Broken
31 She Will be loved
She Will be loved – Maroon Five
Had some trouble with herself
He was always there to help her, she
Tinha alguns problemas com si mesma
Ele sempre estava lá para ajudá-la, ela
I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
Eu não me importo de passar todos os dias
Do lado de fora, na esquina da sua casa, na chuva caindo
Procure a garota com o sorriso partido
Pergunte a ela se ela quer ficar por um tempo
E ela será amada
Descobrir o mundo era fascinante para as meninas. Agora com dois meses, elas tentavam levantar a cabeça e demonstravam um pouco mais de força no tórax. Também se interessavam por objetos coloridos que ficavam a sua frente. Sophie era muito mais curiosa que Elizabeth. Ela tinha mais interesse pelos bichinhos do berço e sorria sempre quando estava deitada nele. Claro que isso durava pouco tempo. Logo ela abria o bico e começava uma interminável canção de choramingo.
Elizabeth não ficava no berço cinco minutos sem abrir a cara a chorar. A expressão de magoa dela me cortava a alma, mas às vezes era impossível ficar com as duas ao mesmo tempo. Elizabeth gostava dos bichinhos, mas fora do berço. Ela podia ficar tranquilamente no bebê conforto se eu ou Edward estivéssemos no alcance de sua visão.
Eu também estava me desempenhando aquela mãe que veste as filhas iguais, sim, era muito bonitinho vê-las com tiaras e vestidinhos iguais. As duas eram cabeludas como eu, mas aquela coisa impossível de domar era de Edward. Nada ficava preso muito tempo e isso me irritava.
Depois de termos quebrado meu resguardo e levado um esporrinho básico da Dr. Grace, agora as meninas dormiam praticamente a noite inteira... Papai e mamãe brincavam muito nesse intervalo. Eu acordava cedo, as 06h30 da manhã e só ia dormir, às vezes, as 03h00. Ainda assim, eu ficava feliz e satisfeita todo dia de manhã.
- Bella? – Esme chamou-me no hall de entrada e logo apareceu na cozinha. Carmelita sorriu para Esme e voltou a cozinhar. Estava deliciosamente cheiroso!
Eu estava sentada alimentando Elizabeth enquanto Sophie ficava a minha frente, tentando sacudir os bracinhos de forma desengonçada para pegar a girafinha do seu bebê conforto.
- Tudo bem? A que devo a honra? – perguntei deliciada com seu beijo e ela foi correndo ao lavabo para lavar as mãos e pegar Sophie.
- Oi linda da vovó. – pegou Sophie que sorriu para Esme quando ela esfregou o nariz na barriga dela – Eu vim aqui saber o que você pretende fazer amanhã, no aniversário de Edward.
- Bom – ajeitei Elizabeth no colo porque ela pareceu engasgar mamando – Eu deixo o lado festeiro para você e Carlisle e como não aguento mais ficar em casa, penso em sairmos para jantar fora.
- É uma boa idéia. Qual restaurante favorito de Edward agora? – perguntou-me rindo – Antes era francês...
- Agora é italiano e a culpa não é minha que ele gostou de ser deixado sozinho dentro de um.
- Edward faz tudo o que você quer, Bella. É por isso que eu vim perguntar a você. – deu os ombros brincando com Sophie e eu ruborizei. Era tão óbvio assim que às vezes eu fazia Edward ceder as minhas vontades?
Elizabeth parou de mamar e rapidamente dei um jeito de fazê-la arrotar. Só Edward conseguia essa proeza rápido. Comigo as duas demoravam quase meia hora. Ela estava começando a ficar sonolenta, por isso segui para sala com Esme me seguindo com Sophie e pouco tempo depois, Elizabeth dormiu e pude deixa-la no bebê conforto.
- E como tem sido esses dias que Edward basicamente voltou a trabalhar?
- Bons. Elas às vezes choram ao mesmo tempo, mas normalmente é porque uma está chorando então eu fico com dificuldade de saber quem precisa da minha atenção. – brinquei ajeitando a gola da roupa de Sophie – Eu amo ficar com elas e cada minuto aprendem algo diferente. Elas sorriem para o som da voz de Edward. Para minha voz...
- Você está tão maravilhosa como mãe... E graças a Deus o pesadelo passou.
- Eu fiquei com muito medo durante a gravidez, confesso. Pressão alta e gêmeos foi assustador, mas hoje, valeu a pena. Mesmo tendo nascido prematuras, são saudáveis, o que é bem raro. – suspirei pegando Sophie adormecida de Esme e coloquei no bebê conforto também. – Toda vez que uma resmunga que não gosta de dormir de bruços e outra tira os enfeites de cabelo eu penso “caramba, eu fiz essas belezuras”.
- Quando elas crescerem, você vai perceber “caramba, eu não fiz essas pestes”. – Esme provocou admirando as meninas adormecidas – Emmett me deu muito trabalho quando criança. Eu não sinto pena quando Joseph não o deixa dormir. Só de Rosalie. Ela é muito doce para aturar Emmett daquele jeito.
- Emmett continua dando trabalho. Essa é a grande diferença. – sorri cobrindo minhas filhas e verificando a hora. – Cadê Carlisle?
- Você acha que vai demorar mais quanto tempo para ele se dar conta que estou aqui? – perguntou-me rindo – E então... Edward comentou meio emburrado, é claro, que você não está compartilhando seu novo projeto com ele.
- Não acredito que ele foi fazer queixa a você.
- Não foi bem uma queixa... – Esme ajudou-me a levar o bebê conforto com as duas para a cozinha, onde Carmelita estava colocando a mesa. – Só está sofrendo de curiosidade.
- Todos vocês estão sofrendo. Eu e Rosalie decidimos fazer surpresa. Queremos impacto. Negativo ou positivo.
- Poxa... – Esme suspirou fazendo aquela cara de cachorro abandonado que meu lado mãe estava me fazendo derreter. Eu quase cogitei a possibilidade de contar a ela. Quase.
- Cadê minhas netinhas? – Carlisle entrou e Joseph gritou junto. – Eu vim atrás da vovó com garotão do vovô!
- Na cozinha! – avisei e ele logo apareceu com meu menino sorridente no colo. – Cadê a mamãe? – perguntei a Joseph e Rosalie apareceu logo atrás no exato momento que ele apontou.
- Vamos todos almoçar juntos? – Esme perguntou sorridente – Já que meus filhos não ligam pra mim, minhas noras e netos ligam.
- Esme acordou com tendências dramáticas hoje. – Carlisle suspirou sentando a mesa, olhando as meninas que dormiam inabaláveis ao meu lado. – Até me expulsou da cozinha.
- Você estava me enchendo o saco. – rebateu friamente – Não entendo por que quis se aposentar. Força na língua você tem.
- Por que vocês não tiram uns dias fora? Dar um tempo de festinhas e eventos sociais. Descansar e apenas serem marido e mulher. – sugeri docemente e eles pararam de falar na hora – Sabe... Se afastar da confusão de gravidez complicada, morte de Victória, Alice e os tabloides, Edward cabeça dura... Quanto tempo vocês não fazem uma viagem sozinhos?
Esme ficou em silencio e o sorriso de Carlisle se abriu levando a situação pelo seu lado masculino. Rosalie parou de servir uma pequena porção de purê de batata para Joseph e olhou para Esme, que mantinha a expressão distante. Então, ela se emburrou.
- Não quero. – resmungou e Carlisle riu alto.
- Quer sim. – Carlisle deu um beijo estalado na bochecha de Esme e ela riu envergonhada. – Eu sei que ela quer.
- Agora eu sei quem Edward puxou quando quer convencer. – sorri para Esme ruborizada – Ele te fez lembrar algo constrangedor ou intimo demais e então você aceita ou ele não te deixa em paz.
- Exatamente isso. – Esme suspirou e todos nós gargalhamos.
- Fazer o quê? É uma arte. – Carlisle sorriu orgulhoso e as três mulheres presentes bufaram.
O almoço foi uma diversão. As meninas acordaram pouco tempo depois e Carlisle e Esme ficaram horas brincando com Joseph, Sophie e Elizabeth no quarto delas enquanto eu e Rosalie trabalhávamos no projeto com Demetri. Eu estava ansiosamente animada com as coisas dando certo. A universidade local tinha nos apoiado, as escolas particulares e Sarah conseguiu muitas mulheres dispostas a trabalharem no local.
Mal via a hora de todos saberem o que estava planejando. Eu estava sentindo tanto orgulho de mim mesma. Só não podia ficar tão arrogante quanto Edward.
Quando estava quase anoitecendo e chegou à hora da mamada, Rosalie foi embora com Joseph e carregando meus sogros juntos. Sophie mamou primeiro e Elizabeth depois. Dei banho nas duas com ajuda de Carmelita e elas ficaram bem acordadas brincando comigo na cama até adormeceram por volta de 20h da noite e nada de Edward chegar ou dar sinal de vida.
Coloquei as duas no berço e liguei o monitor do bebê enquanto ia tomar um banho. Essa vida de esposa e dona de casa estava me consumindo pelas beiradas. Durante o banho me reprimi por estar querendo voltar a trabalhar tendo duas filhas ainda muito pequenas. Mania maldita de mulher de querer pegar o mundo pelas mãos.
Sai do banheiro com o cabelo pingando de molhado e com preguiça de secar. No closet, todas as portas dos armários estavam fechadas e agora Carmelita sempre que limpava os espelhos fechavam. Eu me sentia na casa dos espelhos. Podia me ver em todos os ângulos. Aproveitei para olhar bem minha barriga e sorri para ela. Neurótica era meu novo sobrenome.
Abri o armário de Edward só por desencargo de consciência e verificar se suas roupas estavam dobradas como ontem a noite. Casamento deixam homens mal acostumados. Filhos deixam homens estressados de sono. Filhos deixam Edward desorganizado. E isso me deixa puta da vida.
No fundo do seu armário encontrei uma pasta arquivo e abri sem nem pensar duas vezes querendo saber o que era. Às vezes ele trazia coisas para casa e podia ser algo importante da empresa que ficou perdido. Não era comum, mas ninguém sabe o que passa na mente de Edward.
Eu fiquei chocada com o conteúdo da pasta. Era seu testamento. Que porra era essa? Só xingando para entender por que diabos Edward tinha feito seu testamento? Por que? De algum modo fiquei triste demais com aquilo. Qualquer coisa que representava morte ou beirava a ela me enlouquecia. Eu li e reli o documento e vi a data de expedição.
- Amor? – ouvi Edward entrar no quarto e logo entrar no closet.
- O que é isso?
- Não sei. – sorriu se aproximando – Ah, meu testamento.
- E por que você tem um? – sussurrei confusa e Edward estava ocupando scanneando meu corpo nu. Como se fosse alguma novidade aqui. – Edward!
- Porque se eu morrer, você é casada comigo com total comunhão de bens, mas eu tenho muitas coisas adquiridas antes do casamento e quis me certificar que tudo seria seu e das meninas caso algo venha acontecer comigo. – explicou me fitando confuso.
Resolvi que não queria pensar nisso. Edward se preparando caso algo acontecesse. Ele fala como se fosse quebrar o dedo ou a perna. Era morrer e me deixar sozinha. Eu não suportaria ficar sozinha novamente. Dei as costas e fui de novo para o banheiro e comecei a pentear meu cabelo perdida nos pensamentos. Eu queria que aquele medo fosse embora. Queria não ter lido aquele documento e o assombro daquela frase que a morte faz parte da vida ficasse martelando na minha cabeça.
Eu não lidava bem com a morte. E Edward era minha vida! Além de meu marido, era pai das minhas filhas e meu melhor amigo. Eu não podia imaginar um mundo no qual ele não exista. O mais absurdo de tudo que ele estava bem atrás de mim, vivo, saudável e só de cueca. E com muita saúde entre as pernas.
- Amor... É só um testamento. – Edward sussurrou me prensando com força contra a bancada do banheiro e chupando meu pescoço logo em seguida. – Não é para você ficar assim.
- Eu sei que não. Foi só um choque. – respondi fitando-o pelo espelho – Por que você demorou tanto hoje?
- Emmett e eu fomos assistir um jogo. – respondeu e arqueei a sobrancelha em resposta – Sozinhos. – completou rindo baixo. – Momento de meninos.
- Sei. – bufei virando-me de frente e sentando no balcão do banheiro. – Como foi o seu dia?
- Muito chato sem você. – sussurrou galante, vindo me beijar provocativamente. – Tudo é chato sem seu cheiro... Seu corpo...
- Mas não foi chato o suficiente para você sair com Emmett e não ligar? – provoquei. Eu tinha que jogar isso na cara dele. Não porque me importava, mas que se fosse ao contrário, o teto estava caindo sobre a minha cabeça.
- Oh... Bom... – Edward riu. Canalha – Estou aqui para compensar agora.
Edward me pegou no colo com força e eu ofeguei excitada, ainda rindo um pouco da sua brincadeira, mas foi seus lábios tocarem os meus que o monitor do bebê anunciou as princesas do reino de Edward tinham acabado de terminar com a brincadeira do papai. Eu ri mais alto ainda com a expressão frustrada que Edward olhou para seu pênis.
- Não se preocupe, você pode compensar mais tarde. – provoquei e ele bufou me expulsando do banheiro. Vesti uma camisola que vi pela frente e sai do quarto ainda rindo dele.
No quarto delas, eu sabia que era hora de mamar novamente, principalmente porque meus seios estavam inchados e doloridos. Sophie tinha parado o choramingo e continuava querendo pegar as coisas ao seu redor. Elizabeth estava vermelha. Essa puxou o lado Drama Queen dos Cullen. Adorava fazer um drama!
Sentei na poltrona reclinável com Elizabeth cantarolando baixo e ela logo se acalmou quando sentiu cheiro de leite. Sua mãozinha já estava no meu seio puxando delicadamente.
- Com fome, princesa? – sussurrei colocando-a para mamar – Papai chegou em casa, sabia? – sorri e ela continuou mamando forte. Meu outro seio começou a vazar e eu sabia que a diversão de Sophie estava chegando ao fim. Logo ela pediria atenção.
- Cadê as princesas do papai? – Edward entrou falando alto e Elizabeth largou meu seio para olhá-lo e sorrir. Tinha como não derreter? Ele veio, deu um beijo nela, cheirou o pescoço e depois abusadamente deu um beijo estalado no meu seio, ganhando um tapa involuntário. – Desculpe, muito perto, não dá para resistir.
- O que a mamãe faz com o papai? – perguntei a Elizabeth e Edward riu pegando Sophie no colo. – Ele acordou com um monte de palhacinho hoje. Só porque está fazendo 30 anos amanhã.
- Mentira. Papai continua apaixonado por cada milímetro do corpo da mamãe, só isso. – sorriu torto e eu devolvi um sorriso idiota e apaixonado de volta.
Mamãe sabia muito bem o que ia fazer com papai hoje a noite quando vocês duas forem dormir.
- O que você está fazendo na biblioteca que eu fui proibida de entrar lá? – perguntei depois de algum tempo em silencio, apenas observando os movimentos das meninas, que agora depois de alimentadas, estavam deitadas entre nós dois. Sophie mamou de sugar minha alma junto.
- Surpresa. – deu os ombros – Nós realmente desacostumamos com a leitura e quis modificar umas coisas.
- Eu odeio surpresas.
- Eu sei. – sorriu dando um beijo na minha bochecha. – Elas ficam cada dia mais parecidas com você. E o olho de Elizabeth está escurecendo, reparou?
- E de Sophie clareando. Como pode isso? Elas ficam iguais cada dia que passa.
- Cada dia mais lindas. – Edward sussurrou cheirando as duas – Eu me sinto apaixonado cada segundo que se passa.
- Eu também. – suspirei – Foi a melhor decisão que tomei na vida.
- Quer me dar outro? – provocou e eu gargalhei alto, fazendo as meninas sorrirem pra mim.
- Não. Na verdade, eu quero jantar, fazer as meninas dormirem e quem sabe a gente possa praticar depois. Eu disse praticar. – alertei rindo e ele estava me dando aquele sorriso sexy dele – E sem furar a camisinha, palhaço. – belisquei seu braço.
- O que tem para comer?
- Não sei. Você vai fazer. – dei os ombros e ele estacou no lugar. – Brincadeirinha.
- Sério, eu só comi amendoins e bebi duas canecas de cerveja hoje. – respondeu levantando com Elizabeth no colo.
- Ah, Edward Anthony Masen Cullen não se alimentando direito. – estalei franzindo os olhos para ele – É bom estar na correria e não se lembrar de comer, não é?
- Argh Isabella, quer comparar? – rebateu enfezado.
- Uhhhhh – soprei – Ficou enfezadinho. – provoquei rindo com Sophie, que nada hora fez um barulhinho engraçado, repetido depois por Elizabeth.
- Vocês duas também? – Edward riu sacudindo um pouquinho Elizabeth que prendeu as duas mãozinhas pequenas nos cabelos dele com força – Que isso menina. Quanta força nesses dedos.
- E você não usa brincos. – resmunguei colocando Sophie no bebê conforto e Edward seguiu meu exemplo com Elizabeth. – Chá gelado? Salada crua ou cozida?
- Chá e salada crua. – respondeu-me cobrindo as pernas das meninas – E isso é cheiro de arroz branco?
- Sim, com brócolis. Tem carne assada recheada com alho dourado e paio. – respondi e podia ouvir o estomago dele roncando – Isso tudo é fome, amor?
- Fome de leão. Preciso comer. Crescer... Ficar fortinho. – provocou sorrindo torto pra mim, passando a mão pelo peito.
- Você parece que está abstinência sexual. Já reparou que todas as suas ultimas dez frases se referiram a sexo? – perguntei abismada.
- Exagero. – piscou rindo e me deslumbrando com o olhar intenso que lançou no meu corpo. – Eu apenas estou conversando com a minha esposa enquanto preparamos um jantar familiar. Eu não disse nada sobe meu desejo de jogar você contra parede, sobre a mesa, o balcão e sofá da sala e fodê-la sem limites. Ou pelo menos até você ficar sem forças.
Eu fiquei parada ainda com a travessa de arroz na mão e com a boca aberta. Eu nunca ia me acostumar com o modo natural que Edward empregava as coisas na conversa e como eu ficava de pernas bambas só com isso. Ele riu, veio tirar a travessa de mim e me deu um beijo rápido nos lábios.
- Tem crianças no recinto. – sussurrei rindo e olhando para crianças. Ainda bem que elas não entendiam – Além do mais, parece que está de jejum a dias e se me lembro bem, você me atacou no chuveiro esta manhã antes de sair.
- Foi realmente intencional, eu fui pentear o cabelo e você estava nua ali. – respondeu dando-me seu melhor sorriso inocente. – Afinal, se eu ver você nua e não fazer...
- Vou começar a ficar preocupada, ok, tenho isso em mente. Em falar nisso, você pode chamar Evans novamente? Quero voltar a malhar...
- Evans está fora, ele quebrou a perna. Tem o companheiro dele...
- Ah, ele é gay? Por isso que você o contratou, né?
Eu realmente tinha estranhado Edward contratar um homem para ser meu personal quando ele não queria que fosse a academia por dizer “homens demais podendo te olhar”. E então, era claro que Evans poderia dar em cima de Edward e não de mim. Obviamente, ele era profissional demais e eu não tinha nada contra ele. Graças aos seus gritos e insistência, meu marido ficou muito contente com minhas pernas.
- Olha isso. Sophie quer pegar a girafinha. – Edward riu parando de comer para observar o esforço dela com os braços trêmulos querendo pegar a girafa.
- Ela está o dia inteiro tentando fazer isso. É determinada. – sorri e para minha infelicidade, Edward soltou a girafa e deu a ela. Ele não entendeu que a graça era permanecer pendurado – Por que você fez isso?
- Ela queria.
- E ela vai desenvolver para um dia tirar sozinha, Edward. Não se faz o que ela quer. É preciso estimular. Não mime as crianças.
- Ela tem dois meses, amor. Não sabe o que é ser mimada. – sorriu ignorando meus protestos.
- Foi assim que você começou com Alice. – resmunguei fazendo bico – Ela é assim por sua causa.
- Alice é mimada porque meus pais não tem nenhum limite com ela. – rebateu rindo da minha irritação – Além do mais, Alice seria assim por natureza. Ela tem bom coração.
- Eu sei que tem, só que nessa fase que elas estão compreendendo algumas partes do corpo, por isso o desejo de pegar.
- Ok. Desculpa. Vou tentar me controlar em não fazer as vontades delas... – sorriu torto pra mim e inclinou-se para me beijar. – Eu prometo não mimá-las.
- Por que eu não acredito nisso? – sussurrei contra seus lábios jogando meus braços pelo seu pescoço. – Eu não vou deixar, amor. Fique tranquilo.
- Você vai rebolar em mim mais tarde? – perguntou e eu engasguei surpresa. – Cara, depois desse tempo todo você ainda fica vermelha quando falo de sexo com você. – Edward gargalhou alto. – Tão linda.
- Estúpido. Tirou o dia hoje, não é?
- Eu acho fofo. Apesar de estranho. Nós somos casados, amor. Recém-casados, mas somos. E já moramos juntos tem quase três anos.
- Dizem que a fase dos recém-casados só passa depois dos cinco anos, não é? – perguntei retoricamente e ele assentiu lambendo meus lábios para me irritar – E olha como fui boazinha em te dar filhos antes e é assim que você me trata!
- Te darei tratamento vip mais tarde. Pode deixar. – piscou me beijando novamente e voltamos a comer rindo de um monte de besteira. Edward estava impossível com piadinhas e quando fizemos as crianças dormirem, após algumas brincadeiras, troca de fraldas e babações, ele me jogou sobre o ombro e aproveitei para dar um tapa na sua bunda. Ele me jogou na cama, com força. Noite produtiva.
Que Deus faça nosso casamento nunca cair na rotina.
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Aos quatros meses das meninas eu estava completando vinte e cinco anos. Era isso mesmo? Três anos se passaram! Edward se mexeu do meu lado querendo levantar para trabalhar, mas eu joguei minhas pernas em cima dele e o braço no torso, impedindo qualquer movimento que me fizesse ficar sem o seu calor.
- Fica comigo hoje, por favor. – resmunguei enterrando o rosto no seu pescoço. Sempre cheiroso – Eu quero tanto ser mimada por você.
- Hum... – murmurou sonolento, me apertando em seus braços – Quer fazer o que hoje?
- Sair com você e as meninas. Eu preciso muito te levar a um lugar. – respondi bocejando – Nossa família também vai. Podemos almoçar na rua depois.
- Ninguém vai trabalhar hoje? Só por que é seu aniversário? – perguntou-me confuso e bocejando ao mesmo tempo. Acabei não resistindo e pulei em cima dele. Suas mãos automaticamente começaram a me acariciar por dentro da camisola.
- Meu primeiro aniversário com vocês foi declarado feriado, lembra? Estou fazendo de novo. – sorri beijando sua bochecha. – Agora deixa de preguiça porque eu preciso da sua ajuda com as meninas.
- Logo agora que eu pensei que iria namorar minha mulher com vinte cinco anos de idade...
- Hum... – ronronei no seu ouvido, me esfregando nele e mordendo o lóbulo da sua orelha – Sexo matinal de aniversário? – sussurrei trilhando um caminho de beijos até sua boca. Edward penetrou os dedos pelo meu cabelo, segurando uma boa quantidade de cabelo e controlando o beijo, que da minha parte começou lento, mas ele fez questão de aprofundar.
Ofegante, ele puxou minha camisola sobre a cabeça e eu ergui meu corpo parcialmente para sua cueca desaparecer do caminho. Voltei a beijá-lo com força, rebolando contra sua ereção latente. Melhor maneira de me desejar bom dia. Puxei a camisinha do criado mudo e tomei cuidado ao abrir a embalagem ou as consequências...
Ele sabia o quanto amava ficar por cima e conduzir os movimentos. Provocando, fiquei brincando com a cabeça do seu pênis na minha entrada e clitóris, fazendo o aperto de Edward se intensificar na minha cintura. Seus lábios estavam perdidos nos meus seios e não aguentei nem mesmo a minha provocação.
Paraíso. Comecei movimentos lentos, mas tinha alguém impaciente embaixo de mim.
- Não... Eu quero no meu ritmo.
- Você quer me matar. – sussurrou com a voz controlada. – Porra.
Edward perdeu a paciência comigo me jogando contra a cama e penetrando com vontade. Eu que estava rindo, calei-me rapidinho não conseguindo conter a onda de prazer que vinha crescendo e logo nós dois explodimos juntos com um excelente orgasmo para começar o dia.
- Agora sim, bom dia e feliz aniversário, amor. – Edward riu vindo me beijar delicadamente – Eu te amo, velhinha.
- Trinta anos, olha quem fala. – bufei, mas acabei rindo. – Eu tive duas filhas de uma vez só e continuo no auge da gostosura, ok? Posso passar em qualquer lugar que sempre vai ter um olhando.
- Esse um não tem amor à vida. Só isso.
- Nós vamos nos atrasar. Se vista para um evento social, ok?
- Nós vamos aonde? – empurrei-o de cima de mim levantando da cama. Eu o ignorei quando tirou a camisinha e jogou no lixo próximo.
- É surpresa. – soprei rindo.
- É apresentação do projeto no qual você e Rosalie dissuadiram minha mãe a remover quatro milhões da empresa? – perguntou ainda na cama, nu e agora puxando o travesseiro pra si.
- Exatamente. – sorri vitoriosa.
- Eu posso abrir uma sindicância contra vocês. – acusou emburrado. Ele estava morrendo de curiosidade.
- Não quando o dono da empresa autorizou. Você é o presidente, mas seu pai ainda é o like a boss. – provoquei aumentando o volume do monitor do bebê e indo tomar banho. – Edward, vem tomar banho comigo para adiantar o tempo.
- Como vocês conseguiram fazer que ele autorizasse sem saber o que era? – riu levantando da cama e vindo todo glorioso e nu para dentro do banheiro – Já quer um segundo round, baby?
- Não sei. Pergunte a sua mãe. – pisquei e ele gemeu nervoso.
- Vamos mudar de assunto?
- Tem problemas em imaginar sua mãe convencendo o seu pai a base de sexo? – provoquei e ele encostou a cabeça na parede do banheiro. – Ok. Parei.
- Agora você precisa tirar essas imagens da minha cabeça. – sorriu torto.
- Sinto muito. Daqui a 10 minutos suas filhas vão acordar. – apertei sua bochecha levemente.
- 10 minutos dá para fazer muita coisa.
- Sim, claro. Lavar meu cabelo é uma delas. – puxei meu shampoo empurrando-o levemente e ele bufou murmurando algo como ‘estraga prazer’.
Edward me ajudou em arrumar as meninas com vestidos lilás e detalhes brancos. As duas estavam sonolentas. Sophie não gostava de ser acordada e Elizabeth ficava irritada. Ela não saia do meu colo até o sono ir embora e nem trocar de roupa era possível sem muito choro das duas.
- Elas estão magoadas com você. – Edward sussurrou segurando-as ao mesmo tempo e me observando trocar de roupa. – Esse batom é bonito. – sorriu torto referindo-se ao meu batom vermelho cereja.
- Daqui a pouco elas ficam com fome e esquecem que eu as acordei. – sorri mandando beijinho para as duas. Era possível duas crianças ficando magoadas tão novas? Pelo menos emburradas, elas estavam.
- Você vai usar esse decote todo? – perguntou-me rindo beijando meus seios.
- Quem vai vir com a mamãe? – perguntei e só Elizabeth sorriu pra mim, esticando os braços. Sophie ainda estava com os olhos mais fechados que abertos. – Edward, as duas vão chegar lá dormindo. Será que vão ficar irritadas com a quantidade de fotógrafo?
- Vai ter muitos fotógrafos? – sorriu torto.
Merda!
- Sempre tem, amor. – dei os ombros puxando minha bolsa e de Elizabeth e Edward com Sophie dormindo no colo, conseguiu pegar a bolsa dela. – Os Cullen sempre chamam atenção.
- Claro... Claro.
Como combinado, Carlisle e Esme já nos esperava no carro, sentado de frente pra nós. Alice iria ao carro de trás com Emmett e Rosalie. Elizabeth dormiu tão pesado quanto Sophie. As duas estavam arrumadinhas... Ainda. Logo teria tiaras na mão e vestidos amassados. Cada vez que estávamos pertos, eu simplesmente me contorcia no lugar. Edward me olhou algumas vezes, mas ele simplesmente não sabia como me acalmar.
Esme e Carlisle estavam ansiosos. Todos estavam. Foi muito complicado manter segredo e particularmente, isso era uma superação pra mim. Uma superação e também uma maneira de ajudar mulheres que passaram por situações parecidas com as minhas. Alice agora sabia de tudo e foi peça fundamental na decoração do lugar. E ela agora era peça fundamental do projeto.
Edward ficou surpreso quando encontrou tapete vermelho, fotógrafos, seguranças e um monte de gente entrando no prédio, que antes, era abandonado em um bairro de classe média baixa da cidade. Sarah Calahan já estava a postos para entrar. Nós seriamos os próximos. E também seria a primeira aparição pública oficial das minhas filhas.
Fotógrafos já tinham escalado até o consultório médico delas para pegar um vislumbre, mas nada que Demetri não tenha apagado a foto. Alias, ele tinha o recorde de quebrar a apagar câmeras alheias.
- Todos prontos? – Demetri perguntou abaixando o vidro da frente.
- Sim. – respondi com firmeza. Embora minha voz tenha falhado um pouco.
Era isso. Estava se tornando real. Edward pegou minha mão e ficou tentando me acalmar. As meninas permaneceram dormindo e iam fazer um escândalo de primeira quando acordassem com os gritos da multidão. Sophie foi a primeira a ser acordada e choramingou até quando não pode mais, dando seu olhar ressentido a Edward. Elizabeth só ficou quieta com a chupeta na boca e assim nós saímos. Com duas emburradinhas olhando assustadas para a multidão que gritava e uma chuva de flashes caiam sobre nós.
Emmett, Rosalie, Joseph e Alice chegaram pouco depois e nós fizemos à foto oficial ali mesmo no tapete vermelho. Nossa família um pouquinho maior.
O olhar de Edward estava perdido ao seu redor e nós tampamos o nome da placa. Ela só seria liberta depois da cerimônia. Ele olhou foto por foto no hall de entrada e parou quando viu a de Victória bem grande, em preto e branco, no meio de tudo. Foi um dia que ela sorriu verdadeiramente ao telefone e Emmett registrou sua posição de lado, com a luz entrando ao fundo e os cabelos esvoaçantes. Era linda demais e dizia muito sobre ela.
- Podemos começar, Bella? – Sarah veio docemente ao meu lado e parte da equipe já estava conduzindo os convidados ao exterior do prédio, onde um auditório foi montado. – Você está pronta?
- Claro. Estou pronta.
- O que vai acontecer agora? – Edward perguntou curioso e Sophie estava dividida em prestar atenção na voz do pai ou continuar tentando tirar a gravata dele. Até que desistiu e resolveu abocanhar o nó da gravata – Não filha... – Edward puxou-a docemente e colocou a chupeta. – Bella?
- Ah... A apresentação oficial do projeto a vocês. – respondi tentando reprimir o olhar marejado que me tomava – Espero que você goste e aprove. Foi feito com muito carinho e basicamente representa nós dois.
- Claro amor. Confie, você vai arrebentar. – beijou a pontinha do meu nariz e também pegou Elizabeth de mim, indo sentar ao lado de Esme.
Alice, Rosalie e Sarah já estavam me esperando atrás do palco e eu seria a primeira a discursar. Meu interior palpitava de nervoso e isso não era como apresentar um trabalho no colegial. Era uma multidão enorme querendo minha atenção. Subi ao palco e aplausos foram dados. Edward sorriu calorosamente pra mim e segui o conselho de Carlisle em olhar para o horizonte e não somente para a multidão.
- Bom dia a todos. – limpei a garganta nervosa – Todas as pessoas mais experientes me aconselharam a escrever o que pretendia falar. Na verdade, até o momento que eu estava vestindo minhas filhas essa manhã eu não sabia exatamente o que dizer. – sorri nervosamente para Rosalie. – Os últimos três anos da minha vida foram completamente loucos. De garota da estação a namorada do bilionário eu fui a um piscar de olhos e ao contrário do que muitos pensam, não foi nada como um conto de fadas. Eu conheci pessoas incríveis e outras que nunca quis conhecer e vivi momentos ruins e perdi pessoas amadas. E o que me manteve forte esse tempo todo foi meu marido, Edward. E é isso que eu quero dar a muitas mulheres que hoje estão sozinhas. Apoio. – suspirei e liguei fiz sinal para ligarem o telão atrás de mim e algumas fotos começaram a se passadas. Eles iam entender quando o vídeo fosse passado – Assim como eu, existem muitas meninas órfãs tentando a sorte na vida de Nova Iorque e muitas delas não conseguem terminar o colegial ou conseguir um bom emprego. É praticamente impossível viver sozinha... É mais uma questão de sobreviver, do que viver. E é por isso que nós estamos aqui. Um time repleto de psicólogas, analistas, assistentes sociais, professoras de variadas matérias e com o apoio de escolas particulares da cidade e NYU, nós estamos começando o programa de Educação Para Mulheres Acompanhadas.
Muitas pessoas aplaudiram e assobiaram. Fotos foram tiradas e eu vi o reitor da universidade acenando pra mim com aprovação. Só que tinha ainda muita coisa a se fazer.
- Em contra partida, teremos mais uma área importante. Todos os dias alguma mulher no mundo sofre um agressão de seus companheiros. Todos os dias a policia recebe uma chamada anônima relacionada a alguma agressão feminina. Violência não é só física. Existem de variadas formas e todas elas machucam mais do que possamos imaginar. Em alguns casos, até a morte. E foi justamente querendo dar apoio, abrigo e suporte a essas mulheres, que a Fundação Victória Douglas Smith foi criada. Para que as mulheres do mundo saibam que sempre existirá uma segunda chance, um novo caminho e uma oportunidade de se livrar daquilo que nos retém.
Dei uma vacilada e olhei para expressão chocada de Edward, embora, seu olhar tinha um brilho diferente. Era orgulho. Eu sabia disso.
- A fundação não tem fins lucrativos e como presidente de operações, abro para vocês amigos que possam fazer suas doações na conta bancaria que está assinalada no planfeto de vocês. Aos demais que estão interessados em fazer parte do time de patrocinadores, sintam-se livres para juntar a Companhia Cullen e Ltda.
Agora ia chegar a parte crítica que eu estava um tanto nervosa.
- Victória Douglas Smith foi uma grande amiga minha e como todos sabem, nós duas sofremos um atentado provocado pelo seu ex-marido, James Hathaway. Apesar de ter sido uma situação horrível pra mim que provocou grandes marcas na minha vida, ela foi a maior prejudicada. Victória morreu por amor. Amar é muito bom. Eu sei disso. Todos os dias quando acordo e olho para meu esposo adormecido ao meu lado, sei que o amor é tudo na minha vida. Só que ele precisa ser bom. Dar frutos e nos erguer quando necessário. E o projeto Mulheres que Amam Demais está aguardando todos vocês, casados ou não, para conversas em grupo, terapias ocupacionais e aulas de dança. Quando sentirem que precisam de um colo amigo, não hesitem em nos procurar. Obrigada pela atenção de todos e pela disponibilidade de virem até aqui.
Eu só acreditei que tinha conseguido quando Rosalie me abraçou extremamente apertado no fim do palco. Ela estava emocionada e sorridente. Alice sendo Alice quicava no lugar de excitação. Ela seria a coordenadora e estaria basicamente de frente na fundação. Eu sendo esposa do presidente e tendo uma cadeira executiva na empresa, não poderia estar aqui todos os dias. E ela precisava de algo para ocupar a mente.
- Você foi maravilhosa! – Edward me abraçou por trás e sussurrou no meu ouvido – Eu estou completamente orgulhoso de você, meu amor. Na verdade, sem palavras.
- Edward? – perguntei confusa achando que ia ganhar um beijo e ele se afastou levemente de mim – Não ganho um beijo?
- Do jeito que eu quero te beijar não vai ser muito educado aqui. – provocou vindo me abraçar delicadamente e me beijar com carinho – Confesso que fiquei extremamente curioso durante os meses que você ficou trabalhando no projeto, mas amor... Isso é incrível. Eu estou tão orgulhoso de você.
- Obrigada. Eu te amo.
- Você é a mulher mais extraordinária do mundo. – sussurrou me abraçando novamente – Eu te amo.
- Desculpe, mas tem duas coisinhas emburradas aqui. – Carlisle se aproximou com Esme e as meninas estavam choramingando. – Elas não param com essa canção de choramingo.
Sophie foi a primeira a se jogar no meu colo e pelo jeito que ela estava me cheirando, só significava uma coisa. Fome. Elizabeth puxava meu cabelo do colo de Edward. Ótimo, as duas com fome ao mesmo tempo e eu sempre cuidava de uma só.
- Nós podemos ir almoçar agora? Mandei preparar um grande almoço lá em casa e convidei algumas pessoas. – Esme bateu palminhas animada. Claro que ela deve ter convidado metade das pessoas presentes e o pequeno almoço seria para 70 pessoas. No mínimo.
- Eu prefiro ir. Elas estão com fome e não tenho como alimentá-las aqui. Muito barulho para chamar atenção.
Meia hora depois eu ainda estava no local, dando entrevistas e posando para fotos. Edward estava fazendo seu melhor para controlar as meninas, mas ficou impossível. Berreiro foi fichinha diante do que elas fizeram no colo de Alice e Emmett quando nós dois tivemos que dar uma entrevista. A cara de magoa e dor quando elas nos viram foi de desmanchar corações. Sophie estava inconsolável e tive que sair do local. Elizabeth estava mais calma, principalmente que Edward estava cantando baixinho em seu ouvido.
Demetri conseguiu que saíssemos de lá logo depois e eu percebi que estava com fome e só com vitaminas no estomago. Elizabeth mamou o caminho inteiro. Ela sugava com tanta força que chegou doer. Parecia que eu tinha deixando-a morrendo de fome mais de duas horas. Meu coração doeu um pouquinho. Coisa de ser mãe e querer proteger seu filho de tudo.
- Perdoa a mamãe amor. Nunca mais isso vai acontecer, ok? Não vou mais te deixar com Tio Emmett para fazer entrevista. – beijei sua bochecha e a abracei de leve.
Sophie estava dormindo de novo e talvez até que ela saciasse seu nome interrompido, ela iria continuar assim. Edward segurava as duas bolsas e ela no colo enquanto Elizabeth gritava para Rosalie assim que a viu sair do carro. Joseph estava quase pulando do colo do pai e teria um bolo mais tarde, afinal hoje ele também fazia aniversário. E estava quase andando. Ele também sabia falar algumas palavras, saia meio engraçado, mas falava.
Ele estava lindo. Crescidinho e parecido com pai. Emmett tentava detê-lo, mas era pior que Edward com crianças. A idade se igualava. O jardim da minha sogra estava lotado de gente e os garçons trabalhavam a todo vapor. Fiquei surpresa a ver dois bolos a mesa, com velas e outras palhaçadas de aniversário. Ninguém segura Esme quando ela quer algo.
Até comemorar seu aniversário sozinha ela é capaz de comemorar. Com as crianças adormecidas no carrinho, finalmente pude comer e conversar um pouco. Estava tendo muitas respostas positivas dos convidados e isso me deixou extremamente feliz.
- Peço atenção de todos! – Edward bateu delicadamente na sua taça – Gostaria de apenas alguns minutos da sua atenção. – sorriu deslumbrando todas as mulheres ali. Revirei meus olhos e comecei a rir. Ele sabia o que fazia. – Hoje foi um dia especial para todos, mas não posso deixar de alegar que é exclusivo pra mim. Nesse dia nasceu a mulher mais extraordinária do mundo e tive a sorte de tê-la como minha esposa. Muitos de vocês têm várias especulações sobre nosso relacionamento, mas o único, a saber, o que realmente passei na mão dela, fui eu. – brincou e nossa família gargalhou alto – Bella é uma mulher de personalidade forte e logo nas primeiras semanas de namoro vivia batendo de frente comigo alegando que precisava construir algo para si. Ela é esforçada. Retornou os estudos, se formou com honras na faculdade e hoje concluiu a primeira etapa de algo criado exclusivamente por ela. E eu, como mero expectador só tenho a dizer o quanto estou orgulhoso de você, meu amor. – virou-se pra mim com um sorriso de rasgar calcinhas – Você é tudo e mais um pouco de tudo que quis na vida. Obrigada por fazer minha vida melhor. Eu te amo e feliz vinte e cinco anos.
Antes de ouvir o coro de suspiros e aplausos, eu pulei no colo de Edward e o beijei com todo meu amor que tinha, obviamente, não evitando o choro. Eu estava no meu lugar preferido no mundo. Onde eu realmente pertencia. Nada poderia mudar isso. Eu tinha certeza.
It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want
Nem sempre são arco-íris e borboletas
É o compromisso que nos move juntamente
Meu coração está cheio e minha porta sempre aberta
Você pode vir qualquer hora que você quiser
FIM
N/A Não sou boa com despedidas! Eu amei de todo meu coração escrever esta fanfic e infelizmente houveram contratempos, leitoras que não gostaram do rumo da história e outras que se juntaram no caminho. De qualquer modo, eu escrevi tudo que estava em mente. Não tenho palavras para expressar a gratidão imensa que sinto pelo carinho e retorno de vocês. Foi algo extraordinário. Vocês foram incríveis e se cheguei até aqui hoje, foi por vocês. Obrigada pelo carinho, de coração!
Quero agradecer a Leilli. Ela foi a primeira a ler esta fanfic antes de ser publicada e depois de um tempo, a primeira a ler todos os capítulos. Foi um caminho dela me aturando, enchendo sua caixa de e-mail e sendo insegura sobre alguns pontos, mas ela vinha e dizia: Calma, escreve, tô lendo! E assim foi até chegarmos aqui.
E eu não posso parar. My life Would Sucks Without You continua com seu diretório principal aqui http://minhavidaumsacosemvoce.blogspot.com/ não deixem de acessar, por favor. E o link está aberto aqui http://www.fanfiction.com.br/historia/169959/My_Life_Would_Sucks_Without_You com o primeiro capítulo. Quero reviews!
Volto em breve com epílogo e quem sabe, tal como em Bebê Swan, posso aparecer com cenas extras.
Mais uma vez... OBRIGADA!
N/B: Por que quando li FIM comecei a chorar? Sem brincadeira. Não gosto de me despedir de fics, ainda mais uma que se tornou tão especial para mim. Não acredito ainda que acabou, parece que foi ontem quando a Mari me falou da fic. Aiai...
Primeiro que eu amei esse capítulo, a família linda, com seus problemas, mas que juntos conseguiram trilhar o caminho que queriam. Essas duas coisinhas fofas Sophie e Elizabeth que mesmo aparecendo tão pouco na fic me conquistou. E claro, o nosso casal Bella e Edward, que fizeram o próprio caminho no amor, graças ao Emmett e seu plano.
Eu me apaixonei pela fic no momento que a Mari me mandou e pediu que eu fizesse uma capa. Comecei apenas como leitora, mas tive o prazer de me tornar beta dessa fic, e ter a confiança da Mari para me perguntar se estava bom, de corrigir os pequenos errinhos. Obrigada Mari por ser essa pessoa maravilhosa, essa autora incrível e por ser a amiga digna que é.
Vocês ainda não estão livres de mim, ainda vai ter um Epílogo, e meus comentários estarão por lá haha. E claro, eu também sou beta de y life Would Sucks Without You, que eu tenho CERTEZA que todas vocês vão AMAR a fic tanto quanto eu e rir muito com a Bella e o Edward. Eles são incríveis.
Beijos a todos, e nos vemos por ai.
xx LeiliPattz
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