredor.

A grande sala com paredes brancas, um piso de liso e claro, um balcão, uma poltrona e um grande aquário vazio chamava um pouco a atenção de Jackson, como se ele já estivesse lá.

–Olá, alunos- uma mulher loira entrou na sala- Sou a Sra.Montgomery, mas podem me chamar de Katy. Vocês devem estar se perguntando por que eu chamei vocês aqui. — Ela sentou em sua cadeira e ajeitou uma papelada que se encontrava sobre a grande mesa- O delegado do departamento de policia de Rudville,encontrou algumas gravações meio suspeitas que envolvem vocês quatro ao caso do assaltante que invadiu essa escola- Dois homens, vestindo um uniforme preto entraram na sala naturalmente e ficaram parados atrás dos jovens, que manteram o silêncio entre eles.

–Como poderiamos estar no meio disso tudo?- Perguntou Sebastian

–Estamos analisando uma hipótese e ela parece ser bem correta- Disse um dos homens com uma voz grave e abafada.

–E qual seria essa hipótese?- indagou Scott

–Logo na frente da escola tem um parque, que é observado vinte e quatro horas, ou seja, seria quase impossível alguém andar com uma arma por ali e só tem um modo de alguém entrar sem ser percebido... — O policial deixou um curto silêncio no ar.

–Ele só poderia entrar com ajuda... — Sussurrou Sebastian.

–Exato — concordou Katy.

–Mas por que eu sou suspeito? eu que... — Scott abaixou a cabeça- ...Você sabe...

–Somente queremos que vocês digam o que aconteceu naquele dia, analisaremos as versões e fecharemos o caso.

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–O lugar todo estava estranho, eu me sentia desconfortável, estava guardando meus livros no armário e eu ouvi um barulho, foi muito alto- Disse Scott ajeitando-se na pequena cadeira. -... e quando me dei conta, já estava sentando na tampa do vaso sanitário... foi tudo tão rápido e depois Jackson apareceu e se escondeu comigo, ficamos um bom tempo ali, até o cara entrar, bom, o resto você já sabe...

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–Eu estava na sala de química, ajeitando meu material sobre a mesa e esperando o professor, mas quando eu ouvi o barulho...- Jackson colocou as duas mãos sobre a mesa- ... a primeira coisa que eu pensei era se alguém estava bem, eu fiquei muito tempo criando coragem para sair da sala, mas quando saí, me escondi no banheiro e por pura sorte, encontrei Scott, ficamos ali somente conversando. Quando o atirador entrou, eu fiquei paralisado mas Scott tinha uma faca guardada, pois ele não se sentia seguro nessa cidade.

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–Eu estava na biblioteca, lia um livro-

–Que livro?- Perguntou o homem interrompendo a morena

–Guia prático das plantas- Respondeu Diana enquanto o policial escrevia em um bloco de papel.

–Eu fiquei lá o tempo todo, não saí de lá.

–Nem ao ouvir o barulho?

–Não ouvi, estava com o fone de ouvido.

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–Eu estava estudando-Explicou Sebastian

–Onde?

–Na sala de natação.

–Lugar estranho para estudar...- Desconfiou o homem

–É mais calmo e eu não queria pessoas por perto

–Por que?

–Porque queria concentração- Respondeu em um tom debochado.

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Horas se passaram até que todos fossem interrogados, Sra. Montgomery estava cansada de esperar que tudo acabasse. Quando os seis retornaram a sala dela, a loira levantou rapidamente de sua cadeira.

–Terminamos?- Perguntou anciosa.

–Sim, senhora. Muito obrigado- Os dois homens seguiram em direção a porta- Somente um aviso- Eles pararam por um momento- Pegamos as fitas das cameras de cada canto desta escola, ou seja, quem ousou mentir, nós descobriremos.- Os dois sairam deixando somente o barulho de seus passos fluindo sobre o ar.

–Muito bem, Podem seguir para suas vidas, acredito que todas as aulas já tenham terminado, então, estão liberados.

Os quatro soltaram um suspiro aliviado ao mesmo tempo e quando estavam prontos para sair... :

–Todos estão liberados, menos você- A diretora apontou diretamente para Jackson impedindo que o mesmo saísse- Tenho que falar com você.

Scott, Diana e Sebastian se retiraram, deixando somente Jackson e Katy na sala.

–O que diabos você está fazendo?- Perguntou Sra. Montgomery aumentando o tom de voz- Eu te avisei várias e várias vez, "Fique na sua, não deixe eles descobrirem que estamos no meio disso, deixe eles começarem e terminarem a guerra", e você vai e fica amiguinho da bruxinha e do projeto de demônio?

Jackson manteve a cabeça abaixada enquanto ouvia toda a reclamação.

–Por que você está fazendo isso? Você está achando que é Sherlock Holmes e quer desvendar todos os mistérios e problemas?- A mulher deu uma pausa, deu um suspiro prolongado e colocou a mão sobre o ombro do moreno- Meu querido, Você prometeu ao seu pai que não iria se envolver nessa briga eterna entre eles. Agora prometa a mim, Diga as palavras...

Jackson tirou a mão dela do ombro, deu um passo para trás e murmurou.

–Eu, Jackson Santiago Montgomery, Prometo pelo sangue do anjo que jamais me envolvirei na rixa entre os seres inferiores e os mágicos. Satisfeita? — Perguntou Jackson expondo um sorriso falso

–Demais, Só para lembrar...- A loira ficou parada e sem expressão- Você sabe o que acontece quando um anjo desobedesse um superior, não sabe?

–É claro que sei- O garoto deu as costas e andou até a porta

–Muito obrigado, por me obedecer, meu filho- Os olhos da mulher brilhavam, demonstrando o orgulho que sentia.

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Aquela simples rua, com paralelepípedos em todo o chão, somente dois semáforos e vários prédios era estranha para Scott, algumas casas pareciam estar abandonadas, tudo ali parecia abandonado na verdade.

–Bem, aqui é minha casa, Aqui podemos conversar- Disse Diana, apontando para uma casa antiga de madeira, com um pequeno jardim com vários gnomos coloridos espalhados sobre a grama- Entre -A morena abriu a porta e permitiu que Scott entrasse.

Ao entrar havia uma sala de estar com um sofá grande, uma televisão e um rádio. Era possível ver incensos espalhados por toda a casa, mas aquilo não chamava a atenção do menino.

–Por que me trouxe pra sua casa?- Perguntou Scott

–Porque eu quero te mostrar uma coisa- Respondeu Diana, puxando o garoto pelo pulso e subindo as escadas.

No final, a grande escada seguia até uma porta de madeira com várias marcas de arranhões.

–Olha, antes de você entrar por essa porta, me prometa que ficará calma e tentará entender, Ok?- falou Diana olhando diretamente aos olhos de Scott

–Tudo bem

A morena abriu a porta bem devagar, provocando um longo rangido. A cena que Scott presenciava era estranha mas não horrenda: Uma mulher com uma capa vermelha adormecida sobre o chão, um círculo de sal com uma vela branca apagada e umas pétalas de flores espalhadas por todo o local.

–Scott, nós duas temos muito o que te explicar.

Notas finais
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