Broken
3 Capítulo 3
POV ALISON
Alison: Seja bem vinda Spencer.– apertou sua mão dando-lhe um belo sorriso.
Para a minha surpresa ela voltou pro seu lugar e não veio falar comigo. Ufa!
Espera, ufa? Agora eu estou confusa, por que ela não veio me cumprimentar? Será que ela não gostou de mim?
Meus pensamentos estúpidos e desnecessários foram interrompidos por Mr Fields, que continuou a falar sobre a importância da força de vontade, e da ajuda dos familiares nessa fase difícil das nossas vidas.
Meus pais, coitados.. Eles não sabem como agir comigo, não sabem o que falar, quando falar, nem como falar. É como se eu fosse uma estranha dentro de casa.
Sabe aquelas primas distantes que vem passar uns dias na sua casa e você fica tipo medindo as palavras, sem saber até que ponto tem intimidade pra falar algo, pra dar uma bronca.. então, está tudo mais ou menos assim.
Eles até me levaram num psicólogo, mas não surtiu efeito algum. Eu fui a cinco sessões.
Não abri a boca em nenhuma delas.
Durante esses meses eu ouvi muito blablabla. Pessoas alheias que vem com aquele discurso estúpido de "pelo menos você sobreviveu", "há pessoas muito piores que você", ou até os pseudo-analistas que sempre falam "posso imaginar" NÃO PORRA, VOCÊS NÃO PODEM!
Mr Fields ainda falava quando o relógio na parede apita, indicando que a sessão encerrou.
Mr Fields: bem, por hoje é isso. Muito obrigado à todos e todas pela presença. Até sábado pessoal!
As pessoas começaram a sair lentamente, outras permaneceram sentadas conversando.
Lucas, o garoto que foi aplaudido agora estava conversando com Mr Fields, que exibia um sorriso orgulhoso em ver que o rapaz estava progredindo.
Continuei sentada, peguei meu celular e enviei um sms pro meu pai, avisando que ele já podia me buscar.
Uns cinco minutos depois a sala estava praticamente vazia, restando Lucas e Mr Fields que ainda conversavam, e Emily que falava ao telefone.
Mr Fields: Emily, eu vou deixar o Lucas em casa, você organiza tudo aqui?
Emily: Claro, pode ir, até mais tarde.
Mr Fields: E você Alison, alguém está vindo te buscar? Quer uma carona?
Alison: Ah, não precisa senhor. Meu pai está vindo, obrigada.
Mr Fields: Então tudo bem, espero te ver aqui na próxima semana. Tchau. – sorriu enquanto saía.
Nesse momento meu celular vibrou e era um sms do meu pai.
Papai: Querida, estou num engarrafamento, vou demorar um pouco, tudo bem?
Alison: Ok, vou ficar esperando na recepção.
Olhei ao redor da sala e não havia mais ninguém. Desci as escadas e fiquei sentada no sofá da recepção um tanto quanto inquieta, já faziam quase três horas que eu estava fora de casa. Não me sinto bem estando tanto tempo assim longe do meu refúgio. Sim, a palavra refúgio é o adjetivo certo pra descrever a palavra casa. Pelo menos pra mim.
Xx: Alison Dilaurentis?
Alison: Sim!
Xx: Você poderia vir aqui terminar de preencher essa ficha? Seu pai quando veio aqui esqueceu de fornecer alguns dados, é bem rapidinho.
Alison: Tudo bem.
Levantei e fui até o balcão da recepção terminar de preencher o cadastro.
"Alguns dados", ele praticamente não deu informação alguma, na ficha só tinha meu nome completo e idade. Preenchi a ficha completamente e entreguei de volta pra moça da recepção.
Xx: Alison, seu celular.
Virei de costas rapidamente e vi Emily colocando o aparelho cuidadosamente em cima do braço do sofá. Fiquei um pouco surpresa, por dois motivos:
1 — achava que ela já tivesse ido embora.
2 — ela falou mesmo comigo? Ela havia decorado meu nome?
Alison: Obrigado!
Emily: Por nada. Tchau. – saiu do prédio. aquilo foi um sorriso?
Me aproximei, e o visor do celular indicava que eu havia recebido um sms. Apenas peguei o celular e coloquei no bolso, pois sabia que a mensagem era do meu pai. Pra minha surpresa, encontrei um pedacinho de papel justamente no local onde Emily havia colocado o celular. Peguei o mesmo e coloquei no bolso, sem ler.
Saí do prédio e vi o carro do meu pai estacionado na rua lateral. Percebi que Aria estava no banco de trás. Entrei, coloquei o cinto e me virei pra Aria, dando-lhe um pequeno sorriso. Os escassos sorrisos meus são todos dedicados à ela.
Byron: Oi meu amor. Como foi lá? – não conseguiu disfarçar a ansiedade
Alison: Foi.. interessante. – respondi com sinceridade
Byron: Então não foi ruim? – perguntou esperançoso
Alison: Não.
Um sorriso iluminou seu rosto. Acho que o pensamento dele no momento é "acho que dessa vez funcionar"
Chegamos em casa e eu fui direto pro meu quarto. Queria ficar sozinha pra finalmente ler o que estava escrito no papel deixado pela Emily. Deitei na cama e tirei o papel do bolso.
"Ás vezes ajudar significa simplesmente ouvir, sem pressão, sem julgamento."
Até sábado.
– E
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