O corredor agora estava calmo, com um filme de faroeste, tranquilo, mas preparado para atacar. Elisa olhava de um lado ao outro se lembrando de coisas desagradáveis. Balançava a cabeça tentando fazer aquilo desaparecer. Agachou-se devagar, o salto alto a sustentava meio trêmulo, mãos na cabeça, e lágrimas escorrendo sem permissão. Elisa sabia que não era aquele tipinho que chora por tudo, ela tinha seus problemas, porém não saía os distribuindo por aí para que todos soubessem o que fez e o que deixou de fazer na vida (e o que aconteceu em sua vida), fazia tempos que não precisava se lembrar das coisas que havia passado, aí chega um mauricinho e a faz lembrar-se de tudo, em questão de segundos... Ouviu alguns passos surdos formando bem atrás dela, não virou, continuou focando-se em se estabelecer novamente. Sentiu de novo aquelas leves mãos passando entre seus fios agora avermelhados.

– Elisa? –perguntou, forçando uma voz suave.

– Oi? –não virou o rosto, e como instinto retirou as mãos da cabeça e as pousou sobre os olhos.

– O que houve?

– Tãaao inocente. –disse irônica. – Como se eu fosse sair dizendo minhas coisas para um total desconhecido.

– Não sou desconhecido. Só sou um novo conhecido.

– Excelente explicação...

– Obri- -foi interrompido.

– Para um total idiota.

– Até na fossa você continua fazendo graça.

– Primeiramente, eu não estou na fossa; segundamente, eu não faço graça, falo a verdade; terceiramente: Dá o fora daqui!

– Ei...

– Brandon, estou me segurando para não pular no teu pescoço e o separar de tua cabeça. A única coisa que me impede é que seria horrendo ter que arrancar uma cabeça tão feia de um corpo tão feio.

– Você é muito agressiva. Ah, e suas pernas não doem não?

Agora que ela tinha parado pra pensar, suas pernas doíam, e muito; suas mãos já estavam adormecidas de ainda estarem sobre os olhos.

– Doem. Mas vou ficar assim até você sair daqui. Seu feio!

– Você é encantadora. –disse, sarcástico.

– Me deixa sozinha, por favor. –pediu, educadamente.

– Não vai me contar mesmo?

– Não.

E ele saiu descrente da vida.

– Obrigada. –sussurrou a ver somente a silhueta do menino no fim do corredor.

– Ah! –ele virou, bruscamente. – Se foi por antes, me desculpa. –e sorriu, tentando animá-la.

– Tchau Brandon!

Se foi por antes? Sim, com toda certeza. Só por causa de coisas que lhe causaram um breve flash back? Também, mas Brandon também havia sido um pouco agressivo com as palavras, mas ela sabia que ele não tinha a total intenção de ser mau, além de que ela não se importa com coisas bobas como a entonação de voz das pessoas, se até mesmo ela sempre é rude sem querer.

Respirou fundo, soltou um gemido alto. Ouviu novamente os passos surdos que Brandon dava com o Vans número... número grande. Respirou fundo novamente e soltou um suspiro alto. Percebeu que Brandon aumentava os passos, e que agora corria. Viu a sombra do famoso se aproximar...

– Merda! Me diz o que foi Elisa! –ele gritava, ainda com alguns metros de distância entre eles.

– Como assim? Achei que já havia dito que não vou falar.

– Você tá chorando.

Droga, ela havia deixado passar um mínimo detalhe, havia esquecido de tapar o rosto novamente quando havia percebido ele se aproximar.

– Não tô chorando.

– Então está o que? Alegre?

– Suuper.

– Orgulho tem limite.

– Brandon, eu já falei que não vou te falar. Desconhecido!

– Fala logo.

– Não tá acontecendo nada! Eu não gosto de você, só isso.

– Estou começando a me cansar de você. Última tentativa. Foi por causa daquela hora? Eu já pedi desculpa, e não era a minha intenção!

– QUER SABER? –ela começou a levantar o tom de voz. –SIM, FOI POR CAUSA DAQUILO! VOCÊ PEGOU PESADO.

– Você já me ameaçou de morte duas vezes depois daquilo. Não estamos quites?

– NÃO É TÃO SIMPLES BRANDON! PENSA BEM! UM TOTAL DESCONHECIDO, QUE VOCÊ SABE QUE JÁ PEGOU VÁRIAS, QUE É UM SAFADO, VEM E FALA QUE IRIA TRANSAR CONTIGO E QUE VOCÊ, SUPOSTAMENTE, É FÁCIL. TE ENXERGA!

–...

– Quer saber?...Se você não sai, eu saio.

E Elisa saiu, cambaleando em seu salto agulha, sendo observada por Brandon.

Brandon se ajoelhou no chão e a observou ao longe. Por que ela é tão louca? Ele ainda tentava entender como Elisa podia ser tão estranha. Começou a rir freneticamente, balançando a cabeça em negação. Se fosse qualquer outra garota, ela pularia em seu colo e logo estariam em alguma cama {ou qualquer outro lugar}...Mas aquelas eram diferentes, principalmente Elisa.

O garoto, ainda rindo, começou a ouvir alguns passos desenfreados e desesperados. E chegavam Dylan, Isac e Ashton.

– Cara, que que foi? Fumou? –Isac quebrou as risadas constantes do amigo.

– Se vocês tivessem chegado 5 segundos mais cedo saberiam o porquê de eu estar tão desesperado.

– O que foi? –Ashton chegou e encostou a mão direita no ombro do amigo.

– A Elisa...

– Ah Claro! Uma das loucas! Cara, vocês tá apaixonado por uma menina que conheceu 6 segundos atrás?

– Eu não estou apaixonado. Até porque não existe essa história de amor à primeira vista; outra, eu nunca me apaixonaria por uma louca de pedra que nem a Elisa; e Brandon Fonseca não se apaixona.

– Anão Carneseca –Érika falou do mesmo modo como se pronuncia Fonseca, fez as amigas rirem. – Vê se te enxerga. Você não é tudo isso aí não. Você é chato, irritante, babaca, cabelo desengonçado, olho cor azeda, bronzeado falso, uma sujeira perto do olho, um sorriso que precisa urgentemente de um aparelho odontológico. Sabe aqueles freios de burro? Um desses!

Érika sabia que metade daquilo era mentira, ele podia ser chato, irritante e babaca, mas olho cor azeda e sorriso torto não eram verdade. Porém aquele bronzeado laranja o deixava mais irritante.

– Desde quando vocês tão ai? –Dylan entrou na conversa.

– Não te interessa. –Dalila respondeu e deu-lhe a língua.

– Estamos aqui desde sempre, agora não pode mais?

– Óbvio que pode ilustríssima Érika, só que mamãe não ensinou que ouvir a conversa dos outros é feio? –Ashton falou, com deboche.

– E desde quando fofocar dos outros é bonito? –Érika interrogou, ríspida.

– Vão se ferrar.

– Não sabe brincar devolve a boneca. –Cinthia soltou um riso cínico.

– Cinthia, cala a boca. –Isac disse, sem tirar os olhos do iPhone.

– Vem calar.

– Eu não vou aí te beijar se você tá achando que vai conseguir isso. Eu não curto beijar lesmas. –agora olhou de relance a menina.

– Eu só queria sair na luta com você. Porque, convenhamos, você não tem tanta sorte assim pra me beijar.

– Olha, eu não quero continuar a briga, só tenho perguntinhas a fazer para vocês. Primeira: Desde quando o senhor não acredita em amor à primeira vista? Algumas músicas de vocês falam disso. Segunda: O que você fez com a Elisa? Terceira: Por que vocês, incríveis, vieram parar nessa escola de beco? Quarta: Por que não vão se lascar por aí?

– Respondendo todas elas...-Ashton disse, pensando em respostas e cortes apropriados pro momento.

– Acho que não ficou claro, mas as perguntas são para o Brandon...

– No início de sua frase, você teve o prazer de dizer “a fazer para vocês”...

– Responde qualquer um então.

– Primeira: Nós cantam-

– O Isac e o Brandon cantam...

– Posso? Primeira: NÓS cantamos sobre amor à primeira vista, nunca falamos que acreditamos. Segunda: ela que saiu toda estranha e louca daqui, palavras do Brandon. Terceira: Eu realmente não sei onde estava com a cabeça quando votei em virmos pra cá, se eu soubesse que existiam uma malas que nem vocês, teria votado para irmos pra lua. Quarta: Nós já estamos nos lascando por termos conhecido vocês três. E...Desde quando vocês sabem tanto sobre nós? Nossas músicas? Nossos vocalistas?

– Você já assistiu algum filme? Todo vilão conhece tudo sobre o mocinho. Todo inimigo conhece sobre quem quer derrotar, e o mocinho não sabe de nada do vilão. E, convenhamos, nenhum GOOGLE ajudará vocês para descobrirem sobre nós. Mas ele nos ajuda a conhecer sobre vocês “famosinhos”. Érika fez aspas com as mãos.

– Por que você se colocou com a vilã?

– Seja sincero, o lado negro da força sempre é mais legal. –deu uma piscadela e foi caminhando até Ashton.

– Entendi.

Érika ficou bem perto do rosto de Ashton, qualquer passo em falso de qualquer um dos lados causaria um beijo.

– Além do mais, quem quer ser o mocinho que perde? –o olhou com um olhar mortal. – Entenda, os vilões sempre vencem, os quadrinhos que não têm coragem de mostrar isso.

Dalila e Cinthia apenas encaravam os próprios inimigos, com a mesma concepção de Érika. Ali todos odiavam uns aos outros.

– Agora, retornando ao assunto, cadê a Elisa? –Érika nesse momento já segurava Brandon pelo colarinho. – Carneseca, fala logo onde ela tá!

– Que droga Érika! Eu não sei. Eu não sei mesmo! –disse nervoso.

Érika encarava os quatro com ódio, parou, posicionou as mãos na cintura, começou a bater os dedos nervosamente, batia o pé no chão, ansiosa. Fechou os olhos e suspirou. Começou a pensar onde Elisa podia estar, ela odiava ver a amiga daquele jeito, nervosa e irritantemente deprê.

– Merda, onde ela tá?

– Eu já disse que não sei.

– Só estou pensando alto, idiota. Não era uma pergunta.

Cinthia olhou pra esquerda, ao longe uma silhueta era avistada, com toda certeza não era a Elisa, era um homem.

– Meninas! –gritou um garoto. Cabelo ralo, olhos castanhos, moreno, alto, magro, lábios carnudos; com uma T-shirt branca com um blusão xadrez azul marinho por cima, e calça cáqui e um coturno preto pesado ocupando parte da barra da calça. Bonito aos olhos de algumas garotas.

– Marcellus?

– Hey. –levantou a mão direita em sinal de cumprimento; deu uma leve abaixada e apoiou as mãos nos joelhos.

– O que houve?

– A Elisa.

– Que tem ela?

– Além dela ter rejeitado meu convite para sairmos?

– Óbvio, ela nunca sairia com um cara como você. –Brandon desdenhou.

– Cala a boca Carneseca.

– Ela meio que está quase sendo expulsa do colégio.

As meninas ficaram chocadas, enquanto Ashton ria como um bobo, Dylan continuava a prestar atenção em Dalila, Isac continuava focado em seu celular e Brandon só queria saber o porquê...

– Por?

– Ela pegou pesado hoje, vem cá. –mexeu as mãos indicando que o seguissem.

Quando chegaram logo viram no corredor de armários, sozinha, descabelada e rindo, Elisa. A garota agora estava descalça, sentada encostada em alguns armários azuis. Faltavam poucos minutos para outro sinal soar. Érika foi se aproximando, ela já conhecia aquela Elisa havia uma longa data.

– Lisa, o que houve?

– Naaada. –fala, cantando.

– Elisa, me diz. O que houve? –Érika falava calma, e passava a mão esquerda por entre os fios vermelhos da amiga.

– Já falei que não houve nada.

Érika não era boba nem nada, já havia reparado nas latas spray que estavam posicionadas ao lado da amiga, e em um armário em que Elisa esta encostada (talvez tentando esconder, ou talvez não) em letras garrafais escrito: “Fuck you very very much”.

– Podia ter me chamado pra eu te ajudar. –sussurrou ao pé do ouvido de Elisa, a fazendo soltar gargalhadas baixas.

– Sorry, eu esqueci.

– Armário do Brandon?

– É.

– Você vai ser suspensa.

– Eu sei.

– Eu também quero!

– Morra de inveja!

– O que tanto cochicham? –perguntou Brandon, chegando perto das meninas e ficando chocado com o armário.

– Eu te odeio Elisa.

– Nossa, tô morrendo de taaaaanta dor, por que Brandon? Por que não me ama? –gesticulou, seca, sem graça e sarcástica.

– Você vai limpar...

– Senão?

– Senão você cria um inimigo.

– Dane-se. Já tenho tantos. Qual a diferença que mais um me trará?

– Eu sou Brandon Fonseca.

– Carneseca. –Érika corrigiu.

– Nossa, que bom, e eu sou eu. –sorriu.

– Elisa, você não sabe onde está se metendo.

– Yuhuuul! Isso é uma ameaça? –Elisa aproximou-se, o fazendo encostar em outra fileira de armários.

– Você não me assusta.

– Seria estranho se você se assustasse.

– E eu, te assusto? –virou a menina, agora ela encostada nos armários.

– Nenhum pouco.

– Pois deveria.

– Se eu me assustasse facilmente não estaria aqui.

– É uma guerra?

– Oh se é, e eu vou usar a minha arma mais poderosa.

– Qual?

Elisa ficou nas pontas dos pés, chegou o rosto para a frente, quase beijando Brandon, inclinou a pequena face para a esquerda, e sussurrou:

– Sedução.

Brandon ria, nervoso.

– É pra rir?

– Morra Brandon! –exclamou, soltando-se da prisão que Brandon formava ao seu redor.

– É o que veremos pequenininha!

– Vá te lascar asno!

Três dias de suspensão. Era esse o castigo que havia rendido Elisa. Agora ela ficava em sua pequena quitinete vendo as horas passarem e passarem. Vez ou outra ela resolvia e dava uma saída de casa, andava pela vizinhança e logo voltava para se trancar para suportar mais um dia insuportável de pura chatice.

Uma da tarde, o céu nublado, um tempo frio, a quitinete escura pela falta de luz. Elisa fingia dormir quando sua campainha decidia soar. Naquela tarde o barulho estava insistente, aquele “Trim-trim-trim” já a estava irritando. Quem era o infeliz? Correu até a porta, quis tentar olhar pelo olho mágico, mas sua estatura não a permitia fazer isso. Abriu a porta, sonolenta e receosa.

– Heey! –Érika levantou a mão.

– Hey. –Elisa fez o mesmo, desanimada.

– Como andam as coisas?

– Normais, como vê estou parecendo uma desempregada sem vida social e sem caras pra ir pra cama comigo. –fez um gesto mostrando seu corpo inteiro.

Cabelos agora castanhos, olhos vermelhos mostrando insônia, unhas pra fazer, lábios ressecados, pijama de bolinhas, pés no chão.

– Pintou o cabelo de novo?

– Nossa você é uma ótima amiga, vê que estou um caco e pergunta se tingi o cabelo de novo... Estou ótima de amiga...

– Uái, quer que eu diga o que? “Nossa!! Amiga, você está horrenda! O que teu boy te fez” ou “Fofa! O que houve? Estava preocupada!!”

– Nenhum.

– Excelente resposta.

– E não, eu não pintei o cabelo, era tinta temporária aquela lá, ai no meu primeiro dia de férias, sem nada pra fazer, eu limpei.

– Ah, entendo. E sua mãe?

– Nem ligou, nem deu contato de vida, nem enviou email, não fez merda nenhuma...

– Desculpa ter perguntado.

– Você é minha melhor amiga, se não perguntasse é que eu me ofenderia.

– Vai me chamar pra entrar?

– Não. Vamos sair!

– Mas suspensão é pra gente pensar nos nossos atos. –Érika apoiou as mãos na cintura.

– Quem liga? Como se eu fosse fazer isso!

– Você vai de pijama?

– Não. Espera só um minutinho. Por que não aproveita e limpa a minha casa enquanto eu me arrumo?

– E por que você não vai te catar?

– Foi só uma sugestão.

Quinze minutos depois Elisa estava pronta. Vestido branco, colete jeans, coturno, boca vermelha e cabelo solto.

– Vamos?

– Yep.

O shopping ficava ali perto, foram à pé, sempre esbarrando em mais e mais pessoas.

– Chegamos vivas!

– Não comemore Érika! Lá dentro também é uma multidão.

– Verdade.

O lugar não estava tão cheio apesar de ser uma sexta, de vez em quando encontravam algum conhecido cumprimentavam e continuavam andando.

– McDonalds?

– McDonalds!

O fast food ficava próximo de onde estavam, então em segundos estavam no local. LOTADO. Em um canto do lugar uma multidão gritava.

– Juro, se não for alguém incrivelmente famoso ao ponto de gostarmos, eu mato essa menininhas gritonas.

– Relaxa Elisa. Se brincar é o Brandon. –Érika riu.

– E se for o Ashton? Ai você pira.

– Vá te catar!

Encaravam a multidão com certo espanto, cada vez maior e mais barulhenta. Uma garota saiu dela, chorando. Baixa, cabelo longo e bem escuro, pele morena. Usava shorts curtos, uma blusa Hollister, tênis Vans, mochila pink pendurada em um só ombro, celular na mão esquerda.

– Le!! Espera! –desta vez um menino saiu da multidão, com esforço, com meninas o agarrando. Alto, cabelo um pouco mais escuro que o da menina, olhos claríssimos, pele branquinha; com moletom GAP branco, calças jeans, headphones azuis no pescoço e All-star.

– Me deixa em paz Vitor!

– Ei, Le, me escuta.

– Fica ai com as suas fãs! Fica ai, falando que ama cada uma delas! Fica ai falando que não tem namorada. –as lágrimas escorriam cada vez mais teimosas.

– Le, vem cá.

– Me deixa, por favor.

Vitor, Érika o reconhecia de algum lugar.

– Lembrei Elisa!

– Ahn?

– Ele é o membro da Broken.

– O último da foto.

– É. Ele realmente poderia ser meu boy magia ♥

– Desencana.

– Né.

– Vamos atrás? –Elisa apontou o indicador em direção a menina de mais cedo.

– Obvius.

A menina estava sentada sozinha, parecendo não respirar de tão quieta.

– Podemos nos sentar? –Érika perguntou, calma.

– Façam como quiser.

– Eu sou Elisa.

– E eu Érika.

– O que querem? O Vitor tá no McDonalds. E não, não tenho fotos dele comigo.

– Ahn? A gente só quer conversar contigo.

– Comigo?

– É. Mas a gente precisa saber seu nome.

– Le...Leah Louis.

– Pois bem, Leah, somos sinceras, nós odiamos o seu namorado. –Elisa sorriu, tentando parecer fofa.

– É, eu também. –Leah afundou o rosto nas mãos.

– Ok, e é verdade que ele vai estudar no colégio BJ?

– Vocês são stalkers ou que?

– Só queremos saber. E é verdade, odiamos ele, pode crer.

– Sim é verdade.

– E você?

– Eu também iria estudar lá, mas estou completamente irritada com aquele besta.

– Bem, olhe pelo lado positivo, nós estudamos lá, e agora você vai ver o que é acabar com inimigos, é só se juntar a nós.

– Ei, espera, Elisa...Érika....Lembrei! –saltou da cadeira. – Ash me contou de vocês!

– Ash.?

– Ashton... O meu amigo, amigo do Vitor.

– Ashton, aquele mala. Sem ofensas.

– Eu também acho ele um mala.

– Vejo que não faremos um acordo, desculpe o incômodo. –Elisa e Érika foram se levantando.

– Espera aí, eu topo, é óbvio. Estou cansada de aqueles idiotas ficarem fazendo graça com a minha cara.

– Sério?

– E eu tenho cara de quem mente?

– Você é estranha. –e apertaram as mãos.

– Vocês também.

E foi ali que conseguiram uma aliada. Aquela que tinham dúvidas em ser uma inimiga, tornou-se a melhor arma que poderiam usar contra aqueles que diziam ter um ódio. Mal sabiam, que aquelas aliança poderiam trazer mais e mais problemas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.