Broken

1 Partido


Notas iniciais
Estou de volta com mais uma fic deste casal! VIVA!!!!! Pessoas que gostam deste casal, eu sei que existe muito poucas fics dele aqui no Nyah e no SS, em geral, poucas em português. Eu quero muito fazer uma Long-fic de R27, mas eu quero saber e alguém está interessado. Porque por mais que não escreva a pensar no casal que estou a escrever (eu normalmente só gosto do casais que ninguém gosta ;--;) Eu não queria escrever uma long-fic e saber que ninguém quer a ler. É desanimador ^^" Outra coisa! Alguém tem jeito para escrever um inglês? Eu consigo ler e ouvir em inglês e perceber, mas quando é para escrever eu sou horrível! Por isso eu estou a procura de alguém que possa passar algumas das minhas fics para inglês para poder postar no Fanfiction.net. Obviamente que irei dar os créditos da tradução a pessoa que me ajudou! Por isso se tiverem interessados e jeito com o inglês, mandem me MP e falamos lá ^^ Vocês já devem estar fartos de mim xD Vamos a one! :D Espero que gostem!!!!

Todos na sala estavam em silencio na sala.

Ninguém realmente sabia o que dizer naquele momento.

Simplesmente estavam a espera da reação do seu chefe.

— Desculpa, eu acho que não percebi. — Disse Tsuna enquanto olhava inocentemente para o Arcobaleno nos seus corpos adultos e para os seus amigos.

Todos ficaram calados, ninguém realmente soube como dizer novamente aquelas palavras, já tinha sido complicado dizer elas uma vez, mas duas? Era impossível, mas ao ver o ar inocente do seu chefe, ao perceber o quanto ele não acreditava naquelas palavras ao ponto de agir como não soubesse de nada, fez eles tomarem um pouco de coragem.

Mas não o suficiente.

Até que Colonello deu um passo eu frente, respirou fundo e falou com a voz tremida.

— Reborn... foi apanhado numa emboscada e acabou morto, kora. — Colonello não aguentando olhar para Tsuna, desviou o olhar.

Fez-se silêncio na sala.

Ninguém se atreveu a falar, nem mesmo a chorar, aquele era o momento do seu chefe quebrar.

Mas então… Nenhuma lágrima foi derramada, alem de um sorriso gentil no rosto.

— Oh! Foi isso que aconteceu. — Disse sem mostrar nenhuma tristeza ou fraqueza. Todos olharam surpresos, já o Arcobaleno olhava surpreso de não acreditar na felicidade das palavras, mas os seus guardiões porque eles sabiam… — Será que devo chamar um advogado? Certamente ele deve ter um testamento feito, Gokudera-kun, trata disso por mim por favor. Yamamoto manda preparar o corpo para o funeral. Onii-chan prepara o funeral. Lambo, vai descansar que acabas-te de sair de uma missão. Hib- — Tsuna foi interrompido quando uma bala foi atirada em direção a sua cabeça.

Quem segurava a arma e apontava ela contra ele com um olhar irritado e com lágrimas nos olhos, era nada mais nada menos que o próprio Colonello. As mão dele tremiam enquanto segurava a arma.

Não se sabia se era de raiva ou de tristeza.

— Como tu podes dizer isso, kora?! — Ele grita e Tsuna não faz nada alem de continuar a sorrir de olhos fechados, estranhamente doce. — Ele foi o teu professor por anos! Ele te tornou no que és hoje! Vocês até se tornaram amantes! Eram apaixonados um pelo o outro! Vocês se protegeram tantas vezes por tantos anos! Ele ia te pedir em casamento, sabes? E tu estás aqui a olhar como se não fizesse diferença! Porque? Porque Tsunayoshi!? Estás a querer dizer que o meu melhor amigo gastou a sua vida com alguém que nem o ama? — Colonello gritou tão alto enquanto apertava a arma com cada vez mais força, as lágrimas já caiam do rosto sem controlo fazendo os outros Arcobalenos o acompanharem e partilharem os mesmos pensamentos.

Tsuna abre os olhos, eles continuavam inocentes e o sorriso doce, então ele inclinou a cabeça para o lado como se não compreendesse.

— Eu sou um ser humano. Não posso trazer os mortos a vida, Colonello-kun. — Respondeu com a voz calma.

O ar ficou tenso e os guardiões que até agora ficaram calados, tiveram que agir antes que o Arcobaleno atacasse o seu chefe. Pois eles sabiam e conheciam bem demais o seu chefe, eles notaram os ombros tensos, o sorriso forçado, o voz um pouco fraca e os olhos ligeiramente brilhantes como se evitasse que as lágrimas caíssem dos olhos.

Eles se sentiram culpados, pois eles sabiam o que passava pela mente do seu chefe.

— Ma, ma, vamos com calma gente. — Falou Yamamoto com um sorriso tentando aliviar a tensão presente na sala.

— Então manda ele calar a boca! — Desta vez Skull é que falou. — Ele está a falar como se Reborn-senpai fosse um nada! — Acusou ele apontando o dedo para Tsuna.

Gokudera olhou para Skull com raiva, chegou perto dele e forçou o dedo para baixo.

— Se voltas a apontar esse dedo imundo para Juudaime ficas sem ele. — Um olhar irritado foi respondido por um sorriso de desafio.

Yuni foi a única do Arcobaleno que olhou com pena para Tsuna, ela virou-se para o Arcobaleno com um sorriso gentil.

— Vamos embora, obviamente Tsuna tem muito que pensar. — E logo foi andando em direção a porta levando o resto com ele.

Yuni mandou um ultimo olhar para Tsuna que dizia “Sinto muito.” Tsuna nada disse apenas mandou um sorriso de agradecimento forçado. Ela teve o instinto de andar para trás e ir abraçar Tsuna, mas ela não podia, ela tinha que afastar o Arcobaleno antes que eles partissem para cima de Tsuna.

Já com a sala toda vazia, só os guardiões lá dentro, eles mantinham se calados, mas Tsuna não fraquejava, nem um pouco. Apesar de eles saberem o que passava pela mente dele.

— Por favor, podem ir fazer o que eu pedi? Eu estou meio ocupado com a papelada. — Argumentou dando um pedido de desculpas. Todos iam para sair, mas Tsuna interrompe. — Menos tu Hibari-san, fica aqui. Tenho que falar contigo. — Pediu, ou melhor ordenou, Hibari sem lutar obedeceu a ordem apesar de os outros olharem admirados, pois Hibari só aceitava os pedidos de Tsuna e não as suas ordens, era contra a natureza dele.

Todos estavam fora da sala.

Hibari a frete de Tsuna.

Tsuna sentado na sua cadeira e secretaria a sua frente cheia de papeis.

— Eu já comecei a investigar a Famiglia que matou o bebe. — Afirmou Hibari partindo o gelo.

Tsuna do nada muda a sua expressão para uma expressão sombria e com ódio, alem de tristeza evidente, ele sabia que poderia contar com a sua nuvem para aquilo, sempre podia.

— Ótimo, recolhe o máximo de informação que poderes. — Ordenou com a voz cheia de ódio.

— E o que vamos fazer com a informação? — Perguntou Hibari, internamente divertido com a situação, porem ele não poderia deixar de dizer que ele estava com muita raiva, mesmo muita a ponto de matar uma Famiglia inteira sozinho.

— Mata-os. — Ordenou, rápido e preciso como se uma faca passasse pelo pescoço tirando a vida de uma pessoa em segundos.

Hibari assentiu, ele sabia que se iria divertir muito com aquilo. Não tendo mais nada para fazer ali ele se dirigiu a porta para ir embora, mas antes ele parou. Decidido ele olhou em direção a Tsuna com um olhar de ligeira compreensão.

— Porque não choras-te? — Perguntou.

Tsuna pareceu fraquejar por momentos, mas logo deu um pequeno sorriso.

Não como os outros doces que tinha dado quando os outros estavam ali e sim um mais pequeno e mais natural, Hibari sabia que não deveria se meter na vida de Tsuna pois esta era muito complicada, mas ele realmente queria saber.

Depois de passar tanto tempo com aquele herbívoro, a ver a passar de omnívoro a carnívoro e finalmente a Tsuna, ele o conhecia tão bem quanto os outros.

Obviamente que era o seu interesse.

— Eu sou o céu, eu tenho que suportar vocês, enquanto chorarem eu irei sorrir por vocês. É a minha função. — Hibari olhou ligeiramente admirado. O seu chefe, estava a fazer aquilo por eles, ele realmente estava. Não por ele, mas sim por eles. — Alem disso… — Hibari prestou ainda mais atenção, viu Tsuna a desviar o olhar para uma foto em cima da mesa. — … Todos estão a chorar pela sua morte, mas eu quero sorrir por ele… Afinal, se ele morreu quer dizer que também viveu. — A voz saiu num sussurro.

Hibari saiu pela porta.

O Arcobaleno caminhava para a sua própria mansão partilhada bastante irritados, todos com planos para matar Tsuna, uns piores que outros, uns mais inteligentes que outros e uns mais criativos que outros, mas todos tinha um plano.

Nem que fosse só colocar veneno no seu bolo preferido.

— Tirem essas caras assassinas do rosto. — Pediu Yuni suspirando frustrada.

— Mas, aquele desgraçado… Ele… Ele…, kora... — Colonello tentava arranjar palavras.

— Ele praticamente disse que Reborn não valia as suas lágrimas, como podes estar assim? — Perguntou Lal mais controlada que os outros porem a raiva era óbvia.

Yuni só pode suspirar.

— Vocês são uns idiotas. — Comentou frustrada.

— Da ultima vez que verifiquei o meu Q.I. ele era maior que o teu. — Respondeu Verde irônico, não aguentando mais aquela conversa.

— Tsc… — Soltou Viper sem realmente saber o que dizer.

Yuni parou de caminhar e olhou em direção ao céu com um pequeno sorriso triste.

— O céu deve conseguir suportar tudo pela sua família. — Disse Yuni — Foi uma das principais coisas que Reborn ensinou a Tsuna.

Do nada todos baixaram a cabeça sentindo-se idiotas.

Agora tudo fazia mais sentido.

Já na sala de Tsuna ele olhava a fotografia encima da sua secretaria após a saída de Hibari, ele permitiu se ir buscar o chapéu que os seus empregados lhe tinham entregado mais cedo, ele já sabia da noticia, muito antes dos outros saberem e terem ganho coragem de lhe contar. Ele se preparou para os enfrentar com um sorriso no rosto sem fraquejar, mesmo que eles gritassem com ele, ele não iria chorar na frente deles.

Mas agora…

Agora ele só conseguia olhar para o chapéu, com o pequeno camaleão a dormir em cima, enquanto sentia a humidade nos seus olhos.

Sentindo-se corajoso, no mesmo local onde tinha colocado o chapéu tirou uma caixa pequena coberta de veludo vermelho, tinham lhe dito que estava na sua mão quando o encontraram. Ele abriu a caixa e viu, uma pequena aliança dourada inocente.

Tsuna com os bens mais preciosos do seu amada na sua mão, ele permite que algumas lágrimas caiam…

— És um idiota… — Disse Tsuna, as suas mãos apertaram-se em punhos enquanto observava os objetos a sua frente. — Idiota, idiota, idiota…

Eles estavam a discutir, era de noite e todos já estavam a dormir ou em algum trabalho dado por Tsuna. Esse era o motivo da discussão, Tsuna não queria dar um trabalho a Tsuna apesar de ambos saberem que Reborn seria o melhor para fazer o trabalho.

Tsuna tinha um mau pressentimento quanto aquela missão, ele sabia que algo de mal iria acontecer se deixasse com que Reborn fosse nela.

Então porque o maldito não deixava o trabalho de lado de uma vez?

Simples, por orgulho, o Reborn nunca tinha falhado uma missão e não era agora que ia começar.

— Reborn! Tu não vais estar indo nela! — Tsuna gritou, novamente aquelas palavras, e Reborn bufou.

— Claro que eu vou, não tens mais ninguém para a fazer! Admite, nem o Hibari iria conseguir, só eu estou apto a realiza-la! Deixa de ser dame de uma vez! — Gritou Reborn de volta. Ele odiava aquilo, perder o controle da situação, aquilo só acontecia com Tsuna, normalmente ele gosta disso, mas ele desta vez estava a odiar.

— É uma ordem. — Falou Tsuna serio, fazendo assim Reborn olhar incrédulo. — Tu não vais, ou ficas sem trabalhos por meio ano. — Avisou serio.

Reborn agora tinha ficado com raiva.

— Tsunayoshi. — A voz era seria, e Tsuna se arrepiou, aquilo era mau. — Eu vou. Agora é pessoal. — E com isso Reborn ia para sair da sala.

Tsuna entrou em pânico, a sua intuição gritava aos céus para não o deixar ir, algo estava muito errado, mas tão errado. Aquele pedido era suspeito e muito impossível, era como mandar alguém para morte, mas alem disso ele era… tão… tão… tão sem informação…

Então, Tsuna abraço Reborn por trás, o que fez este parar.

— Por favor… — Pediu baixo com a cabeça contra as suas costas. — Não vás… algo vai acontecer… — Reborn sentiu a sua camisa molhada na parte de trás.

Ele suspirou, ele sabia que a intuição do seu namorado raramente estava errada…

… Mas agora ele não podia voltar atrás…

Ele se virou e olhou para os olhos grandes castanhos de Tsuna, que estavam com lágrimas a escorres destes mesmo. Ele afaga a cabeça dele, dando o olhar tranquilizador.

— Vai ficar tudo ok. Confia em mim. — Disse tentando acalmar o outro.

Mas Tsuna negou com a cabeça vigorosamente.

— Eu confio em ti, eu não confio é nas outras pessoas Reborn. Algo vai acontecer, algo de grave! Eu não posso te deixar ir… — Ele argumentou aflito, ele enterrou o rosto o tronco de Reborn e este por puro instinto o abraço. — Tenho tanto medo de te perder…

— Vai ficar tudo bem. A única coisa que tens que fazer é esperar. Tenho uma surpresa para ti quando voltar. — Reborn se afastou e deu um beijo na testa de Tsuna. Deu um sorriso confiante. — Ninguém me derrota, tu sabes disso.

Mas Tsuna puxou o Reborn para baixo e deu um beijo desesperado nele. Um beijo confuso e apaixonado, logo se afastaram por necessidade de ar. Reborn aproveitou Tsuna estava desnorteado pelo beijo e se afastou e saiu da sala indo embora para realizar o trabalho.

Tsuna recuperando os sentidos, gritou e chamou pelo seu nome, mas Reborn não virou costas.

— Renato Sinclair! — Gritou Tsuna.

Reborn finalmente olhou para trás admirado e quando olhou se arrependeu, pois viu o rosto de Tsuna a chorar.

— Só espera eu voltar, eu disse que tinha uma surpresa. — Afirmou e voltou a andar para a saída.

Então ele esperou ele voltar.

Aquele idiota não tinha voltado.

A surpresa era que Reborn ia pedir a Tsuna em casamento, quando ele viu o anel ele ficou na duvida mas depois de ouvir as palavras de Colonello era certo.

Então porque ele tinha mandado a sua vida fora quando eles iam começar a deles juntos?!

— Reborn, eu sei que me ensinas-te sempre a sorrir e que o céu deve proteger os seus guardiões… — Tsuna começou a chorar realmente. — … Mas eu posso chorar? Só um pouco? — Perguntou sem esperança alguma de ter resposta.

Então ele chorou realmente alto, todos conseguiram ouvir na mansão Vongola…

Todos ouviram os cacos do céu a cair…

Mas eles também sabiam que eles iriam reunir para o bem de todos, mesmo que todas as noites fosse necessários voltar a reunir eles depois de eles terem caído novamente…

— Eu amo-te tanto seu idiota… — Sussurrou Tsuna levando o chapéu de Tsuna ao seu peito e o anel na sua mão. — Porque é que não me ouvis-te?

E assim o céu ficou…

...Partido.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Para qualquer tipo de erros ou frases mal construídas, desculpas! Até a próxima! ^^ (fico a vossa espera nos comentários :D) Bjs~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!