Broken
7 Two Is Better Than One
Música: Two is better than one — Boys Likes Girls.
Minha casa estava mais fria que eu lembrava. Max ficou miando a noite inteiro provavelmente muito mal acostumado com o quentinho do apartamento de Emmett. Tirei as roupas caras, esquentei a agua para tomar banho e vesti meus moletons velhos sem nenhum pingo de saudade. Encolhi-me na cama com meus lençóis gélidos e deixei que toda dor presa no meu peito saísse em forma de lágrimas. Tudo o que mais doía era a imagem de Edward me olhando, pedindo uma resposta que eu não podia dar.
Mesmo que ele soubesse da mentira. Eu ainda seria a menina da bilheteria e ele um mega empresário em potencial. Nós pertencíamos a mundos diferentes. Eu nunca ficaria a altura de Edward. Ele era um homem extremamente perfeito pra mim. De um jeito que ninguém nesse mundo seria capaz de compreender.
Meu corpo estava dolorido em muitas partes. Só que meu coração era completamente um pedaço de pano puído. Estava esmigalhado. Quebrado depois de tanta porrada e a pessoa que o machucou foi eu mesma. E tudo por ser tão ingênua a querer um natal acompanhada por alguém e acabei me apaixonando incondicionalmente por uma família.
Eu quis saber desesperadamente o que eu fiz para Deus ou qualquer coisa para alguém no mundo para ser condenada a isso. A uma vida de dor. De sofrimento e solidão. Para todos os lados no qual me movo sempre há um espinho pronto para me furar. Sempre há uma adaga para atravessar meu coração.
Max subiu na cama e aninhou entre meus braços porque realmente estava muito frio dentro de casa. Talvez mais frio que do lado de fora. Comecei a murmurar na escuridão que ia passar. Eu garantia que o frio ia passar... Meu coração eu tinha absoluta certeza que nunca mais bateria da mesma forma. Não depois de Edward. Não depois de tudo.
Passei a noite em claro com os olhos doendo muito de tanto chorar. Eu não sabia mais se depois de amanhã, quando voltasse ao trabalho seria capaz de continuar tudo do mesmo jeito que antes. Não foi um sonho. Não foi uma viagem na maionese. Foi tudo muito real.
O toque de Edward foi real. O cheiro dele foi real. O abraço dele foi real. Igualmente com sua arrogância, prepotência, inteligente, carinho, gentileza, cavalheirismo... Só ele podia ser um misto de personalidades ao mesmo tempo. Só ele podia ser completamente imperfeito, perfeitamente pra mim. Edward era mais que real no meu coração.
Isso tudo parecia mais confuso ainda porque como eu podia ter me apegado tanto a um homem que foi grosseiro, irritante e petulante comigo? Só que ele era tão... Bom. A alma dele é boa. O coração dele mais ainda. Será que só consegui enxergar isso?
Eu tinha que aceitar. Vivi sete dias ao lado de Edward e agora… Estava sozinha novamente.
De manhã cedo alguém bateu na minha porta o que me fez encolher mais ainda na cama sem o mínimo desejo de sair. Era o primeiro natal que eu realmente me senti indesejada no mundo. Os outros eu simplesmente aceitei a morte dos meus pais, do meu tio Billy e de qualquer outro parente. Aceitei minha solidão e minha vida medíocre. Só que esse... Eu conheci os Cullen.
Eu conheci Alice e sua imperatividade, Esme e seu amor incondicional, Carlisle e sua compreensão, Emmett e sua amizade verdadeira e Edward. Edward e seu encanto sombrio complemente hipnotizador. Edward e seu abraço perfeito. Edward e sua mão bonita. Edward e seus cabelos desgrenhados. Edward e seus lábios vermelhos e doces...
Até mesmo Victória e sua frieza implacável era boa pra mim. Até Jasper que só vi duas vezes iria me fazer falta. Eu me apeguei a todos eles como se eu realmente um dia fosse fazer parte da família.
Eu não sabia como deixa-los ir.
A pessoa continuou a bater descontroladamente na porta e Max miou até que eu levantasse. Arrastei meus pés pela escada velha rangendo irritantemente e abri a porta sem me incomodar em ver quem era. Meus olhos se abriram mais quando eu vi os lustrosos cabelos vermelhos de Victória sacudirem com o vento. Ela estava completamente agasalhada com várias sacolas na mão.
- Tentei encontrar um gorro vermelho para simplesmente parecer mamãe Noel, mas não deu tempo. – sorriu e por cima do seu ombro vi um guincho deixar minha velha picape na frente da minha casa.
- Obrigada. – agradeci já chorando. – Você sabe que não precisava se dar ao trabalho. – completei e ela me puxou para um abraço desajeitado. Imaginei que ela não estava muito acostumada em abraçar pessoas.
- Eu vim tomar café de natal com você. – comentou entrando e indo em direção a mesa na cozinha, tirando várias coisas pondo na mesa sem minha autorização. – Eu sei que não sou eu quem você quer ver, mas será divertido, não é Max? – tirou um saquinho de biscoito para gatos.
Victória não citou o nome de nenhum dos Cullen. Ela simplesmente conversou comigo, me deu conselhos e disse levemente que Emmett tinha grandes planos pra mim, mas ignorei. Eu não podia simplesmente ouvir. Eu bloqueie todas as imagens e lembranças para não criar esperanças. Ela percebeu minha atitude e me acompanhou em uma conversa fácil sobre qualquer coisa sem importância.
- Não hesite em me ligar. Nós nos veremos muito em breve. – disse-me dando um beijo rápido.
Em parte eu estava muito feliz por ela ter vindo, praticamente atravessado a cidade para vir me ver para passar a manhã de natal ao meu lado. Alguém que estava com o coração completamente esmigalhado pela vida. Ela deixou duas sacolas com presentes que fiquei sem coragem de abrir, até mesmo quando se foi na promessa de voltar na manhã seguinte.
Quando Victória foi embora, eu estava sem aquela sensação aquecida de ter uma amiga ao meu lado e me vi entregue as lembranças dos sete dias que me apaixonei por Edward. O dia passou com que eu continuasse no sofá olhando pra frente sem ânimo para nada. Eu queria saber se a essa hora Rosalie já estava vindo da França para reconquistar Emmett. Amanhã a essa altura iria chegar aqui. Finalmente Emmett descobriria qual seria meu presente de natal.
Um pequeno sorriso brotou nos meus lábios quando pensei no meu amigo enorme. Ele definitivamente iria levar por toda minha vida. Meu imenso urso de pelúcia. Eu fui dormir com dor de cabeça porque estava triste novamente. Max aninhou-se novamente em meus braços e tudo pareceu mais frio que ontem.
As cinco horas da manhã eu estava bebendo um chá quente já pronta para ir embora para estação. Como prometido, o carro de Victória estava ali.
- Alguém mandou-lhe entregar isto. – esticou um copo de chocolate quente com uma barrinha de chocolate da marca – Ele está louco para lhe ver. – sorriu e meus olhos lacrimejaram. – Bella, por favor, você precisa superar isso. Sozinha ou não, você precisa seguir em frente.
Pensei em infinitas respostas que eu pudesse dar. Victória não merecia nenhuma resposta má criada que se formou na minha língua. Só que eu não sabia se tinha como superar. Engoli minhas respostas e meu choro, apenas sequei as lágrimas e dei meu sorrisinho confiante. Eu estava naquele meu estado morto vivo quando entrei no carro e entrei na minha picape em direção a estação. Também não me importei com isso.
Emmett não viria tão cedo. Talvez ele não viesse nunca mais. Joseph não se importou nenhum pouco com a minha volta e ao menos se deu ao trabalho de saber se eu estava bem depois de sofrer aquele atentado durante o trabalho. Percebi que tinha um vidro novo, mas os cacos de vidro e meu sangue ainda estavam por todo canto. Sentei no meu banquinho e fiquei com a cabeça debruçada só contando as moedas e entregando um ticket.
Um dia inteiro se passou sem que meu estado de humor voltasse se é que um dia estivesse com um estado saudável. Era noite quando voltei para casa e encontrei um porshe amarelo estacionado na porta da minha casa e uma coisa pequena de cabelos curtos vir saltitando e me abraçar tão apertado que fiquei sem ar.
- Você não deveria ter ido embora assim. – Alice chiou me apertando mais ainda – O natal não foi o mesmo sem você, Bella. Você é da família.
Eu engoli meu soluço, mas as lágrimas foram escorrendo sem pena pelo meu rosto. Novamente tapei meus ouvidos para não ouvir aquilo. Quando eles desistissem de mim, continuassem com suas vidas, a Bella, a menina da bilheteria nunca faria parte de um deles. Convidei Alice para entrar comigo e não resisti ao impulso de abraça-la ainda mais apertado. Aquela baixinha seria inesquecível... Assim como todos os outros.
- Nós estamos sentindo sua falta. – comentou triste e quase perguntei “Nós quem?” – Você está tão triste, Bella...
- Às vezes é inevitável não me fazer chorar. – respondi baixo um pouco envergonhada.
- Você não podia ter ido embora, Bella. Nós já sabíamos que você não era a noiva de verdade de Emmett. – comentou e me encolhi no banco – Quer dizer, nem todos. – completou mais baixo e meu peito doeu com a menção de Edward estar seriamente magoado comigo. – Só que nós resolvemos te amar mesmo assim... Emm nunca faz nada sem um bom motivo. Ele é bem idiota, mas tem bom coração.
- Eu sinto muito por isso. Sinto muito mesmo. – sussurrei
- Não. Você não pode sentir muito por ter entrado em nossas vidas e sim ter ido embora durante o natal. – retrucou cruzando os braços. – Não foi a mesma coisa sem você. Seus presentes ainda estão embaixo da árvore para o momento que você retornar.
- Isso não vai acontecer, Alice.
- Vai sim. Eu vejo. – cortou-me de um jeito autoritário que era a cópia fiel de Edward. Ela era uma adolescente impossível. Só que essa menção de voltar e as coisas aparentemente voltassem ao normal não era bem o que queria ouvir porque sabia que não ia acontecer. — Só um minuto. Isto é pra você. – entregou-me seu celular tocando.
- Eu te amo com todas as minhas forças. – Emmett berrou do outro lado – Apesar de estar muito puto com você.
- Não força a barra. – brinquei – Nós nos veremos todos os dias se você voltar a pegar o metrô.
- Não será o metrô que me fará lhe ver. Nós temos um laço eterno, como por exemplo, a minha noiva Rosalie exige sua presença como nossa madrinha. – completou e eu gritei no telefone.
- Ela veio? – perguntei chorosa meio alegre. Alice tinha um sorriso exultante no rosto.
- Sim. Hoje, no almoço. – respondeu-me – Obrigada Bella. Nós temos que nos encontrar para você conhece-la.
- Ficaria extremamente honrada. – engoli o choro.
Desliguei o celular empurrando aquele sentimento duvidoso. Era melhor que eles me deixassem agora do que quando eu realmente começasse a acreditar. Alice ficou comigo até quase tarde da noite, ela quis contar do natal, mas mudei de assunto. Eu sabia se queria saber da decisão de Edward de ficar ou não.
Estando na Inglaterra nós teríamos quilômetros de distancia nos separando, mas e aqui em Manhattan? O que realmente nos separaria se eu era a primeira em acreditar nos contos de fadas?
Depois me alimentar, tomar um banho rápido porque a agua ficou fria, eu e Max deitamos na cama do mesmo jeito que a minha vida era antes. Fria e vazia.
Fiquei pensando no quanto Emmett devia estar feliz com sua Rosalie aqui. Espero que ela tenha vindo para ficar como praticamente ordenei no telefone. Eu adormeci pouco tempo depois para acordar no meio da noite tremendo de frio.
Arrastei-me para o trabalho e alguém teve a decência de limpar a cabine. Sentei no meu banquinho, tirei Razão e Sensibilidade da bolsa e comecei a minha rotina de contar moedas por toda manhã e entregar tickets sem ao menos olhar para as pessoas que passavam por mim. Perto da hora do almoço puxei o livro porque o horário ficava mais lento e vazio na estação.
Eu comecei a formular soluções de deixar que a parcela dos Cullen na minha vida bem pequena. Pensei em buscar um curso público. Procurar os filhos do Tio Billy. Arrumar outro emprego em um local mais seguro e movimentado, quem sabe assim conheceria outras pessoas. Talvez se a minha vida tomasse um rumo ocupado a minha mente deixaria de fantasiar uma vida com os Cullen.
Ouvi o barulho de alguém se aproximar, mas quando fui puxar a moeda era um cordão um tanto familiar. Seus aros desenhados com dois corações pendurados. Um com pequenas pedras brilhantes e outro de diamante puro brilharam no pequeno espaço, refletindo contra o vidro e meu rosto. Acompanhei a ponta dos dedos compridos e brancos que pousavam levemente segurando a outra ponta do cordão.
Seu braço estava apoiado no balcão e meus olhos subiram lentamente a linha do seu corpo, até chegar ao queixo quadrado curvado em um sorriso torto adorável. Edward estava com os olhos verdes brilhantes de um jeitinho que só ele sabia fazer. De um jeito arrogantemente doce que me deixava hipnotizada. Como não consegui obter nenhuma reação olhando-o, um novo barulho chiou no vão e um anel solitário caiu do lado do cordão.
- Eu acho que seu dedo anelar está sentindo falta do anel pertencente a um Cullen. – Edward sorriu arrogante – O certo, desta vez. – completou mais alto — E esse cordão com o meu coração precisa estar no pescoço da dona certa. – completou com um sorriso torto.
Petulante. Eu sorri. Era Edward. Meu peito ia explodir. Era Edward. Ele veio. Era Edward.
Não sei quantas emoções passaram por mim naquele momento. Era um misto de alegria, vontade de chorar, gritar, correr, dançar e de chorar de novo, me encolher no canto e pular no seu pescoço. Edward estava ali, parado na minha frente, do outro lado do vidro com aquele jeito irritante, completamente adorável. Ele tinha vindo até a mim, ele sabia da verdade e estava ali por mim. Por nós dois. Foi como se meu coração estivesse batendo da maneira correta novamente.
Ele não foi embora.
Sai do balcão e pulei em seu pescoço. Foram só dois dias e parecia que havia passado dois anos. Nós dois ficamos ali abraçados enquanto uma enorme fila se formou esperando seus tickets de viagem. Edward colocou o cordão com os corações e o anel no meu pescoço e beijou minha testa. Seus olhos me transmitiam diversão, saudade, carinho, atenção, admiração e desejo. Eu estava no meu lugar certo no mundo.
- Swan! Vá trabalhar! – Joseph gritou do andar superior.
- Não grite com a minha namorada. – Edward gritou de volta com aquele tom de voz grosso e olhar mortal – Pegue suas coisas. Vamos sair daqui. – disse-me baixo.
- Não, aqui é meu emprego.
- O que? Aqui? Pra ser assaltada de novo? Não mesmo. – retrucou arrogante entrando no balcão puxando minha bolsa e livro. – Uma Cullen não se expõe a perigos. – disse confiante. Como eu fosse uma.
- Edward... Você não pode vir aqui e me tirar do trabalho assim. – bati o pé fingindo não estar adorando seu resgate.
- Eu acabei de te pedir em namoro. – argumentou chocado.
- Não Edward. Você está fazendo errado... – revirei meus olhos – Você precisa me pedir, aí eu vou aceitar e depois você me beija.
- Bella Swan, você quer namorar comigo? – perguntou alto e confiante. Algumas mulheres da fila suspiraram.
- Sim, eu quero. – respondi corando furiosamente;
Edward abriu um sorriso lindo e encurtou o espaço entre nós dois, sua mão veio parar na minha cintura puxando-me para mais perto, dando seu sorriso torto e não precisei respirar uma segunda vez para sentir seus lábios tocando os meus com tanto desejo e carinho que me senti tonta. Eu já tinha encontrado meu lugar no mundo.
- Agora, nós podemos sair daqui? – perguntou escovando seus lábios no meu. – Para nunca mais voltar, é claro. – olhou com desdém ao meu redor.
- Nós precisamos conversar, Edward. – falei com uma gota de sensatez
- Nós teremos tempo. Só que agora a minha família deve estar tendo uma crise se não chegar com você. – sorriu me puxando para fora da estação.
Eu deixei que ele me rebocasse porque tinha certeza de que era um sonho. Eu não estava acreditando que Edward havia me beijado e estava me levando para sua casa encontrar com sua família. Era surreal. Sua mão entrelaçou com a minha durante todo caminho e abriu a porta do carro pra mim.
Ele havia voltado. Ele estava ali do meu lado.
- Eu quero te pedir desculpas por ter sido tão ignorante com você. – falou de repente. Ele era difícil com suas emoções e nunca sabia a hora certa de expressar, então deixei que ele falasse do seu modo. — Eu estava tão confuso. Você era a noiva do meu irmão perfeita pra mim e tudo que eu queria era simplesmente você. Eu voltei pela empresa e encontrei você.
- Não peça desculpas. – falei angustiada – Não seja altruísta comigo. Eu errei. Eu menti pra você, mas Emmett queria tanto você de volta que se contasse, o que você faria? Iria embora de novo...
- Iria. Eu entendo tudo. Eu entendi o plano de Emmett e vi o quanto estava sendo idiota com a minha família. – pegou minha mão e a beijou. – Eu fiquei confuso... Eu não sabia se tudo fazia parte do plano...
- Tudo o quê? Me apaixonar por você? – perguntei baixo escondendo meu rosto.
- Eu não sabia exatamente o que fazer. Ao mesmo tempo em que precisava ficar com a minha família eu queria saber se podia ir atrás de você. – sussurrou e fiquei realmente surpresa porque ele estava se abrindo comigo. Realmente contando o que sentia.
-Edward. Foram só dois dias. – cortei rindo. Foram dois dias que eu me autocondenei a solidão e chorei horrores, mas por incrível que pareça estar com ele ali do meu lado anulava qualquer tipo de memória ruim.
- Foram dois dias que te deixaram com olheiras e bolsas nos olhos. – retrucou cutucando minha bochecha. – Eu te fiz sofrer com a minha demora.
- Eu tenho tendências a drama... – falei baixo.
- Eu quero que você saiba de uma coisa: Você agora tem uma família e amigos, não que Victória seja muito legal, mas ela gostou de você, então o que posso fazer? – sorriu e eu senti vontade de abraçá-lo apertado, mas seu motorista abriu a porta indicando que havíamos chegado. – Isso não termina aqui, eu prometo.
- Tudo bem. – sorri quando ele puxou minha mão para sair do carro. Ele não a soltou conforme subíamos as escadas de casa. Assim que entramos, Emmett veio correndo na minha direção, me puxando para um aperto enorme que minhas costelas doeram muito.
- Devagar Emmett. – Esme gritou do outro lado da sala e eu gargalhei.
- Seja bem vinda de volta irmãzinha. – Emmett beijou minha bochecha.
- Obrigada Emm. – respondi com a voz embargada.
- Senti tanto sua falta, querida. – Esme me abraçou por muito tempo – Você é muito especial para todos nós...
- Obrigada, Esme. – apertei ainda mais um pouco aproveitando mais aquela sensação de ter um abraço materno me envolvendo.
- Eu disse que você ia voltar. – Alice quicou na minha frente me apertando forte. – Cunhadinha. – sussurrou no meu ouvido e fiquei vermelha. Ela riu ainda mais com a mania Cullen de deixar uma Bella envergonhada.
- É um imenso prazer ter você de volta, Bella. – Carlisle me abraçou apertado. – Por favor, não nos deixe novamente sem a receita dos biscoitos! – brincou e todos gritaram o repreendendo, mas eu sabia que estava brincando. Era o jeito dele de me fazer especial.
- Bom, eu quero te apresentar alguém. – Emmett limpou a garganta e senti a mão de Edward segurar minha cintura de forma possessiva. Não acreditei que ele realmente estivesse com ciúmes do irmão dele.
Emmett puxou uma mulher loira linda do canto da sala. Seus lindos cabelos loiros caiam em cascatas sobre os ombros e seu vestido amarelo de inverno estava iluminando ainda mais seus olhos azuis piscina e o sorriso de modelo de creme dental. Ela era muito mais bonita que eu imaginava. Rosalie me olhou insegura com um sorriso tímido, mas uma felicidade imensa dela estar ali nos fez dar um passo a frente automaticamente. A segunda coisa que fiz foi aceitar seu abraço apertado.
- Finalmente você veio. – sussurrei emocionada. – Esperei muito por esse dia.
- Obrigada, Bella. Obrigada por não me fazer sentir sozinha nesse mundo. Obrigada por me fazer enxergar Emmett novamente. – sussurrou e nós ficamos abraçadas ainda durante um bom tempo. Eu sabia que independente do que realmente acontecesse, Rosalie seria minha amiga para sempre.
Nós tínhamos muito em comum para deixar passar. Nós duas éramos mulheres sozinhas que estavam sendo acolhidas pelos Cullen. Nós duas ainda tínhamos a possibilidade de terminarmos sozinhas... Quer dizer, agora uma com a outra.
Depois que nos separamos secando as lágrimas foi a vez de Jasper, com todo seu sem jeito engraçado vir me abraçar com cuidado. Ele era enorme para ter só 18 anos, mas não deixava de ter um jeitinho adolescente.
- Bom, está tudo pronto. – Esme retornou a sala.
- Tudo o quê? – perguntei confusa.
- A ceia oficial de natal dos Cullen no ano de 2010. – Carlisle respondeu e Edward segurou minha mão entrelaçando com a dele e me levou até a sala de jantar onde tinha uma enorme mesa decorada com coisas de natal. Com todos os pratos típicos de natal. – Agora a família está completa com Rosalie e Bella. – completou e meus olhos se encheram de lágrimas.
- Minha vida não seria a mesma sem você. – Edward sussurrou no pé do meu ouvido – Assim como a vida da minha família.
Emocionada demais para falar qualquer coisa, meu coração batia tão forte no peito que me senti quase sem ar. Abracei Edward o mais apertado que consegui e deixei que as minhas lágrimas escorressem quando ele me beijou com cuidado e carinho ali na frente da família inteira. Foi estranho não sentir aquela sensação de solidão e abandono, mas eu estava cem por cento certa que além de nunca mais senti-la, eu não sentiria saudades.
Eu tinha uma família. Eu tinha amigos. Eu tenho Edward agora.
FIM
Da primeira temporada, é claro.
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