Broken
20 Tonight - Parte I
Tonight — The Calling
Deitada, enquanto uma mulher com sentimentos ruins relacionados à minha pessoa simplesmente depilava minha perna, descontando sua TPM. Rosalie, como uma boa amiga estava segurando minha mão, enquanto um bom rapaz fazia massagem em suas costas. Alice tinha a manicure no seu pé e Esme apenas se divertia com Ethan e Charlotte. Essa era a minha despedida de solteira. Ficar trancada em uma enorme suíte no hotel Hilton com as mulheres da família.
Alice disse que nós íamos descer para jantar e que ainda assim, não teria nenhuma espécie de contato com Edward. Eu estava fazendo meu melhor, mas tudo que mais queria nesse momento era ficar com ele. Amanhã, nesse mesmo horário, eu já seria a senhora Cullen. Não que isso fosse um problema, mas estava nervosa demais para simplesmente conseguir relaxar.
Não era por falta de amor a Edward. Talvez fosse amor demais. Eu o amava além do que podia compreender e se ele queria que nós fossemos um casal de acordo com a lei, obviamente iria acatar isso. Esse não era o problema. Diabos, eu simplesmente estava nervosa. Era o vestido de noiva, o salto, a fome, o medo, o choro, a saudade dos meus pais que não estariam ali compartilhando esse momento comigo.
Era grandinha e já fazia tempo que eles haviam morrido, mas em momentos como esse, era como se faltasse algo. Eu imagino que Charlie simplesmente estaria emocionado com sua garotinha casando e provavelmente coçaria o bigode, bastante nervoso em me levar ao altar. Renée estaria de um lado ao outro, agitando os braços, discutindo com Tio Billy por fumar perto de mim e depois choraria com sua princesa vestida de noiva.
Se não fosse assim, ao menos gostaria que fosse. Eu queria nesse momento, estar deitada em seu colo e ouvir seus melhores conselhos sobre o casamento. Não me ensinando como deve ser, apenas contando os melhores momentos e os piores com meu pai. Abrindo pela primeira vez intimidades que só se pode contar quando um filho é adulto. Eu compartilharia meus medos e o tamanho do meu amor pelo noivo. Ia suspirar dizendo o quanto estava ansiosa para ver Edward no altar.
Nós íamos rir até a madrugada e ela me colocaria para dormir, porque uma noiva precisa estar descansada. Eu iria argumentar dizendo o quanto meu nervosismo não deixava e iria sentir meu interior todo tremular. E então, seria a vez do Tio Billy vir e me dar suas melhores piadas, que ia me fazer ter dores de barriga de tanto rir.
Eu não queria parecer ingrata. Amava os Cullen e eles eram sim a minha família, mas é como um somar e não substituir. Por todo amor que Esme pudesse devotar a mim, ela era minha sogra, mãe do meu noivo e não a minha própria mãe. Seu carinho e afeto eram lindos e Deus sabia o quanto realmente a amava... Mas ela não era minha mãe. Essa mancha parecia nunca sair do meu coração.
Também não queria ser amargurada e triste. Eu tinha muitos motivos para ser feliz. Eu não era mais aquela Bella... Reconhecia em mim uma mulher diferente. Mais madura, brilhante, amada e realizada. Eu tinha meus estudos e coisas que jamais sonharia em ter. Uma casa bonita, decorada, empregados e um luxo que também não podia me dar antes. Edward definitivamente me dava o seu mundo de bandeja. Ele me amava ao ponto de querer compartilhar comigo tudo que tinha. E me amava ao ponto de me deixar ser quem era, mesmo que em certos momentos, nossa vida exigisse que fosse um pouco mais sofisticada.
Não queria pensar que ia entrar na igreja e ter várias pessoas me analisando. Amanhã à noite, eu estaria exatamente onde devo estar. Com Edward. Acima de todas as responsabilidades. Acima de todo nome e compromisso social, nós tínhamos um compromisso um com o outro, que era mais forte que qualquer coisa nesse mundo.
- Bella? Você ouviu o que eu disse? – Charlotte perguntou suavemente.
- Oh, não, desculpe. – murmurei envergonhada. Eu vi um flash de preocupação no seu rosto, mas ela era boa em disfarçar.
- Disse que você e Edward deveriam voltar da lua-de-mel direto para Inglaterra. Vou me certificar de deixar a casa pronta para vocês, assim podem ficar mais alguns dias fora.
- Seria muito gentil da sua parte, Char. – sorri realmente não me importando muito com o assunto. Era como se não tivesse absorvido suas palavras. – Vou tomar um banho para relaxar minha pele pós-depilação. Podemos sair para jantar depois?
- Claro, querida. – Esme sorriu tentando me tranquilizar.
Durante meu banho quente deixei minha mente vagar. Cerimonia fechada para trezentas pessoas. Famosas e ricas. Eu tinha meus votos prontos e decorados, ainda assim eu os escrevi só para o caso de segurar algo na hora que o nervosismo me tomar. O primeiro papel ficou manchado de lágrimas e Alice me fez o imenso favor em escrever em um papel bonito. Coisas que só minha cunhada tinha olhos, certamente eu subiria ao altar com o papelzinho amassado e manchado.
O padre sugeriu que eu me confessasse antes do casamento, mas eu nunca fui religiosa e muito menos sabia o que dizer. Era como ir ao psicólogo? Iria pedir perdão a Deus por ter uma vida sexual extremamente ativa antes do casamento? Se fossemos por esse tópico, iria pedir perdão por todas as posições que aprendi nos últimos meses ou simplesmente por não ter nenhum tipo de restrição na cama. Tirando espancamentos, técnicas de respiração...
Acabei ficando em silencio mesmo. Ele podia ser padre, mas não acredito que minha intimidade iria ficar segura em sua mente. A revista Times era bem persuasiva quando queria. Até mesmo com padres. Não tive oportunidade se Edward se confessou ou não, se fez, eu iria matá-lo. Com toda certeza do universo.
- Bella, está tudo bem? – Rosalie bateu a porta e o banheiro estava completamente embaçado de tanta fumaça. – Bella?
- Estou bem sim... O que há?
- Tem meia hora que você está aí dentro...
- Oh... – respirei fundo, meio zonza. – Bom, estou saindo.
- Certo.
Sequei meu cabelo apenas com a toalha e puxei o roupão e fui ao encontro delas, que já estavam prontas para o jantar. Joguei um vestido longo pela cabeça e um par de sandálias baixas, ignorando completamente o olhar feio de Alice em minha direção. Eu queria Edward e ninguém ia mudar minha mente. O que ele estava fazendo?
Se Edward fosse a algum clube de striper novamente, eu ia ser viúva antes do tempo. Ou simplesmente Emmett conseguiu que elas viessem até o hotel? Teria mulher na despedida de solteiro dele? No elevador, o silêncio se estendeu enquanto minha mente ciumenta começou a criar cenários.
- Bella, Deus, por que você está quase chorando?
- Onde Edward está?
- Droga, Bella, quando eu disse que eles estavam se divertindo, significa jogar cartas e fazer coisas de homens. – Alice respondeu culpada. – Você anda muito emocional.
- Não é você que vai casar amanhã e teve menos de duas semanas para se preparar psicologicamente. – rosnei batendo o pé e ela foi inteligente em ficar quieta. Conselho que darei a minha filha: Não case durante seu período de tensão pré-menstrual.
Demetri ao me ver também não se atreveu a falar comigo. Tinha um cara no canto tirando fotos e aquilo foi o suficiente da noite. Sem realmente estar com fome, à culpa de simplesmente estar estragando a noite das meninas começou a pesar.
- Desculpem-me meninas... Eu não deveria estar tão emburrada, mas olha isso – apontei para minha mão tremendo. – Estou em pânico. Não sei por que. Não tenho duvidas sobre amanhã, nem nada. Apenas estou nervosa. E se não for uma noiva bonita? Se Edward desistir? Ai meu Deus, ele simplesmente pode me deixar no altar.
- Bella... Respira. Você não está absorvendo o que está falando. – Alice riu com Rosalie.
- Querida, tudo vai dar certo. Acredite no seu potencial. Você não vai falhar. – Esme beijou-me na bochecha antes de beber um pouco de vinho.
- Ok.
Nós começamos a comer e na metade do meu prato, elas estavam falando animadas da minha lua-de-mel, foi realmente o momento que eu me diverti. Suas teorias e ideias estavam me ajudando muito a relaxar, foi então que contei a proeza do óleo quente e as massagens eróticas que Edward fazia em mim. Esme ficou chocada com o filho dela tendo conhecimentos profundos demais. Eu realmente não quero saber onde ele aprendeu cada detalhe sobre como fazer uma mulher chegar ao orgasmo somente utilizando as mãos, sem tocar nenhuma parte obviamente erógena.
- E a vadia era virgem até pouco tempo atrás. – Charlotte resmungou rindo – Será que o menino Edward simplesmente pode ensinar essas coisas a Peter?
- O quê? Não! Espero que ele apenas diga e não ensine. – brinquei bebendo minha segunda taça de vinho. Podia sentir meu corpo completamente mole sobre meus pés.
Então elas começaram com teorias sobre como Edward aprendeu a fazer isso, mas minha atenção foi desviada a uma cabeça com cabelos bronze passando do outro lado do saguão. Era longe, mas eu conhecia aquele andar, pernas e cabelo. A sombra enorme ao seu lado só podia ser Emmett. Fiz-me de desentendida e fiquei vigiando de longe a confusão de seguranças fazendo os dois andarem rápidos.
Edward estava aqui. De nenhuma maneira iria ficar aqui sem ele.
- Meninas... Preciso ir ao banheiro. Já volto. – sorri levantando-me
- Tome seu tempo. – Charlotte sorriu voltando a conversar rápido com elas. Rosalie seguiu meu olhar e sorriu, vendo Emmett de longe. Ela começou a exigir mais atenção de Alice como nunca.
- Pra que lado eles foram? – perguntei a Demetri que me conduziu ao elevador externo. Realmente não queria a visão panorâmica da cidade, por isso fiquei batendo o pé quando chegamos ao décimo andar. Ouvi a risada de Peter de longe, na extremidade do corredor.
Ao virar a esquina vi Edward e Emmett na porta de um quarto, com Carlisle e Peter mais atrás. Eles pareciam estar meio alegres demais. Não bêbadas, mas alegres. Emmett falava algo sobre Edward ser um maricas e não querer ir ao clube de mulheres. Eu amava demais esse homem. De fininho, deixei Demetri pra trás e fui caminhando devagar. Edward segurava o cartão chave e quando abriu a boca para responder, puxei o cartão de sua mão, destravando a porta e o puxando para dentro do quarto com força.
Antes que o empurrasse em direção a porta, registrei sua cara de choque e depois diversão quando se deu conta que a maluca sequestradora era sua noiva, excitada. O que tinha no vinho? Registrei também Emmett rindo e dizendo o quanto era rápida, mas não me importei muito quando Edward me ergueu no colo e tomou meus lábios com força. Sim, desde essa manhã que não o via. Fazia noites que não nos tocamos intimamente. Eu precisava demais dele.
- Adorável surpresa... – riu me deitando na cama. – Saudades?
- Muitas... Eu realmente preciso de você... Além do que eu posso compreender.
- Eu pensei que tivesse sido o único a sentir falta de você... Minha vida. – beijou-me novamente já puxando a barra do meu vestido. – Nada de roupas nesse quarto. Hoje nós teremos o quarto dos pelados.
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Acordei às cinco e meia da manhã sentindo calor. Também pudera, Edward estava praticamente em cima de mim. Levantei da cama de fininho, vesti muita roupa, lavei meu rosto e escovei o dente com a escova dele mesmo. Se ele reclamasse depois, iria responder que precisa aprender a dividir as coisas comigo.
Procurei pelo quarto de Demetri, que abriu a porta meio assustado com minhas batidas frenéticas.
- Eu preciso que você me leve a um lugar. – pedi
- Onde, Bella? – franziu o cenho confuso.
- Cemitério Municipal de Nova Iorque. – respondi sentindo os olhos pinicarem com lágrimas. – É hora de dizer a Charlie e Renée que irei me tornar uma mulher casada.
- Mas Bella... – Demetri tentou argumentar, mas ao ver à hora novamente suspirou puxando um casaco – Vamos. Você só terá 1 hora, ok? Não quero me submeter à fúria de Alice.
- Obrigada Tre.
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Em silencio nós chegamos em menos de quinze minutos. Foi preciso mais três seguranças conosco e tive a ligeira sensação de que Demetri ligou para Edward. Coloquei uma capa preta com um capuz enorme para me proteger do sereno da manhã. Caminhando com Demetri ao meu encalço, encontrei o tumulo dos meus pais, um do lado do outro, sem flores, apenas com uma foto e nenhuma mensagem. Tinha muito, mas muito tempo que não vinha aqui.
- Oi mamãe... Oi papai. – sussurrei sentando-me no chão. – Faz tanto tempo, não é? Eu vim aqui hoje, bem cedo porque vou me casar esta noite. Eu conheci Edward no final do ano passado, através do seu irmão, Emmett. Nós nos odiamos no inicio, mas se transformou em um amor intenso. Eu sei que é ele. Sabe quando você olha para o homem ao seu lado e simplesmente sente que é o homem da sua vida? É assim... Nós estamos morando desde 1 mês de namoro e eu gosto de pensar que papai ficaria louco com isso. Você o chamaria de velho e acabariam chegando um impasse sem fim sobre esse assunto.
Eu sei que devia ser uma filha melhor e pelo menos ter vindo aqui trazendo flores regularmente ou conversar, mas acho que não tive coragem. Foi muito difícil sair de casa para simplesmente viver. Senti tanta, mas tanta falta de vocês durante cada segundo da minha vida. Edward vem de uma família diferente. Eles são incríveis e acho que depois que vocês partiram, Deus ou seja lá quem, enviou pra mim. Ainda é difícil acreditar, sabe? Eu não pude aceitar a morte de vocês durante muito tempo... E hoje ainda dói, mas sei que posso construir minha própria família. Um dia, para desespero de Edward, terei lindos filhos e prometo vir aqui contar. Ele quer ter filhos logo, e por mais que ache isso fofo, não estou preparada para ser mãe.
Eu amo vocês. Sinto falta de vocês a cada segundo. Serei uma boa esposa como você, mamãe. Desejem-me sorte e saúde.
Limpei minhas lágrimas quentes com a manga do casaco e fiquei mais um tempo, sentada ali, apenas sentindo o vento gelado do dia amanhecendo. Ouvi passos atrás de mim e pensei ser Demetri avisando que meu tempo tinha acabado, mas aqueles dedos eu reconheceria em qualquer lugar. Edward colocou umas lindas rosas brancas, que nem sabia que ele lembrava que Renée gostava, no vaso fixo a minha frente.
- Oi amor. – sorri quando ele me abraçou. – Então você veio atrás da sua noiva fujona?
- Eu senti a cama fria demais... Depois Demetri me ligou. Cheguei um pouquinho depois de vocês, mas estava te dando um tempo sozinha com eles. – respondeu-me beijando minha nuca.
- Estou pronta para ir agora, Edward. Quero dormir um pouquinho antes de ter que me submeter aos tratamentos absurdos de uma noiva.
- Tudo bem. Você se sente melhor agora?
- Sim. Estou pronta para começar a nossa família. – respondi e ele puxou meu capuz, escondendo nossos rostos e saímos de mãos dadas até o carro. Demetri me deu um sorriso tranquilizador, que dizia muito, pelo menos pra mim. Ele era meu bom amigo.
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Alice me deixou dormir por mais três horas depois que chegamos ao hotel. Foi o tempo de tomar um banho juntos e deitamos. Ela soube me encontrar na hora que a equipe de beleza chegou, não reclamei. Eu fugi delas, dormi com Edward e simplesmente realizei o que queria durante minha ultima noite de solteira. Não que eu me sentisse solteira pelos últimos dez meses da minha vida.
- Mais feliz hoje? – perguntou-me dando um beijo estalado na bochecha.
- Muito mais. Apesar de estar com medo. Alice me deixe ensaiar como ando com esses saltos... Se eu pisar no vestido, vou te matar.
- Nós já verificamos a bainha. Vai dar certinho. – Rosalie entrou no quarto, trazendo um rapaz com uma mesa cheia de coisas gostosas para comer. – E então, você fugiu para comemorar a despedida de solteiro no estilo, não é?
- Quer melhor do que ter um aperitivo da lua-de-mel? – Charlotte entrou com Ethan e Esme, rindo do meu rosto ruborizado.
- Sim, ele me deu um grande aperitivo do que nós vamos saborear essa noite. – pisquei
- Essa noite só se for dentro do banheiro do avião. – Rosalie riu e tive que concordar. Edward queria simplesmente duas semanas longe do mundo, isolado em uma ilha no Brasil, Angra dos Reis. Pelas fotos a casa era muito bonita.
- É, bom, pelo menos eu vou dormindo daqui até lá. – ri bocejando, meu sorriso morreu quando um puxão no meu cabelo me fez ver que estava na posição errada. Seja longa essa tarde. – Esme, por que você e Charlotte não nos contam seus dias de noiva? – perguntei e pelo sorriso de Rosalie e Alice, elas também queriam ouvir.
Eu não tinha mãe... Tinha sogra. E para passar à tarde, por que não ouvir um pouco mais sobre a minha família? Afinal de contas, eu tinha que ter alguns podres da minha sogra para contar aos meus netos.
Puxa daqui, spray de não sei o quê dali, puxa de lá, vem de cá, corre aqui, belisca isso, corre dali. Sei que meu humor estava no status “estou nervosa e meio bêbada”.
- Esme, eu preciso comer alguma coisa. Essa quantidade de champanhe está me fazendo ficar meio zonza. – comentei meio rindo e meio envergonhada.
- Vou mandar subir seu almoço. – Esme riu – E nada mais de bebida para a moça. Estava distraída e nem percebi Alice enchendo sua taça. – comentou olhando feio para filha.
- O quê? Ela precisa relaxar... – Alice deu os ombros batendo os pés. – Eu sei que meu irmãzinho a fez relaxar ontem...
- Alice, querida. Ninguém quer uma noiva bêbada no altar. E eu preciso saber andar com aquelas armas.
- Não é tão complicado assim e vamos lá, Bella, ânimo. Você só tem mais três horas e meia como solteira. A partir do momento que você disser sim, sua alma estará presa aos Cullen pra sempre, como esse brasão que você usa no pulso.
Meu sorriso deve ter sido lindo, porque os que recebi de volta foi bastante intenso também. Acho que isso era ser família. Aturar bons momentos e os maus momentos como o de ontem. Fiquei tranquila em saber que no dia que engravidar, elas irão aturar a cadela que existe em mim quando sou hormonal. A melhor parte da equação era que hoje, Edward seria meu marido. Meu em todos os aspectos.
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- Esse sinos estão tocando por minha causa? – perguntei a Demetri, que estava no banco da frente do carro. Alice já estava na igreja com todos os outros. Eu iria chegar sozinha... Infelizmente. Elas quiseram ficar, mas a ordem é a noiva chegar com sua família. E bom, Max parecia bem confortável no banco ao meu lado.
- Sim... A Catedral sempre anuncia os casamentos... E bom, é o casamento de Edward Cullen. – riu levemente e Max soltou um miado preguiçoso. Ele estava tão mais gordo que o normal.
- Eu nunca imaginei que os sinos da igreja iriam tocar pelo meu casamento. – brinquei e tanto ele quanto Félix riram de mim. – Se bem que eu pensei que ele tocava só em funerais de gente importante.
- Eu tinha medo disso quando era criança. Minha avó sempre muito católica, me fazia vir aqui entregar mantimentos em horários que a igreja está fechada para a oração. Eu via as estatuas de santo só iluminadas com as velas e saia correndo. – Félix confessou rindo.
- Eu nunca fui religiosa. Nunca pisei nessa igreja.
- Que o padre não te ouça. – Demetri brincou quando estacionamos na igreja.
Foi então que eu vi a multidão do lado de fora, os flashes, gritos, assobios, policias, seguranças, imprensa... Comecei a controlar minha respiração, completamente nervosa. Um suor frio escorreu pela minha espinha, onde o espartilho apertado me sufocava.
- Pronta para descer? – Félix perguntou amavelmente – Eu irei te segurar, senhorita.
- Sim... E obrigada. – murmurei meio zonza. Tinha muita gente gritando meu nome.
Quando Félix me tirou do carro, vários aplausos explodiram com assobios de adoração. Seria para mim ou para o Vera Wang exclusivo de última hora que Alice quase se estapeou com a diretora do grupo que representa a marca? De qualquer modo, virei um pouco para a multidão, que me ovacionava intensamente e sorri sentindo meu rosto esquentar. Eu tinha me visto como noiva e fui capaz de dizer WOW para mim mesma e suspirar feito uma menininha.
Quis chorar, mas fiquei com medo de borrar a maquiagem antes de chegar na igreja. Só depois que a maquiadora veio me dizer que tudo era a prova d’água. Ainda assim, fiquei na minha. Chorar seria inevitável.
(N/A Link para vestido http://weddingfortuna.com/wp-content/uploads/2011/07/White-Fall-Bridal-Dress-2011-by-Vera-Wang-1.jpg)
- Hora de entrar, senhorita. – Félix sussurrou me conduzindo as enormes portas de madeira escura da igreja. Eu não podia ver o interior, mas ouvia as vozes. A porta se abriu e pude ver Alice e Rose entrando na igreja, ambas com seus vestidos de dama de honra cor de magenta.
Rosalie estava concentrada, sendo a primeira, com a igreja inteira possivelmente de pé. Alice foi logo depois, como se fizesse aquilo todos os dias. Seu sorriso era de cegar.
- Você é a próxima. – Demetri me conduziu até o inicio do tapete vermelho, no centro da igreja. – Você está pronta?
- Estamos prontos. – Emmett respondeu, saindo da lateral da igreja. – O quê? Você pensou mesmo que ia entrar sozinha? Eu tive que fazer zerinho ou um com meu pai, mas venci.
- Oh, meu doce Emmett. – sussurrei emocionada. Maldita lágrimas.
- Você pensou mesmo que eu ia te deixar sozinha? Nunca. Por coincidência você está casando com meu irmão, mas poderia ser qualquer cara, Bells. Eu sempre vou estar com você. – abraçou-me quando seus olhos começaram a denunciar que ia chorar.
- Obrigada, Emmett. Eu te amo.
- Agora, vamos lá. Edward estava tendo um ataque nervoso que você não chegava nunca, agora ele vai achar que fugi com você.
- Emmett, não me deixe cair. – sussurrei e a música começou – É agora.
- É agora.
Eu não olhei para a multidão de pé, vendo minha entrada. Assim que consegui dar meus primeiros passos, Edward estava lá, bem na minha direção, com um sorriso que minhas pernas quiseram sair correndo e pular no seu colo, encher de beijos e fugir para um lugar lindo, paradisíaco. Eu acho que estava sorrindo também, porque ouvi suspiros e comentários do tipo “olha como eles são apaixonados” e “olhe só, é um amor jovem tão bonito”.
Pareceu uma eternidade chegar até Edward. Eu não sabia se estava de acordo com a musica, só sabia que apertava loucamente o braço de Emmett e lembrava de respirar. Não queria desmaiar por falta de oxigenação no cérebro. Pelo menos não antes de dizer sim.
- Você está maravilhosa. – Edward sussurrou quando Emmett me entregou para Edward.
- Eu não vou hesitar em chutar sua bunda se você magoá-la. Mesmo sendo meu irmão.
- Entendi Emmett. – Edward rosnou e Emmett foi para seu lugar de primeiro homem rindo do aborrecimento do seu irmão.
- Você está maravilhoso. – sussurrei quando subimos até o altar, onde o Padre baixinho e gordinho nos esperava com um sorriso amável no rosto. Ainda bem que ele não tinha nenhuma mágoa em relação a minha não confissão, ou nesse momento estaria rezando para Deus tirar os pecados da luxuria de mim.
- Estamos hoje reunidos para celebrar mais uma união matrimonial, pedindo a benção de Deus, para unir Edward Anthony Masen Cullen e Isabella Marie Swan.
Durante o discurso bonito do padre, no qual eu não prestei muita atenção por estar completamente focada no lindo rosto de Edward. Ele me olhava com tanto carinho, que fiquei completamente hipnotizada. Eu ia acordar e dormir ao lado dele e ter seu sobrenome. Seria a primeira vez em nosso relacionamento que nós finalmente seriamos iguais. Eu era dele e ele era meu. E ponto final.
Nós ajoelhamos para a oração, que eu imaginava ser o final. Nossas alianças foram entregues e o padre as abençoou. Eu acho que devia vir mais a igreja, porque achei o gesto bem bonito.
- Por favor, Isabella Swan, seus votos.
Alice veio até a mim com os olhos vermelhos de tanto chorar e o nariz inchado, me entregando o papel. O Padre ainda segurava nossas alianças e um coroinha veio me ajudar com o microfone.
- Edward Anthony Cullen. Antes de você, a vida era um céu sem estrelas. Uma noite sem lua. Eu nunca achei que fosse encontrar o amor, na verdade, eu não sabia que amor ainda existia de uma forma tão poderosa ou que pelo menos eu teria o direito de sentir. Quando nós conhecemos, tudo que mais quis foi te odiar e toda vez que nós brigávamos ou fazíamos coisas que resultavam em discussões, eu queria desesperadamente não te ver mais. E então, no dia seguinte, lá estávamos nós, perto um do outro. Eu disse a mim mesma, que não podia sentir nada por você, mas sempre que sorria perto de mim ou me irritava, meu coração parecia que ia explodir. – solucei e Edward me entregou um lenço, inebriado com seu perfume. – E então, lá estávamos nós. Apaixonados. Tão diferentes, unidos por um amor estranho. Antes de você, eu não tinha muitas certezas ou convicções, mas hoje, eu tenho certeza que você é o homem da minha vida e tenho plena convicção de que vou te amar por todos os dias da minha vida.
- Muito bonito, Isabella. – o padre sorriu e Edward estava chorando, sorrindo pra mim movendo os lábios dizendo que me amava. Eu queria beijá-lo, mas ainda não podia. – Edward Anthony, sua vez, por favor.
- Bella, você é o maior presente que Emmett já me deu na vida. Nem quando ele me levou pela primeira vez no parque aquático. – brincou, mas seu tom de voz entregou o nervosismo estridente. – Quando eu te vi pela primeira vez eu pensei que não existia mulher mais bonita que você, no mundo inteiro. E quando você gritou comigo pela primeira vez eu pensei que não existia baixinha mais petulante que você. Ninguém nunca me contraria ou grita e você chegou, indo contra a tudo que eu tinha ou pensava que tinha. Foi então o seu sorriso me mostrou a vida de verdade... A vida no qual você é homem e precisa de uma mulher do seu lado. De um bom dia carinhoso, um sorriso tranquilizador, um abraço amoroso... Nós éramos tão diferentes, mas você me fez enxergar o valor da família, dos amigos e magia de viver cada segundo ao lado de quem nos ama. Você veio como um sopro de ar puro. Como se estivesse me afogando e me salvasse. Eu prometo te amar mais ainda por todos os dias da minha vida.
- Isabella Marie Swan, você aceita ser esposa de Edward Anthony Masen Cullen?
- Sim. – sussurrei com a voz embargada, apertando a mão de Edward desesperadamente.
Respirar. Respire, Bella. Respirar. Estou sem ar. Esse homem não quer ter esposa pelo resto da sua vida dizendo coisas como essas... Eu não registrei o que o padre falou, entre as lágrimas embaçadas, Edward estava colocando a aliança de Elizabeth Masen em mim. Esme devia estar entrando em estado de choque com a aliança da sua mãe no meu dedo.
- Edward Anthony Cullen, aceita ser esposo de Isabella Marie Swan?
- Sim.
Chegou a minha vez de simplesmente tremer como uma vara verde em dia de tempestade, deslizar a grossa aliança do seu avô.
- Pelo poder declarado em mim, através da santa amada igreja do Senhor, eu vos declaro marido e mulher, na competência de permanecerem fiéis um ao outro, amando na saúde, na doença, na tristeza e na alegria, na pobreza e na riqueza. Que a igreja do Senhor fique de pé e Edward... Pode beijar a noiva.
Finalmente!
N/A
E então meninas? Esse capítulo foi dividido em duas partes. Eu quero saber o que vocês acharam sobre. Semana que vem eu volto com a segunda parte ou se chegar a mais de 35 reviews, eu volto antes ~sonhar não custa nada~. Agora, eu vou falar sobre My Life Would Sucks Without You: só porque algumas de vocês estão pedindo, que vou postar aqui, sério, eu odeio quando meu post bonitinho fica sem configuração aqui. Mas spoiler e todas essas coisas não serão postadas no meu tumblr. E sim no blog http://minhavidaumsacosemvoce.blogspot.com/ e assinem o Friend Connect, posso mandar o spoiler direto para o e-mail de vocês. Ok? Ela vai estrear dia 27 de outubro!
N/B Ai Meu Deus. CASARAM!!! Achei o máximo a Bella fugindo para ficar com o Edward ok. Para que despedida de solteiro se pode passar a noite com o que se tem de melhor. Ela indo no cemitério foi emocionante, às vezes da uma dózinha da Bella pelo fato dela não ter ninguém da familia por perto. Mas os Cullen estão ali por ela, eles amam a Bella, e isso é bom. E também agora tem essa ~maridão hein. Nada melhor haha. xx LeiliPattz
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